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<channel rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/oficina/oficina/RSS">
  <title>Materiais Pedagógicos</title>
  <link>http://www.ondajovem.com.br</link>

  <description>
    
      Nesta área você encontra sugestões de atividades, dinâmicas e jogos cooperativos sobre diversos temas. A seleção conta, ainda, com relatos de aplicação destes materiais.
    
  </description>

  

  
            <syn:updatePeriod>daily</syn:updatePeriod>
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            <syn:updateBase>2011-08-01T12:26:14Z</syn:updateBase>
        

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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/nosso-entorno">
    <title>Nosso Entorno</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/nosso-entorno</link>
    <description>Atividades conduzem o jovem a entender seus territórios e sonhar com novas conquistas de espaço.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><b>Objetivo</b></p>
<p>Trabalhar com os jovens os conceitos de espaço social, de vivência e de convivência, refletindo sobre como se percebem nestes espaços e o que gostariam de mudar.</p>
<p> </p>
<p><b>Tempo previsto de execução: </b>3 horas</p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Materiais e equipamentos necessários: </b>Mapas da cidade; revistas; cartolina; canetões; folhas de flip chart ou craft.</p>
<p> </p>
<p><b>Conteúdos abordados</b></p>
<ul>
<li>Percepção de si e do outro;</li>
<li>Reflexão sobre o olhar do outro em relação a espaços de vivência e convivência;</li>
<li>Ampliação de consciência sobre questões relacionadas ao território onde vivem.</li>
</ul>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p> </p>
<h3><b>Desenvolvimento</b></h3>
<p><b> </b></p>
<pre><b>Atividade 1 </b></pre>
<p><b>Cadeira Livre</b></p>
<p><b>Objetivo</b></p>
<p>Trazer o foco de atenção dos jovens para o momento presente, trabalhando a memória e a interação entre os participantes.</p>
<p><b>Aplicação</b></p>
<ul>
<li>Dispostos em roda, solicite aos jovens que cada um pegue uma cadeira e a coloque num círculo com os assentos voltados para dentro, de modo que todas fiquem bem próximas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Coloque uma cadeira a mais no círculo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Após a montagem do circulo, inicie o jogo a partir das instruções abaixo:</li>
</ul>
<p class="Default"> </p>
<p class="Default">1) A cadeira vazia deve ser ocupada pelo participante que estiver à direita ou à esquerda da cadeira, o mais rápido possível.</p>
<p class="Default">2) O participante que conseguir sentar-se diz em voz alta: "Eu sentei!” Sobra então uma nova cadeira livre, que será ocupada pela pessoa que estava ao lado do 1º participante a se movimentar.</p>
<p class="Default">3) Esse, ao sentar, diz em voz alta: "No jardim !" Na sequência, sobra outra cadeira livre que será ocupada pelo participante que estava ao lado daquele que se movimentou. Esse, por sua vez, completa a frase dizendo: "Com meu amigo <i>Fulano</i>!" (dizer o nome da pessoa escolhida).</p>
<p class="Default">* A pessoa chamada para ocupar a cadeira livre deve ser escolhida aleatoriamente.</p>
<p class="Default">4) Esta pessoa deverá ir mais depressa possível até a cadeira e sentar. Dessa forma, a cadeira em que essa pessoa estava sentada ficará livre, o que possibilita o início de um novo ciclo: "eu sentei", "no jardim", "com meu amigo <i>Beltrano</i>".</p>
<p class="Default"> </p>
<ul>
<li>Após algumas jogadas, o educador sai da roda, deixando mais uma cadeira vazia, totalizando assim duas cadeiras livres. Nesse caso, o jogo passa a acontecer simultaneamente em dois lugares da roda. O desafio do jogo aumenta, quando após algumas jogadas, pessoas são vendadas, outras amordaçadas e outras amarradas umas ás outras (em dupla). É importante que os participantes saibam os nomes uns dos outros, caso não saibam aplicar antes uma outra técnica de integração ou fazer uma rodada de nomes.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><b>ATIVIDADE 2</b></pre>
<p><b>Reflexão sobre as entrevistas</b></p>
<p><b>Objetivo</b></p>
<p>Analisar o processo de execução da atividade de <a class="external-link" href="nosso-entorno">Mobilização 2</a>, na qual os jovens saíram às ruas para entrevistar a pessoas que circulam pela região. * Inserir link do plano de aula da oficina 2.</p>
<p><b>Aplicação</b></p>
<ul>
<li>Organize a turma nos grupos que realizaram as entrevistas propostas na atividade de mobilização 2 e entregue os mapas utilizados na <a class="external-link" href="nosso-entorno">oficina anterior</a>.</li>
</ul>
<ul>
<li>Peça aos grupos que compartilhem com o restante da turma o relato de cada entrevista que realizaram.</li>
</ul>
<ul>
<li>Terminada a rodada de relato dos conteúdos obtidos nas entrevistas, peça aos jovens para colarem no mapa etiquetas que correspondam aos locais mencionados pelos entrevistados, identificando-os por diferentes cores de etiquetas ou símbolos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Para fechamento, faça uma análise conjunta das respostas de todos os entrevistados e também sobre a percepção dos jovens em relação ao olhar dos entrevistados sobre o território.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<pre><b>ATIVIDADE 3</b></pre>
<p><b>Baile de Fantasias</b></p>
<p><b>Objetivo</b></p>
<p>Estimular a auto-percepção e a percepção do outro.</p>
<p><b>Aplicação</b></p>
<ul>
<li>Dispostos em círculo, diga à turma que todos eles foram convidados para um baile à fantasia, mas que para irem, eles devem compartilhar ao grupo com qual trajem desejam ir vestidos, relatando o porquê de sua escolha.<b> </b></li>
</ul>
<ul>
<li>É recomendável que o educador seja o primeiro a dizer com qual a sua fantasia, estimulando assim os alunos a se expressarem.<b> </b></li>
</ul>
<ul>
<li>Após todos os participantes terem contato sua fantasia e o motivo da escolha, diga que o jogo agora é escolher uma fantasia para os colegas.<b> </b></li>
</ul>
<ul>
<li>O educador então presenteia um dos alunos com uma fantasia, cabendo a este presentear algum outro colega  e assim sucessivamente.<b> </b></li>
</ul>
<ul>
<li>Assim que todos forem presenteados com uma fantasia, promova uma discussão primeiramente perguntando aos alunos sobre o que perceberam durante o exercício. Em sequência, estimule-os a pensar sobre o como nos percebemos e como percebemos o outro.</li>
</ul>
<p><b> </b></p>
<p> </p>
<pre><b>ATIVIDADE 4</b></pre>
<p><b>Foto Identificação</b></p>
<p><b>Objetivos </b></p>
<ul>
<li>Possibilitar aos jovens a ampliação da consciência da imagem que se tem de si mesmos.</li>
<li>Refletir sobre o que nos identificamos e o porquê da identificação.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Aplicação</b></p>
<ul>
<li>Forme um círculo de cadeiras e, no centro da roda, disponha fotos (recortadas de revistas antigas) representando pessoas envolvidas em situações diversas do cotidiano (lazer, namoro, estudo, família, trabalho, manifestação popular etc.). As fotos devem incluir jovens dos dois sexos, de diferentes níveis socioeconômicos, com traços étnicos e tipos físicos variados.<b> </b></li>
</ul>
<ul>
<li>Convide os participantes a circular em torno das fotos, e cada qual deve escolher duas fotos com que mais se identifique. As fotos devem ser variadas e numerosas (pelo menos duas por participante). Se algum participante escolher a mesma foto que um colega, poderá fazê-lo e, ao compartilhar, apresentar as razões pessoais de sua escolha.</li>
</ul>
<ul>
<li>Sentados em círculo, os participantes compartilham as razões da escolha.</li>
</ul>
<ul>
<li>A partir das falas compartilhadas, comente sobre a importância de cada um ter consciência do seu modo de ser e viver e também do que deseja modificar em si mesmo e em seus espaços de vivência.</li>
</ul>
<ul>
<li><i> </i>Fique atento à auto-imagem que os jovens têm de si mesmos, às diferenças entre o que são e o que gostariam de ser, dados que podem revelar o nível de consciência e autoaceitação de cada um em relação à sua identidade sociocultural.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<pre><b>ATIVIDADE 5</b></pre>
<p><b>Lendo os espaços de vivencia e convivência </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Objetivos </b></p>
<p><b> </b></p>
<ul>
<li>Conhecer o espaço social onde se vive.</li>
<li>Ampliar a capacidade de compreensão desse espaço, por meio da discussão de temas de interesse para a realidade contemporânea.</li>
</ul>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Desenvolvimento</b></p>
<p><b> </b></p>
<ul>
<li>Divida a turma em grupos e distribuia uma folha de<i> flip chart</i> ou <i>craft</i>, canetões, e as questões abaixo para serem debatidas e comentadas:</li>
</ul>
<p> </p>
<ol>
<li> É possível descobrir, na aparência das pessoas, marcas de sua origem econômica, étnica, sociocultural? Por que você pensa assim?</li>
<li> Você conhece grupos ou tribos que buscam se distinguir de alguma maneira? Se conhece, como se dá essa identificação: pela aparência, modo de vestir, linguagem, comportamento? Por que você acha que isso acontece? </li>
<li> É possível perceber, na organização do espaço da sua região ou cidade, diferenças econômicas, culturais ou de outro tipo?</li>
<li>O que você mais aprecia no lugar onde vive? O que lhe provoca orgulho? O que lhe desagrada? O que gostaria de transformar?</li>
</ol>
<p class="ListParagraphCxSpLast"> </p>
<ul>
<li>æ      Ao término das respostas por escrito, peça que os grupos façam uma roda para compartilhar as respostas.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>REFERÊNCIAS </b></p>
<ul>
<li>BROTTO, Fábio Otuzi – Jogos Cooperativos: Se o importante e competir o fundamental e cooperar. São Paulo: Cepeusp, 1995</li>
<li>Vilma, Souza – Plano de aula publicado na Edição 13 Onda Jovem- Dezembro / 2008 – Territórios.</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Territórios</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-12T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/percepcao-do-territorio">
    <title>Percepção do Território</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/percepcao-do-territorio</link>
    <description>Por meio de jogos cooperativos e dinâmicas, jovens refletem sobre o lugar onde vivem e e convivem.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="visualClear"><strong>Objetivo</strong></div>
<div class="visualClear"><strong><br /></strong></div>
<p>Refletir com os jovens a      percepção sobre o os espaços onde vivem, circulam e gostariam de conhecer. Estimula a compreensão      de si e do outro, coexistindo em diferentes realidades e espaços.</p>
<ul>
</ul>
<p><strong>Tempo previsto de execução: </strong>3 horas</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Materiais e Equipamentos necessários: </strong>Mapas da cidade, aparelho de som, CD com música para relaxamento, etiquetas adesivas coloridas, canetas esferográficas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Conteúdos abordados</strong></p>
<ul>
<li>Percepção de si e do outro e dos espaços onde circula e deseja circular. </li>
<li>Auto-localização nos espaços de circulação cotidiana.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br clear="all" /> </strong></p>
<h3><strong>Desenvolvimento da Atividade</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<pre><strong>Atividades de aquecimento </strong></pre>
<p><strong>Alongamento Coletivo e Sopro em RÁ</strong></p>
<ul>
<li>Peça ao grupo que faça um círculo, junte as palmas com polegares para cima, vire as mãos para a esquerda, deslize a palma deixando uma palma para cima e outra para baixo;</li>
<li>Peça que juntem palmas com palmas, formando uma roda de mãos dadas. Em seguida proponha um alongamento dirigido: soltando e rodando os ombros, braços, cabeça, pés, joelhos, quadris, encerrando com pulinhos;</li>
<li>Ainda em círculo, os alunos são orientados a inspirar levantando os braços em seguida expirar movendo rapidamente os braços em direção ao chão, emitindo em voz alta a sílaba RÁ;</li>
</ul>
<ul>
<li>Em um primeiro momento, o sopro em RÁ é realizado coletivamente, e em seguida individualmente, um em sequência ao outro.</li>
<li></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<pre><strong>Atividade 1 </strong></pre>
<p><strong>Fantasia dirigida: Circulando pelo espaço</strong></p>
<ul>
<li>Prepare o ambiente de modo que todos possam sentar-se numa posição confortável e coloque uma música apropriada para relaxamento;</li>
</ul>
<ul>
<li>Peça a todos que fechem os olhos e se tornem mais conscientes de sua respiração, passando então a uma indução para que relaxem todas as partes do corpo, começando pelos pés até a cabeça (quanto mais partes do corpo forem mencionadas, mais profundo é o relaxamento);</li>
</ul>
<ul>
<li>Completado o relaxamento siga o roteiro abaixo:</li>
</ul>
<p> </p>
<p><i>“Agora você vai iniciar uma viagem...</i></p>
<p><i>Você está flutuando e aos poucos se distancia dessa sala e num sobrevôo se dirige até a sua casa. Esteja atento a tudo o que se passa ao seu redor, as pessoas, paisagens... e aos poucos vá se aproximando de sua casa...</i></p>
<p><i>Ao chegar em sua casa, sua família está reunida à sua espera... Cumprimente os seus familiares, confraternize e então se dirija para outro cômodo... nesse cômodo está um de seus familiares, que ao te encontrar, olha nos teus olhos e lhe entrega um presente... Guarde este presente...</i></p>
<p><i> Então, você se despede de todos e continua sua viagem, que agora tem como destino a sua escola. Repare em tudo que acontece nesse caminho... Chegando à escola, você se dirige até uma sala de aula onde um professor muito especial lhe espera para lhe dizer algo muito importante, uma mensagem...Você ouve a mensagem com atenção e se despede de seu professor.</i></p>
<p><i>Agora você está a caminho de um lugar que sempre quis conhecer, mas nunca teve oportunidade. Para esse destino você pode levar quem quiser... </i></p>
<p><i>Percorra o caminho que te leva a esse lugar que você tanto deseja e perceba os detalhes desse caminho e preste atenção também aos seus sentimentos... </i></p>
<p><i>Agora, você chegou ao tão esperado lugar, sinta o lugar, repare dos detalhes, veja o que acontece... Desfrute a experiência de estar num lugar que  tanto desejou... Como você está se sentindo nesse lugar? O que mais lhe agrada? E aos poucos, prepare-se para retornar de sua viagem... Você está se aproximando da sala onde iniciou a viagem e lentamente retorna para seu estado inicial, tornando-se  mais consciente de sua respiração, de seu corpo. Abra os olhos."</i></p>
<p><i><br /></i></p>
<ul>
<li>Reunidos em círculo, peça aos participantes que relatem um pouco sobre a experiência que vivenciaram e que contem a mensagem e o presente que ganharam;</li>
</ul>
<ul>
<li>Após os relatos, explique que o objetivo da atividade é entrarmos em contato com nossos desejos, com nossas percepções e também com símbolos. Explique tanto o presente como a mensagem do exercício são esses símbolos e que cada um deve buscar em si próprio, o significado desse símbolo.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<pre><strong>Atividade 2</strong></pre>
<p><strong>Localização no mapa</strong></p>
<ul>
<li>Divida a turma em grupos de 4 ou 5 componentes;</li>
<li>Apresente o material que será utilizado na atividade: mapas da cidade e etiquetas coloridas (de preferência use etiquetas adesivas em formas de bolinha, pois o tamanho delas é mais adequado para o mapa);</li>
</ul>
<ul>
<li>Distribua um mapa para cada grupo e etiquetas coloridas para cada um dos integrantes, de modo que cada integrante fique com uma cor diferente da de seus colegas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Cada integrante deve ter seis etiquetas, em uma deve escrever seu nome e colar numa parte externa aos contornos do mapa, criando assim uma legenda com o nome de cada participante. As outras etiquetas devem ser dispostas no mapa de acordo com a seguinte orientação:</li>
</ul>
<p> </p>
<p class="callout">Etiqueta 1: o lugar onde você mora.</p>
<p class="callout">Etiqueta 2: um local onde você freqüenta a lazer</p>
<p class="callout">Etiqueta 3: local onde estuda</p>
<p class="callout">Etiqueta 4: um local que costuma frequentar bastante</p>
<p class="callout">Etiqueta 5: um local onde gostaria muito de conhecer</p>
<p> </p>
<ul>
<li>Assim que todos os integrantes dos grupos finalizarem as localizações e colarem as etiquetas, peça para que visualizem em conjunto o mapa e discutam sobre a localização de seus colegas e façam um levantamento do que mais chamou a atenção em relação às localizações.</li>
</ul>
<ul>
<li>Assim que todos os grupos discutirem os pontos que mais chamaram a atenção no mapa, peça que apresentem o mapa para o restante da turma, destacando os pontos que foram observados pelo grupo.</li>
<li>Para finalizar, estimule uma discussão em torno das percepções de todos os grupos.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><strong>Atividade de Mobilização<br /></strong></pre>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<ul>
<li>Mobilizar os jovens para que reconheçam o espaço onde vivem, observando os detalhes e questões que interferem na sua vida cotidiana e na de pessoas próximas ao seu redor.</li>
<li>Conscientizar sobre as formas pelas quais diferentes atores sociais situam-se e percebem em relação ao espaço que habitam e circulam.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Desenvolvimento</strong></p>
<ul>
<li>Os jovens são orientados a realizar entrevistas com pessoas que residem, trabalham ou circulam nas proximidades do lugar onde moram.</li>
<li>As questões dessas entrevistas serão elaboradas coletivamente em sala de aula.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong><i>Sugestões de perguntas:</i></strong></p>
<p>- O que você acha do lugar onde vive?</p>
<p>- Se pudesse mudar alguma coisa nesse lugar, o que seria?</p>
<p>- Qual lugar da cidade você gostaria de conhecer? Por quê?</p>
<p>- Como você descreveria o lugar onde vive para uma pessoa que não conhece a região?</p>
<p> </p>
<ul>
<li>Além do roteiro de entrevista, o jovem levará um mapa para o entrevistado localizar os locais onde circula.</li>
</ul>
<ul>
<li>As entrevistas devem ser documentadas por foto ou vídeo.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li>Brewer, Sarah. Viva Melhor: Relaxamento. São Paulo: Publifolha, 2009.</li>
<li>Hermógenes, José. Auto-perfeição com Hatha Yoga. Rio de Janeiro: Nova Era, 2010.</li>
<li>Vilma, Souza – Plano de aula publicado na Edição 13 Onda Jovem- Dezembro / 2008 – Territórios.</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Territórios</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-12T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familias-juvenis-2013-de-onde-eu-venho-e-para-onde-eu-vou">
    <title>Pilares da Família </title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familias-juvenis-2013-de-onde-eu-venho-e-para-onde-eu-vou</link>
    <description>Roteiro promove reflexão sobre os quatro pilares da família: amor, confiança, diálogo e relacionamento.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Objetivo</strong></p>
<ul>
<li>Refletir com os jovens sobre o papel da família na construção de sua identidade.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Tempo previsto de execução: </strong>3 horas</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Materiais e equipamentos necessários: </strong>Aparelho de som, CD, letra impressa, papel sulfite recortado em tiras, canetas e fita crepe.</p>
<p> </p>
<p><strong>Conteúdos abordados</strong></p>
<ul>
<li>O papel da família na vida do indivíduo;</li>
</ul>
<ul>
<li>Os quatro pilares da vida familiar - Amor, Relacionamento, Diálogo e Confiança.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<h3><strong>Desenvolvimento </strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<pre><strong>ATIVIDADE 1<br /></strong></pre>
<p><strong>Corrente de elos</strong></p>
<ul>
<li>Com a turma disposta em círculo, o orientador distribui aos participantes um pedaço de papel e solicita que cada um escreva seu nome de um lado do papel e uma qualidade que inicie com a mesma letra do nome do outro lado.</li>
<li>Cada participante se apresenta ao grupo dizendo seu nome e qualidade e com um clips une as pontas do papel formando um elo. A partir da segunda pessoa ela une seu elo ao elo da pessoa anterior começando a formar uma corrente.</li>
<li>Após todos os participantes se apresentarem, o orientador une todos os elos num único elo e convida a turma a refletir sobre a importância do trabalho em grupo.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><strong>ATIVIDADE 2</strong></pre>
<p><strong>Jogo Cooperativo: Pessoa para pessoa</strong></p>
<p><strong>Objetivo</strong></p>
<p>Possibilitar a vivencia de diversas formas de contato entre as pessoas, fazendo-as refletir sobre o relacionamento humano.</p>
<p><strong>Passo a passo</strong></p>
<ul>
<li>Num primeiro momento oriente as pessoas a caminharem livremente pelo ambiente;</li>
</ul>
<ul>
<li>Em seguida mude a orientação para uma caminhada mais rápida, mais lenta, de costas, etc.;</li>
</ul>
<ul>
<li>Depois de alguns poucos minutos fale, em voz bem alta, duas partes do corpo (pé com pé; joelho com joelho; dedo com dedo; cotovelo com cotovelo etc.). A este estímulo, todos deverão formar uma dupla e tocar, um no outro, as partes faladas pelo coordenador, o mais rápido possível. Por exemplo: – “Pé com pé!”. Cada pessoa deverá encontrar um par e tocar seu pé no pé do outro e vice-versa;</li>
</ul>
<ul>
<li>Quando todos estiverem em duplas e tocando as partes faladas, reinicia-se o processo, propondo o caminhar livre e criativo;</li>
</ul>
<ul>
<li>Após 2 ou 3 dessas combinações, diga em voz alta o nome do jogo: “Pessoa pra pessoa”. Nesse momento, todos os participantes – inclusive o coordenador – devem abraçar a pessoa que estiver mais próxima;</li>
</ul>
<ul>
<li>No momento seguinte, se o número de participantes for par, o coordenador deve ficar de fora de modo para impossibilitar a formação de uma dupla;</li>
</ul>
<ul>
<li>Diante do desequilíbrio numérico, alguém irá ficar sem par. Então o orientador diz “E o quê a gente faz com quem sobra?”;</li>
</ul>
<ul>
<li>Diferente dos jogos convencionais, aquele que sobra não será excluído. Quem sobrou virará o coordenador da atividade e reiniciará o Jogo assumindo assim a liderança;</li>
</ul>
<ul>
<li>A proposta é que diversos participantes assumam a liderança e proponham ao grupo diferentes formas de caminhar e de estabelecer contatos.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<pre><strong>ATIVIDADE 3</strong></pre>
<p><strong>Jogo Cooperativo: Travessia</strong></p>
<p><strong>Objetivo</strong></p>
<p>Exercitar o diálogo para realização do objetivo comum: atravessar todos juntos sobre uma ponte de pedras móveis e encontrar uma solução coletiva num momento de emergência.</p>
<p><strong>Passo a passo</strong></p>
<ul>
<li>Divida a sala em 3 partes (margem 1, rio e margem 2) com 2 pedaços de barbante;</li>
</ul>
<ul>
<li>Em uma proporção de uma metade de uma cartolina para cada 4 participantes, forme uma ponte com as cartolinas de modo que não seja possível chegar a outra margem pela ponte feita de cartolinas, que nesse jogo  são chamadas de “pedras móveis”; </li>
</ul>
<ul>
<li>Diga ao grupo que imaginem que em poucos instantes um vulcão que está próximo e eles entrará em erupção e que em pouco tempo as lavas chegarão até eles. Dessa forma, eles deverão atravessar o rio para se salvar, mas não podem ir nadando, pois o rio está cheio de piranhas. Portanto, o grupo todo deve atravessar a ponte, ao mesmo tempo;</li>
</ul>
<ul>
<li>Como as pedras da ponte são móveis, o grupo todo deve estar em cima da ponte para deslocar a primeira pedra até o final da ponte, de modo que a ponte chegue à outra margem;</li>
</ul>
<ul>
<li>Nesse momento deixar o grupo a vontade para conversar e combinar uma estratégia para atravessarem a ponte de uma só vez;</li>
</ul>
<ul>
<li>Quando o grupo se mostrar pronto diga para que atravessem a ponte;</li>
</ul>
<ul>
<li>A atividade é finalizada quando todos os participantes cruzarem a ponte e se estabelecerem na margem 2.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><strong>ATIVIDADE 4</strong></pre>
<p><strong>Jogo cooperativo: João Confiança</strong></p>
<p><strong>Objetivo </strong></p>
<p>Vivenciar e refletir sobre o conceito de confiança.</p>
<p><strong>Passo a passo</strong></p>
<ul>
<li>Dispostos em círculo, oriente os participantes a testarem seus limites de equilíbrio, inclinando seu corpo para frente, para trás e para os lados. Em seguida, peça para que se equilibrem num pé só;</li>
</ul>
<ul>
<li>Oriente os participantes a formarem duplas de pessoas com alturas e tipos físicos aproximados; </li>
</ul>
<ul>
<li>Solicite que as duplas, um de frente para o outro se unam encontrando as mãos na altura do peito, distanciando os corpos até o limite onde não possam se encontrar mais;</li>
</ul>
<ul>
<li>Na sequência, peça para que formem trios e façam o mesmo exercício; </li>
</ul>
<ul>
<li>Mude o trio de posição, de modo que uma pessoa fique no meio;</li>
</ul>
<ul>
<li>Oriente a pessoa do meio a abandonar o seu corpo para frente ou para trás;</li>
</ul>
<ul>
<li>As pessoas das pontas devem demonstrar que estão prontas para receber e segura-las. Faz-se um rodízio de pessoas que vão ao centro e deixam seus corpos caírem para uma das pontas;</li>
</ul>
<ul>
<li>Em um momento seguinte, junte dois trios formando um círculo com uma das pessoas ao centro, para que esta seja acolhida por todas as outras, da mesma forma como realizaram em trios.</li>
</ul>
<ul>
<li>Após todos os participantes terem tido a experiência de abandonar o corpo em direção aos colegas, encerre o exercício.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><strong>ATIVIDADE 5</strong></pre>
<p><strong>Discussão sobre os  quatro pilares da família</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>No plano de aula, “Para quê Família”, desenvolvido pela professora Paula Bourroul (<a class="external-link" href="../../acervo/10">Edição 10 da Revista Onda Jovem</a>) há uma breve descrição do que a autora considera serem os pilares fundamentais que estruturam uma família (Amor, Confiança, Diálogo e Relacionamento). A partir dessa referência, busque identificar com os alunos os conceitos que formam trabalhados nas atividades anteriores.</li>
</ul>
<ul>
<li>Em seguida, apresente os 4 Pilares e estimule uma discussão a respeito. Algumas sugestões de perguntas para estimular os jovens:</li>
</ul>
<p> </p>
<p class="callout">- Quais as formas de amor presentes numa família?</p>
<p class="callout">- Que outros sentimentos se originam a partir do amor?</p>
<p class="callout">- O que determina a qualidade dos relacionamentos familiares?</p>
<p class="callout">- Qual a diferença entre o relacionamento familiar e os demais tipos de relacionamento?</p>
<p class="callout">- Como garantir um bom diálogo com a família?</p>
<ul>
<li>Finalize relacionando os pilares com os objetivos das atividades que foram apresentadas.</li>
</ul>
<p> </p>
<pre><strong>ATIVIDADE 6</strong></pre>
<p><strong>Preparação da atividade de mobilização 1</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>A partir da compreensão dos 4 Pilares da Família, pedir aos jovens que, durante os quinze dias, façam registros dos pilares da família das seguintes formas:</p>
<ul>
<li> Imagens digitais: fotos ou vídeos</li>
<li>Textos: poemas, redações, contos, músicas, etc.</li>
<li>Produção visual: desenho, pintura, escultura, história em quadrinhos, fanzine, colagens, etc.</li>
<li>Produções em ambiente virtual: blogs, redes sociais.</li>
<li>Artes cênicas ou dança.</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Peça que tragam as produções na próxima oficina.</p>
<p> </p>
<p><strong>Dicas</strong></p>
<ul>
<li>Caso o grupo não tenha muita familiaridade, as atividades que envolvem um contato corporal mais próximo devem ser adaptadas a fim de evitar o constrangimento ou desconforto dos participantes.</li>
<li>As questões familiares em muitos casos são um ponto sensível para jovens que possuem uma condição pouco estruturada em sua família. Sendo assim, é importante conhecer um pouco sobre a realidade dos jovens que participarão das atividades.</li>
<li>É muito importante frisar a ideia de que não existem famílias ideais, mais sim famílias reais.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>REFERÊNCIAS </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>BROTTO, Fábio Otuzi – <span style="text-decoration: underline;">Jogos Cooperativos:</span> <span style="text-decoration: underline;">Se o importante e competir o fundamental e cooperar</span>. São Paulo: Cepeusp, 1995</p>
<p>BROTTO, Fábio Otuzi – <span style="text-decoration: underline;">Jogos Cooperativos e a Pedagogia do Esporte.</span> Santos: Projeto Cooperação, 2001</p>
<p>MALDONADO, Maria Teresa e GARNER, Alan – <span style="text-decoration: underline;">A arte da conversa e do convívio</span>. Rio de Janeiro: Ed. Rosa dos Tempos, 1992</p>
<p>BUSCAGLIA, Leo – <span style="text-decoration: underline;">Amor.</span> São Paulo: Ed. Record, 2000</p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="callout"><a class="internal-link" href="../../experiencias/juventude-familia-e-vinculos-em-debate">Confira a aplicação deste roteiro em uma oficina</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-12T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/o-mapa-do-lugar-e-da-cidade">
    <title>O mapa do lugar e da cidade</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/o-mapa-do-lugar-e-da-cidade</link>
    <description>A partir da leitura do mapa do lugar e da cidade, os jovens podem ampliar a compreensão crítica da realidade social.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Roteiro de Oficina publicado na Edição 13 - ano Dezembro / 2008 - Territórios</p>
<p>A educadora Vilma de Sousa publicou em 2004, por meio da Fundação Odebrecht e com o apoio do Instituto Aliança com o Adolescente, da Secretaria de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça, e do Ministério do Trabalho e Emprego, o livro Juventude, Solidariedade e Voluntariado. Como itinerário educativo, uma das propostas do livro é a realização de encontros para discussões que permitam uma leitura crítica do entorno social.<br /><br />Nessa edição sobre Territórios, Onda Jovem publica as atividades sugeridas no capítulo “Espaços de Vivência e Convivência” como um plano para educadores.<br /><br />Confira a seguir a sugestões de Vilma de Sousa para trabalhar com os jovens esse tema.<br /> <br />Neste capítulo, estimulamos a observação dos espaços de vivência e convivência para, a partir da leitura do mapa do lugar e da cidade, ampliar a compreensão crítica da realidade social.<br /><br />O lugar deve ser compreendido não só como espaço físico, mas como espaço de partilha de uma rede de relações sociais constituídas. É nele que as pessoas vivem e é a ele que podem transformar; dentro do âmbito de suas possibilidades e competências. Os limites de nossa atuação no espaço em que vivemos – a casa, o bairro, a cidade, o país – decorrem da posição que nele ocupamos, das possibilidades que nos são oferecidas, da maior ou menor mobilidade das estruturas sociais e também da consciência que temos de nós mesmos.<br /><br />As atividades propostas, além de estimular o aprofundamento e a concretização das reflexões sobre o significado de fatores socioculturais na formação da identidade, ensejam ao facilitador selecionar e priorizar; junto com o grupo, os temas a serem trabalhados neste módulo, considerando as necessidades, possibilidades e interesses dos jovens.<br /><br /> <b>Objetivos</b><br /><br />As atividades propostas neste capítulo buscam oferecer aos participantes oportunidades de:<br />• estabelecer relações entre a situação no espaço social e o uso dos espaços de vivência e convivência;<br />• perceber, nos espaços de vivência, manifestações de identificações e identidades econômicas, socioculturais e étnicas;<br />• relacionar o uso e a organização do espaço social com as divisões, segregações e hierarquias da estrutura social;<br />• situar-se no espaço social como pessoas e cidadãos;<br />• identificar temas de interesse para a compreensão de si mesmos e da realidade em que vivem.<br /><br /> <b>COMO ME VEJO NO ESPAÇO VIVIDO</b><br /><br />Foto-identificação<br /><br />• Para iniciar o encontro, forma-se uma grande roda com os participantes de mãos dadas.<br />• No centro da roda, são colocadas fotos representando pessoas envolvidas em situações diversas do cotidiano (lazer, namoro, estudo, família, trabalho, manifestação popular etc.). As fotos devem incluir jovens dos dois sexos, de diferentes níveis sócio-econômicos, com traços étnicos e tipos físicos variados.<br />• Os participantes são convidados a circular em torno das fotos, e cada qual deve escolher a foto com que mais se identifique.<br />• Assentados em círculo, os participantes compartilham as razões da escolha.<br />• A partir das falas compartilhadas, o facilitador comenta sobre a importância de cada um ter consciência do seu modo de ser e viver e também do que deseja modificar em si mesmo e em seus espaços de vivência.<br /><br />As fotos devem ser variadas e numerosas (pelo menos duas por participante). Se algum participante escolher a mesma foto que um colega, poderá fazê-lo e, ao compartilhar, apresentar as razões pessoais de sua escolha.<br /><br />O facilitador deve manter-se atento à auto-imagem que os jovens têm de si mesmos, às diferenças entre o que são e o que gostariam de ser, dados que podem revelar o nível de consciência e auto-aceitação de cada um em relação à sua identidade sociocultural.<br /><br /></p>
<p><b>REPRESENTANDO OS ESPAÇOS DE VIVÊNCIA</b><br /><br />• O facilitador propõe um relaxamento dirigido, para que cada um se veja em seus espaços de vivência.<br /><br />- Procure sentar-se numa posição confortável, feche os olhos, inspire suavemente e profundamente pelo nariz e expire pela boca três vezes. Relaxe todo o corpo. Observe suas sensações, pensamentos e sentimentos neste momento... Seja um observador de você mesmo... Você já teve oportunidade de perceber diferentes aspectos da construção de sua identidade. Com certeza, hoje, já tem maior consciência de quem você é, da porção mais íntima de sua identidade, do que deseja para você... Neste momento, você vai entrar em contato com outras dimensões de sua identidade. Vai pensar como é sua vida no dia-a-dia, como você se comporta nos diferentes espaços de vivência e convivência... Será que você muda seu jeito de ser quando está em casa com sua família e quando está com seus amigos? Até que ponto sua família tem influência sobre seu jeito de ser?... E a escola?... Você tem amigos na vizinhança de sua casa? Se tem, como eles são?... Que influência têm sobre você? Se você não tem amigos na vizinhança, por que não tem?... Que outros espaços de convivência fazem parte de sua vida? Você freqüenta alguma igreja?... Alguma associação comunitária? Algum clube? Que importância têm para você esses espaços, as pessoas que fazem parte deles, as experiências que você vive neles?... Agora, visualize-se na sua casa, no seu bairro, nos vários lugares aonde você costuma ir para estudar, namorar, trabalhar, se divertir, fazer compras... Como você ocupa esses espaços?... Como se sente e circula neles? Você conhece a sua cidade? Desfruta do que ela lhe oferece? Visualize um mapa de sua vida cotidiana e coloque no papel o mapa que visualizou.<br /><br />• Numa folha de papel-metro, cada participante vai fazer, com desenhos e símbolos, o mapa de sua vida cotidiana, incluindo:<br />1. o desenho da casa onde mora e a representação dos membros de sua família por meio de símbolos;<br />2. a identificação e representação dos espaços de trabalho, educação, consumo, lazer, atividades religiosas, culturais etc., também por meio de desenhos e símbolos;<br />3. uma legenda para a interpretação dos símbolos.<br /><br />• Os mapas são expostos no chão, e todos circulam, olham os mapas uns dos outros e formam subgrupos a partir da identificação de afinidades entre o seu mapa e os demais.<br /><br />• Nos subgrupos, os participantes compartilham o significado das representações feitas, descobrindo pontos comuns e diferenças.</p>
<p><br /><br /> <b>Como habitamos nosso corpo?</b><br /><br />• Cada participante cria cinco bandeiras, para assinalar, em um mapa da sua cidade em tamanho grande, os espaços mais importantes ou significativos de sua vida atual, do seu dia-a-dia. Em cada bandeira, deve aparecer um símbolo para identificação pessoal do participante e também o símbolo usado para representar aquele espaço no mapa feito individualmente, na atividade anterior.<br /><br />• O facilitador estimula a observação crítica do mapa e a manifestação dos participantes em relação ao que vêem:<br /><br />1. O que vocês percebem a partir da representação que as pessoas fizeram de si mesmas nos espaços de vivência?<br /><br />2. Há áreas que concentram maior número de bandeiras?<br /><br />3. Há áreas que ninguém deste grupo freqüenta? Por quê?<br /><br />4. Há moradores da cidade ou região que não estão representados neste mapa? Quem seriam eles?<br /><br />5. Vocês gostariam de transitar e conviver em outros espaços além dos que identificaram? Quais seriam eles? Por que vocês sentem assim?<br /><br />• A partir das falas compartilhadas, o facilitador deve estimular o grupo a perceber que todos compartilham um espaço comum, mas cada qual ocupa uma posição nesse espaço e nele circula de forma diferenciada.<br /><br /> <br /> <b>Lendo os espaços de vivência e convivência</b><br /><br />• Para ampliar a consciência da organização social do lugar onde os participantes vivem e da posição deste no país e no mundo, o facilitador pode desenvolver com o grupo uma discussão dialógica a partir do plano apresentado a seguir.<br /><br /><b>PLANO DE DISCUSSÃO</b><br /><br />• É possível descobrir, na aparência das pessoas, marcas de sua origem econômica, étnica, sociocultural? Por que você pensa assim?<br />• Você conhece grupos ou tribos que buscam se distinguir de alguma maneira? Se conhece, como se dá essa identificação: pela aparência, modo de vestir, linguagem, comportamento? Por que você acha que isso acontece?<br />• Você se sente parte de algum grupo ou tribo? Se não se sente, por que isso acontece? Se se sente, o que une o seu grupo? Que função tem em sua vida?<br />• No seu bairro ou região existem espaços de cultura, de lazer, serviços de saúde? Se existem, você desfruta deles? Explique por quê.<br />• Como é o lugar onde você vive? Está situado no campo ou na cidade? Faz parte do centro ou da periferia?<br />• Como a sua cidade (ou o lugar onde você vive) se articula com o país e com o mundo? É um centro agroindustrial, tecnológico, cultural, comercial? Conta com serviços especializados?<br />• É possível perceber, na organização do espaço da sua região ou cidade, diferenças econômicas, culturais ou de outro tipo?<br />• Quem vive em sua cidade ou região tem acesso a informações sobre o que está acontecendo nela? Tem acesso ao que está acontecendo no Brasil e no mundo? Você toma conhecimento disso? Por que você acha que isso acontece?<br />• Existem festas populares em sua cidade ou região? Se existem, quais? Onde acontecem? Quem participa? Você conhece a origem e o significado dessas festas?<br />• O que você mais aprecia no lugar onde vive? O que lhe provoca orgulho? O que lhe desagrada? O que gostaria de transformar?<br /><br />• Concluída e avaliada a discussão, o facilitador faz breve exposição sobre o trabalho a ser desenvolvido neste módulo, destacando os dois objetivos básicos a serem atingidos:<br /><br />1. conhecer o espaço social onde vivemos e pretendemos atuar;<br />2. ampliar a capacidade de compreensão desse espaço e também da realidade do Brasil e do mundo, por meio da discussão de temas de interesse para a realidade contemporânea.<br /><br /> <br /> <b>Mapeando temas</b><br /><br />• O facilitador explica ao grupo como será a dinâmica de trabalho neste módulo, esclarecendo que todos juntos vão traçar o caminho a ser seguido, escolhendo os temas a serem trabalhados e os lugares a serem visitados para a realização dos trabalhos de campo.<br /><br />• Cada participante vai atribuir pontos de 1 a 10 aos temas de uma lista apresentada, de acordo com seu grau de interesse. O número 10 será atribuído ao de maior interesse e o número 1 ao de menor interesse. O facilitador deve orientar o grupo para considerar seus interesses e necessidades pessoais e as necessidades identificadas a partir do trabalho sobre o espaço de vivência.<br /><br />É importante que os participantes tenham liberdade de expressar suas necessidades pessoais, e também que o facilitador lembre ao grupo a missão que se propuseram a realizar e o que devem conhecer para fazê-lo.<br /><br />• Feita a marcação individual, um representante do grupo registra, num quadro ou painel, a nota atribuída pelos participantes a cada item e faz a contagem final.<br /><br />O facilitador deve verificar a compreensão que os jovens têm do significado dos temas, investigar as expectativas do grupo e também abrir espaço para a sugestão de outros temas que não constem da listagem apresentada. Dessa forma, serão identificados, junto com o grupo, os temas a serem trabalhados e a ordem de prioridade de cada um.<br /><br />O levantamento de dados feito neste momento inicial funcionará como o planejamento geral das atividades do módulo Encontros. O facilitador deve manter os registros e voltar a eles sempre que se tornar necessário avaliar ou redirecionar o trabalho. O número de temas selecionados dependerá das necessidades do grupo e do tempo disponível para o desenvolvimento do trabalho. Pode ser interessante priorizar, inicialmente, apenas três ou quatro temas, uma vez que, para cada um, serão realizados trabalhos de campo, e esse tipo de atividade requer tempo para planejamento, realização e avaliação.<br /><br /> <br /> <b>Como me vejo e o que desejo mudar?</b><br /><br />• Assentados em círculo, os participantes são solicitados a responder, individualmente, por escrito, às seguintes perguntas:<br /><br />1. Numa escala, de 1 a 10, como você se situa em relação à possibilidade de:<br /><br /></p>
<ul>
<li>Ter acesso a bens materiais?</li>
</ul>
<ul>
<li>Ter acesso a bens culturais (teatro, cinema, educação, lazer etc.)?</li>
</ul>
<ul>
<li>Tomar decisões sobre sua vida pessoal?</li>
</ul>
<ul>
<li>Influenciar nas decisões coletivas?</li>
</ul>
<p><br />2. Você gostaria de alterar sua vida em relação a algum desses<br />pontos? Por quê? Como acha que poderia começar a fazer isso?<br /><br />Os registros escritos deverão ser recolhidos e guardados pelo facilitador para uso posterior numa atividade de avaliação, ao final do programa.<br /><br /> <br /> <br /> <br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Territórios</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-11T15:30:27Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/parceiros-na-educacao">
    <title>Parceiros na educação</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/parceiros-na-educacao</link>
    <description>Roteiro proposto pela professora carioca Carla Lopes leva o aluno a percorrer a história para pensar sobre como a relação entre a família e a escola pode enriquecer o aprendizado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Professora do Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira, no Rio de Janeiro, a coordenadora pedagógica Carla Lopes propõe neste roteiro de aula, que tem como referência o ensaio “Abrigo de Tensões” (ver link nesta página), uma reflexão sobre a melhor parceria entre a família e a escola.</p>
<p>As atividades têm inspiração em uma notícia publicada na imprensa sobre um fato ocorrido no interior de Minas Gerais: um casal, apesar de dedicado à família, corre o risco de perder a guarda dos filhos por tê-los tirado da escola e estar lecionando para eles. Estes pais decidiram assumir a educação escolar dos filhos por julgarem poder fazer melhor do que a escola. A lei brasileira proíbe a iniciativa, entendendo que os pais ferem o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente, pois são obrigados a matricular e a fiscalizar a freqüência de seus filhos na rede pública ou particular de ensino. Caso semelhante foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça em 2002 e também condenou os pais. O casal está disposto a lutar pelo que acredita ser seu direito: educar os próprios filhos.</p>
<p>É a partir desse fato e das questões que se desvelam por ele que a professora estimula o debate em sala de aula sobre a relação família-escola, propondo as seguintes perguntas:<br /><br />- Conhecemos o processo e a história da escolarização do saber?<br />- Como se compreende a família? Como se compreende a escola?<br />- De que maneira se relacionam família e escola?<br />- Como podem se estabelecer e sustentar relações família-escola, no sentido de promover o enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos?<br /><br /><b>Referências</b><br />. Link da notícia: <a class="external-link" href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1675729-4005-0-0-16032008,00.html">http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1675729-4005-0-0-16032008,00.html</a><br />. NOGUEIRA, Maria Alice e VIANA, Maria José Braga. Abrigo de tensões in Revista ONDA JOVEM, São Paulo: março/maio 2008, n.10, ano 4.<br /> <b><br />AULA 1</b><br /><br /><b>Tema:</b> O surgimento e o estabelecimento da escola como instituição educacional.<br /><br /><b>Objetivos:</b><br />- apresentar a evolução histórica dos modelos de educação e dos formatos de instituição de ensino;<br />- apresentar o ponto de estabelecimento do modelo vigente a partir do séc. XIX;<br />- apresentar a escola no País desde o período colonial.<br /><b><br />Atividades em sala de aula:</b><br />- pesquisar em livros da História Antiga e Medieval buscando a identificação do processo educacional nas sociedades antigas e medievais;<br />- pesquisar em livros da História do Brasil sobre a escola desde o período colonial;<br />- montar um mural com as principais características da escola no percurso da história.<br /><br /><b>Recursos materiais:</b><br />- livros de História, cartolina e canetas coloridas.<br /><b><br />Comentários:</b><br />Nesta primeira aula o aluno deve ser capaz de diferenciar modelos educacionais constituídos ao longo do período da Antiguidade até a Modernidade.<br /><br />A família e a comunidade tinham as práticas da transmissão do conhecimento. As famílias eram grandes e sua constituição permeava-se pela comunidade como um todo, a qual era responsável pela formação dos seus novos membros, que aprendiam pela convivência, pela atribuição de tarefas e de responsabilidades.<br /><br />À medida que o conhecimento, principalmente o letrado, passa a ser diferencial de sucesso na sobrevivência, os grupos que o detinham passam a ter preponderância. Os que dominavam leitura e escrita influenciavam e até mesmo exerciam o poder.<br /><br />No Egito a Escola de Kap formava a corte do Faraó e os príncipes estrangeiros de outras nações, no conceito da não-dominação somente pela força militar, mas pelo predomínio do conhecimento.<br /><br />Na Roma do Alto Império a educação é prático-social. Essencialmente práticas sociais são os meios: o exemplo, o treinamento ministrado pelo pai que faz o filho participar na sua atividade agrícola, econômica, militar e civil, a tradição doméstica e política - mos maiorum; e a religião - pietas - entendida como prática litúrgica.<br /><br />Na Idade Média, as escolas episcopais eram os locais para instrução escolar. Quem controlava a educação era o clero católico em mosteiros, locais onde os monges se dedicavam, entre outras coisas, a ler e copiar manuscritos antigos. Com isso a igreja conseguiu deter boa parte do conhecimento durante a Idade Média. O clero se tornou a elite intelectual e suas escolas eram os lugares exclusivos de ensino na Europa Ocidental.<br /><br />No século IX, fundaram-se escolas junto às catedrais. Na sua evolução, vieram as universidades e algumas delas são conhecidas até hoje, como exemplo: Oxford e Cambridge.<br /><br />Ao longo da Idade Média e na passagem para a Modernidade percebemos que a convivência entre adultos e crianças no seio da família sofre profundas transformações, estreitamente ligadas à ação dos reformadores religiosos dos séculos XVI e XVII. O advento do protestantismo irá preconizar e assegurar que o universo da criança deve ser separado dos adultos e que, portanto, a sua educação também deve ficar a cargo de pessoas capacitadas e externas ao núcleo familiar. Família e escola passam a ter funções diferenciadas: a primeira está circunscrita no campo do privado e a segunda no campo público.<br /><br />Na Modernidade nos deparamos com a ascensão de uma nova classe social e o estabelecimento de um novo modelo econômico – o capitalismo --, que norteiam os novos rumos da sociedade ocidental. A concepção burguesa e o mundo capitalista irão acirrar as disputas e as desigualdades entre as classes sociais e o ensino cada vez mais será um divisor de águas.<br /><br />No Brasil colonial a família latifundiária e escravista, formadora da elite brasileira, cuidava da educação elementar de seus membros, cabendo à escola a formação necessária para a sedimentação da visão do colonizador. Os encarregados desta educação eram os jesuítas, e portanto, a doutrina cristã era um meio de justificar e manter esta situação política e econômica. Durante o período do Império pouca coisa irá mudar neste sentido.<br /><br />Durante o século XIX, mobilizadores políticos e reformadores sociais conseguiram implantar a concepção de escola, tal como a conhecemos hoje, impondo a idéia de que a comunidade local, a família e a igreja eram obstáculos para o que concebiam como progresso político e social. Obstáculos para a aspirada homogeneização da sociedade que se pretendia transformar em nacional, isenta das expressões locais, dos símbolos particulares, das crenças religiosas e das relações de parentesco, modos de pensar e de atuar que se transformavam em hábitos contrários à idéia de "uma comunidade de sentimentos e interesses que assegura o respeito aos direitos do homem e do cidadão".<br /><br />A escola que conhecemos hoje foi colocada em prática por ideais responsáveis pelo modelo de cidadania divulgados no século XIX, adotados na sociedade brasileira a partir do regime republicano.<br /><br />Referências<br />. ARIÈS, Philipe. História Social da Criança e da Família (tradução: Dora Flaksman). 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.<br />. ZOOTI, Solange Aparecida. Sociedade, Educação e Currículo no Brasil: dos jesuítas aos anos de 1980. Campinas, SP: Autores Associados; Brasília, DF: Plano, 2004.<br /> <b><br /> AULA 2</b><br /><b><br />Tema: </b>Os conceitos de família e escola.<br /><br /><b>Objetivos:</b><br />- identificar os significados e os conceitos de Família e Escola;<br />- analisar as transformações históricas nos conceitos de família e escola.<br /><br />Atividades em sala de aula:<br />- pesquisa de vocábulos no dicionário;<br />- distribuição de recortes de jornais e revistas que apresentem diferentes arranjos familiares e instituições escolares.<br /><br /><b>Recursos materiais:</b><br />- Recortes de jornais e revistas, dicionário, Constituição Brasileira 1988.<br /><br /><b>Atividades extra-classe:</b><br />- elaboração pelos alunos de uma enquete sobre a relação família-escola em duas frentes:<br />a) junto a suas famílias (pais, mães, tios, irmãos, avós, sobrinhos, primos e demais membros);<br />b) junto ao corpo docente e corpo administrativo da escola.<br /><b><br />Comentários:</b><br />Nesta aula o professor deve levar os alunos a refletir sobre os diferentes conceitos de família e escola, entendendo que estas mudanças conceituais são marcadas por diferentes momentos históricos.<br /><br />Para iniciar, sugiro que sejam distribuídos recortes de periódicos contendo imagens representando diferentes tipos de família e que se faça consulta ao dicionário sobre o significado do vocábulo família.<br /><br />Mudanças econômicas, políticas e sociais são fatores que têm promovido alterações em nossas concepções sobre família e escola ao longo da história. A Constituição brasileira de 1988 considera famílias os grupos formados não só pelo casamento civil ou religioso, mas também pela união estável de homem e mulher ou por comunidade dirigida somente por um homem ou por uma mulher. Nela deixaram de caber classificações como "família ilegítima" e "filho ilegítimo".<br /><br />É importantes traçar a trajetória do conceito de família e identificar os respectivos papéis de seus membros e considerar que arranjos familiares se configuram dinamicamente e, ainda, que uniões entre parceiros do mesmo sexo buscam legitimação para além da realização da felicidade -- querem alcançar os benefícios sociais previstos para as uniões estáveis.<br /><br />Faça outra consulta ao dicionário sobre vocábulo escola. Indague aos alunos sobre o papel da escola, identifique com eles os membros desta instituição e suas respectivas funções. Faça observações sobre os diferentes tipos de escolas e seus respectivos papéis ao longo da história.<br />Promova uma pesquisa em nossa Constituição sobre as definições do papel do Estado na educação.<br /><br />Avalie como a educação escolar tornou-se universalizadora a partir da escolarização compulsória desde o século XIX com uma organização que se especializou, compondo-se de professores, coordenadores pedagógicos, diretores e outros profissionais, sistematizada em níveis com currículos, sistema de avaliação e diplomações.<br /><br />A escola tendo o reconhecimento social de lugar da educação pública (distinta da educação familiar), foi encarregada da reprodução da cultura letrada (dominante), dos valores sociopolíticos e da qualificação para o trabalho, assumindo funções econômicas e ideológicas.<br /><br />Considere com seus alunos se conjuntos de conhecimentos, que estavam no âmbito da educação familiar, deixaram de ser valorizados por terem passado a ser vistos como saberes e fazeres populares.<br /><br /><br /><b>Referências</b><br />. ABRAMOVAY, Miriam (Org.). Escolas Inovadoras: Experiências bem-sucedidas em escolas públicas. Brasília: UNESCO / Ministério da Educação, 2004.<br />. BRASIL. Constituição Brasileira de 1988.<br />.ZOOTI, Solange Aparecida. Sociedade, Educação e Currículo no Brasil: dos jesuítas aos anos de 1980. Campinas, SP: Autores Associados; Brasília, DF: Plano, 2004.<br /> <br /> <br /><br /><br /><br />AULA 3<br /><br />Tema: Interações família-escola.<br /><br />- Essa interação é uma ação natural? Os estudantes querem esta relação? Os pais a desejam? A escola a deseja? Quem a propõe? Por quê? Quais os benefícios dessa interação?<br /><br />Objetivos:<br />- analisar as visões trazidas pela enquete e debatê-las;<br />- analisar as condições em que a escola pode propor uma relação com a família;<br />- elencar as possíveis modalidades de relação e suas aplicações práticas;<br />- identificar as dificuldades (e impossibilidades) para efetivar a relação;<br />- identificar os benefícios relativos a cada integrante da relação: família, aluno e escola.<br /><br />Atividades em sala de aula:<br />- exposição e interpretação do resultado das enquetes realizadas pelos alunos;<br />- elaboração de propostas de interação família-escola.<br /><br />Recursos materiais:<br />- cartolina e canetas coloridas.<br /><br />Comentários:<br />Encadeando as ações das aulas anteriores, relembre como família e escola foram divididas nas tarefas educacionais e então promova uma análise e um debate sobre os resultados da enquete, explorando junto com os alunos as visões que família e escola têm uma da outra.<br /><br />Existem relações família-escola em curso na sua unidade escolar? Como estão avaliadas?<br />São reconhecidos como canais de diálogo? É identificado algum tipo de distanciamento? É identificado algum tipo de conflito? Há manifestações de vontade de relacionamento de parte a parte?<br /><br />Atualmente a relação família-escola vem sendo pensada para uma parceria em busca do sucesso escolar, na procura de soluções para o aprendizado, socialização do ambiente escolar e gestão institucional democrática.<br /><br />Um tradicional entendimento de relação família-escola é o apoio solicitado aos pais no acompanhamento dos deveres escolares, a partir da idéia de que as mães, particularmente, dispõem de tempo para o monitoramento dessas tarefas, em uma compreensão estereotipada da mulher colocada no universo familiar, ocupada exclusivamente com afazeres domésticos.<br /><br />Que modelo familiar é este? A que classe social esse modelo corresponde? Esse tipo de parceria é de fato efetiva? Que pais têm “capital tempo” e “capital cultural” para fazerem esse acompanhamento? Esse tipo de apoio solicitado aos pais é uma parceria ou é uma transferência de responsabilidade?<br /><br />É calcada no cumprimento de metas acadêmicas que essa parceria família-escola tem que ser proposta? Ou pode ser também orientada na busca de uma compreensão da contribuição educacional da família e das diferenças culturais, étnicas e de classe social nas quais os indivíduos estão inseridos?<br /><br />Avaliando o conjunto de arranjos familiares do corpo discente e suas aspirações junto à instituição escolar, cruzando-os com as metas educacionais estabelecidas pela escola procure dos seus alunos propostas viáveis e sustentáveis para o estabelecimento desta parceria.<br /><br />Referências<br />. ABRAMOVAY, Miriam (Org.). Escolas Inovadoras: Experiências bem-sucedidas em escolas públicas. Brasília: UNESCO / Ministério da Educação, 2004.<br />. Araújo, Ulisses F. A construção de escolas democráticas: histórias sobre complexidade, mudanças e resistências. São Paulo: Moderna, 2002.<br />. Fazendo a diferença: Projeto Escola Aberta para a Cidadania no Estado do Rio Grande do Sul. Brasília: UNESCO / Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul, 2006.<br />. PUIG, Joseph M. et. al. Democracia e participação escolar: propostas de atividades. São Paulo: Moderna, 2000.<br /> <br /> <br /><br /><br /><br />AULA 4<br /><br />Tema: Como construir relações de integração família-escola?<br /><br />Objetivos:<br />- fomentar a implantação do Conselho Escolar, sob a perspectiva do Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei nº 10.172 de 2007, como forma de participação da comunidade escolar, composta também pela família, e instrumento para a melhoria do funcionamento das instituições de educação e do enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos;<br />- organizar o Dia Nacional da Família na Escola.<br /><br />Atividades em sala de aula:<br />- planejamento do Dia Nacional da Família na Escola<br /><br />Recursos materiais:<br />- Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96, Plano Nacional de Educação – Lei nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001 e Constituição brasileira de 1988.<br /><br />Comentários:<br />Atualmente as políticas oficiais de ensino e diversas iniciativas não-governamentais passaram a defender a necessidade de a escola abrir cada vez mais espaços e canais de comunicação com a família.<br /><br />Ao se discutir parceria e interação família-escola é importante debater sobre as relações de poder existente no universo escolar para que esta relação seja realmente frutuosa e não sirva como campo de tensões entre estes atores sociais.<br /><br />Nesta aula o professor deve apresentar o papel do Conselho Escolar e suas atribuições, bem como as legislações que o sustentam que são a LDB nº 9394/96 – inciso VIII, artigos: 3º, 14º e 17º; a Constituição Brasileira de 1988 – art. 206, e o Plano Nacional de Educação – Lei nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001.<br /><br />As atribuições do Conselho Escolar devem ser explicitadas e comentadas de forma que os alunos entendam como a interação família-escola via este colegiado pode ser efetivada em sua unidade escolar. É importante salientar o papel das comunidades escolar e local nas decisões sobre as metas administrativas e pedagógicas como resultado de uma implementação de cultura participativa e cidadã.<br /><br />Como proposta de culminância deste planejamento, indicamos que os alunos, professores e corpo administrativo escolar iniciem esta tarefa realizando o Dia Nacional da Família na Escola como um primeiro passo de implementação de uma gestão democrática e participação familiar junto à escola. Oficialmente o Ministério da Educação instituiu nacionalmente o dia 24 de abril no calendário escolar como sendo este dia o espaço de discussão destas propostas. A partir desta culminância e sensibilizando pais, alunos e docentes será possível implementar o Conselho Escolar em seu colégio.<br /><br />Referências<br /><br />. BRASIL. Constituição Brasileira de 1988.<br />. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei nº 9394/96.<br />. BRASIL. Plano Nacional de Educação – Lei nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001. In http://portal.mec.gov.br/seb/index2<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> <br /><br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
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      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-11T15:22:46Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/para-que-familia">
    <title>Para que família?</title>
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    <description>É a pergunta que a educadora Paula Bourroul propõe apresentar aos jovens para debate e reflexão em sala de aula, com atividades que abordam o papel familiar.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É do espaço do jovem na família, de suas possibilidades, responsabilidades e direitos que a pedagoga Paula Bourroul (pbourroul@uol.com.br) -- orientadora pedagógica e educacional, diretora de escola de educação infantil, coordenadora pedagógica de ensino fundamental e médio, consultora para avaliação de evolução e desempenho escolar -- trata neste roteiro de ofcinas. A referência para o trabalho é o ensaio <a class="external-link" href="../../acervo/10/o-abalo-juvenil">Abalo Juvenil</a>, publicado na edição 10 da revista Onda Jovem.</p>
<p>Citando a psicóloga Maria Tereza Maldonado (Cá entre nós, ed. Integrare, 2006, pg. 141), Paula abre o tema destacando as contradições, oscilações e turbulências que marcam a vida juvenil -- fase de desafios e oportunidades, perdas e ganhos, angústias e busca de sentido para a vida – e que são capazes de transformar a rotina de pais e irmãos, tantas vezes, em uma imensa dificuldade e confusão, em um conflito sem fim, em um mundo difícil de se conviver. “Mas o que acontece no interior de nossas casas para que tanto tumulto nos invada? Este é um fato intrigante, que proponho tomar do seu começo...e o começo de tudo é...por que família? Para que família? Será que precisamos realmente uns dos outros, devendo permanecer agregados por tantos anos a algumas pessoas que acabam sendo tão diferentes de nós, com desejos e necessidades tão distintos?”, questiona a educadora.</p>
<p>No desenvolvimento dessa abordagem, este plano de aula trata a seguir das seguintes questões:<br /><br />- o processo de socialização do homem, sua inserção na cultura<br />- o lugar da família na vida do indivíduo<br />- a ação da família na infância<br />- a construção familiar e o lugar de cada um<br />- pilares da vida familiar<br />- adolescência como fase de transição<br />- principais necessidades dos adolescentes<br />- o estranhamento que o adolescente causa<br />- necessidades dos pais na adolescência<br />- atitudes dos pais<br />- diálogo e negociação em casa<br />- conflitos com irmãos<br /><br />Para começar, Paula propõe que os educadores, em primeiro lugar, e depois os adolescentes, reflitam sobre o lugar da família na vida de cada um de nós (“...desejo que você, educador, se aproprie da linha de raciocínio que pretendo desenvolver para, então, propor aos adolescentes uma reflexão mais rica”).<br /><br />Segundo o professor Mário Sérgio Cortella: “Comparados a outros seres, somos um animal frágil: possuímos reduzida força física, não temos muita velocidade de deslocamento, nossa pele é pouco resistente ao clima e agressões, não nadamos bem e não voamos, não resistimos mais que alguns dias sem água e alimento, nossa infância é muito demorada e temos de ser cuidados por longo tempo...vivemos em um planeta que oferece condições de vida muito especializadas; um animal como nós não teria chance nas regiões polares, nas desérticas, nas florestas equatoriais, nas de inverno inclemente, nos oceanos etc. Supondo que fôssemos um animal que nada construísse, e só vivesse daquilo que nosso “equipamento natural”, o corpo, nos permite, seríamos em número muito menor e em poucos locais da Terra...<br />Por não sermos especializados nos tornamos um animal que teve que se fazer, se construir e construir o próprio ambiente...<br />Temos de enfrentar a realidade natural ( que chamaremos mundo ), lutar contra ela, romper a adaptação...<br />Nossa relação de interferência no mundo se dá por intermédio da ação; entretanto, não é uma ação qualquer o que nos distingue, pois todos os animais têm ação. Nossa ação, porque altera o mundo, é ação transformadora, modificadora, que vai além do que existia, alguns outros animais também têm ação transformadora.<br />O que vai nos diferenciar, de fato, é que só o animal humano é capaz de ação transformadora consciente, ou seja, é capaz de agir intencionalmente ( e não apenas instintivamente ou por reflexo condicionado) em busca de uma mudança no ambiente que o favoreça.<br />Essa ação transformadora consciente é exclusiva do ser humano e a chamamos trabalho ou práxis; é conseqüência de um agir intencional que tem por finalidade a alteração da realidade de modo a moldá-la às nossas carências e inventar o ambiente humano...<br />Se o trabalho é o instrumento, qual é o nome do efeito de sua realização? Nós o denominamos Cultura (conjunto dos resultados da ação do humano sobre o mundo por intermédio do trabalho).<br />Em suma, o Homem não nasce humano e, sim, torna-se humano na vida social e histórica, no interior da Cultura...<br />Um dos produtos da cultura são os valores, por nós criados para o existir humano pois, quando os inventamos, estruturamos uma hierarquia para as coisas e acontecimentos, de modo a estabelecer uma ordem na qual tudo se localize e encontre seu lugar apropriado. Só assim a vida ganha sentido ( na dupla acepção de significado e direção )...<br />Os valores que criamos produzem uma “moldura” em nossa existência individual e coletiva, de modo a podermos enquadrar nossos atos e pensamentos, situando-os em uma visão de mundo ( uma compreensão da realidade ) que informe ( dê forma ) os nossos conhecimentos e conceitos...<br />Todo símbolo ( e valores e conhecimentos o são ) está marcado pela relatividade, ou seja, só ganha sentido em relação a um determinado grupo social, situado em determinado lugar e inserido em determinado tempo histórico... sua construção é coletiva, dada a impossibilidade de existir algum humano originalmente apartado da vida social.<br />O principal canal de conservação e inovação dos valores e conhecimentos são as instituições sociais como a família e a Igreja, o mercado profissional, a mídia, a escola etc. ..ao contrário dos outros seres vivos, nós os humanos, dependemos profundamente de processos educativos para nossa sobrevivência ( não carregamos em nosso equipamento genético instruções suficientes para a produção da existência ) e, desse prisma, a Educação é instrumento balisar para nós...<br />A Educação pode ser compreendida em duas categorias centrais: educação vivencial e espontânea, o “vivendo e aprendendo” ( dado que estar vivo é uma contínua situação de ensino/aprendizado ), e educação intencional ou propositada, deliberada e organizada em locais predeterminados e com instrumentos específicos ( representada pela Escola e, cada vez mais, pela mídia ).<br />(A Escola e o Conhecimento, Mario Sérgio Cortella, Ed. Cortez, 1998, pág 33 a 49 )<br /><br />É assim que, para sobreviver, o homem precisa ser educado, tornando-se um ser social. E será na família, no seio de um pequeno grupo de homens, algumas vezes formado por apenas um casal, um homem e uma mulher, que um pequeno ser virá ao mundo. E dependerá destes homens para sobreviver física, mental e emocionalmente. E será através destes homens que o novo ser será acolhido e receberá a cultura.<br /><br />Pelo ato educativo dos adultos com as crianças e jovens se dá a transmissão da cultura de uma geração à outra, o que significa a sustentação e continuidade da própria sociedade, sua conservação e manutenção. Filiar um sujeito à cultura é dar-lhe um lugar, inscrevê-lo na sociedade.<br /><br />Esta inscrição social é simbólica, portanto o registro do universo humano é simbólico, onde é a palavra, a linguagem, que dá ao homem a referência de mundo, pois é ela que organiza a vida do homem neste mundo. É a palavra que dá uma forma de representação das coisas para o indivíduo, é o ato educativo que inscreve cada sujeito na sociedade e é nesta relação de transmissão que o homem se humaniza, se socializa e se subjetiviza.<br /><br />Diz-se que a relação educativa subjetiviza pois é muito particular a forma de cada ser humano entrar na lei coletiva; ele receberá leis universais, consensos, relativos a todas as áreas do conhecimento, e terá que fazer as suas próprias escolhas, viver a sua história de maneira única e particular.<br /><br />Percebe como é apenas no seio de um pequeno grupo de homens, que representa a cultura, que toda criança começa a se humanizar? E que, devido à sua fragilidade física e instrumental, terá que, por muito tempo, relacionar-se com este pequeno grupo humano, a família, aprendendo com ele os símbolos sociais para, aos poucos, amadurecer e fazer sua história no mundo?<br /><br />A escola será a outra instituição, além da família que, de maneira ímpar, contribuirá para a inserção do ser humano no social, na lei social, na cultura; ambiente em que o homem também passará um longo período de tempo antes de iniciar seu percurso produtivo na sociedade e na história de sua cultura (refiro-me, aqui, à infância, adolescência e juventude).<br /><br />Vamos, então, ao trabalho com nossos jovens.</p>
<p><b>Atividade 1</b><br /><br />Reunidos em duplas ou trios, os alunos devem pensar nas questões abaixo e, após discutirem entre si, tentar chegar a respostas que serão socializadas com o grupo-classe:<br /><br />- O ser humano nasce como um ser social? Em que medida?<br />- Qual o papel da família na socialização do ser humano? E da escola?<br /><br />Pedir, em seguida, que os grupos leiam o texto do Professor Cortella e procurem fundamentar as idéias que apareceram nos grupos de discussão sobre a importância da família na socialização dos indivíduos.</p>
<p><b>Atividade 2</b><br /><br />A partir da compreensão do papel da família na transmissão da cultura às novas gerações humanas, podemos propor que os alunos, segundo sua vivência e observação, levantem as ações principais dos pais, avós... no sentido de colaborar com a hominização das crianças durante o período de recém-nascido aos 10 anos. Ex: acolhimento físico e emocional, alimentação, agasalho, sono, o desenvolvimento motor e da fala, de hábitos de higiene, manifestações de afeto e braveza ... (devem surgir aqui atitudes dos pais que colaboram para a socialização da criança e sua inserção nas regras sociais).</p>
<p>Tais ações podem ser representadas por palavras, desenhos ou recortes em um painel a fim de que possam ser visualizadas e complementadas ao longo das discussões sobre o assunto, podendo ser, inclusive, comparadas ao que será realizado mais adiante pelo grupo, pontuando as ações das famílias de adolescentes que também têm a intenção específica de instrumentalizá-los e inseri-los na ordem social.<br /> <br /> <b>Atividade 3</b><br /><br />Leitura do texto “O abalo juvenil”, de Cynthia Sarti – parágrafos 3 a 6, pedindo aos alunos que identifiquem as idéias principais, as quais poderão ser, após a leitura, desenvolvidas pelo professor:<br /><br />- cada família constrói sua história, nas relações que desenvolve, de maneira única e particular, com elementos comuns à cultura em que se encontra;<br />- o início do processo de socialização está na construção deste olhar particular de mundo que cada família desenvolve: a organização do mundo externo e interno;<br />- o processo simbólico que a socialização permite, proporcionando a todos e a cada indivíduo a ocupação de um lugar específico, que se altera ao longo do crescimento de todos;<br />- a singularização dos indivíduos e os lugares que estes ocupam na família ao longo do seu crescimento.<br /> <br /> <b>Atividade 4</b><br /><br />Podemos afirmar que a família se sustenta em 4 pilares fundamentais: o amor (sentimento que normalmente dá origem à construção de uma família e que deve ser incentivado de maneira incondicional entre seus membros, de modo que todos se sintam respeitados em sua individualidade ), o relacionamento ( a convivência entre os membros da família que deve ter continuidade e intensidade ), o diálogo ( a comunicação que se efetiva na rotina do grupo familiar por palavras e ações ) e a confiança ( sentimento que, ao longo do tempo e da intimidade que se desenvolve entre os membros da família, deve aumentar e se fortalecer ).<br /><br />Converse sobre estes 4 pilares necessários à construção da vida familiar com os alunos e proponha que eles identifiquem na vida deles próprios, no período da infância, as principais manifestações da presença dos mesmos na vida familiar.<br /><br />Comece, então, a falar do momento da adolescência, etapa que marca uma transição, numa passagem da dependência da criança para a interdependência do adulto. Os próprios alunos poderão comentar quando foi que começaram a sentir as primeiras necessidades diferentes, por volta dos 10 ou 12 anos, em relação à sua vida na rotina (necessidades de afirmar seus desejos e intenções diferentes dos pais, de ter mais liberdade e independência, cortando os laços com a infância, a sensação de ruptura, de “separação psicológica” dos pais). Toda esta vivência, absolutamente normal a partir desta idade, é vital para o desenvolvimento dos mesmos como pessoas, para a construção de suas próprias identidades.<br /><br />Pode-se explicar para os jovens que, para conseguir se tornar um ser autônomo, a gente precisa se afastar dos nossos pais, como que para desgrudar deles, de forma a tentar não se tornar xerox deles mesmos, mas alguém que pensa e age à sua própria maneira, fazendo suas próprias escolhas. Isso não quer dizer que faremos tudo do avesso, mas que precisamos de espaço para sentirmos nossas possibilidades de vir a ser gente grande.<br /><br />Acontece que, para os pais, este é um momento muito complicado, uma vez que eles estavam acostumados a ter seus filhos sob controle quase que absoluto e bastante disponíveis para acatar sua visão de mundo, seus desejos na forma de atuar neste mundo, seus gostos e preferências.<br /><br />Como a responsabilidade dos pais é atender as necessidades básicas de seus filhos em cada etapa de seu crescimento, é importante que os mesmos conheçam as características da fase da adolescência para que possam, não só conviver com elas, como crescer também eles na relação com os filhos e como pessoas, continuando a construir sua história.<br /><br />Procure levantar com os alunos quais as necessidades que eles sentem como adolescentes e registre para que depois os mesmos possam voltar a elas e pensar na atuação possível junto de seus pais.<br /><br />(Principais necessidades dos adolescentes: Amor/ afeto/ segurança, aceitação/respeito/compreensão, privacidade/presença dos pais,ambiente familiar tranqüilo, grupo de amigos – positivos e saudáveis-, liberdade para tomar decisões, auto-estima positiva, projeto de vida, valores éticos )<br /> <br /> <b>Atividade 5</b><br /><br />É importante constatar que comumente os jovens encontram bastante facilidade em levantar aquilo que é desejo e necessidade deles, mas agora vem o pedaço mais difícil: eles compreenderem que suas atitudes, freqüentemente rebeldes e agressivas, através das quais eles imaginam estar conseguindo se desprender dos pais, são interpretadas por estes como falta de respeito e enfrentamento.<br /><br />É mesmo difícil alcançar o sentimento que nossas atitudes e posturas causa nos outros, que estão fora de nós, vivendo outro momento de seu crescimento pessoal e história de vida. Assim, podemos tentar ajudá-los a olhar este momento de seu desenvolvimento do ponto de vista dos pais deles.<br /><br />Procure fazer com seus alunos a leitura de outra parte da matéria de Cynthia Sarti, a que fala do lugar do jovem, os parágrafos 7 a 12. Eles podem comentar (pois adoram fazer isto!) o conteúdo deste segmento do texto, em que é possível se perceber qual o papel do discurso do jovem na família: o estranhamento que seus pensamentos, seu vocabulário e suas ações provocam em casa, a influência dos amigos e o lugar da mídia e da internet na vida deles.<br /><br />A psicóloga Rosely Sayão escreveu uma crônica muito interessante, intitulada “Pai de adolescente tem que se reinventar”, a qual vale a pena, neste momento do trabalho com os jovens, ser lida para os mesmos e, talvez, enviada aos pais que, se estiverem acompanhando o trabalho desenvolvido com seus filhos na escola, sobre juventude e família, poderão ser grandemente beneficiados com sua leitura e até promover, em família, uma conversa sobre o tema.<br />(Como educar meu filho?, Rosely Sayão, Publifolha, 2003, pág 253 )<br /> <br /> <b>Atividade 6</b><br /><br />Partindo do princípio que os jovens já alcançaram o impacto que suas atitudes causam em seus pais e porque isto ocorre, é interessante dar condições aos mesmos de, ao mesmo tempo em que têm que viver suas questões pessoais de crescimento, auto-afirmação e independentização, desenvolvam recursos de diálogo e confiança em seus pais a fim de continuar obtendo deles a necessária segurança, orientação, encorajamento e estímulo à busca de um caminho de vida saudável.<br /><br />A pesquisa “Valores dos jovens de São Paulo”, realizada por Yves de La Taille e Elizabeth Harkot de La Taille, em 2005, com jovens de 14 a 18 anos, estudantes da grande São Paulo, constatou que a família é a instituição social mais merecedora de confiança dos jovens, com praticamente 100% das avaliações “confio muito” ( 80,7% ) e “confio” (16,6% ). Da mesma forma, os agentes do espaço privado (pais e amigos ) são os que são considerados como mais influentes sobre os seus valores (pais: 67,6% com muita influência e 25,1% com média influência e amigos: 25,6% com muita influência e 47,2% com média influência ).<br /><br />Outra pesquisa significativa foi realizada pelo UNICEF, em 2007, que entrevistou mais de 3000 adolescentes de todas as regiões brasileiras para identificar seus interesses, valores e motivações. Segundo seus resultados “em um mundo marcado pela instabilidade dos valores, a desconfiança com as instituições sociais e as incertezas com relação ao futuro, a família representa um ponto de referência afetiva e de estabilidade. Essa instituição é extremamente valorizada pelos entrevistados: 92% têm uma relação positiva ou muito positiva com a família. Ao serem indagados por que consideram a relação com sua família muito positiva ou positiva, os entrevistados apontam: por sermos muito amigos/termos uma relação de amizade ( 35% ), por sermos muito unidos ( 29% ), por termos uma relação de diálogo ( 26% ), pela ajuda/apoio que damos uns aos outros (11% ). Do outro lado, os 7% que têm uma relação negativa apontaram as brigas, a falta de diálogo e a desunião como os motivos principais”.<br /><br />Assim, procurar fazer com que os alunos reconheçam o quanto desejam liberdade e autonomia é importante, assim como identificar com os mesmos o quanto ainda necessitam de seus pais como colaboradores no sentido de fortalecê-los em seu caminho, para que ultrapassem estes anos de crescimento com conquistas pessoais sólidas, a fim de que se tornem forças positivas na sociedade, dando continuidade ao processo cultural.<br /><br />Na atuação com os adolescentes, eles devem identificar basicamente 3 atitudes indispensáveis em seus pais nesta fase:<br /><br />- Dar amor e limites juntos, para que sejam eficazes e solidifiquem seu vínculo afetivo como pais e filhos. Limites bem colocados significam proteção e orientação, e não punição ou demonstração de poder.<br /><br />- Monitorar e observar, saber onde e com quem andam. Nesta etapa da vida em que se está construindo a capacidade de auto-proteção, saber com quem o filho está e a que horas retorna é cuidado e não controle.<br /><br />- Atuar como modelo e consultor, provendo e protegendo. Os pais devem poder ouvir os sonhos e planos de seus filhos, ajudando-os a encontrar bons caminhos para sua realização.<br /><br />Se for possível aos jovens perceber que tais atitudes dos pais são necessárias ainda ao seu auto-conhecimento e construção pessoal, poderá ser mais fácil desenvolver com eles um diálogo franco e uma negociação constante de liberdade e independência.<br /><br />Aqui os jovens podem complementar aquela atividade em que identificaram ações dos pais na infância, agora com atitudes dos pais na adolescência.<br /><br />Para que este momento seja frutífero, você, professor, que conhece seus estudantes, deve procurar uma forma de convidá-los a conversar com seus pais sobre as questões aqui colocadas para que tragam, em seguida, para o grupo-classe, comentários e posições de suas respectivas famílias em relação ao tema, enriquecendo o grupo com novas possibilidades de atuação na relação pais e filhos.<br /> <br /> <b>Atividade 7</b><br /><br />Proponha aos jovens que digam o que entendem por “diálogo”, descrevam como ocorre ou não o diálogo em suas casas com seus pais e quais regras poderiam ser levadas em conta para que o mesmo se efetivasse a contento para todos.<br /><br />Em seguida, faça com a classe a leitura do texto da educadora Tânia Zagury sobre o diálogo com os jovens:<br /><br />“Dialogar significa “travar ou manter entendimento com vista à solução de problemas comuns”. Portanto, só se pode dizer que houve diálogo quando se chega a algum nível de entendimento. Através do diálogo chega-se ao consenso (concordância de todos sobre o assunto) ou apenas a um nível de entendimento, mas que permita sejam tomadas decisões, até, por exemplo, a de permanecer, cada um, com a sua própria idéia inicial...<br />Embora as reclamações dos jovens por vezes procedam, elas ocorrem muitas vezes quando o que desejam não pode ser atendido, tenha ou não havido diálogo. Quando não alcançam o que querem, “quebram o diálogo” com acusações de “autoritarismo”...<br />Há aí um engano na compreensão do processo dialógico, que deve levar ao entendimento sim, mas nem sempre ao atendimento do desejo da pessoa ou do grupo. E é isso que torna o diálogo tão difícil e, às vezes, impossível: a expectativa utópica e equivocada de que, conversando, todos os anseios serão concretizados...<br />O importante é que todos possam expressar suas opiniões e que haja vontade de entender o ponto de vista do outro...<br />No diálogo verdadeiro, não há vencedores nem vencidos, ninguém quer “vencer” ninguém. Há, isso sim:<br /><br />- pessoas decididas a se ouvirem e se entenderem, de fato;<br />- análise e tomada de decisões a partir dos argumentos apresentados por todos;<br />- canais de comunicação abertos nos dois sentidos, isto é, uma hora um fala, depois o outro fala;<br />- respeito às posturas do outro: intenção real de analisar argumentos e reivindicações;<br />- mudança de atitudes ou decisões, quando racionalmente convencidos pelos argumentos e<br />- aceitação das decisões finais tomadas pelo grupo ou autoridade, ainda que nem sempre contemplem o que todos ou cada um desejava”<br />(Os Direitos dos Pais, Tânia Zagury, Ed. Record, 2004, pág 171 a 174 )<br /><br />Estimule os alunos a falar de suas vivências com relação ao diálogo em suas casas (com certeza você conhecerá um pouco mais suas famílias, posturas e valores e isto lhe será muito útil como educador).<br /><br />Segundo Cynthia Sarti “O jovem afirma-se ao se opor, fazendo do conflito algo necessário e imprescindível a seu processo de tornar-se sujeito, na família e no mundo social. O conflito é, assim, intrínseco à família, o que faz pensar nos limites do que é ou não negociável nas relações familiares, com base na indagação sobre o que constitui conflito para a própria família ( não como uma definição externa e disciplinadora), que permita a elaboração dos problemas, valendo-se de recursos que podem estar no próprio âmbito familiar. Para isto, fica a indagação: será que somos capazes de falar na hora certa e escutar mais?”.<br /> <br /> <b>Atividade 8</b><br /><br />Tendo abordado o tema do diálogo com os pais, agora procure fazer com que seus alunos reconheçam as negociações que eles têm conseguido estabelecer com seus pais e irmãos.<br /><br />“É na adolescência que a negociação ganha uma força especial, segundo Içami Tiba, por causa da autonomia comportamental . Da dependência infantil nasce o adolescente para uma vida nova cujo referencial passa a ser ele próprio.<br />É a manifestação saudável da individualização, uma espécie de separação mental e física dos pais. Agora o adolescente está atrás da sua identidade social.<br />Como a maioria dos seus desejos agora está mais voltada para o seu próprio eu, ele precisa aprender a negociar suas vontades com as da família...<br />Com os adolescentes combinam-se os resultados e as conseqüências. Quem falhar com o combinado, pais ou adolescente, que arque com as consequências já contratadas. Faz parte do amadurecimento o princípio da coerência, constância e conseqüência”.<br />( Adolescentes: Quem ama, educa, Içami Tiba, Ed. Integrare, 2005, pág 175 e 176 )<br /><br />Assim, pode ser extremamente interessante que pelo menos alguns alunos do grupo consigam dar exemplos reais de negociação em casa, como elemento motivador a outros que ainda não o façam com sucesso.<br /> <br /> <b>Atividade 9</b><br /><br />Finalmente, você proporcionará aos jovens a oportunidade de refletir e falar um pouco sobre a relação deles com seus irmãos, sejam mais velhos ou mais novos. Sabemos que no convívio entre irmãos nem tudo são flores, há muitas dificuldades, mas também realizações e alegrias. Observa-se que a maioria dos irmãos se relaciona de forma solidária, mesmo quando brigam e implicam uns com os outros. Solicite aos seus alunos que procurem identificar quais os principais motivos de seus desentendimentos com seus irmãos. Provavelmente aparecerão o ciúme, a competição, a insegurança, a sensação de menos valia ou de preferência na relação com os pais.<br /><br />Proponha que eles pensem que oportunidades eles encontram, na convivência com seus irmãos, de desenvolver sentimentos e atitudes que são importantes e úteis na vida social. Eles mencionarão a possibilidade de fazer acordos, a ajuda mútua, os planos comuns, o dividir pertences e espaços, o respeito pelas coisas, sentimentos e maneiras do outro agir.<br />E o que será que eles podem dizer das brigas infindáveis com seus irmãos? Elas são ou não oportunidades de treinamento de resolução de conflitos interpessoais, tão necessário à vida social?<br /><br />Segundo Maria Tereza Maldonado, “ A única regra a ser colocada com firmeza é: nada de violência! Os conflitos não precisam ser resolvidos à base de socos, empurrões, gritos e xingamentos. Todos ganharão aprendendo a controlar a própria raiva de modo que ninguém se machuque. Aprender a atacar os problemas sem atacar as pessoas é a base da inteligência emocional”.<br /><br />Em seu livro “O Adolescente por ele mesmo”, Tânia Zagury apresenta os resultados de uma pesquisa com adolescentes brasileiros, feita em 7 capitais, na qual os mesmos falam o seguinte de sua relação com irmãos: apenas 8,8% têm um nível de competição e rivalidade a ponto de desejar que os mesmos não existissem. Por outro lado, somando os que se dão razoavelmente bem com os que se dão muito bem, temos 50,2% dos entrevistados. Isto significa que metade dos irmãos, apesar das brigas e desentendimentos, se gosta e até se ama! Ainda 34,8% afirmam ter com os irmãos sentimentos muito fortes e ambíguos ( ora amam, ora odeiam ). A autora afirma que este parece ser um sentimento comum inclusive entre irmãos adultos.<br /><br />Para finalizar, o UNICEF traz importante reflexão para pais e educadores de adolescentes:<br /><br />“A adolescência é acima de tudo uma grande oportunidade. Oportunidade para o próprio adolescente que vive a fase de construção da autonomia, da identidade e aprendizagens que se aceleram e abrem múltiplas perspectivas e descobertas.<br />A adolescência é também uma oportunidade para a família do adolescente. Enquanto na infância os pais protegem as crianças, organizam suas vidas, determinam suas rotinas, na adolescência inicia-se uma interlocução diferenciada. Se a família consegue abrir-se para um diálogo progressivo e um processo de permitir a participação dos filhos na vida e nas decisões da família, a adolescência consolida esse processo participativo e vai trazer para o contexto familiar novas relações, novas culturas e linguagens que vão ajudar os pais a revisarem suas próprias convicções e valores....pensar a adolescência como uma oportunidade implica tratar os adolescentes como sujeitos de sua própria história e não como objetos das expectativas dos adultos”.<br /><br />RECADO DO ADOLESCENTE PARA A FAMÍLIA:<br />“O PAI MODERNO QUE NÓS QUEREMOS E PRECISAMOS NÃO É O QUE NOS DEIXA FAZER TUDO, QUE FALA PALAVRÕES E BEBE CONOSCO – O PAI QUE QUEREMOS É AQUELE QUE FALA CONOSCO, SEMPRE, MUITO E SOBRE TODOS OS ASSUNTOS, QUE NOS OUVE, RESPEITA E ORIENTA, MAS QUE TAMBÉM NOS ENSINA NOSSOS DEVERES E DIREITOS.<br />EMBORA MUITAS VEZES NÃO PAREÇA, NÓS AMAMOS VOCÊS, PAI, MÃE, IRMÃOS. QUEREMOS QUE ENTENDAM QUE ESTAMOS CRESCENDO E PRECISAMOS TER VIDA PRÓPRIA, MAS AINDA PRECISAMOS DEMAIS DE SEU CARINHO, ATENÇÃO, AFETO E ORIENTAÇÃO”.<br />( O adolescente por ele mesmo, Tânia Zagury, Ed. Record, 1996 )<br /> <br /> Indicações bibliográficas para o professor:<br /><br />Cortella, M.S.: A escola e o conhecimento – SP – Cortez Editora, 1998<br />De La Taille, Yves e de La Taille, E.H.: Valores dos jovens de São Paulo –in Revista Idéia, Ed. SM, ano III, no. 4<br />Maldonado, M.T.: Cá entre nós – SP – Ed. Integrare, 2006<br />Sayão, R.: Como educar meu filho? – SP –Publifolha, 2003<br />Tiba, I.: Adolescentes: quem ama, educa !- SP – Ed. Integrare, 2005<br />UNICEF – Pesquisa: Adolescentes e jovens do Brasil: participação social e política –www.unicef.org.br<br />Zagury, T.: O adolescente por ele mesmo – RJ – Ed. Record – 1996<br />Zagury, T.: Os direitos dos pais – construindo cidadãos em tempos de crise –RJ - Ed. Record - 2004<br /> <br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-11T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familias-juvenis">
    <title>Famílias juvenis</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familias-juvenis</link>
    <description>O educador Danilo Safi propõe uma dinâmica na sala de aula para refletir com os estudantes sobre as conseqüências da gravidez precoce.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O Programa de Saúde do Adolescente, em São Paulo, registra que a cada cinco jovens mães apenas uma mantém algum tipo de relacionamento confortável com o companheiro. E que o abandono das relações pelo pai acontece em 40% das vezes durante a gravidez e 20% após o primeiro ano de vida da criança. As informações estão na reportagem “Um difícil começo”, publicada na revista Onda Jovem, na edição que trata do tema família. Elas servem de base para este plano de aula, preparado pelo professor Danilo Abranches Safi. O educador leciona há 15 anos Biologia e Ciências no ensino fundamental e médio de escolas particulares de São Paulo e no cursinho da Escola Politécnica da USP. Confira as sugestões do professor para debater o assunto em sala de aula.<br /> <br /><b>Aula 1</b></p>
<p><b>Objetivo</b>: promover reflexão e discussão sobre o que uma gravidez precoce pode acarretar na vida do jovem, na de sua família e na da criança que virá a nascer.</p>
<p>Os alunos(as) devem realizar a leitura (individualmente para já ir refletindo) do texto “Um difícil começo”, que discute implicações de uma gravidez precoce. Formar pequenos grupos e propor a discussão e levantamento dos seguintes questionamentos:<br /><br />a) A que você credita essa grande quantidade de gravidezes precoces?<br />b) Por que famílias de pais jovens são pouco duradouras?<br />c) Que aspectos diferenciam um ser jovem de um ser adulto?<br />d) Na década de 1970 jovens que tinham gravidez precoce eram expulsas de casa. Por que essa mudança de postura dos pais atualmente?<br />e) Que comportamentos deve ter um jovem que esteja preparado para experimentar, com responsabilidade, sua sexualidade?<br /><br />Abrir a discussão para a sala toda, onde cada grupo expõe suas idéias, debatendo-as.<br /> <b><br /> Aula 2</b><br /><b><br />Objetivo:</b> desenvolver a capacidade da escrita de um determinado gênero textual, a resenha, e aprimorar sua capacidade de argumentação.<br /><br />Os alunos(as) devem assistir ao filme “Meninas”, documentário produzido e dirigido em 2005 por Sandra Werneck. Esse documentário conta a história de três adolescentes, com 13, 14 e 15 anos, que estão grávidas e vivem na periferia do Rio de Janeiro.<br /><br />Após assistirem ao filme, os alunos(as) produzirão uma resenha sobre ele e a melhor delas, escolhida pelos alunos, figurará no jornal da escola ou será divulgada em outras classes, trazendo assim um maior número de estudantes para o debate.<br /> <br /> <b>Aula 3</b><br /><br /><b>Objetivo:</b> interpretar uma obra e analisar os diferentes comportamentos, tanto de gênero quanto de maturidade, em função de uma gravidez precoce.<br /><br />Propor as seguintes questões para uma discussão sobre o documentário assistido (pode-se seguir o mesmo formato da 1ª aula, iniciando-se com pequenos grupos e posteriormente abrindo-se a discussão):<br /><br />a) Quais perspectivas têm as quatro jovens mães do documentário? Em que você se baseou para chegar a essas conclusões?<br />b) Quais perspectivas têm as crianças filhas das quatro jovens mães do documentário? Em que você se baseou para chegar a essas conclusões?<br />c) Como passou a ser relação dos pais (ou só da mãe) com as filhas, após a gravidez das “meninas”?<br />d) Que diferenças de atitudes você vê entre a mãe da menina grávida e a mãe do menino que a engravidou?<br />e) Que diferenças de comportamento você nota nas “meninas” antes e depois do parto?<br /> <br /> <b>Aula 4</b><br /><br /><b>Objetivo:</b> discutir se há ou não relação entre a violência e os altos índices de natalidade em locais de grande pobreza.<br /><br />O professor pode colocar na lousa a seguinte declaração dada pelo governador do Rio de Janeiro no final de 2007, baseada na tese de dois autores norte-americanos (Steven Levitt e Stephen J. Dubner), que consta do livro "Freakonomics” e cuja idéia central é a relação estabelecida entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.<br /><br />“Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.<br /><br />Após essa colocação o professor deve retomar as respostas dadas pelos grupos e a discussão dos itens a) e b) da aula anterior. A sugestão, agora, é promover uma discussão sobre uma questão que gera constante polêmica: a descriminalização do aborto. É importante oferecer aos jovens informação sobre as diferentes visões sobre o tema. Para começar, nos links abaixo existem visões divergentes sobre a fala do governador do Rio de Janeiro.<br /><br /><a class="external-link" href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2022430-EI6594,00.html">http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2022430-EI6594,00.html</a><br /><a class="external-link" href="http://odia.terra.com.br/brasil/htm/ jandira_critica_visao_do_aborto_defendida_por_sergio_cabral_131141.asp"><br />http://odia.terra.com.br/brasil/htm/<br />jandira_critica_visao_do_aborto_defendida_por_sergio_cabral_131141.asp</a><br /> <br /> <b>Aulas 5 e 6</b><br /><br /><b>Objetivo</b>: tratar e comparar dados; construir, interpretar e analisar gráficos.<br /><br />O professor deve pedir aos alunos que façam uma pesquisa com os colegas de sala e se possível com os jovens da escola (entre 13 e 19 anos), para verificar a importância que a juventude da à sexualidade. Eles podem comparar os resultados obtidos com levantamentos ou estudos feitos em nível nacional. Os alunos devem produzir gráficos de barra e/ou de pizza.<br /><br />Orientação ao professor: ajude os alunos a elaborar a ficha com os dados a serem pesquisados porque na pesquisa são feitas respostas estimuladas. Fora do horário de aula serão realizadas as pesquisas e o tratamento dos dados (freqüências e construção dos gráficos) é realizado em sala.<br /><br />Subsídios para os alunos: a pesquisa “Perfil da juventude brasileira”, que pode ser encontra neste site, no link : http://ondajovem.terra.com.br/materiadet.asp?idtexto=285<br /><br />Sugestão de perguntas para a pesquisa a ser realizada pelos alunos:<br /><br />- Quais os assuntos que mais interessam aos jovens?<br />- Quais os problemas que mais preocupam os jovens atualmente?<br />- Dos seguintes temas ou assuntos, quais você mais gostaria de discutir com seus amigos?<br />- Dos seguintes temas ou assuntos, quais você mais gostaria de discutir com seus pais ou responsáveis?<br />- Dos seguintes temas ou assuntos, quais os três você acha mais importantes para serem discutidos com a sociedade em geral?<br /> <br /> <b>Aulas 7 e 8</b><br /><br /><b>Objetivo:</b> estimular os alunos a refletirem sobre a relação existente entre pobreza e gravidez na adolescência, a partir do trecho extraído da pesquisa coordenada por Ana Amélia Camarano, também disponível neste site.<br /><br />Uma transição curta e condensada: os jovens pobres<br /><br />No debate sobre transição para a vida adulta, que tem enfatizado o fenômeno do prolongamento da juventude, propomos uma argumentação em termos de transição curta ou condensada, olhando-se o fenômeno pelo prisma da reprodução. Os jovens com filhos apresentam um conjunto de características sociobiográficas específicas que sugere uma passagem rápida à vida adulta, em que o episódio<br />reprodutivo acelera o processo ou, mesmo, representa seu ápice ou conclusão.<br /><br />Eles contrastam assim com os jovens dos segmentos mais favorecidos, entre os quais de fato se observa a extensão da transição, seja pelo prolongamento dos estudos ou/e sua permanência na casa dos pais (BRANDÃO, 2003). Acrescente-se que, nos poucos episódios em que esses jovens se envolvem em gravidez, estas terminam majoritariamente em aborto (MENEZES; AQUINO; SILVA, 2006).<br /><br />Fonte: <a class="external-link" href="http://ondajovem.terra.com.br/materiadet.asp?idtexto=273">http://ondajovem.terra.com.br/materiadet.asp?idtexto=273</a><br /><br />O texto afirma que os jovens pobres entram antes na vida adulta. Com isso o professor pede que os alunos levantem diversas ações, tanto sociais quanto governamentais, que possam levar a uma mudança deste quadro. Após anotar na lousa todas as sugestões, o professor propõe a construção de um texto coletivo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-11T15:09:42Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familia-juventude-e-politicas-publicas">
    <title>Família, juventude e políticas públicas</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/central-de-conteudo/planos-de-aula/familia-juventude-e-politicas-publicas</link>
    <description>Como apresentar os jovens às políticas públicas, seus conceitos e práticas, e mostrar o potencial de uma rede social para formular e acompanhar programas sociais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Publicada na revista Onda Jovem, a reportagem Proteção Relativa questiona se as políticas sociais refletem as necessidades da família moderna, que continua a ser o espaço fundamental de referência para o desenvolvimento das novas gerações. O artigo serve de referência para este plano de aula, preparado pela professora Carla Lopes, do Rio de Janeiro. Sua proposta de trabalho é aproximar o aluno da questão, oferecendo-lhe informação sobre os conceitos que envolvem as políticas públicas e as maneiras de ele contribuir na formulação e acompanhamento dessas políticas de modo a tentar assegurar que elas efetivamente atendam às necessidades básicas do cidadãos.<br /> <br /><b>Aula 1</b><br /><br /><b>Temas propostos<br /></b>. O que são políticas públicas sociais?<br />. Qual a diferença entre governo e estado?<br />. Políticas públicas sociais compensatórias e preventivas.<br /><br /><b>Objetivos</b><br />. Identificar e analisar definições e conceitos de política, sociedade e “res pública”;<br />. Conceituar e exemplificar políticas públicas sociais;<br />. Identificar e analisar as diferenças conceituais entre governo e estado;<br />. Identificar na sociedade os pontos de ação das políticas públicas sociais: educação, saúde, habitação, previdência, entre outras;<br />. Analisar linhas de políticas compensatórias e preventivas.<br /><br /><b>Atividades em sala de aula</b><br />. Consultar em um dicionário de língua portuguesa os significados de governo e estado e fazer o cotejamento destes com as suas respectivas definições a serem pesquisadas em dicionários de ciências sociais e política;<br />. Distribuir entre os alunos recortes de jornais e revistas com matérias sobre políticas públicas sociais nos níveis municipal, estadual e federal;<br />. Elencar os problemas sociais e cruzá-los com as políticas públicas sociais identificando entre elas as de cunho compensatório e as de caráter preventivo para montar um quadro demonstrativo.<br /><br />Recursos materiais:<br />. Recortes de jornais e revistas;<br />. Dicionário de Língua Portuguesa;<br />. Dicionários de Ciências Sociais e Política;<br />. Cartolina;<br />. Canetas coloridas;<br />. Cola.<br /><br /><b>Comentários</b><br />Para montar um panorama base, pode-se ressaltar a diferenciação entre estado e governo. Podemos considerar o estado como o conjunto de instituições permanentes, como órgãos legislativos, tribunais, exército e outras que possibilitam as ações do governo. O governo é uma equipe, formada sob uma orientação política que assume e desempenha funções no estado por um determinado período, com programas e projetos para a sociedade como um todo.<br /><br />É impossível pensar o governo fora de um projeto político e de uma teoria social para a sociedade como um todo e o estado reduzido aos organismos estatais cumprindo a burocracia pública.<br /><br />As políticas sociais têm suas raízes nos movimentos populares do século XIX, voltadas aos conflitos surgidos entre capital e trabalho, nos efeitos e desdobramentos da Revolução Industrial. São usualmente entendidas como as de saúde, previdência, habitação e educação, determinam o padrão de proteção social voltada, em princípio, para a redistribuição dos benefícios sociais, visando à diminuição das desigualdades estruturais produzidas pelo desenvolvimento social e econômico.<br /><br />O processo de definição de políticas públicas para uma sociedade reflete os conflitos e os arranjos de interesses feitos nas esferas de governo, que perpassam as instituições do estado e da sociedade como um todo. É um pacto que compromissa o dever do estado de dar condições básicas de cidadania, é o estado colocado em movimento por ações governamentais para o bem comum.<br /><br />Um dos elementos importantes deste processo, hoje consistentemente incorporado na análise das políticas públicas, diz respeito aos fatores culturais, àqueles que historicamente vão construindo processos diferenciados de representações, de aceitação, de rejeição, de incorporação das conquistas sociais por parte de determinada sociedade.<br /><br />Há hoje o entendimento que o sucesso das políticas públicas sociais depende da participação dos envolvidos nos processos de decisão, de planejamento e de execução, que terão análises baseadas não apenas nos resultados de programas, mas principalmente nas orientações da política social. Com freqüência, localiza-se aí explicação quanto ao sucesso ou fracasso de uma política ou programa e também quanto às diferentes soluções e padrões adotados para ações públicas de intervenção. Muitas ações têm de ser necessariamente compensatórias, equilibrando defasagens e corrigindo injustiças, outras devem ser preventivas, evitando na origem que os problemas se estabeleçam. Ambas devem ser acompanhadas de modo a detectar a necessidade de serem trabalhadas de uma ou de outra forma, dos dois modos em conjunto ou em evolução de compensatórias para preventivas.<br /><br />Referências<br />BOBBIO, N. et al. Dicionário de Política. Brasília: EdUNB, 1992.<br />COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Família e política social no Brasil: caminhos e descaminhos. In <a class="external-link" href="http://www.socialtec.com.br">www.socialtec.com.br</a> (em 16/05/2008).<br />FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: FGV, 1990.<br />HÖFLING, Eloisa de Mattos. Estado e Políticas (Públicas) sociais. Campinas: Cad. CEDES, v. 21, n. 55, Novembro / 2001.<br />Ortiz, Fabíola. Tolerar a desigualdade é submissão. In <a class="external-link" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480CID002">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=480CID002</a> (15/05/2008)<br />Links:<br />Políticas Públicas Sociais<br /><a class="external-link" href="http://www.fgv.br/cps/index.asp">http://www.fgv.br/cps/index.asp</a><br /> <br /> <b>Aula 2</b><br /><br /><b>Temas propostos</b><br />. Políticas públicas sociais para a família e juventude - programas e legislação (Primeiro Emprego, Bolsa Família e projetos relacionados; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e outros);<br />. Critérios de beneficiamento, acompanhamento e proposta de contrapartida dos beneficiários.<br /><br /><b>Objetivos</b><br />. Discutir os atendimentos das políticas públicas para família e juventude: estão fragmentados? Estão superpostos? Estão unificados? Estão coesos?<br />. Discutir os critérios de beneficiamento, os modos de acompanhamento e as propostas para contrapartida dos beneficiários;<br />. Identificar no próprio grupo beneficiários de programas e promover discussões sobre a eficácia do atendimento de suas demandas.<br /><br /><b>Atividades em sala de aula</b><br />. Apresentar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Legislação Orgânica da Assistência Social (LOAS) que, com a Constituição brasileira, formam um conjunto estatutário e legislativo que baseiam a formulação destas políticas públicas sociais.<br />. A partir do quadro demonstrativo realizado na primeira aula promover um debate sobre como as políticas públicas atendem à família e à juventude.<br /><br />Para organizar o debate, a sugestão é dividir a turma em três grupos. Cada grupo representará os seguintes atores sociais: a) a família; b) os jovens; e c) o governo. Os representantes de cada grupo terão que debater as políticas públicas sociais para a família e juventude questionando se elas são fragmentadas, se estão superpostas, se estão unificadas e se são coesas.<br /><br />Após o debate os alunos devem elaborar critérios de beneficiamento, de modos de acompanhamento e propostas de contrapartida dos beneficiários que eles considerem eficazes e justos.<br /><br /><b>Recursos materiais</b><br />. Impressos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS);<br />. Quadro demonstrativo das políticas públicas sociais produzido na primeira aula.<br /><br />Comentários<br />Um bom começo para esta aula pode ser a contextualização de algumas mudanças e conquistas políticas e sociais em âmbito nacional e internacional, que podem ser vistas deste ano de 2008 com uma especial dimensão histórica: os 120 anos da Abolição da Escravatura, 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 20 anos da Constituição Cidadã.<br /><br />A Constituição de 1988 alinhou a legislação brasileira com as questões do bem comum, com as questões da cidadania e ampliou o espectro de conquistas, acertando o passo do Brasil com a comunidade internacional no que se refere a direitos individuais, civis e políticos e direitos coletivos, econômicos, sociais e culturais.<br /><br />O documento buscou inovações metodológicas, pelo menos em relação às leis, na superação dos modelos assistencialistas de intervenção, ao passar a reconhecer os destinatários das políticas públicas como cidadãos, detentores de direitos exigíveis com base na lei e não mais como meros portadores de necessidades.<br /><br />A Constituição de 1988 também considerou um novo padrão de relacionamento entre o estado e a sociedade na formulação e controle das políticas públicas e ainda uma nova divisão de trabalho social entre a União, os estados e os municípios, por meio da descentralização.<br /><br />Nesse contexto podem ser apresentados o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Legislação Orgânica da Assistência Social (LOAS). Vale lembrar que neste ano de 2008 o Estatuto da Criança e do Adolescente completa 18 anos de existência.<br /><br />É importante mostrar para os alunos que, apesar desta construção constitucional, existem críticas à gestão de políticas públicas sociais apontando antigos males como verticalidade e centralização, pouca troca de informações e experiências, desconexão entre plataformas de atendimento, superposição de ações, entre outros.<br /><br />Estas críticas, na prática do tema que tratamos, família e juventude, exemplificam que as questões de geração de trabalho e renda e empreendedorismo, de empregabilidade, de proteção à criança, de proteção ao idoso, de prevenção e combate ao uso de drogas, de prevenção à gravidez precoce, de combate à evasão escolar, de incentivo à prática de esportes, dentro de vários programas e projetos de saúde, saneamento, trabalho, valorização da vida, educação e cultura, esporte e lazer são atendidas por vezes isoladamente, sem estabelecer relações.<br /><br />A maioria absoluta dos beneficiários de todos os programas e projetos de políticas públicas sociais formam núcleos familiares e havendo o entendimento que a família deve ocupar um lugar de destaque na agenda social brasileira, ela poderia ser o maior centro do investimento para a promoção da cidadania e do desenvolvimento humano.<br /><br />O atual governo afirma que alinhou suas práticas de implantação e atendimento com a experiência do Programa Bolsa Família, com um desenvolvimento integral, que abrange o econômico, o social, o ambiental e o cultural. O programa, conforme o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é considerado por vários organismos internacionais, inclusive o Banco Mundial, o melhor do mundo no que se propõe.<br /><br />Será interessante pesquisar com os alunos o arco de projetos que compõem o Programa Bolsa Família e a sua integração, identificar no grupo membros de famílias beneficiadas e, conforme a disposição destes em relatar, saber das impressões e análises que têm.<br /><br />É essencial conhecer propostas que, fora das críticas por um lado e das afirmações do governo por outro, pensam na relação dos cidadãos com as políticas públicas sociais de forma a fazê-la dinâmica, participativa e colaborativa.<br /><br />Uma forte linha de pensamento considera a cidadania e seus direitos uma condição social humana, que não necessitaria de declarações, constituições, códigos de leis e estatutos. Estes, por vezes sem serem implementados ou respeitados, tornam cidadania e direitos meramente formais e não-reais.<br /><br />Dessa perspectiva, a participação política e civil implica responsabilidades e deveres concretos, e não apenas direitos expressos em lei. Do mesmo modo, a pessoa não é objeto de direitos assegurados pela letra da lei, mas sujeito de atendimento e proteção, ao mesmo tempo em que é sujeito disponível para cumprir várias funções perante a sociedade nacional, ou seja, prestar contrapartidas pelos serviços recebidos do estado.<br /><br />Tratamos aqui do ancestral conceito de direitos e deveres, agora visto dentro do âmbito das ações compensatórias e preventivas, de equalização e justiça das políticas públicas sociais. Há um bom debate a se fazer com os alunos.<br /><br /><br /><b>Referências</b><br /><br />BRASIL. Constituição Federal. 1988.<br /><br />COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Família e política social no Brasil: caminhos e descaminhos. In <a class="external-link" href="http://www.socialtec.com.br">www.socialtec.com.br</a> (em 16/05/2008).<br /><br />FALLER, Maria Amalia Vitale ; ACOSTA, Ana Rojas. Família: Redes, Laços e Políticas Públicas. São Paulo : IEE/PUC-SP, 2003.<br /><br />HÖFLING, Eloisa de Mattos. Estado e Políticas (Públicas) sociais. Campinas: Cad. CEDES, v. 21, n. 55, Novembro / 2001.<br /><br /><br />Links:<br /><br />Estatuto da Criança e do Adolescente<br /><a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm</a><br /><br />Legislação Orgânica da Assistência Social (LOAS)<br /><a class="external-link" href="http://www.aeb-brasil.org.br/Legislação/Lei%20Orgânica%20de%20Assistência%20Social.pdf">http://www.aeb-brasil.org.br/Legislação/Lei%20Orgânica%20de%20Assistência%20Social.pdf</a><br /><br />Políticas Públicas Sociais<br /><a class="external-link" href="http://www.fgv.br/cps/index.asp">http://www.fgv.br/cps/index.asp</a><br /> <br /> <b>Aula 3</b><br /><br />Tema proposto:<br />. A produção cidadã na formulação de políticas públicas sociais por meio das dinâmicas das redes sociais.<br /><br />Objetivos:<br />. Conceituar redes sociais;<br />. Identificar as redes sociais nas quais alunos, professores, famílias e instituição escolar estão envolvidos;<br />. Convocar as redes sociais identificadas para discutir as políticas públicas sociais para família e juventude no âmbito do grupo que se formou.<br /><br />Atividades em sala de aula:<br />. Discutir o conceito de rede social, sua organização e dinâmica;<br />. Desenhar a representação simplificada das redes sociais de dois alunos e suas relações;<br />. Levantamento de redes sociais existentes no ambiente familiar, na instituição escolar e na comunidade local.<br /><br />Recursos materiais:<br />. Cartolina<br />. Canetas coloridas.<br /><br />Atividade extra-classe:<br />. Convocar as redes sociais identificadas para discutir e propor as políticas públicas sociais para a família e juventude no âmbito do grupo que se formou.<br /><br />Comentários<br />Esta aula tem uma aposta na vontade de o grupo se envolver na busca de soluções para os problemas sociais identificados e a melhoria dos suportes das políticas públicas sociais que os atendem. A proposta é estimular o compromisso individual e mostrar que ele pode encontrar eco e fortalecimento em outros indivíduos que, ao se conectarem, passam nesta relação a formar redes.<br />Redes estão em todo lugar. Falamos de redes telefônicas, transitamos em redes ferroviárias e rodoviárias, somos abastecidos por redes elétricas. Conhecemos redes de estabelecimentos de ensino, de estabelecimentos comerciais e bancários, de atendimento médico-hospitalar e de hotéis. Estado, empresas, sistemas, sociedades mantêm redes de diversas constituições e finalidades. A Internet é um exemplo bom pela sua cobertura geográfica, volume de atendimento e interligação.<br />Mas assim estamos somente exemplificando redes pela concepção formalista, isto é, baseados apenas em sua forma de apresentação, considerando só os aspectos de ligação, o que no limite poderia definir que qualquer grupo opera como rede. Mas queremos definir rede com a atribuição de certos valores, particularmente na forma de relacionamento, pois comumente se identifica uma organização matricial - que tem uma matriz ligada a uma quantidade de filiais --, como rede e perde-se assim um componente que queremos muito evidenciar: a dinâmica horizontal de sua organização.<br />Devemos estabelecer algumas distinções no conceito de rede que queremos trabalhar, aplicado à organização social, pois sem isto deixa de ter sentido e passa a não servir para nada. As redes sociais se formam para melhorar as formas de aprender, de trabalhar, de atuar sobre a realidade com trocas de informações e experiências, baseadas em princípios democráticos, inclusivos, emancipadores e sustentáveis.<br /><br />Uma prova de força do potencial de relacionamento existente nas redes vem da clássica experiência de Stanley Milgram, professor da Universidade de Harvard (USA), que em 1967 enviou 160 cartas para pessoas escolhidas aleatoriamente, moradoras de Omaha no Estado de Nebraska. Na carta o professor incumbiu as pessoas de fazerem chegar sua correspondência a um destinatário, um corretor da cidade de Boston, Massachussets, com a regra de usar apenas intermediários que as pessoas conhecessem diretamente. Das 160 cartas, 42 chegaram ao destinatário e, segundo a apuração de Milgram, passaram em média pelas mãos de 5,5 pessoas até seu destino, cobrindo uma distância de aproximadamente 2.350 quilometros (o que equivale no Brasil à distância entre Belo Horizonte e Natal).<br /><br />No ano de 2003 o pesquisador Duncan Watts, da Universidade de Columbia, em Nova York, realizou nova experiência com base na proposta do Prof. Stanley Milgram. A regra era a mesma de 1967 e usando e-mails em vez de cartas postadas pelos Correios. Em 166 países, 61 mil pessoas tiveram que encontrar 18 destinatários escolhidos pelo Dr. Watts e sua equipe, entre elas um inspetor de arquivos da Estônia, um consultor de tecnologia da Índia, um policial na Austrália e um veterinário do exército da Noruega. Os resultados conferiram que os e-mails passaram em média por 5 a 7 intermediários até encontrarem seus destinatários, um número bastante próximo da experiência de 36 anos antes. O que consolidou o termo "6 graus de separação" e tornou-se referência para estudos e campos para novas disciplinas, como a Teoria de Grafos (na Matemática) e Análise de Redes Sociais (nas Ciências Sociais). Este conceito também baseou o desenvolvedor Orkut Buyukkokten no seu, bem sucedido, projeto ORKUT.<br /><br />Muito além das equações e composições como densidade, dimensões, transitividade, entre outros, aqui as redes sociais devem ser compreendidas como campos de aprendizado, solidariedade, comunicação e visibilidade que podem possibilitar muito para cada integrante e para suas comunidades<br /><br />Proponho dois exercícios com a turma. No primeiro participam dois alunos que têm seus nomes escritos no quadro com espaço para que sejam cercados de cinco outros nomes cada um. Cada aluno cita cinco nomes que são da sua relação familiar, de vizinhança e de atividades sociais. Estes dois alunos se conhecem. No quadro, trace uma linha que os ligue e peça para cada um que indique na relação do outro quem conhece diretamente, traçando as linhas de ligação. O resultado pode indicar que os alunos conheçam as relações um do outro, toda ou praticamente toda, que algumas delas, de parte a parte, sejam desconhecidas, mas agora identificáveis e, na prática, a um passo intermediário de acesso. O desenho que se forma mostra, por meio desta simples "trama social", como as redes se potencializam em relações e possibilidades.<br /><br />O segundo exercício pode ser feito em grupos. Devem ser identificados núcleos sociais que os alunos reconhecem localmente, prosseguindo com o desenho da rede institucional em que podem situar a unidade escolar nas suas relações com alunos, famílias, poder público, fornecedores e todas aquelas identificadas como possíveis parceiras na proposição de políticas públicas sociais de atendimento local, discutindo as análises e critérios produzidos neste conjunto de aulas.<br /><br /><br /><b>Referências</b><br /><br />GUARÁ, Isa M. Ferreira da Rosa et. al. Gestão Municipal dos serviços de atenção à criança e ao adolescente. São Paulo: IEE/PUC - SP; Brasília: SAS/MPAS, 1998.<br /><br />INOJOSA, Rose Marie. Redes de Compromisso Social. São Paulo: FUNDAP, 2000, mimeografada.<br /><br />Redes Sociais, Família e Políticas Públicas (gravação de palestra)<br /><a class="external-link" href="http://www.ensp.fiocruz.br/eventos_novo/dados/arq5897.wma">http://www.ensp.fiocruz.br/eventos_novo/dados/arq5897.wma</a> (em 15/05/2008)<br /><br />Links de exemplos de redes sociais:<br /><br />1º Encontro Nacional de Juventudes do CEN<br /><a class="external-link" href="http://encontrodejuventudes.blogspot.com/2008/05/edital.html">http://encontrodejuventudes.blogspot.com/2008/05/edital.html</a> (em 15/05/2008)<br /><br />Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos<br /><a class="external-link" href="http://www.redesaude.org.br">http://www.redesaude.org.br </a>(em 15/05/2008)<br /><br />Cineclube Mate com Angú<br /><a class="external-link" href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=690336">http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=690336</a> (em 15/05/2008)<br /><br />Rede Brasileira de Educação Ambiental<br /><a class="external-link" href="http://www.rebea.org.br">http://www.rebea.org.br </a>(em 15/05/2008)<br /> <b><br /> Aula 4</b><br /><br /><b>Tema proposto</b><br />Formação da rede social local para pensar e formular propostas e ações para a solução de questões locais e promover conexões que ampliem e potencializem atividades, comunicação e visibilidade da comunidade.<br /><br /><b>Objetivos</b><br />. Reunião pública para exposição dos estudos iniciais sobre políticas públicas sociais com os quadros produzidos nas aulas e convite para a dinamização de uma rede social pensadora e formuladora de propostas e ações para solução de questões locais;<br />. Apresentação das pessoas reunidas;<br />. Registro do encontro e agendamentos.<br /><br /><b>Atividade em sala de aula</b><br />. Debate público.<br /><br /><b>Recursos materiais:</b><br />. Espaço em que possam se acomodar alunos, professores e convidados;<br />. Quadro demonstrativo das políticas públicas sociais produzido no conjunto das aulas;<br />. Livro para registro da ata da reunião;<br />. Canetas e papel para todos que quiserem fazer anotações.<br /><b><br />Comentários</b><br />A sugestão é que, inicialmente, professor e alunos procurem saber o que os convidados sabem sobre políticas públicas sociais e sobre a atuação de redes sociais, aprendendo com os mais experientes e cobrindo as lacunas de conhecimento que se revelarem de parte a parte, equalizando os saberes.<br /><br />Os alunos devem ser claros na pauta proposta, que se baseia na apreciação crítica das políticas públicas sociais para a família e a juventude. Devem saber o quanto o tema interessa aos presentes e como os impacta. Apreciação crítica não é simplesmente uma valoração negativa e sim o exame e a análise criteriosos.<br /><br />A reunião deve ser cuidadosamente registrada e um resumo dela deve ser apresentado oralmente no encerramento para basear próximos encontros.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Políticas públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-11T14:26:28Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/18/laboratorio-de-escrita">
    <title>Laboratório de escrita</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/18/laboratorio-de-escrita</link>
    <description>Luiz Antonio de Assis Brasil sugere minioficinas para envolver os jovens com a produção de textos criativos na escola.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A prática regular e orientada da escrita pode ser a chave para libertar um talento literário ou apenas ajudar o praticante a dominar boa técnica de expressão, diz o professor Luiz Antonio de Assis Brasil, ministrante de oficinas de criação literária na Faculdade de Letras da PUC-RS e autor das aulas de produção de textos criativos aqui sugeridas. Na edição 18 de Onda Jovem, sobre leitura e escrita, é dele o ensaio que reflete sobre a pertinência da oficina literária em sala de aula, que pode ser acessado nesta página.<br /> <br /><b><br />Aula I - METAMORFOSES</b><br /><br />Objetivo<br />Possibilitar que o grupo conheça algo dos indivíduos que o compõem, ampliando-se, assim, as experiências interpessoais e o conhecimento das possibilidades de transformação do ser humano.<br /><br />Materiais<br />Papel e caneta / computador.<br /><br />Desenvolvimento<br /><br />1. Explanar brevemente aos alunos o que seja uma metamorfose; o exemplo mais fácil de entender é o de uma lagarta que se transforma numa borboleta;<br /><br />2. Pedir a cada membro do grupo que escreva a experiência de uma metamorfose pessoal, narrando as etapas de sua passagem da condição humana à condição de um dos elementos da natureza: um animal, o vento, o fogo, uma pedra, uma árvore etc. Cada aluno deverá narrar como se operou a alteração das funções propriamente humanas: respiração, fala, movimentos, sangue, pensamentos, emoções, etc.<br /><br />3. Estimular a leitura dos textos produzidos;<br /><br />4. Colher a opinião dos alunos sobre cada texto;<br /><br />5. Evidenciar que foi realizado, com liberdade e autonomia, um exercício de imaginação, e o quanto o ser humano contém, dentro de si, plenas possibilidades de transformação, tanto no sentido alegórico quanto no sentido concreto de alteração do ritmo de sua vida; e mais: o quanto permanece de nós nas etapas de transformação, por mais radicais que pareçam ser.<br /> <br /><b><br />Aula II - VIVER &amp; SENTIR</b><br /><br />Objetivo<br />Promover a evocação dos cinco sentidos, dando-lhes, assim, uma dimensão completa e convincente no texto literário.<br /><br />Materiais<br />Papel e caneta/ computador<br /><br />Desenvolvimento<br /><br />1. Pedir aos alunos que fechem os olhos;<br /><br />2. Fazer perguntas, em intervalos de 2 minutos entre elas:<br /><br />a) o que você estava enxergando há pouco? Como eram as formas, os volumes, as cores? Quais os objetos próximos, e quais os distantes?<br />b) se você estendesse a mão e para tocar um desses objetos, distantes do lugar em que está, qual a sensação? A superfície seria quente ou fria? Lisa ou rugosa? Macia ou rígida?<br />c) se você aspirar, qual o cheiro que sente, ou estava sentindo? De um café recém-passado? De um perfume? De madeira? De couro? As possibilidades são quase infinitas.<br />d) se você prestar atenção à sua boca, que gosto está sentindo? Gosto de chocolate, por exemplo? De refrigerante?<br />e) o que está escutando? Que sons acontecem à sua volta?<br /><br />3. Pedir que os alunos abram os olhos e narrem essas percepções, em cerca de 25 linhas, usando a primeira pessoa do singular e o presente do indicativo.<br /><br />4. Pedir que cada aluno leia sua narração, evidenciando-se, assim, se os cinco sentidos foram contemplados. Explicar o quanto, por vezes, a estesia está ausente de nossas experiências cotidianas, e o quanto essas experiências podem ser mais ricas se prestarmos atenção em sua variedade. Por outro lado, poderá evidenciar, a quem possui os cinco sentidos, o quanto a pessoa portadora de alguma deficiência sensória pode apoiar-se nos outros sentidos para uma vida plena e integrada à sociedade.<br /> <br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Leitura</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T19:28:40Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/18/jogos-criativos-de-escrita">
    <title>Jogos criativos de escrita</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/18/jogos-criativos-de-escrita</link>
    <description>Duas novas oficinas de Luiz Antonio de Assis Brasil, professor e autor literário, para envolver os jovens com a produção de textos na escola</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A prática regular e orientada da escrita pode ser a chave para libertar um talento literário ou apenas ajudar o praticante a dominar boa técnica de expressão, diz o professor Luiz Antonio de Assis Brasil, ministrante de oficinas de criação literária na Faculdade de Letras da PUC-RS e autor das aulas de produção de textos criativos aqui sugeridas. Na edição 18 de Onda Jovem, sobre leitura e escrita, é dele o ensaio que reflete sobre a pertinência da oficina literária em sala de aula, que pode ser acessado nesta página.<br /> <b><br />Atividade I</b><br /><br />O JOGO DAS SUBSTITUIÇÕES LÉXICAS<br /><br />Objetivo<br />Promover a desconstrução de um texto, obtendo, assim, uma ideia da capacidade humana de imaginar e, a partir de elementos aleatórios, criar novos sintagmas linguísticos e novas possibilidades narrativas.<br /><br />Materiais<br />Texto impresso, lápis e papel/ computador.<br /><br />Procedimentos<br /><br />1. Solicitar que cada aluno elabore, numa folha de papel destacável, uma lista composta de 20 substantivos comuns, concretos ou abstratos;<br /><br />2. Entregar a cada aluno um texto impresso em computador, com aproximadamente 15 linhas. Sugere-se trecho de conto ou romance.<br /><br />3. Pedir que cada aluno sublinhe os substantivos desse mesmo texto.<br /><br />4. Cada aluno, agora, passa sua lista de substantivos ao vizinho da esquerda. O professor poderá, também, distribuí-los ao acaso. O importante é que cada aluno tenha uma lista que não foi elaborada por ele mesmo.<br /><br />5. Pedir que cada aluno substitua os substantivos sublinhados por palavras escolhidas na lista que tem em mãos.<br /><br />6. Solicitar a leitura dos textos alterados.<br /><br />7. Evidenciar aos alunos a capacidade, que todos temos, de criar novas formas de expressão e de transformar o “já dado” em algo pessoal e dotado de sentido.<br /><br />Ref.: LESCURE, J. “La méthode S+7” in Oulipo. Paris: Gallimard, 1973.<br /> <br /><b><br />Atividade II</b><br /><br />O JOGO DAS INTERFERÊNCIAS NARRATIVAS<br /><br />Objetivo<br />Propiciar aos alunos a possibilidade de, exercendo livremente a imaginação, chegar aos mesmos resultados alcançados por um autor literário; com isso estimula-se não apenas a estima de si próprio, como oferece o conhecimento das infindáveis possibilidades da escrita.<br /><br />Materiais<br />Texto impresso, lápis e papel/ computador.<br /><br />Desenvolvimento<br /><br />1. Distribuir aos alunos um texto narrativo curto [conto], do qual deixou-se apenas o início e o final.<br /> <br /><br />Exemplo [O professor escolherá/criará outro texto]<br /><br />FIM DE TARDE<br />Silvia Pohl<br />O ônibus move-se lento no trânsito engarrafado. Tanto os bancos quanto o corredor estão tomados por passageiros. Ana, sentada ao lado da janela, abre o vidro para poder respirar o máximo de ar puro.<br />................................................................<br />................................................................<br />Em casa, ela perceberá que a sua pele já não é tão macia, e as mãos começarão a ter, em breve, um tom estranho, azulado.<br /> <br />2. Pedir aos alunos que escrevam o que está faltando [no caso do exemplo acima, marcado por linhas pontilhadas, não importando quantas], mas que faça sentido, tanto com o início quanto com o final do conto.<br /><br />3. Pedir aos alunos que leiam os resultados. Poderá formar grupos, cujos participantes leiam-se reciprocamente.<br /><br />4. Evidenciar o quanto um texto criativo deve, tal como a natureza, tal como a vida, ser dotado de sentido. Um texto literário deve fazer sentido internamente, isto é, as relações de causa e efeito devem ser observadas no interior do texto, mesmo que seja um texto fantástico ou lendário.<br /> <br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
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      <dc:subject>Leitura</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T19:16:28Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/17/cinco-abordagens-sobre-genero">
    <title>Cinco abordagens sobre gênero</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/17/cinco-abordagens-sobre-genero</link>
    <description>Confira as atividades propostas pela educadora Viviane Hercowitz, da Fundação Tide Setubal, em plano de aula inédito.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><b>Atividade 1 - Características de Homem e de Mulher</b><br /><br />Objetivo: iniciar o trabalho com este tema “provocando” os adolescentes a expressarem o imaginário do grupo em relação às especificidades da mulher e do homem, para realizar uma reflexão críticas sobre traços da identidade de gênero que promovam a vulnerabilidade de meninos e meninas.<br /><br />Materiais: Um desenho do contorno de um corpo masculino e outro de um corpo feminino, em tamanho natural, em um papel craft (peça para algum homem deitar sobre um papel craft e desenhe o contorno do seu corpo; faça o mesmo em outro papel com uma mulher); uma caneta para cada participante, uma lousa ou um painel.<br /><br />Procedimento:<br /><br />1 - Comente com os jovens que irão trabalhar o tema “gênero”, o que significa abordar as demandas sociais sobre como deve ser a mulher e o homem. Diga que muitas vezes obedecemos estas demandas sem nos darmos conta, porque elas estão muito internalizadas por todos que nos cercam. Isto não quer dizer que são características naturais e imutáveis, por isso vocês trabalharão estas referências, analisando como as questões de gênero interferem na vida deles.<br /><br />2 - Aquecimento: peça para os meninos falarem tudo o que lhes vem à cabeça quando imaginam viver um dia de mulher: como ocupariam o tempo, o que mais iriam gostar de fazer, o que iriam sentir, com quem iriam se relacionar. Em seguida, faça as mesmas perguntas para as meninas responderem sobre um dia sendo homens. Deixe os jovens se manifestarem espontaneamente, e anote os dados na lousa como fonte de inspiração.<br /><br />1 - Divida o grupo em dois subgrupos mistos. Se preferir deixe que eles se dividam por critério de afinidade para estimular o fluxo de ideias entre amigos. E entregue o molde do corpo feminino para um grupo, e o do corpo masculino para o outro.<br /><br />2 - Fale que um molde é de um corpo de uma mulher e outro de um homem.<br /><br />3 - Peça para que cada subgrupo escreva em cada parte do corpo destes moldes algumas palavras referentes às funções dela para a vida do homem ou da mulher (depende de qual molde o grupo estiver trabalhando). Pode ser uma função biológica como reprodução na parte dos genitais, e/ou simbólica como determinação na parte peitoral do molde.<br /><br />4 - Estimule os participantes a escreverem tudo que lhes vem à cabeça quando pensam nestas partes do corpo da mulher e do homem, explicando que não há certo ou errado.<br /><br />5 - Dê 20 minutos para eles realizarem esta atividade. Peça para que cada grupo conte para todos o que escreveu e anote tudo em um painel dividido em duas áreas: uma para as palavras relacionadas à mulher e outra para os homens.<br /><br />Observação: Durante a exposição dos grupos tente analisar com os jovens as diferenças e as semelhanças de cada molde atentando para:<br /><br />Cabeça: os pensamentos e uso da razão.<br />Braços e mãos: uso da força, violência, relação com os outros de carinho ou de abuso de poder.<br />Barriga: hipervalorização dos padrões de beleza (magreza e músculos), gravidez.<br />Genitais: exercício da sexualidade mais contido, ou mais exposto e incentivado.<br />Pernas e pés; potencial de ação, iniciativa, determinação.<br /><br />Perguntas para discussão:<br />Como vocês resumiriam o perfil de uma mulher, baseando-se nas funções que mais apareceram no molde? E o perfil do homem?<br /><br />Como a mulher expressa suas emoções? E os homens?<br /><br />Qual a importância da obediência aos padrões estéticos para a mulher? E para o homem? Por que há diferença?<br /><br />Como pensaram a sexualidade na vida de uma mulher e na do homem?<br /><br />Observações:<br /><br />Tente questionar estereótipos que levem aos pontos de vulnerabilidade para ambos os gêneros, por exemplo:<br /><br />As mulheres são geralmente ligadas ao cuidado com os outros, cuidado com a beleza e ao ideal da maternidade e os homens tem seu valor focado exclusivamente numa postura pró-ativa, objetiva, visando o sucesso financeiro.<br /><br />Comente que o fato da mulher ser mais cuidadosa só se transforma em qualidade de vida para ela se ela souber que também tem o direito de ser respeitada e cuidada pelas pessoas que ama.<br /><br />Os homens também precisam poder ter outras qualidades como ser sensível, afetuoso e ajudar nas tarefas do lar, sem que isso os torne frágeis ou sem valor.<br /><br />Esta oficina é introdutória, portanto esta discussão tem um caráter mais amplo e geral.<br /> <br /> <br /><b>Atividade 2 - Relações amorosas</b><br /><br />Objetivo: Explorar as expectativas de homens e mulheres para uma relação romântica e compreender como cada gênero lida com a sexualidade.<br /><br />Materiais necessários: Folhas de papel e lápis ou caneta para cada participante.<br /><br />Procedimento:<br />Divida os jovens em grupos de duas a quatro pessoas; preferencialmente separados por gênero.<br /><br />1 - Explique que cada grupo deverá criar uma história de um casal que está na fase inicial de relacionamento. Pergunte: Como foi que eles se conheceram? Como cada um se comportou nestes primeiros momentos? Como eram os encontros? Como um tratava o outro? O que um mais gostava do outro?<br /><br />2 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.<br /><br />3 - Em seguida, peça para cada grupo repetir a atividade pensando em uma fase diferente da mesma relação amorosa. Pergunte: Como este casal está depois de 10 anos? O que mudou? Quais são os papéis e expectativas do homem e da mulher?<br /><br />4 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.<br /><br />5 - Peça para cada grupo apresentar as histórias.<br /><br /><br />Perguntas para a discussão:<br /><br />- Quais são as semelhanças entre as histórias contadas pelos subgrupos? Quais são as diferenças?<br /><br />- Quais são os fatores positivos nos relacionamentos das histórias? Quais foram os negativos?<br /><br />- Nestas histórias, os homens tem o mesmo poder de negociação em relação ao sexo, vida social, vida financeira que as mulheres? Quais as conseqüências da desigualdade de poder no relacionamento?<br /><br />- O que uma mulher jovem espera de uma relação amorosa? É diferente do que o homem espera? Por quê? Como estas expectativas interferem na relação amorosa?<br /><br />- Algumas pessoas acreditam que os homens devem tomar todas as iniciativas na relação, e as mulheres devem só responder a elas. Vocês concordam com isso?<br /><br />- A mulher se preocupa mais com os padrões estéticos sentindo-se facilmente insatisfeita com seu corpo e com a possibilidade deste atrair o desejo do homem?<br /><br />-Vocês acham que homem pensa mais em sexo que a mulher?<br /><br />6- Após esta discussão com o grupo, busque fazer um resumo do que mais apareceu nas histórias relacionadas à posição do homem e da mulher numa relação amorosa, e questione os estereótipos e pontos muito repetitivos, tentando construir novas formas mais criativas e saudáveis para a relação.<br /><br />Comentários:<br /><br />Nas relações amorosas colocamos em prática nossas referências de papéis sociais para o homem e para a mulher, tanto na forma como nos comportamos quanto nas expectativas que temos para com quem estamos nos relacionando.<br /><br />Por isso, é importante ajudar os jovens a perceberem que modelos estão repetindo, e se isso promove um relacionamento de respeito, com troca de afetos e vivências, comunicação e compreensão das necessidades e desejos uns dos outros. Por exemplo, é muito comum os jovens falarem que só os homens pensam em sexo e que a mulher tem de apenas reagir a esse desejo, aceitando ou não. Isto pode limitar o exercício espontâneo da sexualidade que toda mulher tem direito de viver. Além disso, cristaliza o homem em um lugar social de quem deve sempre pensar em sexo (caso contrário é considerado um fraco, sem valor).<br /><br />Opcional: Se tiver mais tempo com o grupo ou quiser substituir esta atividade por outra, segue uma variação sobre a relação amorosa e Gênero.<br /><br />Material: CD com a gravação da música “Feijoada Completa” de Chico Buarque de Hollanda e um aparelho de som, uma cópia da letra da música para cada jovem (está no final da descrição desta atividade); canetas hidrográficas; papel pardo; duas tiras com a palavra Mulher e duas com a palavra Homem escritas de modo a poderem ser vistas à distância.<br /><br />Procedimento:<br /><br />1- Distribua uma cópia da letra da música para cada jovem.<br /><br />2- Ponha a música para todos escutarem juntos e peça para prestarem atenção no que a música diz sobre os comportamentos dos homens e das mulheres na relação.<br /><br />3- Depois de escutarem a canção, proponha uma breve discussão. Aqui vão alguns pontos que podem ser debatidos:<br /><br />- Do que fala a canção?<br /><br />- Vocês já viveram ou conhecem alguém que já viveu algo semelhante?<br /><br />- O que o marido da canção espera da sua mulher?<br /><br />- Vocês acham que ela vai se divertir?<br /><br />- Como vocês acham que irá terminar este almoço?<br /><br />4- Diga aos jovens que vocês farão listas de atividades domésticas tradicionalmente realizadas por homens e mulheres. Para isso, utilize um papel pardo grande (ou uma lousa) e faça uma linha no meio de modo a dividir o espaço em duas colunas. Escreva as palavras HOMEM e MULHER no alto de cada coluna e, embaixo delas, anote o que os participantes vão dizer. As tarefas femininas vão ser facilmente lembradas, portanto, ajude-as a listar tarefas identificadas como masculinas também como consertar a torneira, fazer reparos, jogar o lixo etc. Depois que todos tiverem contribuído, leia as tarefas em voz alta.<br /><br />A seguir, cubra as palavras HOMEM e MULHER trocando-as por MULHER e HOMEM, isto é, substitua a palavra mulher pela palavra homem e vice-versa. Então, pergunte aos participantes: e agora, será que essas tarefas poderiam ser realizadas dessa maneira? Se os participantes disserem que alguma coisa não pode ser feita pelo outro sexo, incentive-os a pensar sobre as razões. Vá sublinhando aqueles que poderiam ser feitos por ambos.<br /><br />5- Reflita com os jovens sobre as diferenças entre ser homem e ser mulher em relação ao direito à vida social e ao dever de cuidar de tudo e de todos. Questione quais expectativas os homens e as mulheres tem um do outro em relação ao cuidado com o ambiente que dividem e com a vida do outro.<br />Feijoada Completa<br />Chico Buarque<br /><br />Mulher<br />Você vai gostar<br />Tô levando uns amigos pra conversar<br />Eles vão com uma fome que nem me contem<br />Eles vão com uma sede de anteontem<br />Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão<br />E vamos botar água no feijão<br />Mulher<br />Não vá se afobar<br />Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar<br />Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto<br />E prepare as lingüiças pro tiragosto<br />Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão<br />E vamos botar água no feijão<br />Mulher<br />Você vai fritar<br />Um montão de torresmo pra acompanhar<br />Arroz branco, farofa e a malagueta<br />A laranja-bahia ou da seleta<br />Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão<br />E vamos botar água no feijão<br />Mulher<br />Depois de salgar<br />Faça um bom refogado, que é pra engrossar<br />Aproveite a gordura da frigideira<br />Pra melhor temperar a couve mineira<br />Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão<br />E vamos botar água no feijão<br /><br /><b>Atividade 3 - Gênero e Família em debate</b><br /><br />Objetivo: refletir sobre a função paterna, materna e fraterna, questionando relações de poder que estimulam a violência e abuso de poder entre a mulher e o homem.<br /><br />Materiais necessários: nenhum<br /><br />Procedimento:<br /><br />1- Leia a situação-problema escrita abaixo para todos os jovens. Em seguida, divida-os entre dois grupos: um ficará encarregado de defender o pai da situação relatada, e o outro de criticá-lo. Cada grupo deve discutir e levantar argumentos que justifiquem a sua opinião, mesmo que alguns não concordem com ela.<br /><br />Situação-problema:<br /><br />“O pai chega do trabalho muito cansado e entrega o dinheiro para a mulher comprar a “mistura” para o dia seguinte. Senta-se no sofá para ver um pouco de televisão e nesse momento sua filha de 15 anos e seu filho de 17 anos perguntam se podem ir a uma festa com seus amigos. O pai pergunta: Quem vai? Onde é a festa? A que horas vão voltar? A filha diz que vão todos os seus amigos da escola, inclusive a Claudinha, sua melhor amiga. O filho fala que vai a “mulherada” toda do bairro e seus amigos. Eles falam que a festa será uma grande “balada” que irá varar a madrugada. O pai balança a cabeça e fala que o filho poderá ir porque é menino, mais velho e sabe se cuidar, mas pede para a filha ver esta história com a mãe porque ele trabalhou o dia inteiro e ela, que passou o dia em casa com os filhos, poderá resolver estes problemas para ele.”<br /><br />2 - Dê 20 minutos para a discussão e levantamento dos argumentos.<br /><br />3 - Explicite as regras para o debate: os dois grupos tiram na sorte quem terá o direito de começar. Um grupo terá o tempo que precisar para falar todos os argumentos de defesa da sua posição no debate e o outro grupo terá de escutar calado, mas poderá usar os argumentos que escutou para fundamentar ainda mais a sua defesa. Em seguida, o grupo que só escutou terá o mesmo direito a expor todos os seus argumentos, enquanto o outro o escuta.<br /><br />4 - Dê cinco minutos para cada grupo expor seus possíveis contra-argumentos.<br /><br />5 - Estimule a construção de argumentos antes e durante o debate com as seguintes questões:<br /><br />- Na opinião de vocês, por que a filha foi conversar primeiro com o pai?<br /><br />- Como vocês acham que a mãe costuma agir em relação ao marido e aos filhos, meninos e meninas?<br /><br />- O que cada um teria de ceder para entrar em um acordo quanto à saída da filha?<br /><br />- Como vocês acham que essa história terminou?<br /><br />- E vocês, o que fariam no lugar desta menina? E do menino? E do pai? E da mãe?<br /><br />- Nem sempre os adultos concordam entre si quanto à educação dos filhos. Nesses casos, o que você acha que devem fazer?<br /><br />- O fato do pai trabalhar fora e da mãe assumir os cuidados domésticos faz com que ela tenha mais responsabilidades na educação dos filhos, como demonstra o pai desta situação?<br /><br />Comentários: A família é nosso primeiro grupo social, portanto, uma fonte primária e fundamental de transmissão de cultura. Durante a convivência familiar, aprendemos diversas regras de socialização, e isso não é diferente com as identidades de gênero. Muitas vezes, repetimos modelos de homem e mulher de acordo com o que sentimos, observamos e escutamos dos nossos pais. Repetimos sem nos dar conta, mesmo que muitas vezes estas posições sociais gerem muitos conflitos, relações violentas e empobrecidas, com pouca troca de saberes e afetos.<br /><br />Cuide para não impor os seus valores, deixe que os adolescentes apresentem seus referenciais, e problematize toda vez que aparecerem pontos de vulnerabilidade; ou seja, quando aparecer desigualdade de direitos em relação à vida financeira, aos cuidados com a casa e com a família, a vida social.<br /> <br /> <br /><br /><br /><br />Atividade 4 - Gênero e Mídia<br /><br />Objetivo: Refletir sobre o papel da publicidade na formação de conceitos e atitude dos jovens<br /><br />Materiais necessários: revistas diversificadas de grande circulação, com ilustrações e propagandas.<br /><br />Procedimento:<br /><br />1 - Divida a turma em grupos de três ou quatro pessoas. Distribua algumas revistas por grupo. Cada um deles deve escolher uma propaganda que contenha imagens associadas ao imaginário social do homem e da mulher (por exemplo: mulheres como uma garrafa de cerveja; homens ao lado de carros enormes e motos potentes; meninas com bonecas e meninos com carrinhos; homens em ambientes de trabalho; mulheres com materiais de limpeza ou comidas, etc)<br /><br />Dê vinte minutos para cada grupo pesquisar as imagens nas revistas e conversarem sobre as seguintes questões:<br /><br />- Que mensagem essa publicidade transmite do homem? E da mulher?<br /><br />- Vocês se identificam com ela? Se não, quem vocês acham que poderia se identificar?<br /><br />- Vocês acham que o fato de ser uma mulher ou um homem ligado aos devidos produtos e ambientes facilita a venda e/ou o impacto da propaganda nos leitores? Por quê?<br /><br />- Vocês acham que essas mulheres e homens que aparecem na mídia representam a maioria dos homens e mulheres que compõe a sociedade? Se não, quais são as diferenças?<br /><br />- Que conseqüências estas imagens de homem e de mulher podem gerar na formação da identidade da população?<br /><br />- Que modelos de mulher e de homem vocês gostariam de ver na publicidade?<br /><br />3 - Incentive os jovens a analisarem o material tanto na forma (cores, os personagens, padrões físicos, posturas, as cenas), quanto no conteúdo das imagens (os slogans ou textos). Circule pelos grupos para observar a discussão.<br /><br />4 - Peça que cada grupo apresente suas conclusões em uma conversa coletiva sobre o que analisaram em seus grupos.<br /><br /><br />Comentários: A análise de materiais publicitários é uma boa maneira de os jovens perceberem o papel da mídia em suas formações de identidade. Muitas destas expectativas sociais explicitadas na mídia deixam os jovens muito vulneráveis à frustração, pois estabelecem um ideal inatingível e diferente de suas realidades. Por exemplo: as mulheres que aparecem em peças publicitárias são loiras, magras, de olhos azuis, mas a maioria das mulheres brasileiras não é assim; os homens, por sua vez são valorizados pelos símbolos de poder financeiro, aparecendo sempre bem vestidos, trabalhando em grandes empresas, com carros caríssimos, mas a realidade de muitos também não é essa.<br /><br />Refletir criticamente sobre se isso permite aos jovens a escolha de seguirem ou não os padrões sociais em relação à mulher e ao homem, exigidos pela sociedade naquela época, sem se sentirem fracassados ou impotentes.<br /> <br /><b>Atividade 5- Modelos: ampliando nossa visão do que é ser mulher e do que é ser homem</b><br /><br />Objetivos: Discutir como as atitudes, escolhas e projetos de vida de jovens são influenciados por relacionamentos com outras pessoas. E também favorecer a identificação dos jovens com pessoas que se destacam por suas virtudes.<br /><br />Materiais necessários: Papéis e lápis ou canetas.<br /><br />Procedimento:<br /><br />1- Peça para cada participante pensar em uma pessoa com quem tem uma relação significativa e por quem sente admiração. Essa pessoa pode ser tanto alguém ligado à vida particular deles (parentes, amigos, professores) quanto uma celebridade. O importante é que ela seja lembrada como um exemplo de homem e mulher por possuir diversas qualidades que cada um priorizará.<br /><br />2 - Separe os participantes em pequenos subgrupos de três ou quatro jovens e peça para os integrantes de cada um falarem sobre seus personagens.<br /><br />3 - Cada subgrupo deve escolher apenas uma pessoa especial relatada para apresentar ao grupo todo.<br /><br />4 - Deixe que cada grupo apresente seu personagem, contando um pouco da sua história, suas qualidades e o motivo que levou o grupo a escolhê-lo como uma pessoa admirável e um modelo.<br /><br />Questões para discussão:<br />- A maioria escolheu um modelo homem ou uma mulher?<br />- Quais as características admiráveis de uma mulher foram destacadas pelos sub-grupos? E dos homens?<br />- Houve características muito contraditória entre os modelos de homem dos sub-grupos? E das mulheres?<br />- Se todas as mulheres e todos os homens fossem como esses modelos de referência para eles, o que mudaria no mundo e nas relações?<br />- O que esses modelos tem que eles gostariam de ter em si também? O que podem fazer para ser assim?<br /><br />Comentários: esta atividade tem um caráter de fechamento, pois pode se beneficiar de todo trabalho anterior com as demais oficinas, incentivando os jovens a ampliarem as possibilidades de ser mulher, de ser homem e de manter relações criativas e respeitosas entre si.<br />Bons modelos inspiram muitas pessoas, mas os jovens, sobretudo, necessitam de referenciais e exemplos positivos. Valores e princípios sólidos contribuem para a construção de personalidade. Esse é um bom momento para discutir e questionar os valores e partilhá-los no grupo. Você também pode participar com seus exemplos.<br /><br /><br /><b>SUGESTÕES DE SITES E MATERIAIS EDUCATIVOS SOBRE GÊNERO</b><br /><br />- Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher<br /><a class="external-link" href="http://www.unifem.org.br">www.unifem.org.br</a><br /><br />-CFEMEA<br /><a class="external-link" href="http://www.cfemea.org.br">www.cfemea.org.br</a><br /><br />-CEMINA<br /><a class="external-link" href="http://www.cemina.org.br">www.cemina.org.br</a><br /><br />-Instituto Papai<br /><a class="external-link" href="http://www.papai.org.br">www.papai.org.br</a><br /><br />-Instituto Promundo<br /><a class="external-link" href="http://www.promundo.org.br">www.promundo.org.br</a><br /><br />-Campanha Brasileira do Laço<br />Branco<br /><a class="external-link" href="http://www.lacobranco.org.br">www.lacobranco.org.br<br /></a><br />-Centro Vergueiro de Atenção à<br />Mulher<br /><a class="external-link" href="http://www.cevam.org.br">www.cevam.org.br</a><br /> <br /> Materiais educativos:<br /><br />-Trabalhando com mulheres jovens: empoderamento, cidadania e saúde. Rio de janeiro: Promundo, 2008<br /><br />-Programa H. Série- Trabalhando com homens jovens. Rio de Janeiro:<br />Institituto Promundo e Colaboradores, 2001.<br /><br />- Homens, Masculinidades e Políticas Públicas: aportes para a eqüidade de gênero. Rio de Janeiro: Promundo: ICRW, 2009.<br /><br />- “Mundo jovem: desafios e possibilidades- uma proposta de trabalho com adolescentes” e “Mundo Jovem- Fundação Tide Setubal. São Paulo, 2008.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
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      <dc:subject>Gênero</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T18:59:07Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
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  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/labirinto-do-bem-estar">
    <title>Labirinto do bem estar</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/labirinto-do-bem-estar</link>
    <description>A educadora Paula Bourrol propõe dinâmica para montar com jovens o quebra-cabeça da felicidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O que é felicidade para os jovens? Como a genética, a personalidade, o ambiente, as atitudes e ações, o aprendizado participam dessa história? São essas as principais questões que este plano de aula apresenta aos jovens. As sugestões foram preparadas pela educadora Paula Bourroul (pbourroul@uol.com.br), diretora de escola e coordenadora pedagógica de ensino infantil, fundamental e médio.<br /><br />O trabalho têm como referência o texto Felicidade Futura (Onda Jovem, ed. 12), e os objetivos são discriminar os ingredientes da felicidade, refletir sobre o protagonismo juvenil na construção da vida, conhecer o que as pesquisas dizem sobre as expectativas e perspectivas dos jovens e oferecer noções de uma abordagem da psicologia sobre o bem-estar dos indivíduos e o gerenciamento dos pensamentos e emoções.<br /><br />A educadora destaca um recado aos colegas educadores: “Aquilo que temos como valores introjetados em relação ao bem-estar individual no mundo, à confiança e ao trabalho pessoal por uma vida plena e pela construção de uma sociedade mais justa e positiva é, necessariamente, revelado em nossas atitudes e palavras com nossos alunos e toda esta postura fará uma grande diferença na abordagem deste tema em sala de aula. Pensem nisso!!!”<br /><br /><b><br />ATIVIDADE 1</b><br /><br />Objetivo: Introduzir o tema, apontando para o ser único e especial que cada aluno é<br /><br />Coloque seus alunos sentados em círculo e solicite a cada um que se apresente a seus colegas (que podem ter com eles muitos anos de convivência!), falando de seu nome, se o mesmo lhe agrada, se foi escolhido por seu pai, sua mãe ou outra pessoa.<br /><br />Reflita com eles o quanto o nome identifica uma pessoa, por conter uma origem, uma história que o indivíduo carrega com base nas expectativas criadas pela família em antes mesmo de ele nascer. Deixe que alguns alunos contem ao grupo como sentem estas expectativas e como se sentem perante as mesmas.<br />Em seguida, coloque uma música alegre de fundo (que seja do agrado de seus alunos, que você já pesquisou antes) e peça a eles que escrevam em um pequeno papel aquilo que os torna felizes.<br /><br />Liste as idéias dos estudantes na lousa. Ajuda-os a identificar diferenças nos sentimentos (o que os entusiasma momentaneamente e o que se refere a sentimentos mais profundos e de longo prazo: ter uma namorada, conseguir boas notas, ter uma família unida, alcançar realização financeira, arranjar um bom emprego, fazer um determinado programa...).<br />Peça aos alunos para fazerem um brainstorm sobre palavras associadas com felicidade e tristeza. Eles podem usar um dicionário para achar sinônimos e antônimos.<br />Agora você pode propor que se reflita sobre a felicidade em 3 níveis (cada um deles poderá ser discutido por um grupo de alunos):<br /><br />O que existe de genético ou de personalidade quando se trata de felicidade – há pessoas que, pelo seu jeito de ser e de enfrentar a vida, são mais ou menos felizes? (Segundo Içami Tiba, psicoterapeuta de adolescentes, podemos comparar a personalidade de uma pessoa com a palma da mão e os dedos, com seus diversos papéis e funções. Assim, somos ao mesmo tempo filho, irmão, neto, sobrinho, colega, amigo. Mas todos os papéis são influenciados por um modo particular de ser, sentir e agir no mundo.)<br /><br />O que é ambiental ou fruto da ação de nossos familiares quando se fala de felicidade – há casas ou famílias que, sendo mais ou menos positivas ou negativas frente às questões da vida, nos fazem ter sentimentos melhores ou piores? (Pais que dividem sua história com seus filhos, falando de suas emoções, frustrações, hesitações, mas ao mesmo tempo de suas conquistas e sonhos, demonstrando uma atitude positiva e de esperança no futuro, com certeza estarão ajudando seus filhos a treinar as mesmas emoções diante da vida).<br /><br />É possível aprender, desenvolver uma atitude mais positiva frente à vida que nos faça sentir mais felizes? (Aprender a falar de seus sentimentos, a não ter medo de arriscar e errar e a transformar as derrotas em experiências de vida, a confiar no futuro, este é o nosso maior desafio!).<br /><br />Em seguida, cada grupo poderá demonstrar uma representação destes 3 aspectos envolvidos na questão da felicidade.<br /><br />Termine este primeiro momento pedindo que, ao som da música inicial, cada aluno faça um desenho sobre o sentimento de felicidade e exponha os mesmos.<br />Faça um cartaz com dizeres como estes: “PRECISAMOS APRENDER A LINGUAGEM DA EMOÇÃO. QUEM ALMEJA DIAS FELIZES PRECISA APRENDER A CHORAR. QUEM DESEJA SER UM SÁBIO PRECISA RECONHECER A SUA DEBILIDADE. QUEM QUER SER UM MESTRE PRECISA APRENDER A SER, ANTES DE TUDO, UM GRANDE ALUNO NA ESCOLA DA VIDA” – Augusto Cury.<br /> <br /><b>ATIVIDADE 2</b><br /><br />Objetivo: Conhecer os dados das pesquisas sobre felicidade futura.<br />Resgate com seus alunos as idéias que ficaram do encontro anterior e prossiga, propondo a eles a leitura de alguns parágrafos do texto de referência Felicidade futura, de Frances Jones (Onda Jovem, ed. 12). Utilize os 3 primeiros parágrafos, que descrevem a pesquisa do Centro de Políticas Sociais(CPS) e da Fundação Getúlio Vargas(FGV), com base nos dados do Gallup World Poll.<br /><br />Acrescente a esse dados, se possível, as informações do caderno especial do jornal Folha de São Paulo, intitulado JOVEM SÉCULO XXI, de 27 de julho de 2008, que traz uma pesquisa sobre o brasileiro entre 16 e 25 anos. Nesse caderno, convide os alunos a lerem a matéria do colunista Vinicius Torres Freire, que também apresenta dados, estes mais específicos, em relação às necessidades e expectativas dos jovens brasileiros.<br /><br />Caso você não tenha acesso a esse jornal, seguem alguns dos dados significativos apresentados no referido artigo:<br /><br />“O maior sonho dos jovens ouvidos pelo Datafolha é “trabalhar/formar-se” numa profissão. Ter uma casa, terminar os estudos e fazer família são as outras aspirações maiores”.<br /><br />“Sucesso profissional na carreira ou apenas ter um bom emprego (fixo, com carteira, numa boa empresa, com bom salário) ocupam o segundo lugar dos maiores sonhos”.<br /><br />“... para 40% dos jovens, o sonho maior é resolver uma ansiedade compreensível e convencional para a idade – e, provavelmente, não só para essa idade: cuidar da vida, encontrar um lugar ao sol, ter um emprego decente e definir sua identidade por meio do trabalho de que gosta”.<br /><br />Agora convide os alunos a contar quais são suas principais expectativas em relação ao futuro. Eles poderão formar pequenos grupos e criar poesias ou rapps para expressar essas aspirações de forma mais dinâmica e envolvente para eles.<br /><br />Atenção: É possível que alguns alunos ou parte deles apresentem motivos externos para ter pouca expectativa positiva em relação ao futuro -- o exemplo fracassado de seus pais, os modelos de políticos desleais, a falta de emprego, a violência urbana, a corrupção desenfreada... Sabemos que os adolescentes precisam ter valores com que se identificar e que nossa sociedade está bastante desesperançada. Assim, qual perspectiva lhes resta? Segundo Lucia Rito, “é extremamente angustiante para o adolescente perceber que o mundo que o cerca está esfacelado. Eles são muito observadores, têm um senso de justiça muito aguçado e, à medida que vão crescendo e tendo consciência de que vão ter que se virar sozinhos, entram em pânico. A falência de valores da sociedade também os amedronta”.<br /><br />Veja: Acolha com tranqüilidade todas as colocações e observações feitas por seus alunos em relação ao mundo adulto que observam à sua volta, sem desconsiderar ou desqualificar nenhuma delas, e procure, com clareza e objetividade, sensibilizá-los para o fato de que eles, exatamente por estarem crescendo, devem se preparar para serem os adultos que logo estarão na ativa profissionalmente, tomando decisões e assumindo posições importantes em seu meio social, contribuindo para a retomada de valores positivos na sociedade em que vivemos. Independentemente da crise de nossa sociedade, é preciso acreditar que podemos, sim, fazer a diferença, buscando batalhar por aquilo que gostamos e queremos fazer, não abrindo mão de nossos ideais e sonhos.<br /> <br /><b><br />ATIVIDADE 3</b><br /><br />Objetivo: Olhar o jovem como protagonista do seu futuro.<br /><br />Coloque em sua classe o poema abaixo, deixe-o por um tempo exposto para que os alunos tenham acesso a ele (você poderá voltar ao texto mais tarde, quando o trabalho estiver mais encaminhado, quando será mais rica uma discussão sobre o conteúdo):<br />JOVENS CORAÇÕES<br />Jovens são pedaços<br /><br />Pedaços de um rumo não muito exato<br /><br />Talvez, pedaços sem rumo.<br /><br />Pedaços,<br /><br />Pedaços incertos<br /><br />De uma incerteza ainda maior.<br /><br />Os sonhos ganham lugar para ser<br /><br />Têm movimento, ultrapassam a vida.<br /><br />Ilustres e genuínos<br /><br />São reflexos peculiares<br /><br />Do desafio que é ser adolescente<br /><br />E só permanecem se realmente forem conquistados<br /><br />Jovens...<br /><br />...Um labirinto para perseguir e descobrir<br /><br />...Um mistério a decodificar<br /><br />... Escolhas a fazer<br /><br />... Algo para ser<br /><br />...Um mundo a decifrar, definir e melhorar<br /><br />...Um papel social a conquistar<br /><br />Pedaços...<br /><br />Pedaços de ideologia,<br /><br />Pedaços de um sonho,<br /><br />Pedaços de medo,<br /><br />Pedaços de ilusão,<br /><br />Pedaços de liberdade,<br /><br />Pedaços de segredo,<br /><br />Pedaço legítimo a se transformar.<br />(Rasgando os Tempos Modernos, Roberta Akemi Saito, In: Adolescência – Prevenção e Risco, Maria Ignez Saito e outros. Ed. Atheneu).<br /><br />Levantar com os alunos, em grupo grande (e com registro na lousa), quais são os deveres que os adolescentes e jovens carregam nesta fase de vida, pelos quais são cobrados, em casa e na escola (como filhos, irmãos, alunos, decisões a serem tomadas, escolha profissional a ser feita, necessidade de trabalhar para colaborar em casa...). Identifique que, ora são vistos como maravilhosos e sonhadores, e ora como irresponsáveis e imaturos. Os adultos gostariam que logo se tornassem autônomos e competentes, reais protagonistas de fatos e situações de suas vidas.<br /><br />Segundo M. Ignez Saito, “a palavra protagonismo tem raiz grega – proto, que significa principal, e agon, significando lutador; protagonista é aquele que é lembrado como lutador ou personagem principal, tanto das tragédias, quanto das comédias”.<br /><br />Reconhecer que, sem dúvida, o adolescente aumenta progressivamente sua capacidade de interferir de forma ativa em seu contexto e é preciso que os educadores, pais e professores, abram, também progressivamente, espaços para o desenvolvimento do protagonismo dos jovens, a fim de que os mesmos , ainda que sob os cuidados dos adultos, possam, com liberdade e responsabilidade, treinar tomar decisões sobre a própria vida, ter iniciativas e agir de maneira pessoal no mundo.<br /><br />É importante afirmar a eles que, sem dúvida, são os adolescentes e jovens o principal continente para qualquer transformação social e será preciso que eles, paulatinamente, assumam esta condição.<br /><br />Ainda, segundo Saito, “essa situação torna-se muito clara em um país como o Brasil, que conta com aproximadamente 36 milhões de adolescentes, sendo, portanto, extremamente relevante para os destinos dessa nação o que esse agrupamento pensa, sente e faz acontecer... É necessário que se acredite mais nos adolescentes, na sua qualidade e dignidade nesse momento tão singular e turbulento da história. Somente a partir dessa crença surgirão espaços reais para seu crescimento e protagonismo... É preciso ter-se definitivamente presente que os adolescentes são cidadãos capazes, ou podem, freqüentemente, serem resgatados para sê-lo. O processo educativo e participativo, que deve envolver o adolescente, enfatiza a autonomia por meio das vivências, das reflexões, do compromisso e da responsabilidade, sustentados pela liberdade de escolha”.<br /><br />Faço questão de trazer as palavras desta médica, M. Ignez Saito, especialista em adolescentes, salientando que, para os educadores, a leitura de todo o capítulo do qual extraí esta reflexão seria altamente recomendável: Adolescência e Projeto de vida: O Adolescente como Protagonista e Agente de Transformação, M. Ignez Saito, no livro: Adolescência – Prevenção e Risco, da mesma autora, Ed. Atheneu, 2008.<br />Retomando a idéia do protagonismo juvenil, é preciso que os adolescentes, aos poucos, tanto em casa quanto na escola, se disponham a tomar decisões e agir de forma cada mais responsável e madura, abrindo seus espaços no mundo adulto para se tornar os esperados agentes transformadores da sociedade. É preciso que eles acreditem em sua força como agentes de mudança e ajam de forma a ampliar a forma de os adultos vê-los, ouvi-los, senti-los e apoiá-los.<br /><br />Em seguida, procure trabalhar com os jovens a idéia de projeto de vida, associando a noção de projeto a um processo, muitas vezes longo, mas formado de passos em cadeia, garantindo, paulatinamente, sua realização e sucesso.<br />Esclarecer a eles que seu projeto de vida (envolvendo realização pessoal, afetiva, social e profissional) será um longo trabalho pessoal de construção, a partir de sua história de vida, estimulado pelas condições e alternativas oferecidas pelo seu ambiente familiar e social e a utilização adequada de toda sua força e determinação internas.<br /><br />Você pode propor que cada um deles registre suas próprias idéias acerca de seu projeto de vida, tentando enumerar pequenos passos na direção de seus objetivos. Eles devem ter claro que terão dificuldades a enfrentar, terão acertos e erros pelo caminho, angústias e alegrias, limitações e possibilidades... e deverão chegar a pensar como devem permanecer positivos e confiantes em seu próprio processo e força interna para continuar a caminhada rumo aos seus sonhos e ideais.<br /><br />Também deverão contemplar momentos de revisão, de reflexão, de olhar para trás, perceber o caminho já percorrido, olhar à frente e redimensionar seus passos, fortalecendo suas convicções ou alterando, em alguma medida, os próximos passos, sem perder de vista seu foco. (Esta etapa do trabalho poderá ser mais longa, podendo haver a previsão de um ou mais momentos em que os jovens trocarão com outros suas impressões, mostrarão seus mapas pessoais, com suas observações para que troquem experiências e se enriqueçam com diferentes projetos pessoais).<br />Há um pequeno livro que poderá ainda contribuir para uma reflexão significativa sobre o amadurecimento, a tomada de decisões na vida, as tentativas, fracassos e a força interna que determina nossas motivações e ações. Trata-se de O Desafio do Mar, de Vilmar Berna, Ed. Paulus. Esta pequena-grande obra compara o amadurecimento pessoal de um indivíduo à construção de um barco, e a necessidade de o barco lançar-se ao mar à partida necessária da pessoa em busca de seus sonhos e realizações...<br /><br />Seguem alguns trechos do livro para sua inspiração:<br /><br />“A construção de um navio parece com a formação das pessoas. Durante a gestação o casco é construído, até que somos lançados ao mar. A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente. Camarotes, porões, motores, guindastes, pintura, enfeites, são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente – e este é o desafio de cada um -, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos. Apesar disso, é preciso partir...<br />Alguns, mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para reformar o casco.<br />Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem... e o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado...<br /><br />Nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar...<br />Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si próprio e isso equivale a pensar com a própria cabeça, ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que têm a coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo – sempre... pois ninguém sabe nossa autonomia no mar, nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.<br /><br />Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e, por mais que digam o que temos – ou não temos – que fazer, ninguém pode viver a vida em nosso lugar”.<br /> <br /><br /><b>ATIVIDADE 4</b><br /><br />Objetivo: A psicologia positiva e a proposta de auto-conhecimento<br />Neste momento podemos passar aos alunos algumas informações interessantes e úteis sobre um novo estudo dentro da Psicologia: o estudo científico das forças e virtudes próprias do indivíduo, que surgiu a partir de 1998 (portanto, um estudo muito recente!), nos EUA, com Martin Seligman, num esforço de compreender cientificamente os caminhos que levam o homem à felicidade, ao bem-estar subjetivo.<br /><br />Você pode propor aos alunos pesquisar sobre este conteúdo na internet com o tema Psicologia Positiva, ou passar a eles os dados mais significativos, dentre os quais saliento alguns, por mim pesquisados:<br /><br />É a exploração do lado positivo da vida, o cultivo do que há de melhor em cada indivíduo;<br />Abrange ainda, o trabalho, a educação, a introspecção, o amor e o crescimento;<br />Para Seligman a PP tem 3 pilares: o estudo da emoção positiva, o estudo dos traços positivos(forças, virtudes e habilidades) e o estudo das instituições positivas(a democracia, a família e a liberdade, que dão suporte às virtudes e apóiam as emoções positivas);<br />Felicidade e bem-estar subjetivos são termos intercambiáveis e incluem sentimentos positivos (êxtase e conforto, por exemplo) e atividades positivas (absorção e dedicação, por exemplo);<br />O bem-estar positivo pode favorecer a maneira como vemos a nós mesmos e as outras pessoas e pode resultar em maior prazer em vivenciar as situações cotidianas e nossos relacionamentos;<br />Pessoas com bem-estar elevado parecem ter melhores relações sociais e relações sociais positivas mostram-se necessárias para o bem-estar;<br />Participar de diferentes grupos é um fator favorável para o bem-estar subjetivo;<br />Existe uma baixa correlação entre indicadores econômicos e diferentes formas de bem-estar;<br />A felicidade implica emoções e estados cognitivos positivos;<br />A estrutura básica de personalidade forma a condição para a pessoa ser caracteristicamente feliz ou não;<br />Experimentar emoções agradáveis a maior parte do tempo e não experimentar emoções desagradáveis freqüentemente é fato suficiente para relatos de felicidade;<br />Emoções positivas, como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, fortalecem nossos recursos intelectuais, físicos e sociais dos quais podemos lançar mão quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresentam no ambiente;<br />O cultivo das emoções positivas promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, deixando as pessoas abertas a novas idéias e experiências;<br />Pesquisas apontam que otimismo é uma habilidade que pode ser ensinada e aprendida;<br />As pessoas podem conquistar uma vida feliz por meio do cultivo de emoções positivas em relação ao passado (satisfação, contentamento, realização, orgulho, gratidão, perdão), presente (alegria, calma, entusiasmo, prazer, gratificação) e futuro (otimismo, esperança, fé, confiança);<br />Feliz é aquele sujeito que “coloca numa balança” os momentos de sua vida e a vê pender mais para o lado da felicidade. É alguém que tem problemas, vivencia situações e momentos tristes mas, ainda assim, sente-se feliz.<br /><br />Depois de levantar com seus alunos os principais princípios da Psicologia Positiva, proponha a eles que se observem, cada um individualmente, pensando em como costuma reagir diante dos fatos de sua vida cotidiana: alegrias e realizações, frustrações e tristezas, medos e riscos... Procure que cada jovem se coloque como alguém que, comumente, “vive de bem” ou “vive de mal” com o mundo e com a vida.<br /><br />Analise com eles que, quem vive de mal com o mundo tem sempre do que reclamar, em qualquer hipótese. Para esta pessoa, tudo costuma ir mal e ela entra em um círculo vicioso, vibrando sempre em uma energia ruim; atraindo, inclusive, para si, coisas negativas.<br /><br />Mas é possível escolher ver o mundo de maneira positiva, optando por estar de bem com a vida. Uma pessoa positiva, bem-humorada e de bem com a vida atrai e mantém perto de si as energias positivas. Ter boas expectativas e contornar as dificuldades com atitudes positivas faz toda diferença!<br />Segundo Lauro Trevisan: pensar positivamente é um hábito inteligente, felicidade é o mais positivo dos pensamentos, é preciso sonhar grande para ser grande e o sucesso só nasce na mente positiva! O livro Sem pensamento positivo não há solução, deste autor, da Ed. Da Mente, mostra claramente que é possível a todo ser humano escolher ser positivo e investir no desenvolvimento do hábito de pensamentos e atitudes positivas. Se tiver acesso a este livro, será interessante, uma vez que poderá este assunto ser desdobrado ainda mais!<br /><br />O próximo passo poderá ser trabalhar com 3 grupos de alunos, cada um deles focando um autor que aborda o treinamento da atitude positiva, do qual destaco alguns exemplos:<br /><br />Simão de Miranda Neto – “ Dicas para sua auto-estima: um guia para fazer a diferença no seu dia-a-dia”<br /><br />“Em casa:<br /><br />Alimente as melhores relações na sua família;<br />Evite programas de TV de qualidade duvidosa. Roubam nosso tempo, furtam nossa inteligência, empobrecem nossa alma;<br />Seja amigo da leitura. Tenha muitos livros. Uma casa sem livros – segundo Cícero, poeta romano – é um coração sem alma;<br /><br />Com os amigos:<br /><br />Respeite incondicionalmente as diferenças. Mostre-se rigorosamente contra qualquer tipo de preconceito;<br />Reconheça e incentive o sucesso dos outros;<br /><br />Sempre:<br /><br />Aprenda sempre a perder para aprender a ganhar;<br />Mostre iniciativa e coragem;<br />Permita-se se encantar com cada descoberta sua. São etapas preciosas de uma caminhada que vai levá-lo longe;<br />Sonhe. Sonhe muito. Mas seja o personagem principal de seus sonhos;<br /><br />Na escola:<br /><br />Não tema situações novas. São as experiências mais extraordinárias;<br />Não adie seus compromissos escolares. O tempo não roda ao contrário;<br />Seja curioso. Interesse-se pelas perguntas para as quais ainda não tem resposta;<br />Faça a sua parte em manter o ambiente educacional limpo. O bem-estar faz o estar bem;<br />Não tema o erro. Na educação, como na vida, ele é seu melhor professor, se souber tirar dele suas melhores lições;<br />Nas aulas, pergunte, pergunte, pergunte. Pergunte muito. Mas não pergunte o tempo todo”.<br /><br /><b>Roberto Shinyashiki – “O que as pessoas devem fazer para realizar seus sonhos”</b><br /><br />“É preciso ter quatro “D”: determinação, dedicação, disciplina e desprendimento.<br />Determinação é aquela força interior capaz de levar alguém a afirmar com convicção: “Este é o meu sonho. Não morro sem realizá-lo, mesmo que demore vinte, trinta anos”.<br /><br />Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo.<br /><br />Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar sábados e domingos pelo menos uma centena de vezes...<br /><br />Disciplina é a capacidade de seguir um método... Ter método evita desperdício de energia...<br /><br />Desprendimento é a capacidade de abandonar o que não está funcionando para aprender o novo. É desapegar-se de certa maneira de fazer algo para conseguir um resultado melhor...<br /><br />Augusto Cury – “Três técnicas de treinamento e gerenciamento dos pensamentos e das emoções”<br /><br />“Primeira: Duvidar de tudo que não promove a vida<br /><br />Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, enfim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete.<br /><br />Segunda: Criticar a passividade do eu<br /><br />O “eu” representa a vontade consciente. ... precisa deixar de ser passivo, tímido e submisso diante dos pensamentos... Cada pensamento que nos incomoda deve ser questionado com ousadia e determinação ...<br /><br />Terceira: Determinar dar um choque de lucidez na emoção<br /><br />... Não seja passivo diante de suas dores, determine o que você quer sentir.<br /><br />... Não é possível nem desejável controlar completamente a emoção... nossa emoção não é obrigada a viver o conteúdo dos pensamentos negativos e das fantasias destrutivas. Deixe a emoção solta para que você possa amar, ser tolerante e tranqüilo, mas não a deixe solta para dirigir a sua razão... ”.<br /><br />Observe que o conteúdo dos textos selecionados acima têm uma relação entre si: se cada grupo de alunos trabalhar com um dos textos, você poderá solicitar que os grupos, em seguida, busquem uma forma de apresentar os mesmos ao grupo maior, de maneira significativa e envolvente, utilizando qualquer tipo de recurso visual, auditivo, tecnológico, corporal,...<br />Agora volte ao cartaz que você fez com o poema sobre a adolescência e peça que os seus alunos comentem o que quiserem sobre o mesmo: como se sentem como jovens, suas angústias e expectativas, seus sonhos e frustrações...<br />Para terminar, proponha aos alunos olhar um desenho que você fará: um grande círculo todo preto com um pequeno ponto branco no centro. Reflita em seguida com eles: com certeza eles terão sua atenção dirigida para o ponto branco, embora o círculo preto tenha uma área incomparavelmente maior. Avalie com eles que tudo é uma questão de foco e leia a seguinte reflexão:<br />Foque no melhor<br />O que você procura ver quando você olha para outra pessoa?<br /><br />Você focaliza em seus pontos fracos, suas falhas e fraquezas, ou você procura enxergar algo de bom, que o valorize e dignifique?<br /><br />Quando você valoriza e ressalta o melhor nos outros, eles vão retornar o melhor na situação.<br /><br />Em que você pensa quando analisa uma tarefa a ser realizada?<br /><br />Você se concentra nos problemas, nos obstáculos e nas desculpas para não realizá-la ou você pensa na oportunidade única que essa tarefa representa?<br /><br />A forma pela qual você encara o seu trabalho e os seus desafios fazem diferença significativa nos resultados que você obtém.<br /><br />O que você procura quando você olha para si mesmo?<br /><br />Você se atém em suas falhas ou você pensa nas suas possibilidades?<br /><br />A qualidade de sua vida depende em grande parte do que você enxerga e do que você espera de você mesmo.<br /><br />Procure se concentrar no melhor, esperar o melhor e obterá o melhor de você, dos outros e das diferentes situações.<br /><br /><b>Indicações bibliográficas para os educadores:</b><br /><br />- Berna, Vilmar: O desafio do mar – SP – Ed. Paulus, 1987<br />- Cury, Augusto: Treinando a emoção para ser feliz – SP – Academia de Inteligência, 2001<br />- Miranda, Simão de e Ribeiro, Nye: Quem sou eu? Identidade e auto-estima da criança e do adolescente – SP – Ed. Papirus, 2006<br />- Shinyashiki, Roberto: O sucesso é ser feliz – SP – Ed. Gente, 1997<br />- Saito, M. Ignez e outros: Adolescência: Prevenção e risco – SP – Ed. Atheneu, 2008<br />- Tiba, Içami: Adolescentes: Quem ama, educa! – SP – Integrare Ed., 2005<br />- Tillman, Diane: Atividades com valores para estudantes de 7 a 14 anos – Programa Vivendo Valores na Escola – SP – Ed. Confluência, 2004<br />- Trevisan, Lauro: Sem pensamento positivo não há solução – RS – Ed. Da Mente, 1996<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> <br /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T18:47:18Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/de-estudante-a-trabalhador">
    <title>De estudante a trabalhador</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/de-estudante-a-trabalhador</link>
    <description>De professor para aluno: a busca de trabalho digno transcende o currículo, exigindo do jovem o papel de eterno aprendiz </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="mceItemTable">
<tbody>
<tr>
<td>
<table class="mceItemTable">
<tbody>
<tr>
<td class="v10preto">Este  plano de aula foi preparado pela educadora Paula Bourroul e tem como  referência o texto “O trabalho decente”, de Karina Andrade, publicado em  Onda Jovem (ed.12). Paula (pbourroul@uol.com.br) é pedagoga,  orientadora e coordenadora pedagógica de ensino infantil, fundamental e  médio, e consultora para avaliação de evolução e desempenho escolar.  <br /> <br /> As atividades propostas têm como objetivos: <br /> <br />
<ul>
<li> Levar ao conhecimento do jovem a situação do atual mercado de  trabalho e as principais características do profissional do futuro </li>
</ul>
<ul>
<li>Conversar com o jovem sobre o seu momento de vida, as transições  pelas quais está passando para se tornar um adulto, suas necessidades,  possibilidades, desejos e aspirações; </li>
</ul>
<ul>
<li>Refletir com o jovem sobre a importância de uma escolarização básica de qualidade para sua formação e desenvolvimento; </li>
</ul>
<ul>
<li>Trabalhar com o jovem sua expectativa de autonomia e a importância de um projeto de vida; </li>
</ul>
<ul>
<li>Contrapor com ele a idéia do trabalho como Direito X Dever; </li>
</ul>
<ul>
<li>Refletir sobre a fundamental importância de aliar estudo e trabalho; </li>
</ul>
<ul>
<li>Fazê-lo conhecer diversas iniciativas para a ampliação de uma escolarização de qualidade e preparo técnico-profissional; </li>
</ul>
<ul>
<li>Apontar ao jovem possibilidades de iniciação e aperfeiçoamento de trabalho como parte de seu projeto de vida profissional; </li>
</ul>
<ul>
<li>Levá-lo a conhecer o que é empreendedorismo e as novas profissões; </li>
</ul>
<ul>
<li>Por fim, mostrar ao jovem que a chave de todo o seu processo de  cidadão- trabalhador dependerá do auto-conhecimento, de mergulhar em si  mesmo e sair em busca de seu futuro. </li>
</ul>
<br />Aos educadores: É da mais alta relevância a reflexão que se segue  para os jovens de nosso país, em busca da conscientização de que suas  escolhas iniciais sejam fruto de reflexão e lhes garantam acesso a um  trabalho digno e edificante no futuro.  Cabe aos adultos com quem eles  convivem na adolescência e juventude abrir-lhes as portas do  auto-conhecimento e da busca de aprender a aprender para serem pessoas  inteiras e realizadas. <br /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="mceItemTable">
<tbody>
<tr>
<td class="v10preto"><br /></td>
<td class="v10preto">
<p><br /> <br /> <b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 1: A SITUAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO JUVENIL E OS PROFISSIONAIS DO FUTURO</span></b> <br /> <br /> Colocar na sala de aula, a título de sensibilização para os alunos, o  poema a seguir, de autoria de Içami Tiba, médico psiquiatra e terapeuta  de adolescentes: <br /> <br />Primeiro emprego <br /> <br />“A grande caminhada da vida começa pelo primeiro passo. <br />Pelo primeiro emprego, <br />O grande sonho profissional põe os pés no chão. <br />Reúne tudo: felicidade e angústia, <br /> preparo e espontaneidade, <br /> apreensão e cuidado, <br /> ousadia e carinho, <br /> construção e solidariedade, <br /> raciocínio e amor, <br /> progresso e poesia, <br /> competição e humanidade. <br />O primeiro emprego pode durar a vida toda, <br />Se cada passo seguinte for empreendido como o primeiro”. <br /> <br /> <br />Proponho iniciar este trabalho com a leitura pelos estudantes do  texto-base, de Karina Andrade, “O trabalho decente”, solicitando na  seqüência que os alunos, em pequenos grupos, levantem questões e dúvidas  que a leitura suscite entre eles. Enumere na lousa estas questões. <br /> <br />Em seguida, sugira aos grupos de estudantes a realização de uma  pesquisa na internet, jornal ou literatura, sobre a realidade do mercado  de trabalho juvenil atual: devem constar desta pesquisa dados  referentes a OIT (Organização Internacional do Trabalho), AHTD (Agenda  Hemisférica de Trabalho Decente), Rede de Emprego de Jovens (YEN – Youth  Employment Network), ANTD (Agenda Nacional de Trabalho Decente), PREJAL  (Projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina), Centro de  Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas) no que diz respeito  ao trabalho juvenil, PROJOVEM (iniciativas para o trabalho adolescente  urbano e do campo), pesquisa do IPEA sobre Juventude e Políticas Sociais  no Brasil, Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a  Juventude do Ministério do Trabalho, Unitrabalho, entre outros. <br /> <br />A proposta não é esgotar a questão, mas ilustrar para os jovens a  dimensão do tema e as preocupações mundiais e nacionais em relação a  ele, assim como as iniciativas existentes para garantir à juventude, no  início de sua trajetória profissional, alguma segurança de um trabalho  digno e decente. <br /> <br />Alguns dados sobre as questões do trabalho jovem: <br /> <br /></p><ul><li>A promoção do emprego jovem foi um dos compromissos assumidos  pelos países membros da ONU na Declaração do Milênio, adotada durante a  Cúpula do Milênio, a maior reunião de chefes de estado e de governo;</li></ul>
<ul>
<li>As recomendações adotadas pelo Painel de Alto Nível da Rede para  Emprego de Jovens (YEN- Youth Employment Network) são: empregabilidade,  igualdade de oportunidades, empreendorismo e criação de emprego; </li>
</ul>
<ul>
<li>A cada país cabe transformar as 4 recomendações globais em estratégias para a ação nacional;</li>
<li>À OIT cabe elaborar pesquisas e estudos globais sobre estes planos  nacionais e promover trocas internacionais, de modo a dar a conhecer  tais iniciativas e estimular novas; </li>
<li>Os Planos de Ação Nacionais são essenciais para a definição de prioridades e para o desencadeamento de ações; </li>
<li>As parcerias entre instituições governamentais e não  governamentais são fundamentais para a promoção do emprego dos jovens,  tanto localmente, quanto mundialmente; </li>
<li>A OIT Brasil oferece cooperação técnica aos programas prioritários  e reformas sociais do Governo brasileiro, incluindo o Plano Nacional  para a Erradicação do Trabalho Escravo, Fome Zero, Primeiro Emprego e  diversos programas governamentais e não governamentais. </li>
</ul>
<p><br />Após o levantamento de dados, é possível começar a refletir com o  jovem que tipo de profissional o mundo de hoje necessita, a fim de  aproximá-lo do quadro de expectativas que a realidade do mundo do  trabalho atual lhe apresenta. O educador pode então propor aos alunos a  seguinte questão: O mundo de hoje, globalizado e tecnológico, implica um  mercado de trabalho altamente competitivo, exigindo dos indivíduos uma  preparação mais ampla e, ao mesmo tempo, mais específica.  <br /> <br />Eles podem criar, em grupos, um pequeno questionário para ser  encaminhado aos seus pais, professores e outros adultos com quem  convivam diariamente, levantando as principais características que  podemos esperar dos profissionais neste momento e para o futuro. <br /> <br />Devem aparecer dados como: <br /> <br /></p>
<ul>
<li>Flexibilidade, disposição para contribuir para inovações, criatividade, lidar com incertezas;</li>
<li>Demonstrar interesse e ser capaz de aprender ao longo de toda a vida, ter sensibilidade social e facilidade para comunicar-se; </li>
<li>Trabalhar em equipe, assumir responsabilidades, tornar-se empreendedor, conhecer diferentes culturas; </li>
<li>Desenvolver aptidões multidisciplinares, conhecer tecnologia e  informática como habilidades fundamentais para todas as áreas do  conhecimento; </li>
</ul>
<ul>
<li>Conhecer a fundo sua área de atuação, ter informações  consistentes, precisas e atualizadas, gostar realmente da área  escolhida;</li>
<li>Ser um profissional completo em todos os aspectos, com curso de graduação, cursos de atualização, informática, inglês; </li>
<li>Saber aprender, capacidade para lidar com o inesperado e solucionar problemas; </li>
<li>Possuir competências gerais: perfil empreendedor, facilidade para  tomar decisões, habilidade para trabalhar em equipe e capacidade para  solucionar problemas; </li>
<li>Falar um ou dois idiomas estrangeiros, dominar informática, estar  disposto e ser capaz de desempenhar qualquer função, sem jornada de  trabalho máxima, apenas mínima; </li>
<li>Hoje precisa-se de generalistas com viés de especialista: tudo é uma questão de atitude. </li>
</ul>
<p><br /> Sintetiza Arnaldo Niskier, escritor e membro da ABL, sobre esta  questão: “Os novos tempos exigem um novo profissional que deverá exibir  como trunfo vários diferenciais, além do diploma universitário.  Mais do  que nunca, o nosso jovem precisará ostentar engenho e arte.  Engenho,  no bom conhecimento das técnicas e dos fundamentos da área de atuação  que escolheu e no domínio de saberes que, hoje, transcendem o currículo  de um simples curso, abrangendo noções de atividades afins e domínio de  competências, como informática, idiomas estrangeiros e gestão de  pessoas.  Arte, na capacidade de se expressar com clareza e correção, na  habilidade de trabalhar em equipe, na prática da ética, no exercício  consciente da liderança, na criatividade para enfrentar problemas, na  responsabilidade social, na adesão aos valores e princípios da  organização à qual pertence”. <br /> <br />Neste momento, é importante que os jovens percebam a extensão da  problemática de sua inserção no mercado de trabalho, isto é, percebam  que não basta arranjar um pequeno e simples trabalho, um emprego  qualquer neste seu momento de vida, se ele não estiver disposto a  investir muito nele mesmo ainda, ao longo dos próximos e determinantes  anos, seja numa boa escolarização básica e profissionalizante, seja em  conhecer-se profundamente e desenvolver suas melhores habilidades e  competências, para, ao longo de seu trajeto de vida, ter chance de  alcançar sucesso e realização profissional.</p>
</td>
<td class="v10preto"><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="15" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="mceItemTable">
<tbody>
<tr>
<td class="v10preto"><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="15" /></td>
<td class="v10preto">
<p><span class="v10vinhoBold"><b>ATIVIDADE 2: VIVENDO O MOMENTO DE TRANSIÇÃO PARA A IDADE ADUL</b>TA</span> <br /> <br /> Sabemos que vários eventos marcam normalmente a transição do “ser  jovem” para o “ser adulto”, como a inserção no mercado de trabalho, a  independência financeira, o casamento, a constituição de uma família e  um domicílio próprio. Estes marcos transitivos não têm ocorrido na  sociedade pós-moderna de maneira linear e, em alguns casos, nem têm  acontecido. <br /> <br />Proponha aos seus alunos pensar e colocar num papel,  individualmente, a resposta à questão: O que é que, de fato, me fará  deixar de ser um jovem para vir a ser um adulto? <br /> <br />Levante na lousa os dados significativos após discutir com os jovens esta questão. <br /> <br />Podemos constatar com eles como esta passagem, neste momento do  mundo e da nossa sociedade, está particularmente difícil, uma vez que  incerteza, fragilidade e insegurança são as palavras de ordem da vida  pessoal e social. E sabemos que o aumento da fragilidade e  individualização nas relações modifica muito a condição de transição do  jovem e sua inserção na vida adulta hoje. <br /> <br />Nadya Araújo Guimarães, pesquisadora social do Departamento de  Sociologia da USP, aponta a fragilidade da inserção do jovem no mundo do  trabalho, a qual irá marcar sua trajetória, não apenas profissional,  mas da vida a ser construída a partir dessa inserção.  Diz ela: “...  nossos grandes mercados urbanos de trabalho parecem estruturados de  forma a ameaçar os trabalhadores jovens com a reprodução duradoura da  instabilidade dos empregos precários e da recorrência do desemprego”.   Ela ainda salienta que essa característica do mercado também se  apresenta para uma grande maioria de adultos. <br /> <br />É por tal condição absolutamente adversa do mundo de hoje que se  fará necessário, então, mostrar aos jovens que eles são um bem para a  sociedade, que o problema é o desemprego e o subemprego; que eles são os  prováveis agentes de mudança social e econômica do nosso país, que são  eles os mais importantes parceiros do desenvolvimento nacional, bem como  os potenciais líderes do futuro, com sua energia e capacidade para  inovações; que suas aspirações e desejos são bens que nossa sociedade  não pode desperdiçar... que sabemos que a sociedade precisa confiar,  investir e dar as melhores condições para nossos jovens de uma inserção  na vida adulta séria e decente. <br />Do lado deles, eles terão que se esforçar muito para exigir da  sociedade adulta seu lugar de construtores, de cidadãos inteiros e  promotores do futuro. <br /> <br />Vamos, pois, proceder ao fortalecimento deste imenso contingente de  jovens brasileiros, fazendo com que eles possam caminhar com clareza de  propósitos em sua vida emergente... <br /> <br />Proponha a seus alunos que levantem, em grupos, suas principais  aspirações neste seu momento de vida, pensando em suas necessidades e,  ao mesmo tempo, em suas possibilidades. Eles podem fazer um desenho  coletivo ou talvez uma paródia para uma música conhecida para apresentar  aos colegas. <br /> <br />Isto significa que os jovens poderão falar de seu desejo de  independência financeira para, ou ajudar a manutenção de sua casa, ou  investir em sua escolarização, ou mesmo, poder fazer aquilo que querem,  freqüentar baladas ou exercitar seus hobbies... não importa, é  recomendável que eles levantem seus desejos para que todos possam  conversar sobre as expectativas que têm de começar a decidir seu momento  e seu futuro... <br /> <br />Aqui, o papel do adulto será de trazê-los à realidade, apontando no  momento as possibilidades de realização de seus desejos de alçar vôo no  que diz respeito à necessidade absoluta de continuarem sua trajetória de  estudantes.  Então, como coordenar estudo e trabalho? Que tipo de  trabalho escolher?  <br /> <br />O jovem terá que entender que precisará trabalhar uma situação  dentro do possível, desejável e realizável, isto é, deverá buscar um  primeiro vínculo com o trabalho dentro das possibilidades de  competências e habilidades que venha desenvolvendo ao longo de sua  formação, num campo de atuação de que goste ou admire (pois dificilmente  nos realizamos em algo de que não gostamos), mas que não se esqueça de  que só deverá e poderá fazer algo que caiba em sua situação atual de  vida familiar e social (precisará levar em conta as condições  financeiras de sua família, a opinião de seus pais sobre sua inserção  prematura, às vezes, no mercado de trabalho, o valor que seu grupo  social atribui ao trabalho...).  <br /> <br />Também será importante que os jovens compreendam o momento de  desenvolvimento físico em que se encontram pois, muitas vezes, as  condições que um trabalho lhe oferece estão longe de ser ideais neste  seu momento de sua vida. <br /> <br />Agora, eu gostaria que se propusesse aos alunos uma reflexão sobre  suas necessidades de alimentação, repouso e sono, prática de esporte ou  atividade física, essenciais ao desenvolvimento físico e psíquico nesta  importante fase de vida.  <br /> <br />Sabemos e confirmamos que o trabalho é a forma mais importante de  alguém se sentir produtivo e capaz de se situar no mundo e que trabalhar  desde cedo pode ser um aprendizado positivo e que acrescente boas  experiências à vida do adolescente. <br /> <br />No entanto, é preciso garantir que o jovem seja respeitado em suas  necessidades básicas.  Segundo Vera Lúcia Zaher, em seu estudo sobre  saúde e trabalho do adolescente, no cap. Saúde e Trabalho, do livro  Adolescência:  Prevenção e Risco, de M. Ignez Saito e outros, Ed.  Atheneu, escreve:  <br /> <br /> “As imposições de horários, os lanches rápidos, o sentir-se  constrangido de carregar marmitas entre outros fatores, são  complicadores de um aporte nutricional adequado. O adolescente que  trabalha deve ter a disponibilidade de tempo e acesso a uma alimentação  apropriada ao seu momento de vida... Submeter adolescentes a uma carga  de atividades maior do que podem suportar pode determinar, além de  desgaste físico, lesões músculo-esqueléticas graves... As necessidades  de sono e repouso, tão importantes para um desenvolvimento saudável,  muitas vezes, são relegadas a um segundo plano... As necessidades de  lazer do jovem implicam saídas à noite, o que nem sempre pode ser  seguido de um descanso apropriado... a prática esportiva, muitas vezes, é  deixada de lado”.</p>
</td>
<td class="v10preto"><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="15" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="mceItemTable">
<tbody>
<tr>
<td class="v10preto"><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="15" /></td>
<td class="v10preto">
<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 3: A ESCOLA BÁSICA – ESTUDAR SEMPRE, APRENDER A APRENDER CONSTRUINDO O CONHECIMENTO</span></b> <b><br /></b> <br /> Segundo Içami Tiba, em seu livro Adolescentes: quem ama, educa, Ed. Integrare: <br /> <br />“Estudo não se negocia, ele é importante não só para a capacitação e  a formação pessoal, mas também para o benefício e qualidade de vida da  família e da sociedade... Estudar é um gesto de sabedoria de captar os  conhecimentos de tantas pessoas que participaram direta ou indiretamente  da construção da nossa civilização... A pessoa que estiver sempre  disposta a aprender é a que vai sobreviver às revoluções do  conhecimento. Quem se achar sabedor de tudo e parar de aprender amanhã  será ultrapassado por quem continuou aprendendo. É por isso que temos  que aprender sempre, fato hoje consagrado como Educação Continuada.. .é  um aprender que nunca acaba. <br /> <br />Conhecimentos são ferramentas plásticas de multiuso, que podem ir  sofrendo adaptações, modificações e transformações, à medida que estas  forem necessárias. <br />Informações são dados estatísticos, hoje facilmente encontráveis em muitos lugares.  Basta saber como acessá-las. <br /> <br />Bom aluno é aquele que vai construindo dentro de si os conhecimentos  com as informações que recebe dos professores em sala de aula, ou  quando lê os livros pertinentes à matéria. <br /> <br />Portanto, mais que ter a informação dentro de si, o importante é  saber onde encontrá-las para usá-las.  A importância maior está em  ampliar os conhecimentos porque é com eles que nos tornaremos mais  competentes neste mundo tão competitivo... <br /> <br />O adolescente vai ter que usar o que tem dentro de si.  Seu  principal recurso são os conhecimentos que leva dentro de si... Estudar  não é “decoreba” para fazer “provas” e para passar de ano, mas é  adquirir informações para transformá-las em conhecimentos para enfrentar  as provas da vida.  Conhecimentos melhoram a competência, a  criatividade, o empreendedorismo, a cidadania e a ética.. .Conhecimento é  a informação aplicada na prática, em todos os ramos da vida, que pode  modificar o já existente, criar o novo e expandir os limites em todas as  dimensões”. <br /> <br />Com base neste pequeno texto, que deverá ser entregue aos alunos,  peça a eles que procurem pensar na importância da escola na sua formação  e desenvolvimento pessoal.  Eles podem refletir sobre o conteúdo do  texto, a diferença entre informação e conhecimento, proposta por Tiba, e  reconhecer em sua trajetória na escola exemplos de conhecimentos  adquiridos ou construídos a partir de informações recebidas dos  professores e livros didáticos e paradidáticos, partilhando entre si  suas experiências.  O importante é que eles percebam que a construção do  conhecimento é um processo pessoal que ocorrerá ao longo de toda a  vida, a partir das oportunidades que tenham de acesso a informações e  propostas de utilização das mesmas, característica dos cursos formais de  estudo (Educação Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior,  especialização, pós-graduação...), assim como a construção do  conhecimento social é fruto da contribuição dos percursos pessoais de  todos os indivíduos.</p>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 4: O TRABALHO COMO PARTE DE UM PROJETO DE VIDA</span></b> <br /> <br /> O que significa trabalho?  Os alunos podem realizar uma breve  pesquisa sobre o significado da palavra trabalho e seu sentido em  diferentes contextos culturais. <br /> <br />A palavra trabalho tem muitos significados nas diferentes culturas.   Ela traz a idéia da ação do homem para sobreviver, criando instrumentos  e transformando a natureza.  O trabalho pode ser, ainda, além de uma  necessidade de sobrevivência, um ato livre, criativo e voluntário, que  leve ao crescimento pessoal e à evolução social. <br /> <br />Afirma Flávio Gikovate, em seu livro Os Sentidos da Vida, Ed. Moderna:  <br /> <br />“Podemos dizer que faz parte da nossa essência tentar entender o que  nos cerca e procurar modificar suas características para melhorar as  condições da vida material.  O trabalho pode ser entendido como a  energia que despendemos para extrair do nosso habitat os meios para uma  vida melhor... Trata-se de usar todos os recursos interiores com o  intuito de encontrar novas formas de explorar o planeta e suas  possibilidades.  Trata-se de atividade criativa, capaz de gerar idéias  que possam se transformar em novas práticas”. <br /> <br />A partir da pesquisa sobre o sentido mais amplo da palavra trabalho,  é possível aos jovens reconhecer o quanto a iniciação no mundo do  trabalho pode trazer a eles o sentimento de seres produtivos, uma  valorização diante de sua família e grupo social, um crescimento de  responsabilidade pessoal e social e um amadurecimento geral. <br /> <br />Todas essas dimensões de ganho são reais e absolutamente  justificáveis para a iniciação do jovem na vida produtiva, no entanto,  algumas reflexões ainda poderão colaborar para que seus alunos estejam  mais preparados para esta nova etapa de vida, além da garantia de que  somente com a continuidade de estudos formais eles poderão chegar ao seu  melhor desempenho profissional e conseqüente reconhecimento financeiro e  social. <br />Continuemos, pois, as reflexões: <br /> <br />É ainda Gikovate que nos fala das dimensões de prazer e dever que o trabalho envolve:   <br /> <br />“O trabalho nos preenche intelectualmente, ocupa nossa mente com  assuntos objetivos e interessantes, afastando-nos de questões  existenciais mais dramáticas... O trabalho nos traz, pois, conhecimento,  prazer associado ao avanço intelectual e também muita paz... Ou seja,  ocupados não temos tempo para pensar nas adversidades da vida, mesmo  porque isso não nos ajuda em nada, pois não as afasta. Pensar nas  adversidades é sofrer à toa, ao passo que nos entreter com uma atividade  interessante é algo muito gratificante e útil. Quando uma pessoa  consegue realizar algo a que se propôs, experimenta enorme satisfação  interior. <br /> <br />Todos já experimentamos a sensação de prazer ligada a algum  aprendizado... Muitos jovens associam o prazer apenas a atividades de  lazer e não conseguem perceber que ele também pode existir nas esferas  do estudo e do trabalho. <br /> <br />Enquanto o trabalho pressupõe a existência de um compromisso, de uma  responsabilidade assumida com outras pessoas, o lazer pode ser  interrompido a qualquer momento... o trabalho é atividade mais séria e  responsável; já o lazer é algo mais leve e cujo resultado não implica  danos para outras pessoas. <br /> <br />No trabalho somos avaliados de forma mais grave, ao passo que o  fracasso em uma atividade de lazer é triste, mas não tem conseqüências  muito importantes... No trabalho somos efetivamente testados... Um dos  componentes dessa avaliação é o dinheiro.  Se estivermos indo bem no  trabalho, teremos recompensas materiais, ao passo que o fracasso irá  implicar baixa remuneração – ou mesmo a perda da função. <br /> <br />O trabalho exige disciplina, coisa menos relevante nas atividades de lazer. <br />Várias pessoas se sentem muito gratificadas em suas atividades  profissionais. Na verdade, trabalho pode ser prazeroso, e lazer pode ser  muito chato e tedioso”. <br /> <br />Esta citação de Gikovate pode levar o jovem a perceber que dever e  prazer não precisam estar necessariamente dissociados, que a escolha de  um campo de trabalho que atenda interesses pessoais, além de necessidade  de ganho financeiro, é fundamental para o desenvolvimento de qualquer  ser humano. Nesse sentido é que ter um projeto de vida pessoal e  profissional, a partir do auto-conhecimento, de suas possibilidades de  expansão no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades e  competências, de estudo constante e aperfeiçoamento, será fundamental a  cada um desses estudantes para o seu futuro. <br /> <br />Será com o início da vida profissional que o jovem poderá conhecer  na prática como funciona o mercado, descobrindo as tendências da  profissão escolhida (nem sempre a carreira é aquilo que se pensava),  percebendo que aperfeiçoamentos ela exige e se de fato está preparado  para nela ingressar. A possibilidade de testar várias atividades, antes  de se decidir por uma, também pode ajudar a determinar uma escolha mais  consciente.</p>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 5: O TRABALHO COMO DIREITO E DEVER – UMA RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO</span></b> <b><br /></b> <br /> Sabemos que o sonho de todo jovem é atingir a independência  financeira para que possa fazer aquilo que quiser de sua vida.  É  importante que seus alunos percebam que toda atividade humana tem regras  a serem seguidas; assim, o jogo da vida do trabalho exigirá deles que  conheçam as regras com clareza e joguem o jogo de maneira a obter  satisfação e benefícios e que estes possam ser maiores que as  dificuldades acarretadas e eventuais perdas que seu status de  trabalhadores lhes traga.  <br /> <br />Proponha aos jovens que discutam em pequenos grupos como podem  calcular a relação custo x benefício no mundo do trabalho. Assim, um  empregado calcula se compensa o trabalho que está fazendo pelo salário  que recebe.  Deve haver um certo equilíbrio entre o que faz (trabalho) e  o que recebe (salário). O que ele faz é seu “custo” e o que recebe é  seu “benefício”. Se trabalhar muito e ganhar pouco, estará tendo  prejuízo. <br /> <br />Além disso, é importante que eles avaliem se a experiência e o  próprio salário estão valendo a pena no sentido de que, necessariamente,  estudar e trabalhar ao mesmo tempo implica menor tempo e  disponibilidade de energia para os estudos, fundamentais ao seu futuro  profissional no mercado de trabalho. <br /> <br />Estas experiências são únicas e pessoais; para alguns deles  determinada vivência pode significar ganho, enquanto para outros pode  pesar mais aquilo que está perdendo.  De qualquer forma, é importante os  jovens conversarem sobre esta questão, trocando dados e pareceres que  os deixem mais antenados nas possibilidades de viver o trabalho e  avaliar custo x benefício.</p>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 6: DOSANDO TRABALHO E ESCOLA NA ADOLESCÊNCIA</span></b> <b><br /></b> <br /> Mostre aos jovens que não podemos nesse assunto ter uma única visão,  nada é absolutamente certo ou errado, desejável ou indesejável. Em cada  momento, para cada jovem especialmente, poderá haver uma situação real  que exija ou possibilite uma opção diferente. No entanto, sabemos que,  dentro do possível, todo jovem que inicie sua vida profissional deve  continuar investindo em sua escolarização formal a fim de ampliar suas  condições de sustentação profissional se deseja ascender, galgar passos e  degraus na profissão escolhida. <br /> <br />Alerte seus alunos para uma armadilha comum: muitos estudantes  apresentam dificuldade para aprender e estudar, ou mesmo, não gostam de  estudar.  Que eles não se iludam: momentaneamente poderão conseguir um  trabalho mas, ao longo do tempo, se pensarmos em uma carreira  profissional, a continuidade da escolarização será de fundamental  importância e um diferencial crítico. Assim, o abandono escolar deve ser  a última atitude a ser tomada pelo jovem! <br /> <br />Um estágio num bom local de trabalho, onde o jovem possa aprender  algo de que goste, já direcionado a um campo profissional, pode ser  interessante. Segundo Tiba, há pessoas mais práticas que teóricas e que,  iniciando um trabalho, entendam melhor o sentido do estudo ou até sua  necessidade.   <br />Se o trabalho não prejudicar os estudos pode até ajudar o jovem a se  organizar para dar conta de mais de uma responsabilidade, o que poderá  lhe trazer não apenas ganho de experiência como satisfação pessoal em  superar-se a cada dia. <br /> <br />Para jovens que não querem estudar, a disciplina que um trabalho  exige pode levar ao amadurecimento dele como pessoa, de forma a fazê-lo  rever sua maneira de enfrentar a vida e, particularmente, o seu papel de  estudante. <br /> <br />É importante que eles percebam que a vida profissional é bem  diferente da estudantil.  Na escola, muitas vezes, haverá um “jeitinho”  se ele deixar de cumprir suas obrigações de estudante. No emprego,  dificilmente poderá mostrar-se “folgado”, deixar tudo para depois,  perdendo prazos, pedir ajuda de outros para cumprir seus compromissos,  pois cada um tem seus próprios compromissos a cumprir. O mundo do  trabalho pouco se preocupa se ele está algum dia com problemas ou dor de  cabeça, exige seu compromisso e o cumprimento de suas  responsabilidades. Isto tudo é ganho mas, por outro lado, exige do jovem  certo amadurecimento para enfrentar a realidade e lidar com as  necessárias frustrações da rotina. <br /> <br />Peça aos seus alunos que levantem dados sobre experiências de jovens  que eles conheçam que já estejam trabalhando e continuem a estudar,  levantando as ponderações acima, os ganhos e a importância de levar  adiante seus estudos formais e, ao mesmo tempo, investir naquilo que  desejam e até priorizam, muitas vezes, que é trabalhar para ganhar seu  próprio dinheiro.</p>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 7: A EDUCAÇÃO COMO BASE DA FORMAÇÃO PARA O TRABALHO</span></b> <br /> <br /> Neste momento, desejo que você levante com seus alunos as inúmeras  possibilidades que hoje se abrem aos estudantes no sentido de se  prepararem e se adequarem, continuamente, para o mercado de trabalho.   <br /> <br />Assim, a nossa atual LDB(9394/96) prevê, pela primeira vez, uma  educação profissional integrada às diferentes formas de educação, ao  trabalho, à ciência e à tecnologia.  Ela oferece possibilidade para que  todos os alunos egressos do ensino fundamental, médio e superior, bem  como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, tenham acesso à educação  profissional. <br /> <br />Uma ampla qualificação e requalificação dos nossos trabalhadores é a  possibilidade de garantia de emprego e melhora de performance neste  mundo tão duramente competitivo. As profissões mudam muito rapidamente  suas características e o trabalhador precisa estar preparado para as  novas demandas. <br /> <br />O ensino médio vem sofrendo mudanças substanciais, com inovações nas  escolas técnicas.  Cursos rápidos vêm atendendo às necessidades do  mercado e da pressa do jovem em iniciar sua vida profissional. <br /> <br />Proponha aos seus alunos conhecer, através de pesquisa, iniciativas  importantes da educação brasileira para poder fazer uso das mesmas em  sua trajetória como alunos e trabalhadores:</p>
<ul>
<li>Os cursos técnicos, de curta e longa duração, previstos pela nossa legislação;</li>
<li>O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), iniciativa do MEC, em  todo território nacional, que avalia as diversas competências e  habilidades que os alunos desenvolveram ao longo de todo o ensino  fundamental e ensino médio, cujos resultados já são utilizados nas  seleções de muitas universidades públicas e privadas de todo o país e  que em breve serão utilizados nos processos de seleção de empresas.  Existe, inclusive, a idéia de um banco de talentos, um ambiente virtual,  no qual as empresas acessem o desempenho dos candidatos no Enem; </li>
</ul>
<ul>
<li>Os cursos tecnológicos ou seqüenciais (de formação específica ou  complementação de estudos), de curta duração, já existentes em diversas  instituições de ensino superior em nosso país, com a intenção de uma  qualificação profissional específica e mais breve (duram de 2 a 3 anos e  nem todos são considerados graduação); </li>
</ul>
<ul>
<li>Os cursos on-line, presenciais ou não, que surgem numa velocidade  cada vez maior para atender à demanda de especialização e aprofundamento  teórico para todos os campos profissionais,... </li>
</ul>
<p><br />É da maior importância conseguir mostrar aos jovens que hoje, em  qualquer idade, é imprescindível não parar de estudar, que sempre será  possível ampliar seus conhecimentos e aperfeiçoar-se em sua área de  trabalho, conseguindo uma situação profissional crescentemente  satisfatória. <br /> <br />Os alunos podem montar um grande painel de informações sobre estas  questões, mantendo-se comprometidos com a atualização do mesmo por tempo  indeterminado, de forma a colaborar com todos os estudantes em sua  procura de caminhos.</p>
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</tbody>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 8: APRENDIZES, TRAINEES E ESTAGIÁRIOS – PROMOVENDO CONDIÇÕES DE INICIAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO</span></b> <br /> <br /> Acredito que não haja como ser educado para o trabalho e adquirir  experiência sem estar trabalhando. No entanto, volto a enfatizar a  necessidade absoluta de que o jovem continue a estudar uma vez iniciada  sua carreira profissional. <br /> <br />O conhecimento na prática de expectativas e exigências do mercado de  trabalho auxiliarão, com certeza, as futuras escolhas e decisões do  cidadão trabalhador. <br /> <br />Hoje, a maioria das empresas investe na formação de futuros  profissionais, seja contratando jovens como estagiários (no geral até  antes, mas principalmente durante o curso de graduação), seja como  trainees (após ou antes mesmo de terminar a graduação). <br /> <br />Quando um jovem começa a trabalhar, é preciso primeiro aprender  sobre o ofício e adquirir os conhecimentos necessários para exercê-lo,  seja estudando, observando ou atuando; assumindo, a partir daí, a  responsabilidade de quem vai trabalhar nesse ofício. <br /> <br />Segundo Paulo Nathanael, presidente do CIEE: “Pela prática, a pessoa  adquire capacidade para agir com proficiência na profissão para a qual  se preparou academicamente.  Por isso, o estágio se apresenta como um  complemento indispensável a qualquer tipo de habilitação profissional  oferecida pelos ensinos formais de nível médio e superior. O estágio não  substitui a aprendizagem escolar.  Sua função é a de suplementar o  conhecimento adquirido em sala de aula, vivenciando, na prática, o saber  teórico que advém do conjunto de disciplinas do currículo de curso”. <br /> <br />Proponha aos seus alunos conhecer, através do CIEE (Centro de  Integração Empresa Escola – <a class="external-link" href="http://www.ciee.org.br%29" mce_href="http://www.ciee.org.br)">www.ciee.org.br)</a>, as ofertas de estágio  disponíveis no mercado, cursos EAD (Educação a Distância) e vagas de  trainees.</p>
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</tbody>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 9: VOLUNTARIADO, EMPREENDEDORISMO E NOVAS PROFISSÕES</span></b> <br /> <br /> O trabalho voluntário é uma atividade não-remunerada, prestada por  pessoa física a qualquer entidade pública ou instituição privada de fins  não lucrativos. Tal serviço não tem vínculo de emprego e o voluntário  não tem salário nem direitos trabalhistas. É um trabalho livremente  assumido, envolvendo uma ou mais tarefas claramente definidas.    No  geral, as pessoas que se envolvem em trabalhos voluntários têm alta  consciência social e mostram-se interessadas em promover benefícios à  coletividade. <br /> <br />Muitos jovens se dispõem a trabalhar como voluntários em  instituições de diversos setores e esta iniciativa pode ser de grande  valia para a formação pessoal e até profissional dos mesmos, uma vez que  pode envolver uma rotina, não tão rígida em horários, compromissos e  responsabilidades como um emprego formal, mas igualmente rica de  experiências humanas e de procedimentos de trabalho. <br /> <br />Proponha a seus alunos uma pesquisa sobre onde e como exercer um trabalho voluntário em seu bairro, em sua comunidade,... <br /> <br />Empreendedorismo é um termo bastante novo, muito valorizado hoje no  mercado de trabalho e, segundo Tiba,“se refere ao conjunto de várias  qualidades humanas como competência, iniciativa, ética, criatividade,  ousadia, comprometimento e responsabilidade nos seus atos,  especificamente mais focalizados no trabalho, mas que servem para  qualquer área da vida. Essas qualidades devem se interdepender  totalmente porque a ausência de uma delas pode comprometer o resultado  do trabalho.  O mundo tem caminhado em função dos empreendedores”. <br /> <br />Sugira aos alunos que definam o que para cada um deles quer dizer  “ser empreendedor” e depois que busquem saber a que se refere este termo  no mundo empresarial. O importante é que os jovens percebam que ser  empreendedor hoje é desejável e necessário a fim de se conseguir um  diferencial profissional em qualquer área em que resolvam atuar. <br /> <br />A aquisição de competências hoje passa pela dimensão humana, pela  técnica, pelo contexto político-econômico, reunindo o saber e o fazer, a  teoria e a prática, os processos e os resultados.  A educação  continuada é hoje uma necessidade reconhecida pois, nos tempos de  mudança que vivemos, as profissões se renovam a cada dia, com novas  tendências e oportunidades. <br /> <br />Onde quer que apareça uma nova necessidade, profissões inimaginadas  surgem: o designer de games, o escritório eletrônico de advocacia, a  empresa de economia ambiental... e com elas surgem profissionais  desbravadores... muitas vezes, a partir de um hobby, um jovem descobre  uma nova oportunidade de trabalho... é preciso estar antenado quanto às  novidades e necessidades sociais para perceber onde atuar com inovação. <br /> <br />Segundo Nathanael, “flexibilização é a palavra-chave, recursos  humanos é o instrumento estratégico, e a educação o norte e o sul, o  princípio e o fim”. <br /> <br />Converse sobre estas idéias com seus alunos a fim de sensibilizá-los para este momento e seu futuro próximo.</p>
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<p><b><span class="v10vinhoBold">ATIVIDADE 10: AUTO-CONHECIMENTO – DESENVOLVER TALENTOS E POTENCIAIS</span></b> <br /> <br /> Para terminar esta longa e frutífera reflexão, é preciso contar aos  alunos o grande segredo da construção de uma carreira sólida e  promissora: o auto-conhecimento... <br />Sim, a chave está voltada para dentro de cada um de nós... é preciso  acessar o que há lá dentro, quais são as nossas melhores  possibilidades, as competências e habilidades, os potenciais que viemos  desenvolvendo ao longo da vida e que poderão ser utilizados em nossa  construção como profissionais e aperfeiçoados ao longo de nossa  trajetória com a busca de novos recursos, como atividades e cursos de  aperfeiçoamento. <br /> <br />Para escolher uma profissão é preciso descobrir quais as nossas  características individuais mais fortes.  Daí é importante pesquisar e  conhecer quais as atividades profissionais que se servem destas  aptidões. Assim, cresce a nossa chance de optarmos por uma profissão que  coloque em evidência nosso lado positivo mais marcante.   <br /> <br />Existem áreas para o comunicativo, para aquele que gosta de números,  para o quieto e introvertido... Testes vocacionais podem ajudar, mas o  processo de auto-conhecimento pode ser desenvolvido por cada indivíduo  que se proponha a refletir com atenção sobre sua própria trajetória de  desenvolvimento, conversando com as pessoas que lhe são mais próximas e  que acompanharam seu desenvolvimento e, particularmente, na escola, com  colegas e professores, utilizando-se de jogos e dinâmicas que envolvam  questões de identificação de características pessoais.  <br /> <br />Você pode propor que cada jovem escreva, desenhe ou fale de si  mesmo, de seus pontos fortes e fracos, de quais características o  identificam como personalidade, de suas vivências mais marcantes como  pessoa e estudante, de seus hobbies e interesses, entre outras  propostas.  O ideal é que o jovem perceba a função determinante de se  conhecer como possibilidades para, acreditando em seu potencial, vir a  se lançar como elemento socialmente produtivo... e vir a se aperfeiçoar  como cidadão e trabalhador. <br /> <br />É essencial transmitir ao jovem com relação ao início de sua vida profissional que: <br /> <br />NÃO TENHA PRESSA... <br />NAMORE A OPÇÃO ESCOLHIDA... <br />EXPLORE SUAS POSSIBILIDADES... <br />TENHA SEMPRE ALTERNATIVAS... <br />NÃO SE PREOCUPE SÓ COM O DINHEIRO... <br />NÃO CONFUNDA INTERESSE COM PROPOSTA DE VIDA... <br />CONFIE NOS SEUS SENTIMENTOS... <br />VÁ EM FRENTE COM CORAGEM E DETERMINAÇÃO... <br />E SEJA UM ETERNO APRENDIZ... <br /> <br />Sabemos que o jovem precisará encontrar nos adultos com quem convive  auxílio para pensar, interlocução para diálogo, para colocar suas  dúvidas, descobertas, medos e carências, para suprir suas inseguranças e  descrenças, fortalecendo-se e tornando-se capaz de se auto-gerir dentro  da vida social. <br /> <br />Por fim, um outro poema de Içami Tiba pode trazer uma última reflexão para o seu grupo de jovens: <br /> <br />“A sociedade é um complexo sistema dinâmico, conectado a outros, <br />No qual o ser humano é uma célula <br />que nasce de outras células <br />que precisa de outra célula, <br />para reproduzir muitas células... <br />Que desaparecem, <br />para outras surgirem... <br />Um milagre da vida! <br />Sozinha, não aprenderia tudo o que precisa, portanto, estuda; <br />Nem sobreviveria nessa diversidade imensa, portanto, trabalha. <br /> <br />Estudo, alimento da alma. <br />Trabalho, dignidade do corpo. <br />Criatividade, inteligência em ação. <br />Ética, oxigênio do comportamento”.</p>
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</tr>
</tbody>
</table>
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<td class="v10preto"><br /></td>
<td class="v10preto">
<p><br /> <b><span class="v10vinhoBold">Indicações bibliográficas </span></b> <br /> <br /> - Gikovate, Flávio:  Os sentidos da vida – uma pausa para pensar – SP – Ed. Moderna, 1998 <br />- Niskier, Arnaldo e Nathanael, Paulo: Educação, estágio e trabalho – SP – Ed. Integrare, 2006 <br />- Saito, M. Ignez e outros: Adolescência – prevenção e risco – SP – Ed. Atheneu, 2008 <br />- Tiba, Içami: Adolescência – quem ama, educa – SP – Ed. Integrare, 2005</p>
</td>
<td class="v10preto"><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="15" /></td>
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</tbody>
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</td>
<td><img src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" mce_src="http://www.ondajovem.com.br/imagens/transparente.gif" height="10" width="5" /></td>
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<tr>
<td><br mce_bogus="1" /></td>
<td><br mce_bogus="1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table><p><br mce_bogus="1" /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T18:41:07Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/aprender-a-empreender">
    <title>Aprender a empreender</title>
    <link>http://www.ondajovem.com.br/acervo/12/aprender-a-empreender</link>
    <description>Educadora apresenta dinâmica para mostrar ao jovem o protagonismo juvenil como um caminho para o desenvolvimento de competências pessoais e produtivas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A entrevista com Paulo Veras, diretor do Instituto Empreender Endeavor, registrada na matéria “Uma questão de atitude” (Onda Jovem, Ed. 12), inspira neste plano de aula a proposta de o professor sugerir aos alunos que organizem uma Semana do Empreendedorismo Juvenil em suas escolas ou espaços educativos.</p>
<p>As atividades foram preparadas por Carolina Jardim, psicóloga e educadora social credenciada pelo Centro Avançado de Tecnologias Sociais do Instituto Ayrton Senna, onde atua no Programa SuperAção, que entende o protagonismo juvenil como um caminho para o desenvolvimento de competências pessoais, relacionais, cognitvas e produtivas.</p>
<p>A idéia é convidar os jovens para vivenciarem o protagonismo juvenil em cada uma de suas etapas (Mobilização, Iniciativa, Planejamento, Execução, Avaliação e Apropriação de Resultados), conforme estão apresentadas no Programa SuperAção Jovem (www.superacaojovem.org.br). Desse modo, eles aprenderão a ser, ao mesmo tempo, autores e atores centrais das ações que irão realizar. Cada atividade proposta está baseada em uma etapa. A sugestão, então, é que o professor realize as atividades de maneia seqüencial, já que todas elas estão interligadas.<br /> <br /><b>ATIVIDADE 1 –</b> Mobilização<br /><br />Objetivo: Refletir sobre o tema empreendedorismo juvenil<br /><br />a) Inicie a atividade apresentando aos jovens a entrevista com Paulo Veras, que baseou a elaboração desse plano de aula. Ao apresentá-la, conte sobre a Semana Global do Empreendedorismo e a sua proposta central de realizar “seminários, jogos, debates, dinâmicas, que desafiarão os jovens a começar a transformar idéias em realidade”.<br />b) Então, pergunte sobre essa palavra “empreendedorismo”. Será que alguém sabe o seu significado? Sugira que os jovens levantem hipóteses e suspeitas sobre o que imaginam que esse termo significa. E, então, peça que pesquisem no dicionário e tragam para todo o grupo se as suspeitas que fizeram foram ou não confirmadas.<br />c) Peça que eles se reúnam em grupos aleatórios para uma primeira discussão sobre o tema e lance algumas perguntas para apoiá-los:<br /><br />I. O que é empreendedorismo juvenil, na opinião do grupo?<br />II. Observem o título da entrevista sobre o tema publicada na revista Onda Jovem. Ser empreendedor é uma questão de atitude. Então, qual é, na visão de vocês, a atitude necessária para um jovem empreendedor?<br />III. Quem acha que já realizou ou participou de uma ação empreendedora na escola ou na vida? Conte como foi essa ação.<br />IV. O que diferencia um jovem que tem uma atitude empreendora dos outros jovens?<br />V. Como vocês pensam que a escola pode contribuir para que os jovens tenham uma atitude empreendora?<br />d) Incentive os jovens para que façam uma boa discussão, a partir das perguntas, e se identifiquem com o tema. A idéia é que eles percebam, em suas atitudes diárias, como se posicionam diante de desafios que, a todo o tempo, eles enfrentam e vejam que ser empreendedor pode não ser algo tão distante de suas vidas cotidianas.<br />e) Depois de uma boa discussão nos grupos, organize uma plenária e promova uma integração entre os jovens a partir das reflexões que fizeram.<br />f) Se possível, convide-os para acessarem o site da Semana Global do Empreendedorismo: www.semanaglobal.com.br e leiam mais sobre o que propõe a semana. Eles podem pesquisar também sobre as atividades que serão realizadas e sobre o conceito de empreendedorismo apresentado no site.<br />g) Finalize a atividade, lançando a seguinte pergunta: quem gostaria de se envolver em uma ação empreendora?<br /> <br /> <b>ATIVIDADE 2 – Iniciativa</b><br /><br />Objetivo: Colher idéias dos jovens sobre quais atividades eles gostariam de realizar na organização de um encontro de empreendedorismo juvenil na escola<br /><br />a) Agora que os jovens já foram mobilizados para o tema e pesquisaram sobre a Semana Global, lance o seguinte desafio: elaborar a Semana do Empreendedorismo na escola, ou no espaço educativo que freqüentam.<br />b) Inicie com uma ‘chuva de idéias’ para que eles tragam tudo o que imaginam que pode acontecer nesse evento para que a juventude possa mostrar sua força empreendedora. Desde jogos, dinâmicas, competições e debates até palestras ou eventos ligados ao tema.<br />c) Para inspirá-los, lembre sobre o conceito apresentado na entrevista com Paulo Veras, que diz: "Empreendedorismo é a busca incansável por oportunidades, independente dos recursos disponíveis." (Harvard Business School).<br />d) Registre todas as idéias que os jovens trouxerem em um quadro, mesmo que, a princípio, elas pareçam complexas ou difíceis de serem realizadas. A proposta é que eles se sintam estimulados para criar, imaginar e trazer tudo aquilo que possam se motivar para fazer.<br />e) Em seguida, promova uma discussão de cada uma das idéias que surgiram, a partir de algumas perguntas, para que eles façam uma reflexão sobre quais idéias são as mais viáveis ou as que mais os motivam:<br /><br />I. Na entrevista, Paulo Veras, afirma que “A Semana deixará um desafio para a sociedade que se resume em tirar suas idéias do papel, ou seja, não somente ter uma idéia inovadora, mas também saber como executá-la.” A partir dessa frase, pensem nas seguintes questões:<br /><br />i. As idéias que vocês tiveram são inovadoras?<br />ii. Vocês acham que essas idéias podem se transformar em realidade?<br />iii. Vocês se imaginam realizando concretamente essas idéias?<br /><br />f) Após essa primeira análise das idéias, peça para cada jovem olhar o quadro com todas as idéias e escolher qual é aquela que ele mais se identifica e fazer uma escolha por uma delas para desenvolver.<br />g) Reforce com eles que todos poderão participar de todas as atividades que acontecerão na Semana. Inclusive, se eles quiserem, outros alunos da escola poderão se envolver. No entanto, a proposta que está sendo apresentada aqui é a de que eles sejam os idealizadores da Semana e os principais empreendedores do evento. Nesse sentido, a participação deles será diferenciada, já que vivenciarão não só as atividades voltadas para o tema do Empreendedorismo Juvenil, mas saberão como é ser empreendedor na prática.<br />h) Quando todos já tiverem escolhido suas idéias, aqueles que escolheram as mesmas idéias formam grupos de trabalho. Faça uma retomada no quadro e veja se as idéias que não foram escolhidas podem também ser realizadas por um mesmo grupo ou se serão descartadas.<br /> <br /> <b>ATIVIDADE 3 – Planejamento</b><br /><br />Objetivo: Aprender a negociar interesses, definir papéis, dividir tarefas, transformar uma idéia em um projeto e aprofundar a discussão sobre a viabilidade de propostas.<br /><br />a) Divida os jovens pelos grupos de trabalho e entregue a cada grupo uma tira com a idéia escolhida por eles, para ser trabalhada.<br />b) Em seguida, oriente todos os grupos que, a partir de agora, eles irão transformar as idéias sobre atividades na Semana do Empreendedorismo em projetos, de modo que definam todo o passo a passo do que precisa ser feito.<br />c) Para apoiá-los na transformação das idéias em projetos, convide cada grupo para montar uma matriz, para análise das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças de suas idéias.<br /> <br /> Fraquezas<br />Todos os pontos fracos, que dependem do grupo e podem fazer com que a idéia não dê certo<br /><br />Forças<br />Todos os pontos fortes que dependem do grupo e farão com que a idéia dê certo<br /><br />Ameaças<br />Todos os pontos fracos, que não dependem do grupo e podem fazer com que a idéia não dê certo<br /><br />Oportunidades<br />Todos os pontos fortes que não dependem do grupo e podem fazer com que a idéia dê certo<br /> <br /> d) Montada a matriz de análise da idéia, cada grupo precisará olhar para sua matriz e verificar se há mais forças ou fraquezas e se há mais oportunidades ou ameaças.<br />e) É fundamental que as fraquezas sejam transformadas em forças, assim como as ameaças em oportunidades. Trabalhe com os jovens essas idéias e mostre que, eles já estão, a partir de todas essas discussões, desenvolvendo suas atitudes empreendedoras.<br />f) Conte a eles um conto, para inspirá-los: “Dizia-se que, há algum tempo atrás, uma grande revendedora de calçados queria expandir seus negócios e enviou um representante para a África. Chegando lá, esse representante ficou muito assustado e ligou para a empresa, pedindo que suspendessem todos os lotes de calçados, pois lá na África todos só andavam descalços. Tudo foi suspenso. Depois de algum tempo, a revendedora tentou novamente e enviou outro representante. Chegando lá, esse representante ligou imediatamente para a empresa, dizendo que os lotes de calçados precisariam ser triplicados, pois lá na África, todos só andavam descalços!” Então, qual é a moral da história? Reforce o quanto a atitude empreendedora está na visão de cada um ao se olhar para uma situação como risco ou como oportunidade.<br />g) Definidas e discutidas as matrizes sobre cada idéia, cada grupo irá montar um plano de ação, bem simples, respondendo a cinco perguntas: o que / por quê / quem / quando / como. Dê a eles algumas dicas, a partir do exemplo a seguir:<br />I. O que: descrevam a idéia, por exemplo: realizar um debate sobre idéias inovadoras para melhoria da escola;<br />II. Por quê: justificativa, tragam o que os motivou a escolher essa idéia, por exemplo: escolhemos fazer um debate por ser uma estratégia em que todos falam e também se ouvem. O tema de idéias inovadoras para melhorar a escola foi escolhido porque achamos que a escola precisa de muitas melhorias e só com idéias inovadoras conseguiremos transformar de fato a escola;<br />III. Quem: jovens responsáveis para executar a idéia. Vocês podem aqui escolher um nome bem legal para o grupo, por exemplo: Jovens Inovadores – grupo de 6 jovens do 1o Ano do Ensino Médio, turma A.<br />IV. Quando: dia, hora e tempo de duração da atividade a ser realizada, por exemplo: dia 14/11, das 13 às 15 horas.<br />V. Como: o que precisarão para realizar a atividade (materiais, recursos finaceiros e humanos), e o passo a passo para que ela aconteça, por exemplo: o debate acontecerá no pátio, com todos os alunos que participarão sentados em roda. Serão no máximo 20 alunos do Ensino Médio e caso haja mais interessados, faremos duas turmas. Primeiro, cada um escreverá em tiras de papel quais são os problemas da escola e, em seguida, faremos uma primeira rodada. Depois, todos escreverão no verso da folha, uma idéia inovadora para resolver esse problema. Então, faremos a segunda rodada do debate. Para finalizar, cada um sairá com o desafio de encontrar parceiros para transformar sua idéia em realidade.<br />h) A partir das 5 perguntas respondidas e registradas, as idéias já se transformaram em um pequeno projeto que está pronto para ser executado. O próximo passo é todos os grupos apresentarem seus planos de ação, para que organizem a Semana, de modo que cada dia seja coordenado por um dos grupos, ou todos os grupos coordenem atividades em diferentes horários, todos os dias.<br />i) Os combinados, nesse momento, precisam ser bem claros para que todos percebam que por trás de cada planejamento já realizado, haverá um planejamento maior, da Semana como um todo. Para apoiá-los, divida o quadro em cinco dias (caso eles queiram fazer atividades em todos os dias) e registre em cada dia: atividade, grupo responsável, horário e materiais necessários.<br />j) Convide cada grupo para registrar um resumo de seu plano de ação, no quadro, para que todos tenham a visão da semana toda e negociem desafios que poderão surgir.<br />k) Para finalizar, sugira que todos os alunos pensem em um nome que queiram dar para o evento, bem criativo e que seja a cara deles.<br /> <br /> <b>ATIVIDADE 4 – Execução</b><br /><br />Objetivo: Realização da Semana do Empreendedorismo na escola, a partir do que foi idealizado e planejado pelos próprios jovens<br /><br />a) Nessa atividade, os jovens colocarão em prática as atividades que idealizaram e planejaram, já que irão organizar, coordenar e também participar da Semana do Empreendedorismo na escola.<br />b) A intenção dessa atividade é prepará-los para que consigam transformar tudo o que pensaram em realidade:<br /><br />i. Retome com todos os grupos os combinados realizados<br />ii. Verifique se os jovens estão com todos os materiais para as atividades<br />iii. Oriente cada grupo para se reunir rapidamente e verificar se todos se lembram de seus papéis e se estão tranquilos para executá-los<br /><br />c) Durante a execução da semana, oriente os jovens para que fiquem bastante atentos tanto às atividades que estão coordenando, quanto àquelas de que estarão apenas participando. Deixe claro que, ao final da semana, todos avaliarão, juntos, os resultados atingidos.<br /> <br /> <b>ATIVIDADE 5 – Avaliação e Apropriação dos Resultados</b><br /><br />Objetivo: Refletir sobre as conquistas e os desafios das atividades realizadas e os aprendizados em todo o processo.<br /><br />a) Terminada a Semana do Empreendedorismo na escola, convide os jovens para uma análise sobre as atividades que eles coordenaram e também aquelas de que apenas participaram.<br />b) Inicie retomando cada grupo de trabalho e divida o quadro em três colunas, com os seguintes títulos: Conquistas / Desafios / Aprendizados. Dê a eles as seguintes dicas, para que cada grupo reproduza o quadro e faça a análise das atividades que coordenaram:<br /><br />I. Conquistas: eles irão discutir e registrar todas as conquistas que obtiveram na atividade, relembrando os pontos levantados na matriz das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças. Se for preciso, peça que eles peguem as matrizes e os planos e vejam o que deu certo e quais foram os desafios superados a partir das ações feitas;<br />II. Desafios: aqui eles discutem e registram apenas os desafios que avaliam não terem sido superados, ou seja, que precisarão superar em uma próxima ação. Aqui também vale a dica de retomar a matriz e o plano de ação;<br />III. Aprendizados: nessa coluna todos relembram as discussões iniciais sobre o que define uma atitude empreendedora e colocam os aprendizados que tiveram, se possível, nos quatro âmbitos: no âmbito pessoal (Ser), no âmbito relacional (Conviver), no âmbito cognitivo (Conhecer) e no âmbito produtivo (Fazer). Traga alguns exemplos, caso facilite:<br /><br />a. Âmbito pessoal (Ser): aprendi a ter mais confiança em mim mesmo; aprendi a me soltar mais e perder a timidez; aprendi a conhecer melhor minhas qualidades;<br />b. Âmbito relacional (Conviver): aprendi a ouvir mais a opinião do outros; aprendi a ouvir, mais do que falar; aprendi a aceitar quando alguém pensa diferente de mim;<br />c. Âmbito cognitivo (Conhecer): aprendi a ler e escrever melhor; aprendi conhecimentos novos; aprendi como realizar um plano de ação;<br />d. Âmbito produtivo (Fazer): aprendi a empreender; aprendi a ter idéias inovadoras; aprendi a coordenar uma atividade;<br /><br />c) Para uma análise mais cuidadosa, sugira que cada jovem faça, primeiramente, uma análise individual e, em seguida, compartilhe sua análise com seu grupo e todos discutem para chegar às conclusões comuns.<br />d) Finalize com uma grande plenária, em que todos tragam as conquistas, comemorem o que deu certo, as aprendizagens conquistadas e percebam o que precisam desenvolver para superar os desafios elencados. Nesse momento, todos os grupos podem opinar e ampliar a visão que cada um trouxe, para enriquecer a discussão.<br />e) Encerre todo o processo, convidando-os a participarem da Semana Global do Empreendedorismo, de 17 a 23 de novembro de 2008, inscrevendo suas idéias e disseminando os bons exemplos que tiveram, a partir do site: www.tiresuasideiasdopapel.org.br<br /> <br /> <b>FONTES DE APOIO AO PROFESSOR</b>:<br /><br /></p>
<ul>
<li>Site SuperAção Jovem: <a class="external-link" href="http://www.superacaojovem.org.br">www.superacaojovem.org.br </a>Site Instituto Empreender Endeavor: www.endeavor.org.br</li>
</ul>
<ul>
<li> Portal do Protagonismo Juvenil: <a class="external-link" href="http://www.superacaojovem.org.br">www.protagonismojuvenil.org.br</a></li>
</ul>
<ul>
<li>Site da Fundação Abrinq: <a class="external-link" href="http://www.fundabrinq.org.br">www.fundabrinq.org.br</a></li>
</ul>
<ul>
<li>Kit do Game SuperAção, Programa SuperAção Jovem. Instituto Ayrton Senna, São Paulo, 2008.</li>
<li>COSTA, Antonio Carlos Gomes e ANDRÉ, Simone. Educação para o Desenvolvimento Humano. Instituto Ayrton Senna, São Paulo, 1a Edição, 2004.</li>
<li>COSTA, Antonio Carlos Gomes (org.). O Mundo, o Trabalho e Você. Instituto Ayrton Senna, São Paulo, 2002.</li>
</ul>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Onda Jovem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-05T18:25:44Z</dc:date>
    <dc:type>Matéria</dc:type>
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