Você está aqui: Página Inicial Notícias

Notícias

17/06/2011

Fuvest recebe pedidos de isenção de taxa para o vestibular 2012 até hoje

05/08/2011

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, encerra nesta sexta-feira (5) as inscrições para isenção e redução de taxa do vestibular 2012. Os pedidos devem ser feitos pelo www.fuvest.br.

Serão concedidas até 65 mil isenções, desde que os candidatos comprovem insuficiência de recursos financeiros para pagamento da taxa.

Para solicitar o benefício, o candidato deve comprovar, por meio de documentos:

- ter realizado todo o ensino médio em escola pública do Brasil;

- ter realizado os dois primeiros anos do ensino médio em escola pública do Brasil;

-  estar matriculado no 3º ano do ensino médio, em escola pública do Brasil, em 2011;

- ter renda familiar que não ultrapasse os padrões estabelecidos pelos critérios socioeconômicos definidos pela Coseas (Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo);

- apresentar, no caso de candidatos do 2º ano, declaração de matrícula no 2º ano do ensino médio em escola pública do Brasil, em 2011;

- ter residência no Brasil.

De acordo com a deliberação do Conselho Curador da Fuvest, o candidato que deseja a isenção total da taxa deve ter renda individual de até R$ 708 ou ser integrante de família cuja renda máxima seja igual ou inferior a este valor por indivíduo. Se o rendimento estiver na faixa de R$ 708,01 até o máximo de R$ 1.362 ou o interessado tiver renda individual de, no máximo, R$ 1.092, tem direito a 50% de redução da taxa.

As cópias dos documentos solicitados e a ficha Coseas, emitida ao término da inscrição pela internet, devem ser enviadas para a Fuvest, via correio registrado, até o dia 10 de agosto. Confira o endereço para postagem:

Código 01

FUVEST – Fundação Universitária para o Vestibular

Rua Alvarenga 1945/1951 – Butantã

05509-004 - São Paulo – SP

O resultado final será divulgado no dia 22 de agosto. Todos os candidatos, beneficiados ou não, deverão realizar a inscrição no vestibular, entre os dias 26 de agosto e 9 de setembro.

Vagas

A Fuvest 2012 selecionará candidatos para 10.952 vagas: 10.852 serão para a USP e 100 para a Faculdade de Medicina da Santa Casa. Para esse ano, foram criadas 200 novas vagas na USP, sendo 120 em cursos de engenharia em Lorena e 80 vagas divididas igualmente entre os cursos de ciências biomédicas e saúde pública, ambos na capital.

Fonte: UOL

Alunos da rede pública têm isenção na taxa de vestibular da FGV

05/08/2011

Os candidatos ao vestibular 2012 da FGV (Rio de Janeiro e São Paulo) que estudam na rede pública podem solicitar a isenção de taxa de inscrição no vestibular. Os interessados têm até às 18h de 19 de agosto para aproveitar as condições especiais na taxa de inscrição e pagar apenas R$ 75,00. Após esse horário, o valor passará para R$ 150,00.

No Rio de Janeiro, o prazo para a apresentação dos documentos terminará em 26 de setembro. Em São Paulo, os documentos podem ser entregues até o fim do prazo de inscrições, no dia 17 de outubro. Para as escolas do Rio de Janeiro, as inscrições estarão abertas até o dia 3 de outubro.

A instituição oferece, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os tradicionais cursos de Administração, Economia e Direito, além de História e Ciências Sociais, apenas no Rio de Janeiro.

Este ano a FGV abrirá inscrições para dois novos cursos de graduação: Matemática Aplicada no Rio de Janeiro e Administração Pública em São Paulo.

Enem
No Rio de Janeiro, o curso de Administração dedicará vagas do vestibular para os candidatos que tiverem notas iguais ou superiores a 80% da nota máxima no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O curso de Matemática Aplicada exige que o candidato obtenha 750 pontos na prova de matemática para aprovação por meio do ENEM. Para os outros cursos da FGV no Rio de Janeiro, a nota exigida para aprovação pelo ENEM é 70%.

O valor da inscrição para participar do processo seletivo com base no resultado ENEM será de R$ 10,00, no período de 11/07 até às 18h do dia 03/10. Para concorrer, os candidatos poderão se inscrever nos dois meios de ingresso - vestibular e ENEM - ou somente em um dos processos. Se a opção for participar simultaneamente dos dois, será necessário pagar as duas taxas de inscrição.

Hotsite e Facebook
As inscrições para o vestibular da FGV devem ser feitas pelo site www.fgv.br/vestibular. Através do hotsite, os candidatos podem acessar os editais de cada curso, assistir a uma aula-convite e conhecer as instalações da FGV em um passeio virtual guiado por alunos. É possível ainda assistir a vídeos em que alunos, pais, ex-alunos, professores e profissionais de RH falam sobre as vantagens de estudar na Fundação. Os candidatos podem ainda, por meio da página do vestibular FGV no Facebook (facebook.com/vestibularfgv), encarar desafios propostos por algumas das maiores empresas do Brasil e concorrer a prêmios exclusivos.

Vagas
Rio de Janeiro - 50 em Administração; 50 em Ciências Econômicas; 30 em Matemática Aplicada; 50 em Ciências Sociais; 50 em História e 50 em Direito.
São Paulo - 200 em Administração de Empresas; 50 em Administração Pública; 50 em Ciências Econômicas e 50 em Direito.
Mais informações: 0800 770 0423 ou [email protected]

Fonte: Portal Seja Bixo

Concurso Escola de Leitores dará prêmio de R$ 12 mil

05/08/2011

Colégios municipais de São Paulo, Rio de Janeiro, Natal e Porto Alegre podem participar, a partir desta semana, do 2º Concurso Escola de Leitores, que tem como objetivo promover o hábito da leitura literária. No total, 24 escolas receberão um prêmio de R$ 12 mil cada uma.

O concurso é realizado pelas secretarias municipais de Educação em parceria com o Instituto C&A e a FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).

Uma banca irá selecionar 14 projetos da região Sudeste e dez de Natal e Porto Alegre.

Além do dinheiro, os vencedores receberão consultoria da FNLIJ por um ano para o desenvolvimento dos projetos selecionados. Dois representantes de cada unidade também irão à Colômbia em um intercâmbio.

As inscrições podem ser feitas até 23 de setembro no site www.institutocea.org.br/concurso. A previsão é que o resultado final seja divulgado até dezembro.

Para a professora Marisa Bello Santos, 47, da escola municipal Maria de Jesus Oliveira, no Rio, projetos já em andamento têm chance de ser selecionados. Foi o que ocorreu com ela na primeira edição do concurso, em 2010.

"Já desenvolvíamos um trabalho para apresentar às crianças os autores e suas obras. Com a verba que recebemos, foi possível investir ainda mais na leitura."

Fonte: Folha de S.Paulo

Onda Jovem se renova e vai a campo

08/08/2011
Novo modelo do projeto focará sistematização de experiências e compartilhamento de conhecimento em ambiente virtual.

Após seis anos de sucesso com a revista Onda Jovem, o projeto revê plataformas de contato com o público-sujeito de trabalho. Novo modelo reforça produção de conteúdo on-line e vai a campo para testar experiências pedagógicas voltadas para jovens.

 

Entender que juventude o país precisa e que país a juventude brasileira quer sempre foi uma motivação de Onda Jovem. Após seis anos produzindo e gerando conteúdo sobre o universo juvenil por meio da revista impressa, chegou a hora experimentar novos aprendizados. Desta forma, a revista sai de cena e o portal ganha novo gás.

Agora, a ideia é ir pra campo. Testar, sistematizar e compartilhar. Neste sentido, o projeto Onda Jovem passou por uma total remodelagem. O portal, agora repaginado, ganhou novas áreas de conteúdo e pontos de interação. Além disso, os planos de aula ganharão vida nas oficinas que serão realizadas e registradas em organizações sociais e escolas que atendem jovens.

Uma equipe pedagógica exclusiva do projeto Onda Jovem agora reedita, elabora e aplica materiais de apoio a educadores na prática com jovens saindo a campo nessas oficinas. Todos os conteúdos pedagógicos disponibilizados no site serão sistematizados pela equipe Onda Jovem. A ideia é que o portal funcione como uma plataforma de conteúdo sobre juventude – com roteiros de abordagem de temas de interesse, contendo reflexões e dinâmicas, validadas por educadores de organizações sociais e escolas que encaram o estimulante desafio de formação dos jovens.

 

Ciclo 1: a primeira experiência

Ciclo1eloscomjovens.jpg

O primeiro ciclo de trabalho tem como temas centrais a família e o conceito de território. A proposta é debater com jovens e educadores o papel da família na vida do indivíduo e como ela influi na percepção do jovem sobre seu lugar no mundo. Na abordagem de território, a ideia é convocar os jovens a refletirem sobre os espaços de convivência disponíveis em sua comunidade.

Para esta primeira etapa, Onda Jovem convidou algumas organizações paulistanas que atuam com jovens para pensar, debater e aplicar os conteúdos produtos pedagógicos desenvolvidos – confira a ficha das ONGs participantes no Banco de Práticas.

O processo completo você pode conferir aqui no portal toda semana. A sistematização pretende narrar desde o planejamento das atividades, passando pelo alinhamento com educadores da organização e a aplicação das oficinas com os adolescentes.

Acompanhe Onda Jovem nesta nova jornada.

 

Ciclo 1 - FAMÍLIAS E ESCOLHAS JUVENIS - DE ONDE EU VENHO, PARA ONDE EU VOU

Organizaçoes participantes: Projeto Anchieta, IPP (Instituto Profissionalizante Paulista), Associação Programa Educar.

 

Créditos: Planejamento e aplicação das oficinas: Luciana Gil, Marta Medeiros, Marcelo Nonato e Fátima Falcão | Fotos: Márcia Zoet/ Sistematização: Rodrigo Bueno/ Apoio: Alexandrino Nunes Mpanzo.

Educação é gargalo na ascensão da classe média brasileira, constata estudo

09/08/2011

Com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas na última década, a classe média tornou-se majoritária no Brasil, englobando 52% da população. Mas a ambição do grupo por novas chances de ascensão pode ser bloqueada pelo abismo educacional que o separa da classe alta, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE).

Feito com base na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), de 2009, o levantamento revela que, embora os índices educacionais da classe média tenham avançado bastante nos últimos anos, seguem distantes dos da classe alta: ao passo que 87% dos brasileiros mais ricos concluem o ensino médio, apenas 59% da classe média alcançam o mesmo estágio.

O grupo também fica muito atrás quanto a anos de estudo e gastos com educação. Enquanto cada membro da classe média despende, em média, R$ 52 com educação por mês, entre os mais ricos, o gasto chega a R$ 220.

Batizada de "A Classe Média em Números", a pesquisa traça os perfis das três faixas de renda brasileiras (baixa, média e alta) conforme critérios educacionais, habitacionais e regionais e define como classe média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.000 e R$ 4.000.

Segunda faixa mais numerosa, a classe baixa representa 34% da população; já a classe alta engloba 12% do total dos brasileiros.

Acesso às universidades

Para o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de Barros, "o acesso à educação é a grande diferença entre as classes média e alta".

Segundo ele, o levantamento mostra que a classe média dá crescente importância à educação - o grupo vem investindo quantias cada vez maiores com os estudos.

Para reduzir a distância que a separa da classe alta, porém, Paes de Barros diz ser necessário dar maior ênfase à qualidade do ensino médio público e ampliar o acesso da classe média às universidades e ao ensino técnico.

O acesso à cultura também se mostra uma grande barreira entre os dois grupos: enquanto cada integrante da classe média gasta R$ 37 por mês com recreação e cultura, os mais ricos gastam R$ 127.

Nesse caso, o secretário afirma que a classe média tem a desvantagem de crescer mais em cidades médias e pequenas, onde a oferta de bens culturais é menor. "Precisamos ver como levar cultura até eles", disse à BBC Brasil.

Bens e serviços

A pesquisa revela ainda disparidades entre os grupos populacionais quanto ao acesso a bens e serviços.

Apenas 30% da classe média têm acesso à internet em casa, índice bem inferior ao da classe alta (72%). O telefone fixo está presente em 48% dos domicílios de classe média e em 81% dos lares mais ricos.

Há ainda diferenças significativas no acesso a saneamento adequado (76% na classe média, 92% na alta) e gastos com saúde (R$ 135 por mês por pessoa na classe média, R$ 438 na alta).

Fonte: BBC-Brasil

IV Jornada Nacional do Jovem Rural

09/08/2011

Entre os dias 23 e 26 de agosto, cerca de 400 jovens rurais de todas as regiões brasileiras estarão reunidos em Domingos Martins (ES) na IV Jornada Nacional do Jovem Rural para debater o tema "Por uma agricultura familiar, profissional e inovadora".

O evento é organizado pela Rede Jovem Rural, capitaneada pelo Instituto Souza Cruz, que tem como objetivo desenvolver ações de cooperação e defesa conjunta da causa da juventude rural.

O encontro reunirá centenas de participantes, entre jovens, educadores e técnicos, para uma semana intensa de atividades como painéis, oficinas, minicursos, grupos de trabalho, feira de produtos regionais e apresentações culturais.

A programação inclui também visitas às propriedades rurais, revelando aos participantes uma série de iniciativas empreendedoras que caracterizam a serra capixaba como berço do agroturismo brasileiro. Experiências de artesanato, agroindústrias e produção agroecológica, em Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, são algumas das iniciativas a serem visitadas.

A partir de um grande painel, que contará com a participação de personalidades relevantes para a temática rural brasileira, os participantes serão divididos em grupos de trabalho, cujos debates serão compilados em um documento final, que é o instrumento de trabalho para que eles apontem proposições às esferas públicas para as questões discutidas.

"A jornada não se encerra em si mesma. Ela tem seus objetivos atingidos na medida em que os jovens participantes conseguem difundir os debates e boas práticas apresentados no encontro", pontua Luiz André Soares, gerente do Instituto Souza Cruz.

A IV Jornada Nacional do Jovem Rural marca também o lançamento do livro "Conexões Rurais", fruto do III Intercâmbio da Juventude Rural, outra iniciativa da Rede Jovem Rural. O livro reúne 10 boas práticas desenvolvidas no campo que foram apresentadas durante a iniciativa, realizada no ano passado.

As jornadas anteriores foram realizadas em Gramado (RS), Brasília (DF) e Glória do Goitá (PE), e já reuniram mais de 2 mil jovens rurais de todo o Brasil.

Fonte: Instituto Souza Cruz

RJ: Campanha e concurso destacam papel da educação na cidadania

09/08/2011

No próximo dia 25 de agosto, Dia do Soldado, serão conhecidos os três melhores trabalhos de desenho e redação das escolas públicas participantes da campanha Escola: Um Caminho para a Paz, criada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro em parceria com as Forças Armadas, como parte do processo de ocupação da Força de Pacificação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense.

Cerca de 20 mil alunos de 36 escolas públicas da região participam do concurso de desenhos (estudantes de 1º a 3º anos) e de redação (do 4º ao 9º anos) sobre o tema da educação como instrumento para garantir cidadania e qualidade de vida.

A premiação dos vencedores será na Vila Militar, em Deodoro, zona oeste. O primeiro colocado vai ganhar um Iphone; o segundo, um aparelho MP4; e o terceiro, um relógio. Todos receberão uma medalha. Os professores e a escola dos alunos vencedores ganharão uma placa alusiva ao evento.

Fonte: Agência Brasil

Emendas ao Pronatec podem prejudicar formação dos estudantes, aponta pesquisadora

09/08/2011

O projeto de lei 1.209/2011, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), está prestes a ser votado. A proposta tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados desde maio deste ano e a expectativa é que seja votada entre os próximos dias 15 e 18 de agosto.

De acordo com o relator da proposta na comissão de educação, deputado Antônio Carlos Biffi (PT-MS), a maior parte das 18 emendas apresentadas ao projeto podem ser incorporadas, inclusive com o aval do Ministério da Educação. Segundo ele, entretanto, o MEC discorda de algumas delas, como a que acrescenta os cursos de curta-duração, com 40 horas-aula, entre os que podem ser oferecidos no âmbito do Pronatec.

Contribuições polêmicas

Algumas das emendas propostas ao Pronatec, caso incorporadas, podem reforçar uma das principais críticas ao projeto: o favorecimento da iniciativa privada em detrimento do fortalecimento das escolas públicas, e entre as consequências disso, a falta de controle sobre a qualidade da educação ofertada.

Uma das emendas autoriza o MEC a transferir recursos no âmbito do Pronatec a entidades de direito privado sem fins lucrativos, como as Oscips; e outra, uma das mais polêmicas, acrescenta a possibilidade de pagamento de bolsas a profissionais vinculados a empresas que colaborem em pesquisas desenvolvidas nas instituições públicas.

Proposta pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a emenda que inclui as entidades de direito privado sem fins lucrativos no Pronatec ainda não foi, segundo Carlos Biffi, apreciada. No texto da proposta, o autor justifica que foi inspirado por outro projeto governamental - o Projovem - ao propor a emenda. Ele afirma que, como a lei de criação do Projovem autoriza a transferência de recursos para as Oscips, o Pronatec deve fazer o mesmo, já que se destina a um público ainda maior. "Tendo em vista que o Pronatec tem por objetivo um conjunto de beneficiários muito mais amplo que o Projovem, acreditamos que as Oscips podem contribuir na execução, desde que devidamente credenciadas no Ministério da Educação, observada a Legislação e o decreto regulamentador da Lei do Pronatec", argumenta. "Não apreciamos essa emenda, mas não dá para abrir muito o leque", afirmou Carlos Biffi.

Para a professora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Marise Ramos, a emenda pode prejudicar a formação dos estudantes nos cursos oferecidos nessas instituições, já que é difícil para o poder público controlar a qualidade do ensino e a aplicação dos recursos.

"Há vários estudos acadêmicos e trabalhos de avaliação de políticas públicas a respeito de programas de formação que admitem essas instituições como executoras, a exemplo do Planfor e do Projovem, que demonstram que esses recursos se perdem e as metas objetivas não são cumpridas. Isso sem dizer das metas qualitativas, relativas aos conteúdos de formação. Já temos provas de sobra que essas entidades são ineficientes e muitas vezes versam mal os recursos públicos. E o Estado não consegue controlar a qualidade do que é oferecido nessas instituições. Até mesmo com os sistemas estaduais de educação já é difícil exercer um controle, imagine com essas instituições", alerta a professora.

Risco de formação com prazo de validade

Apesar do pouco tempo para se concluírem as discussões sobre o Pronatec devido ao prazo para votação acordado entre as comissões e o Ministério da Educação, segundo Carlos Biffi, a proposta que destina bolsas a profissionais de empresas também não foi apreciada ainda.

A proposição acrescenta que "o Ministério da Educação concederá bolsas de intercâmbio a profissionais, vinculados a empresas de setores considerados estratégicos pelo governo brasileiro, que colaborem em pesquisas desenvolvidas no âmbito de instituições públicas de educação profissional e tecnológica, na forma do regulamento".

Na justificativa, o autor da emenda, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), explica por que considera importante esse intercâmbio. "Ao atrair esses profissionais para colaborarem em pesquisas e estudos realizados pelas instituições de ensino, certamente contribuiremos para oferecer um maior contato dos professores com seu campo de atuação. Também nos beneficiaremos da expertise que o setor produtivo pode agregar ao mundo da educação profissional e tecnológica", escreve.

Marise classifica essa emenda como muito grave. "Dessa forma, subordinamos a formação ainda mais a interesses setoriais empresariais, de forma a delimitar a própria abrangência dessa formação. Assim, podemos ter pessoas formadas para trabalharem em uma determinada empresa, mas se esta empresa sai da localidade ou demite o trabalhador, quanto essas pessoas podem levar dessa formação com elas?", questiona.

A situação, segundo Marise, é agravada pela condição do país na área de ciência e tecnologia. "Como o Brasil não tem genuinamente uma geração de ciência e tecnologia, e com o processo de globalização, no qual praticamente inexiste uma empresa que dê conta de todas as partes de um determinado produto, essa questão fica ainda mais delicada. Nesse contexto, uma formação vinculada aos interesses das empresas sequer será uma formação científica e tecnológica efetivamente, em termos de um aprendizado de novas tecnologias. Como as empresas que estão aqui já trazem com elas as tecnologias, o que elas precisam é simplesmente de trabalhadores para operarem, executarem e, no máximo, supervisionarem. Portanto, a formação que estiver atrelada aos interesses e aos processos da empresa terá prazo de validade e de abrangência determinados", reforça.

A professora sustenta que uma política de formação técnica poderia envolver, por exemplo, o desenvolvimento de novas tecnologias nas instituições de ensino, no âmbito de outra opção de desenvolvimento científico e tecnológico no país.

Ensino a distância e pedagogia da alternância

O fomento à expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio na modalidade de educação a distância já estava presente no PL de criação do Pronatec. Entretanto, outra das emendas propostas acrescenta o ensino a distância entre os objetivos do Programa.

Para Antônio Carlos Biffi, a emenda é desnecessária porque o tema já está contemplado no programa, apesar de considerar importante o ensino a distância para atingir a população do interior. "Como iremos chegar às pequenas cidades do interior se não for a distância? Já há uma rede do MEC de cursos a distância", destaca.

Marise também discorda que a educação a distância figure como um objetivo no Projeto. Mas a professora vai além na crítica. Para ela, esse tipo de ensino não deve sequer ser fomentado como está no Pronatec originalmente, apenas deve ser admitido como uma das estratégias para a formação.

"A natureza da formação técnica é essencialmente presencial, no uso do aparato tecnológico. Pode até haver possibilidades interessantes dentro da educação a distância, como a interação, mas de maneira nenhuma esse tipo de ensino pode ser prioridade, no máximo uma das estratégias, com o compromisso da qualidade. Sabemos que a expansão da educação a distância advém de uma proposta de massificação do ensino com menor custo", opina.

A professora lembra que para resolver problemas de populações com dinâmicas de vida diferenciadas, que estão sujeitas, por exemplo, a regimes climáticos, como a cheia de um rio, ou processos de trabalho, como o trabalho no campo, há outras formas de fazer com que elas sejam atendidas pelas políticas de formação.

De acordo com ela, uma das maneiras é admitir estratégias como a da pedagogia da alternância. Nesta modalidade, os estudantes dividem o tempo de aprendizado entre a escola e as residências, de forma que desenvolvam atividades práticas também em seus territórios. Uma das emendas ao Pronatec sugere o fomento à educação do campo em regime de pedagogia da alternância entre os objetivos da proposta.

A essa emenda seguem outras que acrescentam as populações rurais como beneficiárias do programa, bem como acrescentam as escolas de campo que praticam a pedagogia da alternância entre as beneficiárias de recursos.

"A pedagogia da alternância tem respondido a um preceito que é tanto legal, porque consta na LDB, quanto legítimo, porque é uma necessidade dos grupos sociais de terem a educação oferecida nos moldes adequados a sua cultura e a sua dinâmica. Há experiências que avançam significativamente em termos teórico-metodológicos, a exemplo do que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza na diversificação dos tempos curriculares e dos espaços. Acrescentar a pedagogia da alternância no Pronatec é positivo", sintetiza Marise.

Segundo a professora, outro aspecto positivo entre as emendas ao programa é uma proposta que garante o pagamento de bolsa aos professores para que realizem cursos de aperfeiçoamento no exterior. Entretanto, Marise ressalta que o tema não deveria ser tratado em um programa, mas sim como parte da política do Ministério para os professores de um modo geral, de forma a constar, inclusive, no Plano Nacional de Educação (PNE).

Aprovação

Outras emendas apresentadas ao Pronatec tratam de temas como a inclusão dos direitos das pessoas com deficiência de participarem do programa. Segundo o relator, estas são consensuais. "A maioria das emendas será atendida. O relatório das comissões possivelmente será um relatório único e que irá permitir, inclusive, que no plenário da Câmara não levantemos divergências entre os relatores para aprovar o Pronatec com mais tranquilidade", assegura Carlos Biffi.

Apesar de reconhecer pontos positivos nas emendas, como as que tratam da pedagogia da alternância e a que reconhece os direitos da população com deficiência, Marise considera que no geral as propostas pioram o projeto. "As emendas acirram e aprofundam alguns problemas do Pronatec de forma a torná-lo ainda mais vinculado à iniciativa privada", conclui Marise.

O MEC ainda não se pronunciou oficialmente sobre quais emendas serão aceitas. Entretanto, Carlos Biffi adiantou que o Ministério não concorda com duas delas. "Tivemos uma reunião com o MEC e definimos que os cursos terão carga horária mínima de 160 horas. O próprio MEC ponderou a importância de considerarmos isso e não aceitarmos a possibilidade de cursos com 40 horas [proposta por uma das emendas]. Outra divergência do MEC é sobre a emenda que quer autonomia para as instituições definirem os cursos. A educação tem que ter uma lista, um portfólio dos cursos, para que não fique em aberto, se não, cada um pode fazer curso e depois apresentar a conta. Isso não pode ser assim. O MEC não abre mão disso e nós também não, queremos ter o controle dos cursos e de sua qualidade", afirma, referindo-se à emenda proposta pelo deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que autoriza as instituições de educação profissional e tecnológica a oferecerem cursos de educação profissional técnica de nível médio em caráter experimental.

De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, há consenso em relação as emendas relativas aos direitos das pessoas com deficiência. O MEC, entretanto, não quis se pronunciar sobre as outras propostas. De acordo com reportagem da Agência Câmara, o ministro da Educação, Fernando Haddad, em audiência pública na Casa, afirmou que serão investidos R$ 2 bilhões no Programa até 2012. A notícia afirma também que no primeiro ano podem ser gastos R$ 700 milhões em bolsas-formação estudante e trabalhador, pagas ao sistema S e à rede pública, e R$ 300 milhões no Fundo de financiamento estudantil (Fies), destinado a estudantes e empresas para pagarem cursos no Sistema S ou em instituições privadas. Segundo Carlos Biffi, esse primeiro R$ 1 bilhão pode ser aplicado ainda em 2011.

Fonte: Agência Fiocruz/ Raquel Júnia

Saiba como trabalhar “Família” e “Territórios” em Oficinas

21/01/2013
Os temas podem gerar debates educativos entre os jovens
Saiba como trabalhar “Família” e “Territórios” em Oficinas

Jovens participam de Oficina temática

Entre 2010 e 2011, oficinas temáticas foram organizadas por Onda Jovem com o objetivo de levar discussões relevantes aos jovens de diferentes organizações. Os roteiros eram compostos por uma série de dinâmicas e jogos cooperativos e conduzidos por profissionais da educação.

Em 2011, as oficinas foram todas baseadas nas esferas 'Família' e 'Territórios'. Nessa fase, o projeto Onda Jovem abordou com jovens e educadores de três organizações sociais o tema "Famílias Juvenis - De onde eu venho e para onde eu vou".

A proposta era discutir com eles seus desejos e as oportunidades para construir seu lugar no mundo, tendo como ponto de partida uma reflexão sobre o papel da família em suas vidas e o reconhecimento do contexto em que vivem e como podem atuar nele.

Confira as séries de atividades lúdicas, dinâmicas, jogos cooperativos, ações de mobilização e propostas de debate das oficinas e utilize o conteúdo na hora de abordar esses temas:

Oficina Pilares da Família

Oficina Percepção do Território

Oficina Nosso Entorno

No ensino público, alunos entendem mais de computador e internet do que professores

12/08/2011

O uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas escolas públicas ainda é desafio para boa parte dos professores. Pesquisa divulgada no dia 9 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostra que 64% dos docentes entrevistados acreditam que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles próprios.

Diretores, coordenadores pedagógicos e professores apontam a faltam de infraestrutura adequada como um dos fatores de limitação para o uso efetivo da tecnologia no aprendizado. Entre os problemas, foram citadas a baixa velocidade de conexão de internet e o número insuficiente de computadores conectados.

De acordo com a Agência Brasil, a pesquisa entrevistou 1,5 mil professores e quase 5 mil alunos de 497 escolas para identificar os usos da internet na rotina do ensino público do país.

Segundo o CGI.br, 100% das unidades da rede em área urbana estão equipadas com computadores e 92% têm acesso à internet. Em média, os colégios tinham 23 computadores instalados e 18 em funcionamento. Para 75% dos docentes entrevistados, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores.

Na avaliação do diretor de Formulação de Conteúdos Pedagógicos do Ministério da Educação (MEC), Sérgio Gotti, é natural que os professores aprendam com seus alunos e colegas em função da velocidade com que as tecnologias evoluem atualmente. O ministério conta com um programa de capacitação para o uso do computador que já formou mais de 300 mil profissionais, mas, segundo Gotti, é impossível que esse curso seja a única fonte de formação e atualização dos docentes.

Tecnologia em classe

Embora 92% das escolas públicas urbanas do Brasil tenham computador com acesso à internet em seu estabelecimento, a pesquisa registra que apenas 4% têm o equipamento instalado em sala de aula e que apenas 18% dos professores de escolas públicas urbanas do Brasil usam internet em classe.

Foram incluídas na pesquisa amostral 497 escolas públicas municipais e estaduais urbanas do país. Participaram do estudo 4.987 alunos, 1.541 professores, 428 coordenadores e 497 diretores de escolas. A investigação foi feita sobre o uso nos processos pedagógicos e administrativos da escola. Segundo a pesquisa, 81% das escolas têm laboratório de informática. Destas salas, 86% têm computadores conectados à internet.

O estudo mostra ainda que 52% das escolas têm uma pessoa que atua como monitora na sala de informática. “O profissional é um viabilizador de uso de laboratório”, disse Juliano Cappi, coordenador de pesquisas do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR do comitê.

“A gente pode reavaliar a política de levar laboratório para a escola”, afirmou Juliano. “O teste mostra que a correlação do uso da internet com o uso na sala de aula é maior do que no laboratório.”

Entre as atividades em sala de aula, 59% dos professores dizem que não ensinam os alunos a usar computador e internet. Daqueles que usam internet na sala de aula, 24% dão aulas expositivas, 23% fazem exercícios para prática e fixação de conteúdo e 23% dão interpretação de textos.

Capacitação dos professores

Dos professores, 48% fizeram um curso específico para aprender a usar o computador e a internet. Outros 38% aprenderam sozinhos e 27%, com outras pessoas. Entre os alunos, 40% aprenderam com outras pessoas, 38%, sozinhos, e 25%, em curso.

Na pesquisa, 55% dos professores têm entre 31 e 45 anos. A média de tempo de experiência é de 15 anos. Dos educadores, 96% têm ensino superior e 56% têm especialização. A renda de 42% deles é de até R$ 1.530, sendo que 90% deles têm computador em casa e 81% têm internet em casa.

Está em andamento também uma pesquisa qualitativa, com 12 escolas. Esse estudo será divulgado no final de quatro anos.

O Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica, segundo o Censo Escolar 2010. Destes, 43,9 milhões, 85,4%, estudam em escolas públicas. Das escolas públicas, 64.879 estão em áreas urbanas.

A margem de erro da pesquisa para o total Brasil é de quatro pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Nota 10/G1

Floriano (PI) realiza Conferência Municipal de Juventude

12/08/2011

O Departamento Municipal da Juventude (DEJ), o Conselho Municipal e a Coordenadoria Estadual da categoria definiram nesta semana a realização das conferências municipal e regional da juventude no município de Floriano (PI), que será realizada nos próximos dias 19 e 20 de agosto.

A Conferência Municipal acontece no auditório da Universidade Federal do Piauí – Campus Floriano. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 250 jovens entre estudantes da rede pública e particular de ensino, representantes de movimentos juvenis, organizações e demais entidades sociais. A conferência vai eleger também os 57 delegados para a II Conferência Regional e dez delegados para participar da II Conferência Estadual.

Para o gerente estadual de políticas para o Meio Urbano, Emanuel Alcântara, a conferência é um momento importante de discussão e uma oportunidade de se conhecer o que a população jovem pensa sobre as ações públicas e suas reais necessidades.

A Conferência Regional será realizada nos dias 23 e 24 de setembro/2011 e o município sede do encontro ainda não foi escolhido, mas segundo o direitor do DEJ, Daniel Gutemberg, Floriano é um forte candidato em função de sua estrutura organizacional. “Nós já temos o Conselho Municipal da Juventude, temos o Departamento e o Plano Municipal, e agora o município vai apresentar o fundo municipal da juventude”.

Fonte: Conjuve

Mapa da violência na capital cearense mostra que 63% das vítimas de homicídios são jovens

12/08/2011

Mais de 2,3 mil homicídios, cerca de 74,8 mil roubos, além de 16,9 mil casos de lesão corporal em apenas três anos em Fortaleza (CE). A "Cartografia da Criminalidade" mapeou os bairros da capital cearense entre os anos de 2007 e 2009.

Os índices foram apresentados nesta semana pela Fundação da Universidade Estadual do Ceará (Funece). Um dado chamou atenção dos pesquisadores: 63% das vítimas de homicídio são jovens, todos entre 15 e 29 anos.

Para a pesquisadora Rosemary de Oliveira, do Mestrado em Políticas Públicas e Sociedade, o perfil dos mais vulneráveis ainda é o mesmo: jovens, solteiros, em idade produtiva, negros e com baixa renda e escolaridade.

"O principal desafio é tentar reduzir os índices. Temos agora uma real demonstração de como as atuais políticas não estão conseguindo resolver todos os conflitos", ressalta a professora.

Fonte: Diário do Nordeste

Projeto Orquestra Jovem educa para a cidadania em Mato Grosso do Sul

14/08/2011

Um convite feito ao maestro Eduardo Martinelli é o começo desta história. Em 2005, o músico, residente na cidade de São Paulo (Brasil), foi convidado a realizar apresentações na Fundação Barbosa Rodrigues (FBR), em Campo Grande, estado do Mato Grosso do Sul. A experiência com ensino musical do maestro, no entanto, fez a proposta ir além: surgia, então, o projeto Orquestra Jovem. Há seis anos, crianças e adolescentes de bairros periféricos são envolvidos pelo universo da música e levados a viver novas experiências.

Reunir crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social para formar uma orquestra era uma ideia inédita na cidade de Campo Grande. A iniciativa tinha como pretensão contribuir para a diminuição da evasão escolar, mas a ideia se ampliou e, além da perspectiva educacional, agora o projeto conta também com uma vertente artística. Nesse sentido, como fruto do reconhecimento do trabalho, a Orquestra Jovem prepara o lançamento do seu primeiro DVD para o mês de setembro.

"A transformação deles é impressionante. Não só a artística, pois muitos chegam sem conhecer nada de música, mas também os valores de solidariedade, a integração que demonstram entre eles”, relata Martinelli, ao relembrar a atitude das crianças e adolescentes nos momentos de viagem para realizar apresentações. "Já fomos a São Paulo, Paraguai, Argentina”, enumera.

O maestro relembra que, no início do projeto, o público participante esteve mais concentrado no bairro Taquarussu, onde se encontrava a sede da Fundação. Nessa época, foram formadas duas turmas, para as quais foi dada prioridade para alunos com problemas comportamentais e com dificuldade de aprendizado. "O nosso projeto tem esse objetivo de reforço da educação”, afirma Eduardo Martinelli.

Além das aulas de música, as crianças e os adolescentes participam de aulas semanais sobre cidadania. "Trabalhamos na perspectiva da solidificação do caráter, através de debates, filmes, documentários, para que eles desenvolvam o senso crítico”, explica o maestro. Concentração, disciplina e maior participação em sala de aula são algumas das conquistas apontadas pelo projeto.

A inscrição para participar das aulas do projeto Orquestra Jovem é semestral. Podem inscrever-se crianças a partir de 10 anos, que se enquadrem no perfil socioeconômico do projeto. O grupo artístico conta, hoje, com vinte participantes, enquanto o grupo educacional reúne 32 crianças e adolescentes. "Muitos que iniciaram em 2005 ainda estão conosco. O membro mais antigo, por exemplo, tem 17 anos”, relata Martinelli.

Instrumentos alternativos na gravação do DVD

Uma das novidades para a gravação do primeiro DVD da Orquestra Jovem é a inserção de instrumentos alternativos. Além dos clássicos, como violino, violoncelo e clarinete, serão utilizados instrumentos produzidos pelos próprios jovens através do trabalho de pesquisa do professor de música Jonas Feliz.

O trabalho de Jonas é herança do pai, que já desenvolvia pesquisa de construção de instrumentos alternativos. Atualmente, Jonas Feliz trabalha com a construção de instrumentos de diversas etnias, misturando diferentes ritmos. Rússia, África, Austrália são alguns dos territórios pesquisados pelo professor. O balafon, de origem africana, tem sido confeccionado com madeiras mais acessíveis da região.

Sobre o repertório do DVD, o maestro Eduardo Martinelli adianta as composições que serão levadas ao grande público. "Vamos ter um repertório clássico, com Bach, Vivaldi, além de músicas regionais do Brasil, indígena e músicas de fronteira, como as da Argentina”, explica.

Para mais informações: http://www.fundacaobarbosarodrigues.org.br

Fonte: Adital

Exposição apresenta trabalhos criados por jovens da Fundação Casa

14/08/2011

Desde o dia 29 de julho, os adolescentes que cumprem medida socioeducativa em regime de internação na Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) estão mostrando seus talentos como designers. Nessa data, foi inaugurada uma exposição na Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude, em Santana (zona norte de São Paulo), que mostra alguns dos produtos criados por 130 jovens que fizeram cursos de qualificação profissional com educadores da Associação Horizontes – entidade sem fins lucrativos que visa promover a geração de trabalho e renda por meio da educação – na Fundação.

Além das criações propriamente ditas, na mostra intitulada “Design na CASA” estão expostas fotos que revelam o decorrer do processo criativo. A exposição segue até este domingo, dia 14 de agosto. Durante a semana, a visitação pode ser feita das 9h às 21h. Aos finais de semana, das 9h às 19h. A entrada é gratuita.

Qualificação em artesanato é um dos cursos básicos de profissionalização oferecidos aos adolescentes internos com o objetivo de propiciar novas perspectivas a esses jovens. Como parte das medidas socioeducativas, os adolescentes se capacitam em mais de 70 ocupações diferentes, agrupadas em oito grandes áreas: Administração, Alimentação, Artesanato, Construção e Reparos, Informática, Serviços, Serviços Pessoais e Turismo e Hotelaria. Cada curso tem 57 horas/aula por ciclo, com duração de três meses.

Desde o início da parceria firmada entre a Fundação Casa e a Horizontes, em 2008, mais de 20 mil jovens foram beneficiados. Os cursos acontecem nas 43 unidades da Fundação localizadas na capital, na região metropolitana e no litoral de São Paulo. Diariamente, cerca de 100 educadores trabalham nessas instalações.

“É preciso romper o círculo vicioso ‘ato infracional, medida socioeducativa, crime e sistema prisional’. Acreditamos que seja possível contribuir para reverter essa lógica perversa por meio da capacitação profissional, sendo esse um meio para a inserção produtiva. Além de qualificar, o que cumpre a finalidade educativa da internação, os cursos oferecidos aos adolescentes visam promover entre esses jovens a descoberta do próprio valor, resgatar sua autoestima e dar-lhes novos referenciais, apontando-lhes novas perspectivas”, explica Marcelo Rocha, presidente da Horizontes.

“A educação profissional é um dos pilares pedagógicos do novo modelo de atendimento da Fundação CASA, que tem procurado parcerias com a sociedade civil para garantir aos nossos jovens mecanismos eficazes de inserção social”, afirma a presidente da CASA, Berenice Giannella. “Neste sentido, o trabalho com a Associação Horizontes tem sido muito eficaz”.

Associação Horizontes

A Horizontes é uma associação civil, cuja missão é promover a sustentabilidade, a cidadania, a inclusão social e a geração de trabalho e renda por meio da educação. A entidade detém titulação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e é certificada pela norma internacional NGO Benchmarking, da certificadora independente suíça Société Générale Surveillance (SGS).

Fonte: Assessoria

Instituto de Juventude Contemporânea coloca em debate Projeto Escola Sem Homofobia

14/08/2011

O Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), que há mais de uma década trabalha por políticas públicas para as juventudes em todo o Brasil, lança em seu site a enquete “O que você pensa sobre o kit anti-homofobia?”, com quatro opções de respostas para fomentar a discussão sobre o tema, que ganhou visibilidade nos últimos meses.

O objetivo da enquete é levar ao debate o "Projeto Escola Sem Homofobia", executado em parceria entre o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC/Secadi).

O projeto compreende a distribuição de material formativo sobre questões que, de acordo com os realizadores, objetivam promover ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e o respeito às orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar.

Apesar da intenção de favorecer a democracia e combater à homofobia, há uma parcela da sociedade contra o projeto. O argumento utilizado pelos que são contra a implantação é que o material tem cunho propagandístico e é inadequado para ambientes escolares.

De acordo com o Grupo Gay da Bahia, o Brasil é campeão no índice de mortes por homofobia, registrando 80% dos crimes desse tipo no Nordeste, 50% deles com vítimas jovens, entre 16 e 19 anos. Ainda assim, o projeto foi vetado por Dilma Rousseff, em março deste ano. A atitude da presidenta foi considerada, por muitos segmentos sociais, um retrocesso aos direitos dos LGBT e ao combate à homofobia.

Para participar da enquete, acesse: www.ijc.org.br

Fonte: IJC

Programa especial da indústria prepara profissionais em petróleo e gás

14/08/2011

Cerca de 80 instituições de ensino em 17 estados do Brasil estão envolvidas no Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo (Prominp), que coordena as principais iniciativas de qualificação de trabalhadores e empresas do setor.

A ação capacita em cursos gratuitos de nível básico, médio, técnico e superior, em 185 categorias profissionais ligadas às atividades de petróleo e gás. Os alunos desempregados recebem bolsa-auxílio mensal entre R$ 300,00 e R$ 900,00. O investimento no programa é de R$ 228 milhões, bancados pela Petrobras com aprovação da Agência Nacional de Petróleo.

A meta do Prominp, que já preparou 78 mil profissionais, é qualificar mais 212 mil até 2015, com investimento de mais R$ 557 milhões.

Ensino básico insuficiente

Mesmo com benefícios atraentes, como o pagamento de bolsas, o programa não consegue preencher as vagas nos cursos que oferece. No total, sobraram 14 mil vagas, diz o diretor da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Alexandre Reis.

O coordenador executivo do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida, explica que a deficiência na formação básica é o principal obstáculo. “Nas funções de menor qualificação, tivemos que complementar os aprendizados do primeiro grau, muitas vezes, e trocar a experiência profissional por um carga maior de estágios práticos e simulações. Só que nível técnico, particularmente, deficiências acumuladas no ensino fundamental impedem a conclusão do ensino médio, tornando inviável a adesão ao programa”, argumenta.

A formação complementar oferecida pelo projeto, com reforço escolar para 32 mil pessoas, e o constante aprimoramento dos mecanismos de incentivo e treinamento não impediram que 58% das vagas ficassem ociosas.

Gerente-geral da Universidade Petrobras, Ricardo Salomão tem análise semelhante. Para ele é essencial que as empresas se engajem na melhoria das condições de ensino no país, contribuindo com trabalho voluntário, talentos e recursos materiais e financeiros para a recuperação das escolas, particularmente no primeiro grau.

O diretor da Firjan avalia que os investimentos do governo federal em escolas técnicas novas e na melhoria das existentes, com o Pronatec (bolsas de ensino profissionalizante como as do ProUni, para universitários), começam a melhorar o quadro e a demanda de profissionais, forte, completa o serviço. “Os investimentos programados pelas empresas demandam 150 mil a 200 mil técnicos nos próximos quatro anos”, afirma.

Fonte: Brasil Econômico

Série inglesa premiada por ensino e divulgação científica ganha episódios no Brasil e tradução para o português

14/08/2011

O que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, tem a ver com química? Com visual de cientista maluco – cabelos desgrenhados, óculos e gravata estampada com a Tabela Periódica –, o químico inglês Martyn Poliakoff explica: pedra-sabão. O monumento foi esculpido em um material quimicamente muito próximo do talco, derivado do silicato de magnésio. Gravado no Corcovado, o vídeo com a lição é um dos 329 que Poliakoff já realizou em parceria com o videojornalista Brady Harman e outros sete químicos da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Desde 2008, eles produzem para a internet a série The Periodic Table of Videos (A Tabela Periódica dos Vídeos), na qual explicam, em episódios bem-humorados de cinco minutos, os elementos químicos.

A linguagem acessível tornou o projeto um hit – um vídeo, sobre o álcool, já teve 250 mil visualizações. Em junho, o inglês de 63 anos recebeu o Prize for Online Resources in Education, da revista Science, em reconhecimento ao trabalho de divulgação científica na rede. Além dos elementos da Tabela, Poliakoff e Harman comentam atualidades, como o acidente nuclear de Fukushima, e curiosidades como o efeito do Viagra ou a digestão de sanduíches.

Nos episódios feitos no Brasil, são abordados também a areia de Copacabana e as árvores brasileiras do Jardim Botânico, mas eles não são a única ligação dos ingleses com o país. Parte do The Periodic Table of Videos ganhou legendas em português graças ao brasileiro Luis Brudna.

Divulgação científica

Professor de química da Universidade Federal dos Paxmpas (Unipampa), Brudna, 36 anos, conheceu o trabalho de Poliakoff por acaso, quando esbarrou em um vídeo no YouTube. O gaúcho, que costuma apresentar vídeos em suas aulas, procurou a equipe e se voluntariou para tornar o material acessível para aqueles que não dominam o inglês. Com o sinal verde dos ingleses e utilizando o próprio sistema de closed caption do YouTube – “legenda oculta”, geralmente usado para facilitar a compreensão de deficientes auditivos – Brudna já legendou 160 vídeos.

“Não sou especialista em tradução, mas um químico que entende bastante inglês”, explica ele, que leva cerca de uma hora para legendar cinco minutos. Brudna não é remunerado pelo serviço, mas os vídeos traduzidos e organizados no site Tabela Periódica (www.tabelaperiodica.org) fazem parte do projeto de divulgação científica mantido por ele e por outros cinco pesquisadores. Entusiasta da rede há 12 anos, Brudna costuma legendar nas horas vagas. “Divulgação científica é o meu hobby”, explica.

Fonte: Envolverde/ Carta Capital

Tocantins lança nova ferramenta de estudo que prepara estudantes para o Enem

15/08/2011

Desde o dia 1° de agosto, os estudantes tocantinenses têm acesso à mais nova ferramenta pedagógica disponibilizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Unitins e Secretaria da Educação, o programa Acerte os Ponteiros com o Enem.

O programa consiste na promoção de aulas de diversas disciplinas, que são transmitidas pela REDESAT, no canal 13, de segunda à sexta-feira, das 5h50 às 6h50 e, aos sábados, das 6h50 às 7h50, durante 71 dias.

Além de ser transmitido pela TV aberta, o programa está também disponível na internet, no site www.acerteosponteiros.com.br. Os estudantes também poderão assistir às aulas em DVD's nas 335 escolas de ensino médio da rede pública estadual.

A professora Fátima Brasileiro, integrante da equipe de coordenação do programa, explica que o Acerte os Ponteiros com o Enem foi idealizado com o objetivo de oferecer aos alunos que vão fazer a prova do Enem (Exame Nacional com o Ensino médio) a ampliação e a revisão dos conteúdos do ensino médio, em especial, do terceiro ano.

O coordenador de Programas e Projetos do Ensino Médio da Seduc, Anderson Bezerra Barros, explica que todo o conteúdo das aulas do Acerte os Ponteiros com o Enem é preparado pela Unitins, juntamente com a Secretaria da Ciência e Tecnologia.

"O programa é uma espécie de cursinho que apresenta como diferencial como interpretar e responder as questões da prova. A Seduc repassa, semanalmente, os DVD's com as aulas para as 13 diretorias regionais de ensino, que posteriormente distribuem para as escolas estaduais", acrescenta.

Parcerias

O projeto Acerte os Ponteiros compreende 142 aulas com professores da Unitins - Fundação Universidade do Tocantins, cada uma com duração de 30 minutos. Serão onze matérias ministradas por meio de resolução de questões e explicações sobre as disciplinas no Enem.

Os estudantes concluintes do ensino médio também terão acesso a 1000 testes vocacionais no mesmo site em que farão o cadastro para assistir as aulas do programa, www.acerteosponteiros.com.br. A iniciativa não terá custo para o aluno e nem para o Governo.

Fonte: Yahoo Respostas

Festival de ideias fomenta participação em rede

15/08/2011

O Centro Ruth Cardoso lança na web o Festival de Ideias: inovações para o desenvolvimento social (FdI), uma rede de colaboração para promover o empreendedorismo, a inovação e a participação em busca de soluções para os problemas brasileiros. Com o intuito de motivar os participantes, os organizadores sugerem três temas: Violência, Mobilidade Urbana e Catástrofes Naturais.

A iniciativa é apoiada por plataformas colaborativas (crowdfunding), como o Catarse, que facilitam a captação de recursos para um projeto, mobilizando pessoas e empresas para o financiamento coletivo do empreendimento.

As ideias inscritas no Festival circularão na rede por um mês, período para serem avaliadas e receberem o apoio coletivo. Qualquer internauta poderá fazer comentários, sugerir detalhes e, se for o caso, se apropriar, modificar e republicar a ideia. Como lembram os organizadores, “é bom ser copiado. O que vale é o trabalho em rede!”

Após o período de compartilhamento da ideia, as melhores propostas (no máximo 20) serão selecionadas por uma comissão e participarão da etapa presencial do Festival, na Cinemateca Brasileira, onde acontecerá a premiação em dinheiro (R$ 10 mil cada) de três finalistas. As demais participantes poderão ter seus projetos financiados por meio de crowdfunding, além de possíveis financiamentos com as empresas parceiras.

Para saber mais sobre o Festival, confira em www.festivaldeideias.org.br

Fonte: Site Festival de Ideias

Universitários brasileiros leem de 1 a 4 livros por ano, mostra Andifes

15/08/2011

Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 23,24% dos estudantes não leem um livro sequer durante o ano. De uma forma geral, a maioria dos universitários brasileiros não vai muito além disso: lê, em média, de uma a quatro obras por ano. É o que revela levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Numa realidade diametralmente oposta, os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são ávidos por leitura: 22,98% deles leem geralmente mais de dez livros por ano. No Maranhão, um dos Estados mais pobres do País, esse índice é de apenas 5,57%.

No início do mês, a Andifes divulgou pesquisa feita com 19.691 estudantes de graduação de universidades federais de todo o País, apresentando números consolidados do panorama nacional. A partir do cruzamento de dados, foi possível mapear e distinguir os cenários regionais no tocante a hábitos de leitura, frequência a bibliotecas, domínio de língua inglesa e uso de tabaco, álcool, remédios e drogas não lícitas.

A UFMA, que lidera o ranking dos universitários que não leem nada, ficou em quarto lugar entre os menos assíduos à biblioteca da universidade - 28,5% dos graduandos não a frequentam. O primeiro lugar nesse quesito ficou com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): metade de seus alunos esnoba o espaço.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

“O establishment educacional brasileiro culpa os pais pelo desempenho do aluno”, critica especialista

15/08/2011

O sucesso é multivitelino e o fracasso é órfão. Na educação brasileira, não é diferente. Políticos, “o sistema”, o capitalismo, as elites, a herança escravocrata: cada pessoa tem o seu vilão. Mas para os educadores brasileiros os culpados preferenciais são os pais dos alunos.

Quando se perguntou, em pesquisa da Unesco, quais fatores influenciam a aprendizagem, o item campeão para os nossos professores foi “acompanhamento e apoio familiar”, mencionado por 78%. “Competência do professor” foi citado por apenas 32%; “gestão da escola”, por só 10%.

Em livro de Tania Zagury, quando falam sobre a indisciplina do alunado, 44% dos mestres apontam a “falta de limite” dos alunos como causa. Outros 19% são mais diretos e atribuem o problema à “falta de educação familiar”. A inabilidade do professor não é mencionada nem como hipótese.

Em outro livro, A Escola Vista por Dentro, os pais também aparecem como culpados por seus filhos não fazerem o dever de casa, para mais da metade dos professores.

No questionário dos professores da Prova Brasil, mais de 80% declaram que o baixo aprendizado é “decorrente do meio em que o aluno vive”.

Em estudo que deu origem ao livro Repensando a Escola, os pesquisadores escrevem o seguinte: “Chama atenção a frequência com que professores e diretores se referem à questão da família dos alunos: muito do que acontece de bom e de ruim na escola é explicado pela origem familiar. Uma pergunta do tipo ‘como você avalia o nível de leitura dos alunos da 4ª série?’ é respondida da seguinte maneira: ‘eles são fracos, não sabem ler muito bem, não gostam de ler, porque em casa ninguém incentiva’”.

É compreensível que assim o seja. O establishment educacional brasileiro culpa os pais não apenas por serem pobres e não apoiarem suficientemente o aprendizado dos filhos — coisa que eles têm reais dificuldades para fazer, já que quase 60% têm ensino fundamental incompleto —, mas também por supostamente transferirem à escola tarefas que deveriam ser da família.

A explicação é assim: nós, escola, não conseguimos alfabetizar porque precisamos devotar o tempo que seria do ensino para dar à criança tudo o que lhe falta em casa: afeto, lições de asseio, noções de respeito ao próximo e de ética, cidadania ou meio ambiente. Nossas escolas não conseguiriam realizar uma agenda “mínima” (transmitir conhecimentos e competências) porque estão assoberbadas com uma agenda máxima, que lhe seria imposta pela sociedade.

Essa leitura é duplamente esquizofrênica. Em primeiro lugar, porque os pais não defendem esse papel messiânico para as nossas escolas. Pelo contrário.

Pesquisa CNT/Sensus perguntou explicitamente aos pais dos alunos da escola pública se eles preferiam uma escola que ensina a matéria e prepara profissionalmente o filho a uma escola que forma o cidadão. Venceu o grupo dos que querem o ensino das matérias e o foco no trabalho, com 56%. Em segundo, porque esses temas adicionais não são requisições da sociedade que os educadores precisam acatar. Pelo contrário.

Os geradores das pressões para a expansão do universo escolar são os profissionais do setor. Porque muitos educadores e pedagogos são, na verdade, ativistas sociais em busca de uma causa. Seu objetivo é mudar o mundo, e os alunos são apenas um veículo. Na enquete da Unesco com os professores, “formar cidadãos conscientes” foi apontada como a finalidade mais importante da educação para 72%. “Proporcionar conhecimentos básicos” foi lembrada por apenas 9%.

O resultado final da Conferência Nacional de Educação do ano passado, que filtrou as recomendações dos trabalhadores do setor, foi um documento com 677 (!) emendas aprovadas. (Este e outros documentos estão disponíveis em twitter.com/gioschpe.)

É natural que o professor seja atraído à carreira pela possibilidade de conquistas que vão além do ensino. A diferença entre esses países e o Brasil é que lá a maioria dos professores entende que não há melhor maneira de “salvar” uma criança do que dando a ela ensino de qualidade. E, quando não existe essa compreensão, há governantes que arbitram compromissos entre os desejos da sociedade e dos professores em favor do bem social.

 

O lado mais cruel do nosso ciclo vicioso é que os pais, indiciados pelo fracasso de um sistema sobre o qual não têm responsabilidade, não apenas não se revoltam, como estão satisfeitos com a qualidade do ensino dos filhos.

Em pesquisa do Inep, deram nota 8,6 à qualidade do ensino, ainda que o Ideb mostre que o ensino real não alcança a metade disso. Na CNT/Sensus, 63% deram conceito “positivo” à escola do filho e mais 31% “regular”. Se a escola é boa e o filho não aprende, então o culpado só pode ser o filho.

Completamos, assim, o circo dos horrores. As vítimas viram culpados, os aliados dos alunos viram seus algozes, aqueles que sobrecarregam o sistema são vistos como suas vítimas. Os profissionais da educação conseguiram criar o mito ideal para escapar às suas responsabilidades: não conseguem dar conta do mínimo porque a sociedade lhes exige o máximo, e não conseguem dar conta do máximo porque não há como atingi-lo quando “o meio” é tão hostil às virtudes do intelecto e da alma.

Se o país quiser prosperar, precisará de educação melhor. E, se quisermos educação melhor, precisaremos romper essas falácias e recomeçar o diálogo pais-família, baseado em premissas básicas.

Primeira: num regime democrático, o povo é soberano, e cada pessoa sabe que tipo de serviço público deseja. Se a maioria da população quer uma escola que forme para o trabalho, essa é a educação que nossos governantes deveriam perseguir. A sociedade, e não os funcionários públicos, estabelece o norte.

Segunda: a primeira função da escola é ensinar competências básicas, como ler e escrever. Mesmo que a sociedade venha a demandar uma educação para a formação do cidadão crítico e consciente, não é possível sê-lo enquanto analfabeto. Precisamos concordar em uma agenda mínima, a respeito da qual o insucesso, por parte da escola, é inaceitável.

Terceira: algumas responsabilidades familiares são intransferíveis. Cabe aos pais dar aos filhos afeto, cuidar de sua saúde física e psicológica e transmitir-lhes noções elementares de ética e respeito ao próximo. Sim, eu sei, o mundo não é perfeito, e muitos pais — de todas as classes sociais — não cumprem com suas obrigações. Mas atenção: a falência dos pais não transfere ao professor essa responsabilidade. Seria tão absurdo transferir a professores a responsabilidade primeira por transmitir carinho e ética aos seus alunos quanto pedir aos pais que ajudem na alfabetização dos filhos. O estado tem médicos, assistentes sociais e policiais para lidar com os problemas mais graves causados pelos insucessos desses pais. Os menos graves, que afetam o foro íntimo de cada pessoa, não serão sanados por professores, mas talvez por psicólogos. Os professores não podem salvar o mundo. Primeiro porque ninguém lhes outorgou essa incumbência. E segundo porque, mesmo que quisessem, não conseguiriam. Precisamos convencer nossos professores de que transmitir os conhecimentos e capacidades intelectuais que darão ao jovem as condições de exercer plenamente o seu potencial não é um reducionismo, mas uma conquista superlativa. Como diz Felipe González, ex-premiê espanhol, “um outro mundo é possível. Mas este é manifestamente melhorável”.

 

Fonte: Gustavo Ioschpe/ Revista Veja

Tecnologias melhoram atendimento escolar no hospital

16/08/2011

A educadora Amália Covic coordena há mais de 10 anos um projeto de atendimento escolar a jovens de baixa renda que passam por tratamentos médicos complexos.  É a Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer – Graacc, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O serviço tem se mostrado essencial para garantir o acesso de crianças e jovens à educação básica ou a continuidade de seus estudos. Em 2000, quando a Escola Móvel começou a funcionar, 49% das crianças e jovens atendidos não estavam sequer matriculados em escolas. Com o desenvolvimento do programa, o índice logo baixou para 7% e hoje está em 2,5%.

Nos últimos anos, tecnologias móveis como notebooks e iPads têm contribuído para o aprimoramento do programa ao facilitar o aprendizado dos estudantes pacientes. Os professores que os acompanham utilizam, por exemplo, simulações virtuais disponíveis na internet para tornar menos abstratos conceitos da matemática, física ou química. A leitura no iPad tende a cansar menos a criança ou o adolescente internado ou apenas os textos e histórias ficam mais atraentes para aqueles que não gostam muito de ler. Filmes e músicas acessados na rede também ajudam a incrementar os aprendizados. Tudo isso chega ao aluno em tratamento hospitalar na medida da sua circunstância: no setor onde ele faz a quimioterapia, na enfermaria em que está acamado após uma cirurgia, na brinquedoteca ou em alguma das unidades clínicas integrantes do atendimento.  O professor, a escola e as tecnologias se movem nessa educação especial.

Mas no horizonte do atendimento escolar hospitalar do Graacc está um sonho mais amplo: uma plataforma que permita conectar os alunos internados à escola em tempo real. Projetos nessa linha, conta Amália Covic, já funcionam em países como Japão, França e Portugal com recursos como o das videoconferências. O aluno internado acompanha com seu professor hospitalar a aula que acontece na escola. Tecnologicamente não haveria maior empecilho para o sonho não fosse o fato de 92% das crianças e jovens da Escola Móvel serem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), alunos da rede pública de ensino e requerentes de uma educação especial que exige formação adequada dos professores. Tudo somado, essa pedagogia interativa almejada depende mais de uma política pública que de ações isoladas de educadores que estejam à frente de algum projeto educativo em hospitais.

Enquanto a ação governamental nessa direção não se concretiza, a Escola Móvel a articula do modo possível. Ao receber um paciente, localiza a escola que ele frequenta, envia à instituição e a seus professores informação sobre o câncer, seu tratamento e cuidados peculiares, e pede sugestões para a continuidade dos estudos da criança ou adolescente. A escola indica o programa pedagógico e a equipe do atendimento escolar do Graacc faz ajustes de acordo com as condições do aluno paciente. Se é inadequado para ele copiar textos, por exemplo, a Escola Móvel garante a competência pretendida com outro tipo de exercício. O arranjo permite hoje, por mês, atendimento escolar a cerca de 130 crianças e adolescentes. Com idades entre 4 e 23 anos, eles estudam e se tratam ao mesmo tempo.

Fonte: Brasil Econômico/ Lelia Chacon

Para historiador, impunidade afasta jovens da política

16/08/2011

O Instituto Millenium entrevistou o historiador Marco Antonio Villa sobre a corrupção do sistema político brasileiro e a impunidade, que, na opinião do especialista, ameaça o sistema democrático e inibe manifestações que contestam os acontecimentos políticos. Há, no Brasil, uma descrença na democracia? A participação civil na política brasileira se restringe às eleições, de dois em dois anos?

Villa criticou a falta de mecanismos que permitam uma reação popular à política no país e considera as novas tecnologias, como redes sociais, e até as novelas, importantes formas para discutir e contestar os governantes do Brasil. Confira:

Instituto Millenium: Qual o impacto da recente onda de corrupção para a percepção da política?
Marco Antonio Villa: Estamos vivendo um dos piores momentos da história do Brasil republicano. Há uma sucessão de denúncias com gravações, documentos, coisas que são consideradas em qualquer país democrático como provas. O pior de tudo é que não há qualquer apuração e muito menos punição dos envolvidos e a cada semana ou a cada quinzena um novo caso é divulgado. O processo não anda, não chega a julgamento, e você acaba fortalecendo a impunidade e com a impunidade. Sem a punição aos que desviam os recursos públicos, estimula-se mais desvios e nós ficamos nessa bola de neve. Desta forma, a política passa ser sinônimo de corrupção, a ideia de enriquecimento rápido - o que é péssimo para a democracia. Assim, nós estamos afastando dezenas, centenas de jovens que gostariam de ter uma participação ativa na política, mas não o fazem com receio de se misturar com esses corruptos que dominam os partidos políticos. Grande parte deles tem lideranças corruptas com políticos (que passaram até pela Presidência da República) envolvidos em gravíssimos atos de corrupção e, o que é pior, sem que tenham sido punidos por isso. Isso é muito grave. Mais corrupção, mais impunidade significa menos democracia.

Tais fatos podem gerar uma descrença na democracia, afastando ainda mais a população da política?

Nós vivemos um momento sui generis. Não há um Estado autoritário, mas há um status autoritário no Brasil. As pessoas estão passivas porque não encontram conduto legal para manifestar sua insatisfação. Não é que elas estejam concordantes, em absoluto. Porém, não há mecanismos institucionais pra que elas possam manifestar sua profunda insatisfação frente à impunidade. E a democracia acaba virando um exercício a cada dois anos, simplesmente pelo voto. Porque a participação no decorrer da vida política entre as eleições não ocorre. Os partidos políticos são fechados, as câmaras municipais, assembléias legislativas e o Congresso Nacional também o são. A sociedade civil não tem espaços efetivos de participação e decisão nos grandes negócios públicos. Então nós temos um regime com eleições sucessivas, há alguma alternância, porém em relação à participação efetiva do cidadão e interesse pela política – que é fundamental para a formação de uma sociedade democrática – infelizmente nós vivemos, volto a dizer, um dos piores momentos da história do Brasil republicano.

Como mudar esse quadro?

Existem vários caminhos. Um seria através das eleições, na hora do voto, ver se o seu candidato está comprometido com a sociedade que ele almeja – uma sociedade democrática em que a corrupção não seja o grande tema nacional. Ou seja, ter responsabilidade na hora do voto e ao identificar um candidato que tem propostas que ele considere boas, o eleitor deve divulgar para seus amigos, de alguma forma se comprometer com aquele candidato no momento da campanha e depois, caso o candidato seja eleito, cobrar dele efetivamente o programa pelo qual foi eleito. Outro caminho é a própria sociedade se organizar em grupos na forma de trabalho comunitário, institutos, sociedades que defendam os princípios básicos da democracia, da transparência, da honestidade no exercício das funções públicas. Outro, ainda, é o protesto através dos meios de comunicação, jornais, rádio e TV, todos esses querem contato com o ouvinte ou telespectador, então devemos usar esse espaço também para protestar. No caso das Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais ou Congresso Nacional há o e-mail do vereador, do deputado ou do senador: escrever e protestar. Também através das redes sociais, como já está começando a ser feito e já foi realizado com eficácia em outros países, criar mecanismos de reflexão, debate e ação.

O que não é possível é que a cada semana surja um escândalo que substitua o anterior sem que o anterior tenha sido resolvido. Os escândalos no Brasil tem prazo de validade, não porque eles são apurados mas porque aparece outro escândalo. Depois de uns três quatro meses ninguém lembra mais. Como disse o célebre jornalista Ivan Lessa, a cada 15 anos esquecemos o que aconteceu nos últimos 15. Nós temos um processo de esquecimento e apagamento da história com uma enorme facilidade, o que é extremamente danoso para a democracia brasileira.

Há uma novela bastante popular no ar atualmente que trata do tema da corrupção, inclusive com o corrupto sendo punido. O senhor acha que isso influencia a opinião pública? É uma abordagem eficaz de alguma forma?

Acho que as novelas brasileiras são extremamente importantes e tem um papel de apresentação do Brasil em outros lugares do mundo. Alteraram a novela latino-americana que eram dramalhões e começaram a ter temáticas urbanas, discutir questões políticas, morais, éticas etc. Isso desde os anos 70 em pleno regime militar, basta lembrar a célebre novela de Dias Gomes, “O Bem Amado”. Lembro-me de uma delas próximo a eleição do presidente Fernando Collor, chamada “Vale-Tudo”, que terminava com o bandido da história indo embora do Brasil depois de ter feito as maiores falcatruas. Acho que isso é muito mais real do que aparecer qualquer forma de punição ao corrupto. Se a novela está fazendo um diálogo com a vida real ela tem de mostrar a impunidade. Se não se cria a ideia de que o bem sempre vence e infelizmente no Brasil o mal está ganhando de goleada.

Fonte: Instituto Millenium

Programa Mulheres Mil estimula acesso à educação profissional

16/08/2011

O programa Mulheres Mil, anunciado na última semana pelo governo federal, prevê inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O projeto, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria, quer dar acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras, ou chefes de família, que não tiveram oportunidade de estudar e nem de ser inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria pelos ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pelas secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres.

Implantado como projeto piloto em 2007, o Mulheres Mil atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o país e, ainda neste ano, 100 unidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.

A secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Iriny Lopes, ressaltou a importância da capacitação. “O plano de enfrentamento à miséria identificou 16,2 milhões de pessoas que precisavam de um programa voltado para elas. A maioria dessas pessoas é composta por mulheres, como chefes de família, negras e aquelas em situação de maior vulnerabilidade. Então, o Mulheres Mil dará capacitação para que elas possam entrar no mercado de trabalho”.

Ilda Maria Vital de Oliveira, uma das alunas formadas pelo projeto piloto do programa, afirmou que, graças ao projeto, teve a oportunidade de ter uma profissão e começar a trabalhar. “Em 2008, quando comecei o curso, estava desempregada. Depois do curso de camareira, consegui emprego em um hotel em Fortaleza e estou lá há dois anos. O curso mudou a minha vida e a minha família”, contou.

Fonte: Agência Brasil

Jovens são o maior alvo do HIV, diz educadora do Instituto Kaplan

16/08/2011

“Mas tem tratamento!” Não é incomum ouvir a frase ao falar a adolescentes sobre aids no trabalho de prevenção. Graças aos avanços, às pesquisas e à descoberta dos medicamentos em 1992, convivemos com o HIV há três décadas. Mudanças de conceito e na transmissão de informação são pontos marcantes nesses 30 anos. Mas cabe ao educador questionar: o que não é dito a esses jovens?

Se a primeira década foi marcada por terrorismo e medo, já que se desconhecia o agente causador da doença, hoje presenciamos o aumento da qualidade da informação, constatada pelas pesquisas de conhecimento, atitudes e práticas realizadas pelo Programa Nacional de DST/aids no Brasil. Graças aos avanços desde 1992, com a descoberta dos medicamentos antirretrovirais (que impedem a multiplicação do vírus no organismo), o acesso universal ao coquetel reposicionou a aids como uma doença crônica com tratamento possível, rigoroso e delicado. Não se trata mais de uma sentença de morte. Ou seja, esta geração de adolescentes veio ao mundo quando o enfrentamento da epidemia tinha novas perspectivas e teve amplo acesso à informação, por meio de campanhas de mídia, articulações em saúde e educação.

Por outro lado, o Ministério da Saúde dá conta de que, em cinco anos, a prevalência do vírus HIV em meninos entre 17 e 20 anos subiu de 0,09% para 0,12% – o porcentual sobe quanto menor for a escolaridade. De 1980 até junho de 2010, 11,3% dos casos no país foram de jovens na faixa dos 13 aos 24 anos. Não só: a maior proporção de ocorrências está relacionada à expoxição sexual. Diante desse quadro, como os jovens lidam com o sexo seguro e com a aids?

O que os jovens sabem

Em levantamento recente realizado pelo Centro de Estudos da Sexualidade Humana do Instituto Kaplan, 97% dos 1.149 adolescentes demonstraram ter informações sobre a aids, o que não impediu que, na hora de tomar decisões diante de situações hipotéticas, 37% dessem respostas que indicassem uma conduta de vulnerabilidade (explica-se o conceito a seguir). Ademais, a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008) constatou que 97% dos brasileiros entre os 15 e os 24 anos sabem que o preservativo é o método mais efetivo no combate à transmissão do vírus, mas seu uso tende a cair quanto mais estável for o relacionamento sexual.

É notável que apenas a informação não é suficiente para que os jovens utilizem o preservativo. Também é preciso motivá-los a lançar mão desses conhecimentos ao enfrentar situações de risco. É nesse aspecto que a influência do educador pode fazer a diferença. Na mesma sondagem do Instituto Kaplan, a escola foi destacada por 84% dos entrevistados como o principal espaço para a busca de conhecimento sobre DST/aids, o que mostra que o professor tem papel essencial na educação sexual.

O que fazer diante de uma oportunidade dessas? Os programas de educação pregam aliar informação a valores, atitudes e condutas que fortaleçam a prevenção e diminuam a vulnerabilidade. Para ficar em um exemplo baseado em pesquisas: percebe-se que, diante da afirmação “mas aids tem tratamento!”, nem sempre o professor esclarece o que vem com o pacote “tratamento”, polemiza, discute como seria o momento posterior a ele ou ressalta o mais grave: que ainda não há cura. Este é um típico momento para retirar do próprio adolescente o fragmento de conhecimento que ele apresentar e construir em conjunto uma informação que dê subsídios, de maneira clara e direta, para o entendimento dos reais impactos de uma doença como a aids ou da convivência com o HIV.

Vulnerabilidade juvenil

O conceito de vulnerabilidade identifica os fatores que influenciam a não prevenção nas relações sexuais. Questões como a dificuldade de negociar o uso do preservativo, a vergonha, o medo de falhar, o desconhecimento, a diminuição da autoestima, a ausência de cuidado consigo e o envolvimento emocional fazem parte do repertório de fatores que podem agir na contramão do uso do preservativo.

Muito se discute a respeito da vulnerabilidade dos alunos de Ensino Médio em relação à gravidez na adolescência e à infecção pelo HIV. No Brasil, 20,42% dos partos são de adolescentes, de acordo com o Ministério da Saúde. Em relação ao contágio pelo vírus, segundo dados de 2009, a porcentagem de jovens do sexo masculino infectada salta de 2,4%, na faixa dos 14 a 19 anos, para 18,1%, entre os que têm de 20 a 24 anos. Entre as garotas, os números vão de 3,1% para 13,4%, na comparação entre as faixas etárias de 13 a 19 e de 20 a 24 anos.

Especialmente a vulnerabilidade das garotas à aids preocupa e faz parte das ações de enfrentamento da epidemia no Brasil. No mais recente Boletim Nacional de DST/aids, elas foram destacadas como o público que teve crescimento no número de casos em relação às demais populações, que têm apresentado decréscimo. Segundo o relatório, a inversão se deu a partir de 1998 e é esta a única faixa etária em que há mais ocorrências entre mulheres do que em homens: oito casos em meninos para cada dez em meninas. Em ambos os sexos, dos 13 aos 24 anos, a contaminação está atribuída à categoria de exposição sexual, sendo 74% no sexo masculino e 94% no sexo feminino. Órgãos como Unaids e Unesco, da Organização das Nações Unidas, reconhecem que o adolescente se encontra em posição vulnerável e que é necessário a implantação nas escolas de programas de educação sexual que favoreçam o acesso integral a informações.

Educação sexual

Cerca de 30,5% dos alunos de 9º ano já tiveram relações sexuais segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2009) e estima-se que, ao fim do Ensino Médio, de 70% a 80% exercite sua vida sexual. O repertório sexual dos adolescentes é amplo atualmente. Eles se permitem investigar e descobrir formas de contato íntimo para lidar com interdições como a virgindade, e, assim, se relacionam de outras muitas maneiras que podem torná-los vulneráveis.

Um exemplo é o sexo oral e a crença de que não expõe às DST. O número de dúvidas sobre a prática cresceu nos últimos anos, assim como os casos de HPV e herpes, mas as aulas de orientação sexual a respeito das DST não acompanharam essa evolução, e continuam mostrando imagens horrorosas de estágios avançados de doenças. Na nova perspectiva de formação de competências para a vida não podemos segregar a educação sobre HIV/aids, um aprendizado que envolve a participação juvenil, o pensamento crítico e a experiência.

Isso posto, é preciso buscar metodologias para inserir a educação sexual, de maneira lúdica e dirigida, atendendo às perspectivas do aluno e fornecendo ferramentas para que ele associe o uso do preservativo ao exercício do prazer. A escola deve estar preparada para uma abordagem integral da sexualidade. Apesar de citada, inclusive em guias e diretrizes como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), ainda é difícil expandir na prática a intervenção para além das exposições chatíssimas sobre órgãos reprodutores. Percebe-se, em oficinas que envolvem práticas sexuais, que o prazer e o reconhecimento da vulnerabilidade no cotidiano atraem maior interesse e têm mais impacto nos grupos do Ensino Médio.

Deve-se, então, trabalhar três pilares: conhecimento, atitudes e competências, auxiliando a tomada de decisão diante das condutas de prevenção. É uma tarefa que soa complicada, ainda mais se lembrarmos que, na história da sexualidade, já tivemos tantas associações com a reprodução e que as práticas sexuais sempre foram deixadas de lado, como se não se pudesse abordar a intimidade e as dificuldades que envolvem a vida sexual. Há alguns anos, com o reconhecimento dos 11 direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos – destacando o direito ao prazer – começamos a entender que a estratégia funciona bem como motivadora.

Os adolescentes estão expostos a muitas informações parciais, por vezes tendenciosas ou contestáveis, e o acesso a uma educação sexual clara e baseada nos direitos humanos é fundamental na luta contra o preconceito e para assegurar ao jovem seu papel de sujeito de escolha – este é o lugar do educador. Trabalhar o cotidiano das práticas sexuais facilita o reconhecimento das situações de vulnerabilidade e promove troca de conhecimento, podendo ampliar o número de respostas de enfrentamento e novas condutas – como o uso do preservativo em todas as relações.

Muitos educadores têm dúvidas sobre dizer ou não ao jovem que o HIV/aids encontra-se hoje na classe de doenças crônicas porque temem autorizar, assim, a disseminação do vírus e a ausência do cuidado. A omissão relega ao adolescente o antigo papel de “irresponsável”, no qual ele não teria recursos para decidir sozinho. Quanto mais saudável e responsável for o exercício da sexualidade, mais estaremos evoluindo em qualidade de vida da população e em cidadania. O fortalecimento do adolescente como sujeito de direito à saúde e à educação integral, entendendo que sexo e prazer são constitutivos positivos desse processo, auxilia a motivação para a prevenção.

Fonte: Camila Guastaferro, psicóloga, educadora sexual, coordenadora de desenvolvimento institucional do Centro de Estudos da Sexualidade Humana – Instituto Kaplan, no site da revista Carta Capital

Oficinas de Onda Jovem em pauta no IPP

05/09/2011
Educadores discutem atividades a serem desenvolvidas com jovens da instituição.

Ninguém melhor do que o próprio educador para avaliar o que pode ser viável e eficaz, e o que não pode, quando o assunto em pauta são práticas pedagógicas voltadas à formação de adolescentes e jovens.


Pensando assim, a equipe do projeto Onda Jovem voltou a campo para conhecer novas experiências de quem trabalha diariamente com esse público e, desse modo obter importantes subsídios para o planejamento e aprimoramento das atividades que compõe o ciclo de oficinas do projeto.

A ideia foi ouvir novamente as impressões dos educadores, compartilhar informações e refletir sobre as atividades que se adequam à realidade da organização.

E desta vez quem abriu as portas para receber a equipe Onda Jovem disposto a também participar do projeto foi o Instituto Profissionalizante Paulista – IPP, localizado na região sul de São Paulo.

Fundado em 2004, por iniciativa do Rotary Club São Paulo, o IPP é uma organização social que tem como foco o preparo de jovens entre 14 e 22 anos para o ingresso no mercado de trabalho. Para isso, o Instituto conta com a parceria de algumas empresas que não só apóiam as atividades de formação promovidas pela entidade, como também oferecem vagas de aprendizes para que esses jovens iniciem suas carreiras profissionais.

Debate produtivo

O encontrou aconteceu no dia 30 de junho e reuniu 13 educadores da organização que acompanharam atentos a exposição conduzida por Luciana Gil e Marta Medeiros, do Onda Jovem, acerca dos objetivos do projeto e das dinâmicas e metodologias de trabalho desenvolvidas para as oficinas que, nesta primeira fase, abordarão as temáticas Família e Território.

“A partir do questionamento de onde eu venho e para onde eu vou, queremos levar os jovens a refletir sobre como suas origens e suas relações com o meio em que vivem estão presentes na constituição de sua personalidade e interferem no processo de construção de quem eles serão no futuro”, explicou Luciana.

A discussão a seguir viria mostrar a complexidade da abordagem dos temas com os jovens e a preocupação dos educadores nesse sentido. “Não há dúvida da relevância dos temas propostos pelo projeto, entretanto é importante termos claro que este não é um assunto que se encerra com as oficinas. Por isso, nós educadores precisamos estar preparados para responder aos efeitos que as oficinas podem desencadear”, comentou Milton Rütano Francisco, ressaltando a responsabilidade que o educador tem em relação ao que transmite ao aluno. “O que o professor diz a um aluno muitas vezes fica para a vida toda. Palavras certas ditas na hora apropriada podem transformar a vida de uma pessoa”. Digo isso por conta de minhas próprias experiências. Se hoje sou um educador foi graças a influência que tive de um professor que me mostrou o quão fascinante podia ser esta profissão”.

Concordando com o colega, a educadora Acácia Doallo completou: “Por mais que o mundo esteja mudando e os jovens tenham novas ambições, a família continua sendo a base de tudo e é essa consciência [da importância da família] que influencia na estrutura do jovem. Daí, a complexidade do tema”.

Arlene Zanardi de Camargo, coordenadora do IPP, aproveitou o debate para lembrar que a preocupação com o papel da família no processo de formação dos jovens é algo trabalhado desde que o estudante ingressa no IPP. “Procuramos envolver os pais ou pessoas responsáveis pelo aluno ao longo de todo o processo. Já na chegada do jovem chamamos a família para uma entrevista na qual apresentamos os objetivos do projeto e as instalações do instituto. É importante os pais saberem onde seus filhos estão e quais as atividades que desenvolvem aqui, pois assim valorizam o projeto e cria-se um vínculo entre o instituto, a família e o aluno”, diz.

Oficina para educadores

Em meio aos comentários e contribuições dos educadores, um ponto se mostrou comum entre vários participantes do encontro: a possibilidade dos próprios educadores tornarem-se multiplicadores das oficinas. “Como lidamos com muitos alunos, seria uma forma de repassarmos os conteúdos trabalhados nas oficinas a um grupo maior de jovens”, comentou Patrícia Gorios, completando: “Talvez fosse o caso do Onda Jovem até pensar na possibilidade realizar oficinas com foco na capacitação dos próprios educadores como algo a mais no ciclo.”

Após registrar as sugestões apresentadas, Marta Medeiros explicou que o propósito do projeto Onda Jovem é justamente dar subsídios para que os educadores possam trabalhar essas e outras temáticas de forma lúdica e levar esses conteúdos a um maior número de alunos. “As oficinas são apenas um meio de multiplicar essas informações”.

Complementando a explicação dada pela colega, Luciana afirmou “este é um projeto piloto que ainda está em fase de aperfeiçoamento, por isso são tão importantes as contribuições de vocês, educadores”.

A reunião terminou com uma tarefa deixada aos educadores: fechar o calendário para a realização das primeiras oficinas.

O relato dessas atividades você pode conferir aqui no portal Onda Jovem.


Por Cleide Quinália / Onda Jovem

USP acolhe apresentação do 25° Prêmio Jovem Cientista

17/08/2011

Premiação contempla estudantes do ensino médio, pesquisadores e estudantes de nível superior engajados na produção científica de interesse direto da população na busca de soluções simples e acessíveis para os problemas do cotidiano.

A caminho da sua 25ª edição, o Prêmio Jovem Cientista, uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vinculado ao MEC, será apresentado no dia 19 de agosto, às 10 h, no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, sito à  Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – SP.

Para a 25ª edição o tema é ''Cidades Sustentáveis''.  Podem se inscrever alunos do ensino médio, pesquisadores e estudantes de nível superior.  As inscrições podem ser feitas até ao dia 31 de Agosto pela internet.  Estudantes do ensino médio podem enviar seus trabalhos pelo correio. Os pesquisadores, estudantes de nível superior e alunos do ensino médio só  poderão inscrever trabalhos ligados a temas e diretrizes  especificamente definidos pela organização do concurso.

Criado em 1981, o prêmio Jovem Cientista , hoje é considerado pela comunidade científica uma das mais importantes iniciativas do gênero na América Latina.

Premiação:

Na categoria graduado, os vencedores recebem R$ 30 mil (1° lugar); R$ 20 mil (2° lugar) e R$ 15 mil (3° lugar). Para estudantes do ensino superior, os valores são de de R$ 15 mil (1° lugar); R$ 12 mil (2° lugar)  e R$ 10 mil (3° lugar). Estudantes do ensino médio classificados em 1°, 2° e 3° lugares recebem um lap top de última geração.

Instituições de ensino também serão premiadas

No plano institucional, serão pagos R$ 35 mil para cada uma das duas instituições – uma de Ensino Médio e uma de Ensino Superior – que tiverem o maior número de trabalhos com mérito científico. O pesquisador que for indicado para a Menção Honrosa receberá R$ 20 mil.

Mais informações sobre o prémio podem ser obtidas junto ao CNPq entidade promotora do evento, nos seguintes contatos: site: www.jovemcientista.cnpq.br, e-mail: comunicaçã[email protected] ou pelo telefone (61) 3211-9414.

Com informações do CNPq

Evento propõe novo currículo de ensino médio

19/08/2011

Os alunos brasileiros chegam ao ensino médio com tantas dificuldades que as escolas precisam de maior carga horária para prepará-los para o trabalho. A ideia, do empresário Marcos Magalhães, foi exposta no encerramento do evento Sala Mundo Curitiba 2011, promovido pelo Grupo Positivo.

O currículo do ensino médio também deve ser reformado, disse Magalhães, presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE). Para ele, só deveriam ser obrigatórias as disciplinas de português e língua estrangeira, além de matemática, física, química e biologia. As outras seriam eletivas.

"Hoje, o aluno que vai prestar vestibular para engenharia perde tempo estudando filosofia. Se ele achar importante, deveria ter a opção de cursá-la, não a obrigação." Ontem, os painéis do evento discutiram gestão escolar, o trabalho dos professores e novas ideias aplicadas em escolas. Os palestrantes divergiram quanto à importância do diretor escolar no processo de melhoria da educação.

Magalhães deu ênfase ao papel do gestor."Ele precisa definir um plano de ação para sua unidade", afirmou.

Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, afirmou que sem bons professores e material didático de qualidade "não saímos do lugar".

Fonte: O Estado de S.Paulo/ Carlos Lordelo

Estudo relaciona desempenho educacional com escolha de carreira na profissão docente

19/08/2011

Os Estados brasileiros que apresentam desempenhos medianos e baixos em matemática nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) são os que mais registram ingressantes nas carreiras de professor da área de exatas, como física e mesmo matemática. A conclusão é de uma pesquisa do Insper (ex-Ibmec).

Para as pesquisadoras Maria Cristina Gramani e Cintia Scrich, essa relação pode ser perigosa, já que forma um ciclo no qual alunos que tiveram um conteúdo defasado se tornam docentes justamente da área em que apresentam mais dificuldades de aprendizagem. "Isso cria uma relação complicada que só pode ser revertida se reforçarmos a base da educação básica", explica Maria Cristina Gramani.

O estudo, intitulado "O desempenho educacional como fator de influência na escolha da profissão", analisou o desempenho em matemática de escolas públicas e privadas de todo o País. Para isso, utilizou as notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005, 2007, 2009 para 4.ª série e 8.ª série, e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008.

Para descobrir quais Estados têm os melhores alunos em matemática, foi feito um ranking da eficiência educacional na disciplina, com a relação entre as notas obtidas no Enem e as notas de matemática ao longo dos outros anos do ensino fundamental, por meio do Saeb. Os Estados com melhores relações foram considerados os mais eficientes em matemática. Após essa fase, as pesquisadoras reuniram dados de procura (inscritos) e ingressantes (no vestibular) de cursos do ensino superior: Engenharia, Administração, Economia, Arquitetura, Medicina, Direito, Física e Matemática.

"Piauí e Sergipe são grandes exemplos dessa relação preocupante: registram altos números de inscritos e ingressantes nos vestibulares para formação de professores em exatas e, ao mesmo tempo, têm desempenhos baixos em matemática", afirma Maria Cristina Gramani.

A pesquisa do Insper também revelou uma tendência natural: os Estados que apresentam as maiores eficiências em matemática são aqueles onde há mais estudantes interessados em cursar as carreiras mais diretamente relacionadas a ela, como é o caso do curso de Engenharia. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo, por exemplo, estão entre as unidades da federação que melhor representam essa relação.

Realidade

Para os professores dos cursos de Matemática, a pesquisa retrata a defasagem que os alunos apresentam ao ingressarem no ensino superior. "Os estudantes chegam com uma formação deficiente, que vem do ensino fundamental e do médio", diz Manoel Vieira Neto, coordenador do curso da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Ele acredita que a grande demanda pelas licenciaturas se deva à baixa concorrência e, consequentemente, às baixas notas exigidas para o ingresso nesses cursos. Paulo de Souza Rabelo, chefe do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Sergipe (UFS), concorda.

"Normalmente é o aluno carente, que estudo em escola pública, que vem com dificuldades", afirma. De acordo com ele, no curso da UFS, apenas 20% dos alunos passam para o segundo ano sem reprovar em nenhuma disciplina.

A dificuldade que os ingressantes nos cursos de licenciatura em exatas demonstram não é percebida somente nos Estados de piores desempenhos em matemática. "A defasagem é nítida", diz Paulo Roberto Nascimento, coordenador do curso de Matemática da Universidade Cruzeiro do Sul, de São Paulo. "Eles precisam de suporte."

Equalização

Apesar de algumas universidades oferecerem cursos de nivelamento para os universitários com defasagem de conteúdo, os professores afirmam que é difícil superar as deficiências de oito anos em poucos meses.

De acordo com Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), os cursos de nivelamento são comuns hoje. "A maior parte das instituições já tem, para evitar a evasão. Praticamente todas apresentam alguma iniciativa nesse sentido", explica Capelato. "Isso mostra a gravidade da baixa qualidade da nossa educação básica."

Fonte: Bondenews (PR)/ Agência Estado

Pesquisa Juventude e Mercado de Trabalho investiga relações e expectativas na educação profissional

19/08/2011

O Centro Ruth Cardoso em parceria com a instituição de pesquisa Ideca e apoio do Instituto Unibanco e Itaú Social divulgou ontem a pesquisa “Juventude e Mercado de Trabalho”, que analisou as relações entre as ações de educação profissional, as expectativas dos jovens e as demandas do mercado.

O estudo, que ouviu 880 jovens de 16 a 24 anos, além de educadores, empregadores e gestores de programas que preparam para o trabalho na região metropolitana de São Paulo, levantou oito hipóteses para investigação, entre elas a de que as iniciativas existentes são insuficientes para a demanda e a oferta de educação profissional não leva em conta a necessidade real ou potencial da estrutura produtiva. Outros focos abordaram os modelos de aprendizado e seus métodos de avaliação.

Em relação a esses tópicos, o estudo confirma que as iniciativas de educação profissional não são suficientes nem eficientes, quando considerada a realidade no mercado de trabalho – grande número de jovens desempregados ou ocupados em trabalhos precários e informais, indicando distância entre a oferta de capacitação profissional e a necessidade dos setores produtivos no país.

Quanto à qualidade da educação profissional, o estudo destaca que muitos programas têm a preocupação de usar modelos pedagógicos motivadores, que consideram o aluno o principal ator do aprendizado e sua participação essencial, mas não conseguem implementar na prática essa orientação, resultando em desinteresse do jovem pela capacitação.

Um dos gargalos da educação profissional, aponta a pesquisa, está na avaliação dos programas, que se focam no que foi aprendido, sem explorar resultados que poderiam contribuir para o aprimoramento e atualização das atividades, que se tornariam assim mais atraentes para o jovem. Um dos problemas apontados é que não se fazem diagnósticos do aluno no momento em que ele ingressa no programa, seja em relação a habilidades cognitivas ou sociais, o que impede o ajuste dos programas e de seus métodos de ensino, principalmente por acabarem desprezados os conhecimentos e experiências que o estudante já tem em sua trajetória.

Fonte: Alfasol/Onda Jovem

Educação lança Portal para comunidade escolar do Acre

19/08/2011

A Secretaria de Estado de Educação e Esporte e o Núcleo de Educação Tecnológica (NTE) do Acre lançou esta semana o Portal da Educação, um ambiente virtual que reúne materiais de interesse educacional direcionado a professores, estudantes e gestores escolares. O Portal do NTE foi construído para facilitar a navegação e a pesquisa da comunidade escolar.

O Portal do NTE traz indicações de mais de 300 sites com conteúdo educacional, links para diversos objetos educacionais com objetivos pedagógicos que servem para apoiar o processo de ensino-aprendizagem, bem como software para download, sites para cursos online, orientações curriculares das diversas disciplinas, portais educacionais (como o Portal do Professor do MEC), dicionários eletrônicos e links para participação em comunidades de educadores. "Esperamos que o professor acesse e possa constatar o que a ferramenta pode ajudá-lo em sala de aula", enfatiza Rosa Braga, coordenadora do NTE.

Para garantir uma acessibilidade mais eficiente e atrativa, o Portal NTE traz links interativos e bem elaborados, que estimulam a curiosidade do internauta em navegar por eles. Com nove links na página inicial, o novo portal da educação é um suporte para a rede de professores que trabalham com tecnologias nas escolas do Estado, pois oferece recursos digitais divididos por áreas, além de apresentar programas do MEC que são de responsabilidade dos NTEs nos Estados, como o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), TV Escola, Projeto Um Computador por Aluno (UCA), Formação Pela Escola e Mídias Pela Escola.

Desafio online

Uma das novidades que o site apresenta é o Desafio Online, um espaço criado pela Secretaria de Educação dedicado aos estudantes da rede pública de ensino que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São mais de 6,5 mil alunos cadastrados no ambiente, aptos a fazer os simulados. Cada vez que o aluno solicitar uma prova para responder, o sistema vai gerar novas perguntas. "Achei muito interessante o conteúdo digital. Agora os jovens vão poder ter acesso mais fácil e testar seus conhecimentos", diz a diretora da Escola Maria Angélica, Raimunda Cunha.

Para o secretário de Educação e Esporte, Daniel Zen, a construção do Portal NTE é mais uma ferramenta de apoio e fortalecimento diante dos avanços educacionais vividos pelo Acre, onde as novas tecnologias já são uma realidade entre os jovens. "Esperamos que cada vez mais os professores possam aplicar os recursos tecnológicos de forma prática e didática".

A interatividade do site também é outro fator que estimula a participação da comunidade. O professor que tiver interesse em contribuir com sugestões pode fazê-lo apresentando materiais para serem postados, contribuindo para a ampliação do acervo do Portal. Todo o material presente dentro do Portal NTE foi indicado por uma equipe de 18 professores/multipliocadores da rede pública de ensino. "O professor agora terá a chance de apresentar um mesmo conteúdo com mais dinamicidade.O portal traz muitas sugestões pedagógicas e isso enriquece e amplia o conhecimento de todos", conclui Rosa Braga.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

Pesquisa com 2 mil vestibulandos revela indecisão na hora de escolher curso e pouco apoio das escolas

22/08/2011

O que Engenharia Mecatrônica pode ter a ver com Veterinária? Ou Medicina com Relações Públicas? Na teoria, nada. Mas, para muitos vestibulandos, apesar de tão distintas, escolher entre uma ou outra dessas profissões é um enigma bastante complexo e com pouco tempo para ser desvendado.

No início da fase de inscrições para os principais vestibulares do País, 54% dos estudantes do 3º ano do ensino médio ainda não decidiram qual carreira querem seguir. O índice é resultado de uma pesquisa realizada pelo Portal Educacional com 2 mil adolescentes.

Pedro Laganaro, de 17 anos, aluno do Colégio Pentágono, faz parte desse contingente de indecisos. "Não tenho a mínima ideia do que vou fazer. Com certeza, exatas eu não faço, porque gosto de humanas e biológicas. Mas só isso que sei", diz o aluno do 3º ano.

Pedro acredita que metade de sua turma também não se decidiu sobre a carreira. "Muita gente está entre uma e outra carreira e há os que têm dúvidas sobre, por exemplo, qual das Engenharias vai fazer. Decididos, mesmo, são bem poucos".

Para Selena Garcia Greca, a psicóloga que coordenou a pesquisa, a indecisão reflete o quanto esse momento de decisão ainda é subestimado. "Apesar de estudarem tanto para o vestibular, eles não encaram a escolha do curso como parte do processo. Ele é muito novo, tem 16, 17 anos, e, como não há na escola uma matéria que o prepare, adquire uma postura passiva", diz.

Os números da pesquisa mostram essa omissão da escola: em apenas 10% delas existe um trabalho específico de orientação vocacional. O mais comum é os colégios oferecerem ações consideradas pouco efetivas pelos especialistas. As escolas ainda recomendam participação em feiras, palestras com profissionais às vésperas do momento da inscrição e realização de testes vocacionais, inclusive aqueles que sugerem o futuro do adolescente depois que ele responde a uma bateria de questões de múltipla escolha.

"A missão da escola é trabalhar com o desenvolvimento integral do seu educando e isso é pensar também na saída dele e em sua vocação profissional. Quando não faz isso, ela falha em um dos seus objetivos", diz Silvio Boch, vice-presidente da Associação Brasileira de Orientadores Profissionais (ABOP).

Erros

Sem orientação adequada, a decisão acaba levando em conta critérios objetivos, mas discutíveis - como os salários pagos na área pretendida e a perspectiva de crescimento do mercado (opção indicada por 18% dos entrevistados como uma boa forma de eleger a profissão). Há também argumentos bem mais frágeis, como a ideia de que o curso de Engenharia Naval é indicado para quem gosta de velejar ou que os amantes de videogames terão êxito caso escolham Ciência da Computação.

São as escolhas equivocadas as principais responsáveis pelos porcentuais de evasão universitária, um índice que chega a 40% do total de matriculados.

Vitor Aquino, de 26 anos, faz parte dessa estatística: desistiu duas vezes. A primeira foi logo que terminou o ensino médio. Atraído pelo salário, matriculou-se no curso de Engenharia de Produção, mas abandonou após um semestre. "Experimentei, não gostei, resolvi parar". Sua segunda tentativa também foi na área de exatas: Mecatrônica. Parou um ano antes de pegar o diploma ao perceber que o campo de atuação seria a indústria.

Sem saber o que fazer, Vitor decidiu seguir o conselho da mãe e buscar orientação profissional. O processo envolveu conversas, produção de texto e a participação da família, convidada a ajudar na decisão. Hoje está no quarto semestre de Medicina Veterinária. "Sempre gostei de bicho, mas nunca imaginei que iria trabalhar com isso profissionalmente", diz ele. Quando se formar, aos 26 anos, pretende trabalhar com melhoramento genético de animais de grande porte.

Públicas

Para prevenir que situações como essa aconteçam aos alunos oriundos de escolas públicas e que muitas vezes não têm condições financeiras de arcar com uma escolha errada, é preciso investir em processos de orientação profissional, diz Bloch.

"Antes, esse aluno nem chegava à universidade. Agora, com as políticas de inclusão como o ProUni, o jovem escolhe em função do número de pontos feitos no Enem. Se consegue pontos pra fazer licenciatura, faz sem saber que isso significa formação de professores."

Mas, apesar de todo o ônus, reconhecer o erro da escolha e fazer uma nova tentativa é melhor do que persistir na carreira equivocada, dizem os especialistas. Serão apenas alguns anos de atraso no início de uma atuação que vai durar décadas.

Fonte: O Estado de S. Paulo/ Ocimara Balmant

Um em cada quatro bolsistas abandona o ProUni, mas continua estudando, diz MEC

22/08/2011

Um balanço do Ministério da Educação sobre o Programa Universidade para Todos (ProUni) revela que, de 2005, início do programa, até o primeiro semestre de 2011, 893.102 estudantes de baixa renda foram contemplados em todo o país, mas  229.068 deixaram o projeto. Segundo o MEC, porém, a maioria abriu mão da bolsa, mas continuou estudando.

O levantamento analisou, um a um, os CPFs dos bolsistas que saíram do ProUni antes de concluir o curso. Dos 229.068 estudantes nessa situação, 102.506 abandonaram o ensino superior - o equivalente a 11,5% do total de bolsistas. Os demais, segundo o MEC, migraram para instituições públicas ou mesmo privadas, ainda que sem a bolsa do ProUni.

Para o MEC, o índice de 11,5% é o que efetivamente retrata a evasão histórica no ProUni. O argumento é que os demais estudantes que largaram o programa não abandonaram o ensino superior. Assim, ainda que tenham saído, não podem figurar na categoria de evadidos.

"Com certeza, esse camarada melhorou, tanto que abriu mão da bolsa", diz o secretário de Educação Superior, Luiz Claudio Costa, referindo-se a quem deixou o ProUni, mas segue matriculado em cursos de graduação.

Luiz Claudio diz que é preciso reduzir as taxas de evasão, um obstáculo a mais na lista de gargalos que fazem o Brasil ter, proporcionalmente, menos universitários que vizinhos como Chile, Argentina e Bolívia. Mas destaca que o problema seria menor entre bolsistas do ProUni, na comparação com o total dos estudantes de instituições particulares.

Enquanto o índice histórico do ProUni está em 11,5% - excluídos ex-bolsistas que continuaram estudando -, a evasão no conjunto do ensino superior privado atingiu 17,9%, em 2009.

O dado do setor privado é calculado pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). Mas não leva em conta eventuais transferências de estudantes para universidades públicas.

No estado de São Paulo, segundo o Semesp, a evasão alcança 23,9%, subindo para 27% na região metropolitana da capital paulista

Fonte: Agência O Globo/ Diário de Pernambuco

Governo adquire mais de 70 milhões de livros para escolas públicas no nível fundamental e médio

22/08/2011

 

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) encerrou a negociação da compra de 162,4 milhões de livros que serão distribuídas às escolas da rede pública no ano que vem. O custo total da aquisição foi R$ 1,1 bilhão - a maior compra de livros já feita pelo órgão, que é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC). As redes de ensino começam a receber as obras em outubro. A entrega vai até fevereiro de 2012.
Para o próximo ano, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) adquiriu livros para todas as disciplinas do ensino médio, além de 70 milhões de exemplares de reposição para o ensino fundamental. É o primeiro ano em que os alunos do ensino médio vão receber livros de espanhol, inglês, filosofia e sociologia. Cada obra deve ser usada durante três anos consecutivos. Ao todo, foram adquiridos 2.108 títulos diferentes.
Vinte e quatro editoras tiveram obras selecionadas. O material é apresentado a comissões de especialistas das universidades federais que selecionam as obras a partir de critérios estabelecidos pelo programa, como, por exemplo, a coerência com o currículo escolar. Em seguida, as escolas recebem um guia do livro didático com os títulos disponíveis e escolhem as obras que querem receber. A partir desse levantamento é que os títulos são adquiridos.
O valor de cada exemplar adquirido para 2012 ficou entre R$ 5,45 e R$ 28,94. O preço varia de acordo com o número de páginas da obra e a quantidade de exemplares encomendados. A Editora Ática será a maior fornecedora do PNLD 2012, com 33 mil exemplares, ao custo de R$ 194 milhões. Em seguida, aparecem as editoras Saraiva, que receberá R$ 205 milhões por 30,8 mil exemplares, e Moderna, com 30,6 mil publicações ao custo de R$ 220 milhões. As menores fornecedoras são as editoras Fapi e Aymará, com 5 mil e 1,4 mil exemplares, respectivamente.
"Mesmo no caso do livro com preço mais alto, ainda é menor do que aquele que o consumidor compra na livraria. É o ganho de escala que o FNDE tem. Além de ser uma compra direta com a logística otimizada, o livro chega à escola sem nenhum intermediário. Não há custo com vendedor ou outros custos que estão envolvidos no mercado livreiro quando a obra vai para o consumidor comum", diz Rafael Torino, diretor de
Ações Educacionais do FNDE.
Para receber as obras, é necessária a adesão das escolas ao Programa Nacional do Livro Didático - até 2009, a entrega dos livros era feita a todas as redes de ensino, ainda que não houvesse solicitação formal. Atualmente, todos os estados e 97% dos municípios estão inscritos no programa.
Fonte: ClicaBrasília

 

Currículo fechado e distante da realidade local não faz escola interessante

23/08/2011

Na cidade paraense de Santarém, situada na confluência dos rios Amazonas e Tapajós, uma tradicional comemoração muda a rotina escolar, todo mês de setembro. As turmas do ensino fundamental da rede pública se envolvem no estudo do Sairé, a mais antiga manifestação cultural popular da Amazônia. Durante o período da festa, os rituais com elementos cristãos e indígenas, a encenação da luta dos botos Tucuxi e Cor de Rosa, e todo o impacto de mais de cem mil turistas que chegam à cidade de 297 mil habitantes viram temas de pesquisa e debate nas salas de aula. Porém, não há uma linha sequer sobre esse assunto nos livros utilizados por professores e alunos da região. Em compensação, eles encontram cinco páginas sobre a imigração japonesa em outra ponta do país, a cidade de São Paulo. E, na mão inversa, não será surpresa que alunos paulistanos desconheçam a riqueza dos 300 anos de história do Sairé. Isto é o que acontece quando redes públicas de ensino adotam um padrão curricular fechado e distante das realidades locais.

Situação oposta acontece no Paraná, primeiro Estado a produzir e distribuir gratuitamente livros didáticos. O material é desenvolvido no âmbito do Projeto Folhas, criado em 2004 pela Secretaria de Estado da Educação. Dentro do projeto, o Livro Didático Público combina os conteúdos das disciplinas curriculares com a realidade de professores e alunos. Em seis anos, foram produzidos 297 livros, com participação do professor-autor, orientadores e colaboradores. O material é considerado pioneiro entre as iniciativas governamentais de produção e circulação de Recursos Educacionais Abertos (REA).

Sete anos depois do Folhas, iniciativas inovadoras como a do Paraná começam a se disseminar pelo Brasil. Em 7 de junho, o município de São Paulo colocou na internet, sob licença Creative Commons, todos os materiais didáticos produzidos pela Secretaria de Educação. No mesmo mês, entrou em tramitação na Câmara Federal um projeto de lei que determina licenciamento e disponibilização à sociedade, em licenças livres, de qualquer obra resultante do trabalho de servidores públicos, incluindo professores e pesquisadores. Também em junho, a Assembleia Legislativa de São Paulo acolheu o seminário “Material Didático Digital”, sob coordenação do deputado Simão Pedro (PT-SP). O parlamentar defende que o governo do Estado, nos seus protocolos de compra de material didático, coloque o conteúdo para acesso livre na internet. A justificativa: os REA, além de ampliar recursos orçamentários, introduzem o compartilhamento de conhecimento na rede de educação e permitem a interação entre conteúdos organizados pelos professores em diálogo com os alunos.

O Projeto Brasileiro sobre Recursos Educacionais Abertos (Projeto REA-Brasil) acompanha de perto essa movimentação. “Há várias obras educacionais abertas e pouquíssimas políticas públicas nesse campo. Mas um caminho está sendo aberto”, avalia a jornalista Bianca Santana. Uma das ativistas do REA-Brasil, integrante da Comunidade que congrega cerca de 120 pessoas, e da Casa da Cultura Digital, ela reconhece que o conceito é novo e ainda não foi incorporado no campo da educação. Mas é um caminho sem volta, principalmente por tratar do compartilhamento de conhecimento, “que é a essência da educação, principalmente a educação pública”.

O conceito de recursos educacionais abertos foi cunhado pela Unesco em 2002, no Fórum sobre o Impacto do Open Courseware para Instituições de Ensino Superior nos Países em Desenvolvimento: “provisão de recursos educacionais abertos, ativada por tecnologias de informação e comunicação (TIC), para consulta, utilização e adaptação por uma comunidade de usuários para fins não comerciais”. Classificam-se como REAs as obras, as ferramentas educacionais e os recursos para sua implementação oferecidos livre e abertamente. Nessas categorias estão incluídos livros e materiais didáticos, cursos completos, tópicos de um conteúdo, temas de aprendizagem, coleções e periódicos, softwares para auxiliar a criação, entrega, uso e melhoria do conteúdo de aprendizagem aberto, comunidades de aprendizado online e licenças livres de propriedade intelectual.

No Livro Verde dos REA, a advogada Carolina Rossini, da coordenação do Projeto REA-Brasil, escreveu que existem três pilares relativos à intersecção das TIC com a política educacional para melhorar o retorno dos investimentos públicos. O primeiro é que “os materiais educacionais de financiamento público, tanto os de ensino como os resultantes de pesquisa, devem ser considerados bens públicos e disponibilizados sob as definições internacionais dos REA”. O segundo trata da transparência: dados, estatísticas e avaliações com relação ao êxito da política de REA devem estar facilmente disponíveis a todos. O terceiro diz respeito ao envolvimento e à colaboração dos educadores, que devem ser incentivados a, junto com as comunidades, se engajar na elaboração e recombinação de conteúdos “a fim de aproveitar ao máximo a combinação de tecnologia e conteúdo aberto”.

Diferença de liberdades

A iniciativa que atende a maior parte dos requisitos é a do município de São Paulo, cuja licença CC BY-NC-SA 3.0 autoriza outras redes de ensino, municípios e estados a utilizar os conteúdos produzidos, desde que para fins não comerciais. A licença permite cópia, distribuição e transmissão das obras sob a mesma licença e criação de obras derivadas. O impacto da decisão será grande. A maior rede municipal de ensino do país tem 990.427 alunos em 864 escolas de educação infantil e 541 escolas de ensino fundamental, além de 82 mil funcionários. A medida contempla obras para educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação especial, informática educativa, educação étnico-racial, cadernos de orientação didática e livros voltados para a recuperação em língua portuguesa e matemática. Além disso, estão disponíveis as orientações curriculares para educação infantil e ensino fundamental, as orientações didáticas para Educação de Jovens e Adultos (EJA), as obras para alunos do ciclo I do Programa Ler e Escrever e o acervo da Biblioteca Pedagógica Professora Alaíde Bueno Rodrigues, especializada em educação.

Outras iniciativas atendem apenas parte das qualificações de conteúdo e formato do REA. O Projeto Folhas, não licenciado por Creative Commons, traz na página inicial da obra a permissão de reprodução sem fins comerciais. Contudo, na rede está apenas o material para impressão em formato PDF, que não permite remix. Já o Portal do Professor, do Ministério da Educação (MEC), permite, em ambiente virtual, a troca de experiências entre professores do ensino fundamental e médio, por meio de recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho. Desenvolvida em software livre, a biblioteca tem amplo acervo de obras em domínio publico. Entretanto, há conteúdos e formatos copyright (sob licença de preservação total dos direitos autorais da obra).

Apesar do conceito teórico, ainda não há consenso na classificação dos REA. Na opinião de Bianca, há uma linha que separa o copyright da licença de grau máximo de disponibilidade, o domínio público: “na nossa cultura de total restrição, há muitas possibilidades. O que estiver nessa linha já é REA”. Frederico Gonçalves Guimarães, professor de Biologia da rede pública de Belo Horizonte (MG) e coordenador do coletivo Software Livre Educacional, vai além: “quanto mais recursos educacionais disponíveis, mais interessante fica a discussão. E, mais do que abertos, devem ser recursos livres, com, no mínimo, licença para uso não comercial e compartilhamento com a mesma licença”.

Legislação à vista

O conceito principal dessa proposição está no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara Federal desde 2 de junho. Proposto pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o projeto não limita os recursos educacionais abertos a livros, incluindo os materiais complementares, softwares, multimídia, jogos, teses, dissertações, artigos científicos e acadêmicos, entre outros. Também determina que o governo apoie o desenvolvimento de repositórios digitais federados e desenvolvidos com software livre, que permitam o arquivo, a publicação, a distribuição e o fácil acesso a tais materiais.

“O Estado brasileiro investe uma fortuna no financiamento de recursos educacionais, seja por meio de compras públicas, de salários e bolsas de estudo e pesquisa, de isenção de impostos em toda a cadeia produtiva de livros. É um modelo de investimento público cujo acesso deve ser aberto a toda a sociedade”, diz o parlamentar. Ele acredita que, mesmo com licenças abertas, como a Creative Commons, a medida não provocará alterações significativas no modelo de negócio de editoras e na produção científica e cultural. “Defendo o direito autoral de forma que ele não se torne absoluto. Quando compra uma obra, o poder público deve ter o direito de utilizá-la livremente, e não apenas para professores e alunos, mas para todos.”

A medida traria um novo alento ao professor brasileiro, que, nas palavras de Bianca, “não tem segurança jurídica e diariamente desrespeita a lei do copyright”, ao utilizar em sala de aula recursos como filmes da Disney, imagens de livros copyright em folhas de atividades, animações em flash (da Adobe) e até mesmo fontes tipográficas proprietárias como Times e Arial em apresentações gráficas nos moldes do Power Point da Microsoft. “Para os educadores, é difícil utilizar materiais com fins didáticos e educativos sem ferir os direitos autorais. Os professores ficam restritos ao uso de livros didáticos, o que é um contrassenso em uma sociedade da informação, em uma cultura digital, com a imensa possibilidade que temos hoje de acessar as fontes mais diferenciadas possíveis”, lamenta Adriana Vieira, especialista em TIC e Educação e coordenadora do Núcleo de Tecnologia do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Mais do que um projeto de lei, Teixeira quer que o MEC implante um programa de REA, fruto de uma política pública geradora de uma lógica pedagógica colaborativa e inovadora, “que recuperará o protagonismo de professores e alunos”. Faz eco ao Cenpec, que encara a abertura dos recursos educacionais como um passo para democratizar o acesso aos materiais, considerando-os bens públicos, e possibilitando que sejam adaptados e contextualizados conforme a realidade e a necessidade de cada comunidade educativa. “As políticas públicas neste setor estão muito voltadas para a questão instrumental do uso das TIC na educação: acesso, equipamentos das escolas e uso como apoio às aulas. Não que isso não seja importante, mas há pouca preocupação quanto às transformações culturais e de produção de conhecimento que as TIC proporcionam”, avalia Adriana Vieira.

É o que o próprio Cenpec vem fazendo desde 2010. A instituição, que desenvolve ações voltadas à melhoria da qualidade da educação pública e à participação no aprimoramento da política social, começa a discutir o assunto. Este ano, criou o Núcleo de TIC e Educação, que no segundo semestre de 2011 lançará o caderno institucional Ensinar e Aprender no Mundo Digital como REA. Será sua primeira publicação REA, online, com licença livre, em diferentes formatos, segundo os princípios da Iniciativa de Acesso Livre de Budapeste (BOAI, sigla em inglês de Budapest Open Access Initiative), de acesso livre de informação científica.

Outro projeto do Cenpec, que desde 2007 utiliza os princípios do REA, é o Minha Terra, do Programa EducaRede, uma rede social educativa com cerca de nove mil integrantes, que tem como princípios o compartilhamento e a colaboração. Os professores montam equipes de produção e a escola se transforma em uma agência de notícias locais. Em diálogo com os conteúdos curriculares, os alunos do ensino fundamental 2 fazem pesquisas e entrevistas, produzem conteúdos multimídia e protagonizam ações de intervenção na comunidade. Tudo vai para a rede, com acesso livre. O resultado tem sido a efetiva melhoria do aprendizado, maior motivação dos alunos, valorização do papel do professor e ampliação da noção de cidadania.

Entre o medo e a participação

Menos de sete quilômetros separam a Universidade de São Paulo (USP), a maior instituição de ensino superior da América Latina, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ibrahim Nobre, na periferia oeste de São Paulo. É ali, no pequeno prédio pintado de verde e muros brancos pixados, que Cosme Freire Martins, formado em História e com mestrado em Educação, leciona História para alunos de 5º e 7º anos. O maior desafio? Trabalhar com crianças desmotivadas e recursos educacionais que não ajudam nem um pouco a reverter isso, pois nem sempre levam à reflexão e à construção do conhecimento.

Cosme avalia o material didático da rede municipal de ensino de São Paulo como tradicionalmente “robusto”, o que ajuda nas aulas. Reconhece a importância das salas de informática e de leitura. E vê com otimismo a disponibilização do conteúdo educacional na rede. Mas faz ressalvas: “uma coisa é o professor saber que existe o material, outra é a forma como vai utilizá-lo. É preciso saber se ele vai usar, de fato. Não podemos esquecer que na escola, principalmente a pública, o educador ainda olha o computador com medo, enquanto o menino detona no celular. Para que o projeto dê certo, é preciso participação”.

A adesão do professor é um dos grandes desafios enfrentados nos projetos de REA. Os educadores resistem, inseguros diante de dificuldades em lidar com as inovações pedagógicas e tecnológicas. Muitos não sabem dialogar com alunos que já chegam alfabetizados em tecnologia e têm medo de perder o status de autoridade e detentor do conhecimento. Frederico Gonçalves Guimarães, coordenador do coletivo Software Livre Educacional, explica: “com o REA, os alunos também constroem conteúdos. O que está em jogo não são apenas recursos educacionais, é uma nova forma de ver a educação. Se o REA for fruto de discussão e compartilhamento, funciona. Se não, corre-se o risco contrário, de existir uma grande biblioteca de recursos de acesso fácil, que criará um professor preguiçoso e diminuirá a reflexão”.

A constatação é compartilhada pelo Cenpec, que credita ao REA a qualidade de ser impulsionador da autonomia do professor. “As propostas do REA revalorizam e atualizam princípios sempre perseguidos por propostas de educação de qualidade, que buscam autonomia, participação e inclusão dos sujeitos. Nesse sentido, vale a pena”, afirma Bianca Santana, do Projeto REA-Brasil.

Fonte: Revista A Rede – Tecnologia para Inclusão Social/ artigo “Quem quer escola mais interessante”/ Bernardete Toneto

Boas práticas de professores levam alunos a se destacar na última olimpíada de matemática

23/08/2011

Intuitivamente, esses professores implantaram em suas escolas práticas consagradas em países que oferecem um ensino de matemática de alto nível Só conseguiram isso porque não se deixaram paralisar pelas adversidades de ordem prática nem por bandeiras ideológicas que tentam banir o princípio da meritocracia do ensino brasileiro. Ao contrário, souberam cultivar talentos acima da média. "Quando percebo que um aluno tem aptidão para os números, não penso duas vezes: eu o incentivo a resolver problemas cada vez mais complexos", conta Antônio de Pádua Queiroz, de 56 anos, que assim conseguiu fazer de Erick Rodolfo Trindade, de 15, um dos dois medalhistas da escola municipal Oneide de Souza Tavares, na região metropolitana de Belém. Com as aulas extras que deu ao jovem, o professor despertou sua atenção para uma carreira que ele nem sequer cogitava: a de professor da disciplina.

Várias pesquisas já sinalizaram que o que mais angustia os alunos em relação à matemática são as fórmulas despejadas na lousa sem nenhuma conexão com o mundo real. Um grande erro. Diz o americano John Allen Paulos, autor do livro Innumeracy (em português, algo como "analfamatematismo"): "Não são as fórmulas que limitam a liberdade de pensamento, e sim a incapacidade dos professores em usá-las para traduzir o mundo em que vivemos". Da cidade de Coruripe, a 80 quilômetros de Maceió, vem um bom exemplo de como, à base de iniciativas bem simples, os alunos passam a ver um propósito prático nas equações da lousa. Na escola municipal General Gois Monteiro, Djalma Nascimento, de 43 anos, sedimenta conceitos de trigonometria calculando ângulos nas dependências do colégio. "Com esse tipo de aplicação, meus alunos perderam o pavor da matemática". comemora o professor, que emplacou dois deles entre os medalhistas da última olimpíada.

O grupo de professores campeões constitui, antes de tudo, um exemplo de esforço. Egressos de famílias pobres, eles tiveram o diploma universitário festejado como um troféu pelos parentes, que, em sua esmagadora maioria, não foram tão longe. Seu desempenho universitário contrasta com o do típico estudante que conclui o curso superior de matemática no Brasil - a média no último exame aplicado pelo Ministério da Educação não passou de 27 em uma prova que vale 100. Está aí a raiz do péssimo ensino da disciplina. Diz o doutor em matemática Elon Lages Lima, autor do livro Matemática e Ensino: "A maioria dos professores nem sequer domina os fundamentos da matéria que ensina"

O mau ensino dos números é um obstáculo e tanto para que o Brasil comece a sonhar em ser um país que produza inovações científicas em grande escala. Para ter uma medida do atraso nesse campo, em 2010 os chineses solicitaram o registro de mais de 12000 patentes - 25 vezes o número brasileiro. Nas economias emergentes, é crescente a demanda por matemáticos e profissionais afins. Tudo isso só reforça a necessidade de multiplicar os bons exemplos dos professores que despontaram na última olimpíada. O Brasil precisa de gente como Greiciane Lima, que, com apenas 25 anos. aparece no topo do ranking de docentes do Maranhão. Ela encara seu ofício como uma missão: "Quero formar um batalhão de bons matemáticos". Bons matemáticos são aqueles que enxergam na sua área não apenas verdade, mas "suprema beleza - a beleza fria e austera, como a da escultura". A frase é do filósofo. historiador - e matemático - inglês Bertrand Russell.

Fonte: Revista Veja

60% das escolas estaduais paulistas de ensino básico têm problema de superlotação em salas de aula

23/08/2011

Mais de 60% das escolas estaduais paulistas de ensino básico possuem ao menos uma série com mais estudantes em sala que o recomendado pelo próprio governo de SP. Em 64% delas, há problemas em mais de uma turma.

Estudantes reclamam que são obrigados a ficar apertados, a "caçar" carteiras em outras salas e até a dividir assentos com colegas, pois chegam a faltar carteiras.

O levantamento de escolas com salas superlotadas foi feito pela Folha, com base em dados do Ministério da Educação (Censo Escolar 2010). A Secretaria Estadual da Educação reconhece o problema e informa que hoje 890 mil estudantes estão em salas com mais alunos que o indicado (22% do total).

A reportagem encontrou turmas com mais de dez alunos acima do recomendado. É o caso do primeiro ano do ensino médio da escola Maria Luiza Martins Roque, na periferia sul da capital.

Ali, Carla (nome fictício), 15, possui outros 51 colegas. "É um desastre. Fica aquele abafamento, muito barulho.

Algumas vezes, os alunos precisam dividir carteiras" -a secretaria nega que falte mobiliário na sua rede.

De 2009 a 2011, houve pequeno aumento no número de estudantes de ensino médio em classes lotadas, mas redução no fundamental.

Desde 2008, a recomendação da Secretaria da Educação é que, do primeiro ao quinto ano do fundamental, as salas tenham até 30 alunos; do sexto ao nono ano, 35; e no médio, 40.

Meta não cumprida

A situação é mais crítica nos cinco primeiros anos do fundamental, no qual 30% das turmas estão superlotadas. Nessa etapa, SP é a terceira rede estadual com a maior média de alunos por turma do país. Na rede municipal paulistana, a proporção de escolas com mais alunos que o recomendado é 50% menor do que na estadual.

O problema foi agravado porque o Estado não cumpriu as metas de construção de salas: entre 2008 e 2010 estavam previstas 3.447, mas 903 foram entregues, segundo levantamento da liderança do PT na Assembleia. A gestão Alckmin (PSDB) diz esbarrar na falta de terrenos para construir escolas.

Pesquisas divergem sobre o impacto do tamanho das turmas no desempenho dos alunos. Alguns apontam efeito nulo. Outros defendem a redução das turmas.

Uma posição com adeptos nos dois lados é que classes menores podem ajudar públicos específicos, como alunos carentes. "E infelizmente são essas escolas que são grandes", disse o pesquisador da Universidade Federal de Minas Francisco Soares.

Docente da Faculdade de Educação da USP, Romualdo Portela defende que o governo deva evitar só "exageros" no tamanho das turmas e investir mais em programas em que haja mais certeza de ganhos educacionais.

Fonte: Folha de S. Paulo/ Fábio Takahashi/ Natália Cancian

Especialistas defendem currículo mais preciso na matemática dos primeiros anos da escola

23/08/2011

Um currículo preciso, com foco e coerente, além de um professor bem preparado, que domine os conceitos daquilo que ensina. Esta é a receita de especialistas para fazer as crianças aprenderem matemática desde cedo.

Ela é baseada não em idiossincrasias, mas em evidências de países que obtêm melhores resultados em testes internacionais.

Ainda que pareça óbvia ou consensual, os mesmos pesquisadores que a defendem sabem o quanto é difícil colocá-la em prática em sistemas educacionais acostumados com outros modelos.

Na semana passada, em seminário internacional sobre o ensino de matemática nas séries iniciais do ensino fundamental realizado pelo Instituto Alfa e Beto no Rio, pesquisadores apresentaram seus mais recentes estudos.

William Schmidt, da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA, é quem defende a tese do currículo preciso e coerente, e baseia-se na estrutura usada em países com bom desempenho em matemática nas provas internacionais como o Pisa.

Nos dois anos iniciais do ensino fundamental, em nações como Cingapura, Japão e Coreia do Sul, o currículo concentra-se no ensino de operações e conceitos básicos, como explicar o significado de números inteiros e unidades de medida.

Uma vez que tais conceitos são bem assimilados, parte-se, nas séries seguintes, para tópicos mais avançados, como frações e medidas de área e volume, por exemplo.

Há, portanto, clareza e nexo no que deve ser ensinado e aprendido, respeitando a lógica cumulativa de que, para aprender um conteúdo mais complexo em matemática, é preciso já dominar conceitos fundamentais.

"As evidências mostram que, quanto mais tópicos você tenta ensinar no currículo, pior é a performance do país", explica Schmidt.

Esses países também têm, além de currículo mais preciso, expectativas claras sobre o nível que as crianças devem atingir em cada série.

Em países em que essa centralização do programa de matemática nas séries iniciais não é tão forte -caso do Brasil e dos EUA- , o conteúdo ensinado em cada etapa varia mais de acordo com escolhas individuais dos professores. Como resultado, diz Schmidt, crianças mais ricas acabam tendo um currículo mais avançado do que as mais pobres.

Mais conceitos

Uma dificuldade apontada por ele para mudar o ensino de matemática é que os professores tendem a reproduzir em sala de aula estratégias utilizadas pelos seus mestres para ensiná-los quando crianças.

É por isso que o pesquisador da Universidade da Califórnia Hung-Hsi Wu, também presente no seminário, defende outra mudança nos currículos -desta vez, no das faculdades de educação.

Para ele, o maior erro é continuar acreditando que ensinar nos primeiros anos é algo simples. "Não basta mais ensinar as quatro operações para essa geração. As calculadoras fazem isso com mais eficiência. É preciso ter domínio dos conceitos e da teoria", diz o pesquisador.

Wu dá cursos para professores nos EUA e conta que é considerado exigente: "O problema que percebo não é a falta de teoria pedagógica para dar aulas. Falta é conhecimento da matemática".

O pesquisador da Universidade da Califórnia defende que, já no início do ensino fundamental, haja um professor específico da disciplina. Wu, no entanto, não critica apenas a falta de preparo dos docentes.

Para ele, seus colegas de academia também têm feito muito pouco. "Os especialistas em educação pouco se interessam pelos problemas da sala de aula."

Folha de S. Paulo/ Antônio Gois

Meta do governo: 1,2 milhão de matrículas em universidades federais até 2014

24/08/2011

A presidenta Dilma Rousseff afirmou ontem que o governo tem como meta alcançar 1,2 milhão de matrículas em universidade federais até 2014. Na semana passada, foi anunciada a criação de quatro unidades em estados do Norte e do Nordeste. Com a expansão, a rede federal passa a contar com 63 universidades.

O anúncio foi avaliado como um passo importante na terceira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação, formada por universidades federais e também por Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia (Ifets).

“Estamos criando condições para formar engenheiros, médicos, agrônomos, professores, dentistas e técnicos das mais diversas especializações, em municípios dos mais diferentes tamanhos, em todas as regiões”, afirmou a presidenta, lembrando que cidades com mais de 50 mil habitantes foram priorizadas na escolha dos locais para as universidades. São microrregiões onde não existiam unidades da rede federal, sobretudo no interior do país. Também foram considerados municípios com elevado percentual de pobreza e com mais de 80 mil habitantes, mas onde as prefeituras têm dificuldade de investir em educação.

“Antes, para realizar o sonho de ter uma profissão, o jovem tinha que sair de casa, viajar para estudar na capital ou nos grandes centros urbanos. Agora, o ensino universitário, o ensino tecnológico está indo onde o cidadão mora ou nas suas vizinhanças”, explicou.

Para a presidenta, um salto na educação brasileira pode contribuir para o país enfrentar a crise econômica global.

Fonte: Agência Brasil

Boletins das escolas na Prova Brasil podem ajudar professores e gestores

24/08/2011

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que divulgou recentemente os boletins com o desempenho das escolas na Prova Brasil 2009, quer ajudar os professores e gestores a utilizarem esses resultados para a melhoria de suas práticas.

Os boletins trazem informações sobre o número de participantes, médias em língua portuguesa e matemática, distribuição dos alunos nas faixas de proficiência, evolução do Ideb e indicadores educacionais como taxa de aprovação, médias de hora-aula e docentes com curso superior, para cada uma das cerca de 60 mil escolas públicas de 4ª e 8ª séries avaliadas.

Os resultados preliminares foram publicados em julho de 2010 e, então, houve um prazo para que as escolas, secretarias municipais e estaduais de Educação recorressem dos dados.

Segundo o Inep, a equipe técnica do órgão julgou os recursos e reprocessou as informações, quando necessário. "Os resultados consolidados são apresentados agora, após finalização de todas as análises de consistência das bases, assegurando assim a fidedignidade dos dados, o que é de suma importância tanto para o subsídio às políticas públicas educacionais quanto para a utilização em pesquisas e estudos técnicos", diz nota do instituto.

A Prova Brasil é realizada a cada dois anos. Em 2011, mais de 5,1 milhões de alunos da rede pública participarão da avaliação, que examina os alunos nas disciplinas de língua portuguesa e matemática. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a prova ocorrerá em novembro para 2,6 milhões de alunos do 5º ano, e 2,5 milhões do 9º ano do ensino fundamental da rede pública de ensino.

Para acessar os resultados de 2009, a escola deve acessar: http://sistemasprovabrasil2.inep.gov.br/

Fonte: Todos pela Educação/ Inep/ Mec

Conanda apresenta documento base para a IX Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente

24/08/2011

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) divulga documento base para a 9ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente (www.direitosdacriança.org.br)  que acontecerá de 11 a 14 de Julho de 2012, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, no Distrito Federal.

A resolução que estabeleceu a data oficial das atividades apontou ainda que os municípios deverão realizar suas Conferências entre agosto e novembro de 2011 e os estados, entre fevereiro e 15 de maio de 2012.

Com o objetivo de organizar e fortalecer a Conferência Municipal, os distritos se organizam em suas respectivas subprefeituras para realizar conferências regionais. A de Pinheiros, que compreende os distritos do Itaim, Pinheiros, Jardim Paulista e Alto de Pinheiros, acontecerá no dia 29 de Setembro, das 8 às 17h30 no Centro Juvenil Salesiano Dom Bosco.

E, para mobilizar e escutar as crianças e adolescentes na promoção de seus direitos, acontecerá também a Conferência Lúdica de Pinheiros que será realizada na EMEF Olavo Pezzotti, das 8 às 17hs do dia 23 de Setembro. É obrigatório fazer inscrição:

http://pinheiros.agenciacomunitaria.org.br/2011/08/12/inscricoes-para-conferencias-ludica-eou-convencional-de-pinheiros/

Fonte: Agência Comunitária de Notícias de Pinheiros/ Julia Dietrich

Concursos públicos oferecem quase 25 mil vagas no país

25/08/2011

São 24.584 oportunidades de emprego em concursos públicos para todos os níveis de escolaridade: ensino fundamental, ensino médio e nível superior. Há vagas para mecânicos, pedreiros, professores, cozinheiras, auxiliares administrativos, técnicos em informática, médicos, advogados, engenheiros, entre outros cargos.

Os concursos acontecem em pelo menos 22 Estados: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

A remuneração varia de R$ 300 até R$ 21,7 mil. As maiores remunerações são para vagas na área jurídica, como juízes. A maior quantidade de vagas é oferecida pelo  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que vai contratar 4.250 candidatos de nível médio ou superior, oferecendo salários de R$ 800 a R$ 4.000 (o concurso recebe inscrição até 19 de setembro).

A Marinha, o Exército e a Aeronáutica abriram inscrições para oficiais. Juntas, as corporações oferecem 785 vagas. A única remuneração divulgada, da Marinha, é de R$ 2.200.

Fonte: Comunidade Exkola/ R7

Escola Técnica Estadual (ETEC) na capital paulista ganha curso de nutrição e diedética

25/08/2011

Estado investiu R$ 14,8 milhões na unidade, que fica no Mandaqui, zona norte da cidade de São Paulo. São 12 salas de aula e sete laboratórios -- de Edificações, Enfermagem,  Informática, Química e Física e Técnica Dietética --, além de biblioteca, salas administrativas e quadra poliesportiva.

A Etec já estava em atividade no primeiro semestre deste ano, oferecendo ensino médio e os cursos técnicos de Edificações e Enfermagem. No segundo semestre foi implantado o curso técnico de Nutrição e Dietética, nos períodos da tarde e da noite, com 40 vagas cada.

Atualmente, a Capital tem 39 Etecs - oito delas localizadas na zona norte -, e cinco Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Com o objetivo de estender a oferta do ensino Técnico, e com isso aumentar a oportunidade de inclusão social e de crescimento profissional a novos alunos, o governo estadual promoveu a parceria entre o Centro Paula Souza, a Secretaria da Educação e a Prefeitura da Capital.

No segundo semestre de 2011 foram oferecidas na cidade de São Paulo 1.785 vagas para cursos técnicos em 23 escolas da rede estadual e 1.445 vagas em 22 Centros Educacionais Unificados (CEUs).

As Etecs paulistas atendem mais de 200 mil estudantes, no ensino médio e no ensino técnico, para os setores Industrial, agropecuário e de serviços. Nas Fatecs, cerca de 50 mil alunos estão matriculados nos cursos de graduação tecnológica.

Fonte: MaxPress

Educação de Jovens e Adultos abre inscrições para cursos a distância no Distrito Federal

25/08/2011

Até dia 2 de setembro estão abertas as inscrições para formação a distância na Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo a Secretaria de Educação do Distrito Federal.  A matrícula deve ser feita pessoalmente, de 8h às 11h ou de 14h às 20h, na secretaria do CESAS, que fica na L2 Sul, quadra 602, ao lado da Escola de Música. Na data da matrícula, os interessados em cursar o ensino fundamental devem  ter 15 anos. Já para o ensino médio a idade mínima é de 18 anos.

Para efetivação das matrículas é necessário apresentação de identidade e CPF, histórico escolar do nível anterior cursado, histórico escolar ou declaração provisória de matrícula do nível escolar que está em curso, comprovante de residência, laudos para comprovação de necessidade especial (se for o caso), uma foto 3x4, além de um endereço de e-mail próprio e ativo. No dia da matrícula, devem ser apresentados todos os documentos originais. As cópias devem ser entregues.

Fonte: Agência Brasília de Notícias

Vara de Infância e Juventude pede apuração de evasão escolar em SP

25/08/2011

O Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc) do Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar a evasão escolar na região de São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, bairros da Zona Leste de São Paulo. A medida buscará os meios necessários para tentar reverter o quadro de evasão.

O inquérito civil é resultado de solicitação encaminhada pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional de São Miguel Paulista, na qual é relatada a inoperância dos mecanismos municipais para evitar a evasão escolar.

O Geduc enviou ofícios à Secretaria Municipal de Educação, à Secretaria Estadual de Educação, às Diretorias Regionais de Ensino e aos Conselhos Tutelares que englobam as três regiões, solicitando levantamento sobre o número de alunos que não frequentam ou que evadiram das escolas da região em 2011. Eles também terão que informar como combatem a evasão escolar.

Também estão sendo enviados ofícios à Diretoria do Centro de Informações Escolares, solicitando as mesmas informações, e a todos os diretores de escolas daquelas regiões, pedindo explicações sobre a maneira e forma de atuação dos diretores nos casos em que é constatada a evasão escolar.

Fonte: G1

Cinco estudantes de ensino médio levam o Brasil à Polônia para disputar a Olímpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

26/08/2011

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) começa nesta sexta, 26,  na cidade de Chorzów, na Polônia, e termina no próximo dia 3 de setembro. Serão 150 alunos de 27 países testando seus conhecimentos em astronomia, física e matemática em quatro provas decisivas.

O grupo brasileiro é formado pelos estudantes Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, de 16 anos; Pedro Rangel Caetano, 16; Tábata Cláudia Amaral de Pontes, 17; e Gustavo Haddad Braga, 16, de São Paulo; e Rafael de Lima Bordoni, 18, do Amazonas. Eles terão a companhia dos professores Thais Mothé-Diniz, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Felipe Gonçalves Assis, ex- participante da olimpíada.

Os estudantes foram os melhores colocados na olimpíada brasileira. Eles passaram uma semana em treinamento no Planetário do Ibirapuera, em São Paulo, em aulas de astronomia e astrofísica, além de analisarem o céu da Polônia através de uma projeção. Na competição internacional, serão submetidos a quatro provas:  uma teórica com problemas de astronomia, que são resolvidos com conhecimentos de física e matemática; uma prova observacional, na qual os estudantes terão  de usar um telescópio  para localizar astros do céu polonês; uma prova de análise de dados; e uma prova por equipe para resolução em conjunto de uma tarefa.

Nova experiência

A viagem para a Europa será uma experiência nova para o jovem Rafael. Aluno do Colégio Militar de Manaus, o estudante ganhou uma bolsa do Etapa, de São Paulo. "Agora será um novo desafio. Sempre gostei de matemática, e a participação nessas olimpíadas abre novas portas", afirma Rafael, que no final do ano vai prestar vestibular para matemática na USP.

Gustavo e Ivan, alunos do Objetivo, ganharam em julho medalhas na Olimpíada Internacional de Física, na Bélgica. "As competições envolvem criatividade. Tem de ser criativo para encontrar as respostas e é um desafio utilizar o conhecimento do ensino médio como ferramenta", diz Gustavo.

Tábata desde pequena coleciona títulos. Também bolsista do Etapa, ela já conheceu a China e a Turquia em competições de conhecimento. E ganhou medalhas em olimpíadas nacionais de matemática. "O sonho dela é estudar fora do país", diz a mãe, Maria Renilda Amaral.

A mãe de Pedro, que estuda no colégio Ser, de Sorocaba (SP), vê na participação do filho na olimpíada o resultado de uma identificação com o estudo. "Meu filho sempre teve interesse em descobrir o funcionamento das coisas e do mundo", diz Joselaine Caetano. "Para ele sempre foi uma brincadeira no bom sentido. Essas olimpíadas são uma oportunidade de conhecer mais."

Próxima edição será no RJ

A cidade ainda não foi definida, mas o estado do Rio de Janeiro será palco da sétima edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, em 2012. A professora da UFRJ, Thaís Mothé-Diniz, faz parte do comitê de organização do evento. "Queremos dar ênfase aos estudos de astronomia dos ancestrais latino-americanos, os índios brasileiros, os maias e os incas, por exemplo", destaca a especialista. Por enquanto o maior desafio é obter apoio financeiro para a hospedagem das delegações internacionais no país.

Calendário olímpico de conhecimentos

Olimpíada Brasileira de Matemática
Nível de ensino: Do 6º ano do ensino fundamental à graduação
Como funciona: Tem três fases de junho a outubro
Inscrições: Devem ser feitas pelas escolas até 30/4
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: medalhas, livros, menções honrosas, participação em semana olímpica de treinamento e aulas intensivas
Participantes em 2010: 350 mil
Site: www.obm.org.br/opencms

Olimpíada Brasileira de Física
Nível de ensino: Do 9º ano do ensino fundamental ao ensino médio
Como funciona: Tem três fases de maio a outubro. A primeira ocorre na própria escola e as outras duas em locais determinados pelos organizadores
Inscrições: Devem ser feitas pelas escolas até 12/5
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: medalhas e menções honrosas
Participantes em 2010: 200 mil
Site: www.sbf1.sbfisica.org.br/olimpiadas

Olimpíada Brasileira de Química
Nível de ensino: médio e tecnológico
Como funciona: Tem duas etapas. A primeira tem três fases e vai até novembro. A segunda etapa seleciona estudantes para competições no exterior, que ocorrem no primeiro semestre do ano seguinte
Inscrições: Devem ser feitas pelas escolas até 10 dias antes do início
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: nomes dos primeiros colocados na galeria de honra da competição. Os dez de maior destaque são convocados para participar de curso de aprofundamento e excelência para poder representar o país no exterior
Participantes em 2010: 165 mil
Site: www.obq.ufc.br/obqIndex.htm

Olimpíada Brasileira de Biologia
Nível de ensino: ensino médio
Como funciona: Tem três fases de abril a junho
Inscrições: Estão encerradas
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: medalhas
Participantes em 2010: 15 mil
Site: www.anbiojovem.org.br/obb

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
Nível de ensino: Do 1º ano do ensino fundamental ao ensino médio
Como funciona: Tem uma única fase e é realizada na própria escola em 13/5
Inscrições: Estão encerradas
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: certificados, medalhas, viagens e preparação para olimpíadas internacionais
Participantes em 2010: 786 mil
Site: http://www.oba.org.br/site/index.php

Olimpíada Brasileira de Robótica
Nível de ensino: fundamental, médio e técnico até 19 anos
Como funciona: Tem provas teóricas e práticas
Inscrições: Devem ser feitas pelas escolas até 3/6
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: medalhas, certificados, cursos gratuitos de robótica, apoio para participação na fase final e apoio para participar de competição internacional
Participantes em 2010: 30 mil
Site: www.obr.org.br

Olimpíada Brasileira de Informática
Nível de ensino: fundamental e médio
Como funciona: tem provas teóricas e atividades de programação
Inscrições: Estão encerradas
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Sim
Prêmios: certificados de participação, medalhas e curso de programação para os melhores
Participantes em 2010: 23 mil
Site: http://olimpiada.ic.unicamp.br/

Olimpíada Nacional em História do Brasil
Nível de ensino: Do 8º ano do ensino fundamental ao ensino médio
Como funciona: Tem provas teóricas feitas pela internet. A última fase é presencial
Inscrições: Devem ser feitas por um professor. Começam em maio
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Não
Prêmios: medalhas e certificados de participação
Participantes em 2010: 40 mil
Site: http://www.mc.unicamp.br/2-olimpiada/

Olimpíada de Língua Portuguesa
Nível: Professores do quarto ano do ensino fundamental ao ensino médio
Como funciona: A escola seleciona textos dos alunos do professor inscrito. Depois há seleção municipal e estadual até chegar à semifinal e à final nacional
Inscrições: Devem ser feitas pelo professor. A próxima ocorre em 2012
Seleciona para olimpíadas internacionais?: Não
Prêmios: medalhas, livros, computadores, impressoras, aparelhos de som, placas e laboratórios para a escola e cursos para os professores
Participantes em 2010: 239 mil professores
Site: https://ww2.itau.com.br/itausocial/olimpiadas2010/web/site/

Fonte: G1

Escolas públicas no litoral paulista usam controle eletrônico de frequência

26/08/2011

A Secretaria de Educação da Praia Grande, litoral Sul paulista, testa desde o início de 2010 um sistema de controle eletrônico de frequência, que substituiu a chamada no papel. Por meio de um coletor de dados biométricos - que identifica a digital -, desenvolvido pela Madis Rodbel, os alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Roberto Mário Santini da cidade tiveram por um ano, na primeira etapa do projeto, a presença registrada no momento de entrada e saída da sala de aula. Neste ano, mais cinco escolas da rede ganharam o sistema, em um total de 3,2 mil alunos atendidos.

"Em 2012, esperamos chegar a mais 15 escolas, totalizando 28 mil alunos em toda a rede", conta Marcos Pastorello, coordenador de inclusão digital da secretaria de educação da Prefeitura de Praia Grande, que prevê investir até R$ 500 mil no projeto, incluindo reformas na rede física, compra de leitores digitais, conexão com internet e servidor.

Pastorello explica que o sistema funciona como um cartão de ponto para os alunos, com um diferencial: os pais recebem, meia hora após o horário de entrada, uma mensagem no celular (SMS) contando se o filho está ou não na sala, e semanalmente, ainda têm acesso ao relatório semanal de presença dos filhos. A secretaria compra pacotes de 10 mil torpedos, ao custo de R$ 2 mil por mês.

A cozinha da escola também saiu ganhando com o novo sistema, uma vez que recebe diariamente informações sobre o número de alunos presentes, o que reduziu o desperdício.

O professor também recebe as faltas dos alunos por e-mail, no final de cada semana. Mas no período de transição, ainda precisa passar para o diário as informações sobre a presença dos alunos. "Não conseguimos abolir o diário, pois é uma norma do Ministério da Educação. Mas em dado momento ele será só proforma. E nossa meta é extingui-lo e deixar todas as informações on-line."

A secretaria está testando um sistema no qual as notas e atividades são registradas em um servidor on-line. Os pais terão acesso, pela internet, a informações sobre as atividades dos estudantes. O primeiro passo neste sentido já foi dado, cada professor tem seu notebook.

Bolsa família

Os resultados do programa são praticamente imediatos, conta Luciana Nicolosi Pereira, diretora da escola Roberto Mário Santini.

"Os pais têm mostrado mais preocupações com faltas dos filhos, especialmente aqueles que recebem o Bolsa Família", afirma. Não era incomum, segundo Luciana, famílias perderem o subsídio do governo por problemas de absenteísmo dos filhos. A escola tem 115 alunos registrados no programa do governo federal. Antes, os alunos que "sumiam" recebiam uma visita de um estagiário da escola e acabavam indo para o conselho de classe, por desistência.

"Desde o início do ano, só tivemos problemas com um aluno", comemora Luciana, que ainda não tem base para comparar a redução no número de faltas. "Temos 650 estudantes e todos os pais optaram por receber as informações. Quem não tem celular, dá o telefone de algum conhecido", diz.

A adaptação ao novo serviço, no entanto, ainda é um desafio. "Tivemos alguns percalços, como a mãe que chegou correndo na escola porque recebeu um SMS de que sua filha não tinha ido. No final, a aluna estava na aula", conta Pastorello.

A escola também usa o sistema para mandar informações sobre campanhas e reuniões. "Em uma das escolas, a reunião da APM (Associação de Pais e Mestres) que, tradicionalmente, recebe 14, 15 pessoas, recebeu 300 pais", conta Pastorello. Em outra unidade, que teve baixa adesão - só 20% dos pais quiseram receber SMS da escola -, a prefeitura começou um trabalho de conscientização da importância do acompanhamento familiar do cotidiano escolar.

Fonte: Brasil Econômico/ Regiane de Oliveira

Rede de ensino seleciona estudantes de ensino médio para conclusão do estudo no exterior

26/08/2011

Jovens entre 15 e 18 anos matriculados no 1º ano do Ensino Médio podem se  inscrever no processo seletivo United World Colleges (UWC) a partir do dia 5 de setembro. Os selecionados vão estudar fora do Brasil por dois anos, conviver com alunos da mesma faixa etária de mais de 150 países e receber diploma de conclusão do Ensino Médio reconhecido no mundo todo, o Bacharelado Internacional.

As escolas e colégios UWC estão localizados em 13 países diferentes: Bósnia e Herzegovina, Canadá, Cingapura, Costa Rica, Estados Unidos, Holanda, Hong Kong, Índia, Itália, Noruega, País de Gales, Suazilândia e Venezuela. A rede de ensino foi fundada nos anos 1960, por educadores europeus. Hoje, a organização mantém relações operacionais com a UNESCO e oferece consultoria ao Conselho Econômico e Social da ONU.

Os United World Colleges, mantidos financeiramente por doações, contribuições familiares e governos, concedem vagas anualmente para cerca de 1.000 jovens em todo o mundo, sem distinção de raça, religião, orientação política ou situação econômica.

As bolsas correspondentes às vagas podem ser integrais ou parciais, segundo a disponibilidade dos colégios, e cobrem os custos de ensino, acomodação e alimentação ao longo dos dois anos. No caso de bolsas parciais, o comitê nacional tem se esforçado para negociar valores que sejam possíveis dentro do orçamento de cada família, de modo a evitar que questões sócio-econômicas imponham barreiras para alguns candidatos.

O processo seletivo no Brasil tem três etapas: prova escrita com uma carta de apresentação pessoal (para todos os inscritos), entrevista (48 selecionados) e convívio (16 finalistas).

Interessados em concorrer às bolsas para o período de 2012-2014 podem inscrever-se até 11 de novembro de 2011. Inscrições feitas até 07 de outubro terão 50% de desconto.

Para mais informações e inscrições, acessar  http://www.uwc.org.br ou escrever para [email protected].

Fonte: Assessoria

Programa da ONU oferece vagas a jovens brasileiros nas áreas de ciências sociais, humanas e exatas

26/08/2011

O Secretariado-Geral das Nações Unidas incluiu o Brasil na lista de países participantes do Programa de Jovens Profissionais (YPP, em inglês) para o ano de 2011. As opções de carreira, nessa edição, são nas áreas de assuntos humanitários, informação pública e comunicação, administração e estatística.

As vagas devem ser preenchidas por profissionais de até 32 anos, que falem com fluência inglês ou francês e que possuam diploma em algum curso superior relacionado à área de atuação (ver tabela abaixo). A remuneração básica para quem for trabalhar em Nova York, por exemplo, varia de US$6.200,00 a US$10.800,00, por mês.

A busca por jovens, como no caso do YPP, pode ser um componente importante na mudança de cultura dentro de uma organização. “Em programas como esse o que se busca é o potencial, e não a experiência do profissional. Do ponto de vista da organização, isso traz benefícios a médio e longo prazo para mudança organizacional. Do ponto de vista do jovem profissional, é uma oportunidade de adquirir conhecimentos e habilidades para se desenvolver profissionalmente”, explica Alzira Silva, coordenadora de recursos humanos do PNUD Brasil.

O momento é oportuno para os brasileiros que querem ter uma carreira internacional. O crescente envolvimento do país nos fóruns multilaterais e organismos internacionais fez com que, nos últimos anos, aumentasse a demanda por brasileiros ocupando cargos nessas organizações. A lista de países elegíveis para o Programa de Jovens Profissionais é atualizada anualmente, e muda de acordo com o nível de representação que eles possuem no secretariado da ONU.

Embora existam vários atrativos para uma carreira na ONU, há alguns princípios centrais que devem guiar o candidato em sua escolha. “É fundamental que o profissional se identifique com a causa, a missão da organização. Esse é o primeiro passo para uma escolha acertada”, avalia a coordenadora.

Processo seletivo

As inscrições devem ser feitas online diretamente pelo site do Programa Jovens Profissionais. Depois de uma triagem inicial, os melhores candidatos de cada país farão uma prova escrita de conhecimentos gerais e específicos da área de atuação. Somente aqueles que se classificarem serão convidados para a entrevista. As cidades em que as provas serão realizadas ainda não foram definidas.Todo o processo é realizado em inglês ou francês, os dois idiomas oficiais do Secretariado da ONU.

Fonte:PNUD

Prova ABC, nova avaliação educacional, mostra alunos com sérias dificuldades no primeiro ciclo escolar

27/08/2011

Os resultados da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização (Prova ABC), divulgados ontem, registram que metade das crianças brasileiras que concluíram o 3.º ano (antiga 2.ª série) do ensino fundamental em escolas públicas e privadas não aprendeu os conteúdos esperados para esse nível de ensino. Cerca de 44% dos alunos não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6%, em escrita; e 57%, em matemática. Ou seja, aos 8 anos, elas não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em um texto; não sabem ler horas e minutos em um relógio digital ou calcular operações envolvendo intervalos de tempo; não identificam um polígono nem reconhecem centímetros como medida de comprimento.

"A grande desigualdade que tende a se agravar no ensino médio já se faz presente nos primeiros anos do fundamental. Isso é visível nas diferenças entre as regiões do País", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação, organização parceira na promoção da Prova ABC, ao lado  do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). É a primeira vez que são divulgados dados do nível de alfabetização das crianças ao final do ciclo.

Escolas das capitais

A prova foi aplicada no começo deste ano para 6 mil alunos de 250 escolas, apenas das capitais. Somente uma turma por unidade foi sorteada para participar e cada aluno resolveu 20 questões de múltipla escolha de leitura ou de matemática. Todos fizeram a redação, que teve como proposta escrever uma carta a um amigo contando sobre as férias.

Os resultados, divulgados por regiões, estão nas escalas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para leitura e matemática. O nível de 175 pontos foi estipulado como a pontuação que representa que o aluno aprendeu os conteúdos exigidos para a série.

Ensino público e privado

Os dados da Prova ABC mostram a distância entre o sistema público e o privado e, também, as diferenças bruscas existentes entre as regiões do País. Em algumas, menos de um terço dos estudantes aprendeu o mínimo. É o caso da Região Norte, onde apenas 21,9% dos alunos das escolas estaduais e municipais cumpriram a expectativa de aprendizado em matemática. No Nordeste, essa taxa é de 25,2% para a disciplina e de 21,3% em escrita na rede pública.

"No caso de matemática, que tem a situação mais grave, mesmo a taxa total da Região Sul, que é a melhor, é baixa: 55% dos alunos aprenderam os conteúdos previstos", exemplifica Ruben Klein, consultor da Cesgranrio.

Ele destaca que mesmo entre as escolas particulares a diferença regional se impõe. Enquanto a rede privada nordestina teve média de 67,7 na prova de escrita -numa escala de 0 a 100, em que o ideal é 75 -, a rede particular do Sudeste alcançou 96,7 e a do Sul, 87,5. A nota do Nordeste indica que os alunos apresentam deficiências na adequação ao tema e ao gênero do texto, na coesão e na coerência e possuem ainda falhas na pontuação e na grafia.

Para João Horta, especialista em avaliações do Inep, os dados podem servir para a formulação de políticas públicas. "A partir do momento que identificamos as dificuldades enfrentadas, podemos gerar metas para tentar reverter essa situação preocupante", afirma ele, que acredita que a educação integral pode ajudar a solucionar o quadro. "Aumentar o número de horas dentro da escola pode minimizar as diferenças, colocando equipes para ajudar os professores nesses momentos adicionais."

Fonte: O Estado de S. Paulo

MEC abre 164 vagas em informática, engenharia e arquitetura

27/08/2011

 

 

O Ministério da Educação lançou edital para contratar 164 profissionais com formação em Informática, Engenharia ou Arquitetura. Do total de vagas abertas, 12 são reservadas a candidatos portadores de deficiência.

Os aprovados trabalharão em Brasília, no próprio ministério, e também no INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), no CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Algumas das oportunidades são postos de Atividade Técnica de Complexidade Gerencial, com salário R$ 8.300, e Atividade Técnica de Complexidade Intelectual, com R$ 6.130. Ambas as funções exigem que os candidatos tenham diploma de graduação em Informática ou de nível superior e qualquer curso de pós-graduação da área. Há também vagas para posto de trabalho da Atividade Técnica de Suporte, em nível superior, que exige diploma em Engenharia Civil ou em Arquitetura. O salário é de R$ 6.130. Formados em Web Design, também poderão se inscrever. O salário para este tipo de profissional é de R$ 3.800.

As inscrições poderão ser feitas entre os dias 29 de agosto a 12 de setembro, no site do concusro. www.cespe.UNB.br/concursos/mec2011. As taxas variam de R$ 80 a R$ 100 de acordo com o posto de atividade oferecido. Uma prova objetiva será aplicada, em Brasília, na data provável de 16 de outubro.

Outras informações podem ser encontradas na Central de Atendimento do Cespe, na UNB (Universidade de Brasília), de segunda a sexta, das 8h às 19h, ou pelo telefone (61) 3444-0100.

Fonte: Comunidade Exkola

UFSCar promove palestra sobre Juventude e Escola

27/08/2011

Em 31 de agosto, o Núcleo de Formação de Professores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove o I Ciclo de Palestras com o tema “Juventude e Escola: Múltiplos Olhares sobre a Formação Humana”.

A atividade será ministrada pelo professor Juarez Dayrell, do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A palestra é aberta a todos os interessados.

O debate aborda os processos educativos na perspectiva da formação humana e a análise dos jovens como sujeitos socioculturais. A palestra propõem uma mudança do eixo da reflexão, passando das instituições educativas para os alunos.

“Quando o ser humano passa a se colocar novas interrogações, a pedagogia e a escola também tem de se questionar de forma diferente. Nesse sentido cabe saber qual é a relação que o jovem mantém com a escola, em especial a de ensino médio, privilegiando a reflexão sobre as tensões e ambiguidades vivenciadas por ele ao se constituir como aluno num cotidiano escolar que não leva em conta a sua condição juvenil”, explica Dayrell, que é coordenador do projeto de Extensão Observatório da Juventude da UFMG.

A palestra acontece no Anfiteatro Bento Prado Júnior, localizado na área Norte do campus São Carlos, a partir das 19h30. Não é necessário fazer inscrição. Mais informações pelo telefone (16) 3351-9794.

Fonte: Portal Aprendiz

Juventude está no centro do debate sobre alternativas para o desenvolvimento econômico

28/08/2011

Entre tantas alternativas possíveis para o Século 21, duas se destacam. A primeira é baseada na retomada do crescimento econômico a partir da expansão do consumo, sobretudo nos países emergentes, sustentada por sistemas limpos de produção e tecnologias inovadoras de mitigação das mudanças climáticas. É a versão mais do mesmo, e se fia no argumento de que a tecnologia e o engenho humano serão capazes de resolver os problemas ambiental e social sem necessidade de alteração estrutural no motor que move o sistema: a expansão contínua dos bens de produção e consumo e de seus sistemas culturais associados.

A segunda argumenta que o sistema já caiu pela impossibilidade material desta mesma reprodução. Afinal, a capacidade de reposição ecológica do planeta já é superada anualmente em 30%, num momento em que bilhões de pessoas sequer acessaram a chamada classe mundial de consumo. E como este promete ser o século dos países em desenvolvimento e dessa gente toda que estava aí excluída dos “benefícios” da globalização, restaria tomar a sério a questão imediata do porvir: se o objetivo propagado destes países é assegurar a seus cidadãos as mesmas condições de vida que há nos países ricos, e se é sabido de antemão que isto é materialmente impossível, como a humanidade resolverá então seu dilema de perpetuar-se garantindo oportunidades e condições de vida digna para todos, com respeito aos gigantescos patrimônios ambientais e culturais do planeta?

A disputa é travada no momento em que 1,2 bilhão de pessoas são jovens e têm entre 15 e 24 anos.

Segundo estimativas do último Relatório das Nações Unidas para a Juventude – oportunamente dedicado às mudanças climáticas –, praticamente uma em cada cinco pessoas vivas hoje no planeta é jovem e tem entre 15 e 24 anos. Deste total, a vasta maioria – pouco mais de um bilhão –, vive em países em desenvolvimento, e 760 milhões estão em países da Ásia e da África, onde pelo menos um terço da população ganha menos de US$ 2 por dia. Estão, portanto, apartados do sistema de consumo. E respondem por 40% do desemprego global, embora sejam 25% da força produtiva.

As conclusões do relatório da ONU não são animadoras. Começam pelo reconhecimento da não efetivação dos quatro objetivos destacados pela Agenda 21, na Rio 92, para garantir aos jovens canais de participação nos sistemas de decisão pertinentes às mudanças climáticas, embora seja determinante a resposta que vão dar a este dilema.

Afinal, a idade aqui não é propriamente o mais relevante. O decisivo é o que define este momento precioso da vida: gente entre a infância e a vida adulta, que vislumbra uma carreira, um norte de atuação pelo trabalho e a formação possível para encaminhá-la. Que já tem certa independência financeira, mas ainda é experimental em seu comportamento, influenciando simultaneamente os dois lados da pirâmide: os mais jovens e os mais velhos. E que responderá pela condução deste mesmo debate, num futuro muito próximo, tão logo passe a ocupar a liderança organizacional em todos os seus níveis: governos, empresas e terceiro setor.

Ouvir o jovem, portanto, é fundamental. E empoderá-lo pode levar a caminhos promissores, a depender dos resultados de estudos que situam a juventude diante deste desafio.

Um deles é a reveladora pesquisa Sonho Brasileiro, realizada pelo instituto BOX1824, que foi a 173 cidades em 23 Estados perguntar a jovens de 18 a 24 anos por seus sonhos. Segundo o estudo, nada menos que 91% dos jovens brasileiros acreditam que hoje as pessoas consomem mais do que precisam, e 67% concordam que é possível transformar uma comunidade sem ser a partir do dinheiro. Mais do que isso, 74% dizem ter vontade de participar de projetos comunitários, e apenas 5% declaram ter o sonho de ficar ricas.

A bola está quicando, e pode ser que este jovem a pegue.

Fonte: Carta Capital/ Juventude e Mudanças Climáticas/ Vinicius Carvalho

Paralisação por educação mobiliza 250 mil chilenos

28/08/2011

Marchas e manifestações marcaram o segundo dia de Paralisação Nacional no Chile. Quatro marchas realizadas na manhã de quinta-feira (25) na capital chilena reuniram cerca de 250 mil pessoas. Representantes de organizações estudantis ainda convocaram a Jornada Continental de Lutas da Juventude Latino-Americana, que acontecerá em março de 2012.

De acordo com informações da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), as marchas saíram de quatro pontos da capital chilena: Mapocho, Estação Central, San Diego con Placer e Praça Italia. Os manifestantes ocuparam as ruas até por volta das 13h30 (horário local).

As 48 horas de mobilização nacional reuniram mais de 80 organizações sociais, políticas e sindicais do país por um novo Código do Trabalho, reforma do sistema tributário, nova Constituição Política do Estado e educação pública gratuita. De acordo com Camila Vallejo, presidenta da Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech), participaram das manifestações estudantes, trabalhadores, sindicalistas, entre outros atores sociais. “[As manifestações] mostram a diversidade e a riqueza de movimentos que temos no Chile”, afirma.

A mobilização também mostra o descontentamento popular com o governo de Sebastián Piñera, presidente chileno. De acordo com a líder estudantil, o governo assumiu uma postura intransigente, sem abertura para o debate. “A discussão [ocorre] somente através dos meios [de comunicação] que ele domina”, comenta.

Para Camila, falta vontade por parte do Governo para mudar a situação do país. “Não há vontade, há intransigência. Não há vontade de mudança, nada mudou”, aponta.

Na tarde de ontem, a Central Unitária dos Trabalhadores realiza um balanço das atividades. A Paralisação Nacional de 48 horas se encerra na noite de ontem com mais panelaços. Segundo Camila, nos próximos dias, as organizações planejarão mais protestos e manifestações. “A mobilização não termina aqui. Vamos avaliar e seguir adiante”, assegura.

Educação

A Paralisação Nacional chilena se soma aos protestos realizados há três meses por estudantes por uma educação pública no país. Camila Vallejo, presidenta da Confederação dos Estudantes Chilenos (Confech), afirma que a demanda principal é pela garantia da educação como direito universal. “Queremos uma mudança de paradigma do modelo da educação, pois a educação aqui no Chile é vista como um bem de consumo, uma mercadoria para o lucro”, comenta.

Os estudantes chilenos recebem apoio de vários setores nacionais e também da comunidade internacional. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) do Brasil, Daniel Iliescu, foi ao Chile para apoiar as manifestações dos estudantes e trabalhadores chilenos e convocar a Jornada Continental de Lutas da Juventude Latino-Americana, que será realizada em março de 2012.

De acordo com ele, a ideia é mobilizar os movimentos estudantis dos países da região para realizar uma jornada de lutas pela educação pública gratuita e de qualidade e pela integração e soberania da América Latina. A iniciativa foi proposta pela UNE e aprovada no congresso da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (Oclae).

O apoio do brasileiro será retribuído por Camila ainda neste mês. Segundo Daniel, na próxima quarta-feira (31), a representante estudantil visitará o Brasil para participar da Marcha dos Estudantes. A manifestação, que será realizada em Brasília (DF), tem o objetivo de demandar do governo brasileiro 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 50% do fundo social do pré-sal para a educação.

Fonte: Adital

Universidade prepara para o Enem com curso online gratuito

28/08/2011

A Unopar - maior universidade de ensino a distância do país - oferece, gratuitamente, curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio - Enem 2011.

Estudantes que estejam cursando o 3º ano do 2º grau ou tenham concluído o ensino médio podem participar. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site www.unoparvirtual.com.br.

As aulas começam nesta segunda, 29 de agosto, e vão até o dia 21 de outubro, véspera da prova do Enem. Os alunos terão aulas de segunda a sexta-feira, das 14h15 às 17h30, totalizando 160h/aula, divididas em teleaulas e web-aulas.

As aulas são transmitidas ao vivo, via satélite, para os polos da Unopar. Os professores vão ajudar os alunos a fixar conteúdos e administrar o tempo de estudo, abordando as quatro áreas do conhecimento ensinadas no ensino médio e exigidas pelo Enem: Linguagem, Códigos e suas Tecnologias (Gramática, Produção de Texto, Literatura e História da Arte); Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Física, Química e Biologia) e Ciências Humanas; e suas Tecnologias (História, Geografia, Geopolítica e Humanas).

A Unopar foi fundada há 39 anos, em Londrina (PR), oferece graduação e pós-graduação em ensino presencial e virtual. A universidade possui três campi com 14 mil alunos de graduação e pós-graduação, e atende mais de 120 mil alunos no sistema remoto.

Fonte: Terra

Goiás e Irlanda firmam parceria para formar e qualificar professores

29/08/2011

 

Os governos de Goiás e da Irlanda decidiram firmar um protocolo de colaboração na área educacional. O acordo foi selado no dia 25 de agosto, depois de longa reunião do governador Marconi Perillo, Seamus Mcaughlin, diretor- chefe do Departamento de Educação e Habilidades da Irlanda, o secretário de Educação, Thiago Peixoto, e técnicos irlandeses, em Dublin.

O protocolo vai contemplar parcerias para formação e qualificação de professores, intercâmbio de estudantes e troca de experiências entre as áreas educacionais de Goiás e da Irlanda. Parceria prevê ainda a participação de representantes goianos e irlandeses em congressos, seminários, simpósios e outros eventos acadêmicos e científicos.

Para o governador Marconi Perillo, "a Irlanda fez uma revolução educacional e é isso que queremos para Goiás. Eles nos ajudarão a definir o nosso caminho", destacou. Segundo o governador, a educação é prioridade em seu governo. "Não adianta somente atrair investimentos se nossa educação não for boa. O conhecimento transforma a vida das pessoas", afirma. Para Marconi, é preciso levar novas indústrias para o Estado, mas com fortes investimentos na educação.

O governo busca parceria com a Irlanda porque o sistema educacional irlandês passou por uma profunda reforma. Hoje, o país figura entre os melhores do mundo na área, ao lado de Espanha, Singapura e Coréia do Sul. "Esses países desenvolveram projetos educacionais que se transformaram em vitrines e exemplos para todo o mundo", disse o governador.

Nos próximos 15 dias, o governo de Goiás lança o Pacto pela Educação, que consiste em um conjunto de ações para envolver toda a sociedade organizada num trabalho permanente em favor da melhoria do ensino no Estado.

O secretário Thiago Peixoto conversou com especialistas irlandeses em educação, integrantes do grupo responsável pela reforma educacional durante o governo de Tony Blair. O objetivo é buscar boas práticas entre os dois sistemas educacionais, além do intercâmbio de professores e estudantes. Os melhores alunos do ensino médio receberão bolsas para estudar na Irlanda.

O secretário Thiago Peixoto disse que a experiência da Irlanda serve de referência para Goiás. "Não inventamos nada . Procuramos o que há de melhor no mundo para aproveitar e adaptar à nossa realidade", disse ele.

O acordo prevê ainda o intercâmbio de informações e visitas de especialistas em sistemas, estatísticas e políticas educacionais, currículo escolar, tecnologias de ensino, literatura científica, pedagógica e metodológica, bem como de experiências e programas específicos, além de desenvolvimento conjunto de materiais didáticos e publicações educacionais e científicas conjuntas.

Fonte: Diário da Manhã Online (GO)

Ensino a distância forma mais professores do que educação presencial

29/08/2011

Dos 118.376 estudantes que concluíram habilitações na área em 2009, 65.354 (55%) graduaram-se por EAD, contra 52.842 (45%) egressos da educação presencial, de acordo com números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O resultado é inédito e confirma uma tendência já evidenciada na série histórica iniciada em 2005. Daquele ano até 2009, a quantidade de concluintes pelo modelo presencial decresceu, ano a ano, com queda de quase 50% no período (de 103.626 para 52.842). Ao mesmo tempo, a quantidade de formados por EAD cresceu, aproximadamente, 464% (de 11.576 para 65.354).

Também no que diz respeito à quantidade de docentes em exercício na Educação Básica que estavam matriculados em cursos de pedagogia, aqueles oriundos da formação a distância eram maioria em 2009, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Das 192.965 matrículas, 60% eram em EAD.

Em outras licenciaturas, como letras, matemática, história, a lógica se inverte. Porém, a diferença a favor do presencial varia caso a caso e, em muitos deles, é inexpressiva. Em números absolutos, o ensino presencial responde pela maioria das formações docentes, mas em termos percentuais, ou seja, como tendência, EAD cresce mais.

Entre 2000 e 2009, licenciaturas para habilitar docentes  saíram de 1.682 matrículas para 427.730. No presencial, foram de 836.154 para 978.061. Expansão entre 2000 e 2004 e retração de 2005 a 2009.

Outro dado relevante refere-se à evasão (ao analisar a quantidade das matrículas e o número de concluintes). Com base nos dados de 2009, em EAD, 20% dos matriculados se formaram (88.194). No presencial foram 19% (188.807). Os dados de formados se referem aos ingressantes de quatro anos antes.

Universo pantanoso

O fato de termos mais pedagogos e substancial quantidade de professores da Educação Básica graduados integralmente ou obtendo qualificação continuada, mestrado e doutorado a distância exige reflexão. Implica mensurar qual é o crescimento real desse ensino, especialmente no tangente à licenciatura. Nem entidades civis nem o governo têm acompanhado com precisão essas modificações.

Em termos de levantamento quantitativo educacional, relacionado aos docentes, as estatísticas não se consolidam numa instância única. Os estudantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e da Universidade Aberta do Brasil (UAB) são de responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes. Demais alunos, oriundos do setor particular, assim como egressos dos sistemas estaduais do Ensino Superior, são contabilizados pelo Inep.

Cada um dos níveis executivos governamentais tem maneiras distintas de realizar suas verificações com questionários próprios, softwares exclusivos (como a plataforma Paulo Freire) e necessidades particulares de averiguação da informação. O MEC oferece tais dados, mas não há uma mensuração final dos resultados.

A expansão em EAD requer, ainda, verificar quais medidas são adotadas para adequá-la às necessidades dos alunos brasileiros, particularmente, àqueles na graduação, período educacional composto, em tese, por jovens (entre 18 e 24 anos de idade), sem experiência prévia de trabalho, muitas vezes, com formação precária no ensino fundamental. Neste cenário, surgem algumas perguntas: A educação a distância garante uma boa formação pedagógica  a esses alunos? O país está apto a adotá-la maciçamente como maneira de suprir a carência de professores? E esse professor terá qualidade para educar?

Colaboração

O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão independente, com funções consultivas junto ao MEC, emite desde 2008 pareceres ao Ministério para investir em EAD, para combater o déficit docente. Neste ano, o CNE, por meio de uma comissão bicameral, revê as diretrizes da formação de professores em nível superior para atuação na Educação Básica. O trabalho realizado por reuniões mensais entre sete conselheiros das Câmaras de Ensino Básico e Superior tem previsão de término no final de 2011, quando se emitirá um parecer sobre o assunto. O MEC poderá homologá-lo até maio de 2012.

A importância do modelo de ensino a distância, conferido pelo Conselho, é identificada em outra de suas ações, seu parecer para as novas Diretrizes Curriculares no Ensino Médio, proferido em abril último. Para Clélia Brandão, presidente da Comissão Bicameral do CNE, o desenvolvimento de EAD na formação dos docentes ou no sistema de ensino é estratégico. "O país precisa para isso de investimento e planejamento integrados entre União, estados e municípios."

Quando questionada sobre o acompanhamento tanto do professor em sala de aula quanto em seu período de graduação ou especialização, a conselheira diz não haver ferramentas para medir de forma garantida a aprendizagem dos profissionais formados pela via do EAD. "A qualidade precisa ser acompanhada por pais, gestores públicos, pela sociedade", reforça.

Ela lembra, porém, o fato de o Brasil ser federativo, com as secretarias de Educação tendo autonomia para avaliar o desempenho dos professores. "Não há como fazer uma determinação nacional daquilo que é específico de cada estado e município. Uma avaliação nacional nesse tema não sanaria deficiências", enfatiza. Daí, sua lembrança sobre a importância dos fóruns estaduais de educação. Na visão dela, locais mais indicados para o acompanhamento da oferta do ensino e qualidade profissional resultante dele. "Os fóruns são os espaços mais legítimos para começar a pensar no acompanhamento da qualidade profissional", garante.

Clélia Brandão reforça a importância de tais acompanhamentos não serem provas nacionais, e sim instrumentos para resguardar a educação como direito de todos, e a aprendizagem como direito social. Tudo isso tendo em vista diferenças regionais, metas e objetivos planejados. É desse trabalho de "colaboração" entre os entes federados que devem surgir os melhores instrumentos avaliativos. "Gestores universitários, professores, entre outros, precisam estar nesse processo", defende.

Ainda neste ano, o CNE promoverá o Seminário para a Avaliação do Desempenho na Educação Básica. A data ainda não foi definida. A falta de supervisão sobre a qualidade do ensino oferecido aos professores foi um dos aspectos realçados por um estudo publicado pela Unesco em 2009. "Professores do Brasil: Impasses e desafios", coordenado por Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, indicou a incapacidade do governo na fiscalização dos cursos, entre outras conclusões.

Importação arriscada

A via de simplesmente adaptar o que já existe em outros países não é uma solução recomendada para dar o pontapé inicial a esse tipo de fiscalização. Isso porque há vários fatores bastante distintos daqueles que encontramos aqui. Na Finlândia, por exemplo, país que é referência mundial pela qualidade do sistema educacional, a formação docente é mais longa, com no mínimo cinco anos de duração. São atraídos à docência pela valorização profissional existente por lá. Por estatísticas do governo finlandês, a média inicial do salário do professor é de US$ 2.111,00. "Em função desse tipo de diferença entre os países, acho difícil utilizar qualquer modelo aplicado em outros lugares. Isso é tentar comparar coisas incomparáveis", acredita Clélia.

Para a atual secretária de Educação do Distrito Federal, Regina Vinhaes Gracindo, um modelo de avaliação possível para a questão da qualidade do professor baseia-se em três etapas: na verificação do credenciamento das instituições de ensino superior (locais de oferta dos cursos); nos concursos públicos (competências exigidas pelas secretarias de Educação); e no processo educativo das escolas. "De qualquer maneira, avaliação não deve ser planejada para a emissão de bônus. Não se trata de premiar ou castigar os avaliados, mas aprimorar o professor", reflete.

No DF, há 28 mil professores no sistema educacional. Desses, mil não têm curso superior. Para modificar essa situação, foram desenvolvidos programas de capacitação para aprimorar as habilidades docentes. A secretária vê com ressalvas a expansão da EAD entre as licenciaturas. "É uma modalidade importante para a formação continuada, mas não para a inicial. Se possível, a primeira graduação deve ser presencial, seja qual for a licenciatura", diz.

O modelo presencial é mais completo por possibilitar maior socialização, estimulando o processo cognitivo e a aprendizagem coletiva, relações menos intensas em EAD, pondera.

Pesquisas sobre o perfil do estudante nas licenciaturas em EAD, no Brasil, são feitas, em grande parte, por universidades particulares ou por pós-graduandos dedicados ao tema. Porém, não há material de investigação acadêmica (ou do governo) conclusivo sobre o perfil desse aluno. Um dos fatores para isso é o crescimento recente da modalidade e o pouco tempo de prática em sala de aula dos formandos. Algumas características dos estudantes que aderem ao ensino a distância, no entanto, são comuns entre os alunos de licenciaturas e aqueles de outras áreas.

Dificuldades

"No Brasil, EAD se impõe como necessidade, como ocorreu em muitos países", assegura João Carlos Teatini, diretor de Ensino a Distância da Capes. Essa "necessidade" fundamenta-se, entre outros aspectos, na dimensão continental do território e na carência financeira de grande parte da população. No âmbito das licenciaturas, Teatini indica a alta carga horária do professor em exercício como elemento complicador para aperfeiçoamento em cursos presenciais. "Eles enfrentam dificuldades enormes de deslocamento. Não têm tempo para se qualificar. Essa realidade existe nas metrópoles ou cidades afastadas dos centros urbanos."

Esse seria um dos "fortíssimos" motivos para a aplicação de EAD no aprimoramento do docente. A Capes é a instância responsável pela UAB, iniciativa do governo federal de fomento à modalidade. Suas graduações, basicamente, destinam-se às licenciaturas, para capacitar o professor da Educação Básica, em municípios do interior sem oferta de educação superior pública.

Outra ação do governo, o Parfor, está sob a alçada da Capes. Por isso, a posição de Teatini no órgão coloca-o no centro do debate sobre as licenciaturas. Ciente de seu papel, alerta: "Do ponto de vista cronológico, estamos 40 anos atrasados em política pública para EAD ao nos compararmos a outros países" .

Nesse hiato, ocorreu um crescimento desenfreado das instituições de ensino superior particulares. Dos atuais professores da Educação Básica, 75% são egressos dessas instituições. "Um dos esforços do governo é conscientizar instituições superiores públicas para se voltarem às licenciaturas, como já fizeram no passado", enfatiza Teatini.

Antes de apontar para um problema específico da modalidade a distância, Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), introduz o tema com a ressalva de que os investimentos em educação são pequenos e que duplicá-los seria o primeiro passo para melhorar a formação. Lembra, ainda, a urgência de verificar como o governo deseja informatizar as escolas. "Muitas delas sofrem com falta de energia. Em vários casos, a rede elétrica não comporta o computador e, às vezes, por falta de segurança, o computador, lá instalado, é roubado. Estamos longe do uso da tecnologia na perspectiva como se coloca em EAD."

Acesso remoto

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também destaca a necessidade de observar aspectos de infraestrutura para que o ensino a distância possa cumprir seu papel. "Precisamos oferecer banda larga de qualidade nos estados", pondera Cleuza Repulho, presidente da Undime, para quem as dimensões continentais do Brasil favorecem a modalidade.

Ao exemplificar seu argumento, Repulho lembra diálogo com representantes educacionais de Abaetetuba (PA), onde se leva, segundo relatos, 15 dias para visitar todas as escolas da área. "A dificuldade deles é imensa. Vamos desconsiderar esses alunos? Esses professores? Ou as universidades se disporão a ir até os lugares mais remotos?", pergunta.

Apesar de dificuldades técnicas para utilização da internet, o Brasil é o quinto maior país do mundo em conexão à web. E mais: por projeções do Centro de Tecnologia da Fundação Getulio Vargas, até 2012 teremos um computador para cada dois habitantes. Atualmente, há 85 milhões de computadores em uso. A despeito de ainda serem incipientes os estudos sobre os egressos da formação a distância ou as métricas para avaliação desse graduado, resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) são utilizados por instituições e entidades defensoras do EAD para reafirmar a qualidade de ensino da modalidade.

Em 2010, a maior nota do Enade, 80,3 pontos, foi alcançada por Antônio Edijalma Rocha Júnior, do curso a distância de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial, do Grupo Educacional Uninter. Bem acima da média geral do teste, 45 pontos. Outros levantamentos do Inep apontaram, também, que estudantes em EAD saíram-se melhor em sete de 13 áreas possíveis de comparação entre as modalidades, entre elas biologia, geografia e matemática.

Ainda a título de comparação, o Inep analisou, em anos anteriores, o desempenho no Enade dos formandos em EAD e presencial em administração, matemática, pedagogia e serviço social. No geral, o resultado dos egressos da educação a distância foi 6,7 pontos superior ao dos alunos de cursos presenciais.

Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Administração da Educação (Ipae), João Roberto Moreira Alves, os resultados do Enade são indicativos de qualidade do ensino, mas são incompletos. "Os alunos que fazem o exame precisariam ter mais comprometimento." Segundo ele, muitos se submetem ao exame apenas para cumprir uma obrigação, sem compromisso de ter um bom desempenho.

Prática

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) é responsável pela supervisão dos cursos da modalidade a distância nas instituições superiores. Criada no início deste ano, absorveu atribuições que antes eram das secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), de Educação Superior (Sesu) e de Educação a Distância (SEED), essa extinta no começo do ano.

Como os processos de regulação, supervisão e credenciamento das instituições em EAD são relativamente recentes, apenas três instituições foram descredenciadas pelo MEC por não atenderem às condições exigidas de ensino ou funcionamento. Até 2008, de acordo com a Seres, o MEC se concentrou na regulação (credenciamento e autorização de cursos). A supervisão foi iniciada a partir de então, e as instituições supervisionadas foram aquelas com maior número de alunos ou com denúncias significativas.

Nestes três últimos anos passaram por supervisão 40 instituições. Foram assinados 18 termos de saneamento, ajustes na oferta do ensino e gestão da instituição. Foram fechados 3.800 polos de apoio presencial e extinguiram-se mais de 20 mil vagas de ingresso.

Nessa discussão, Cezar Nunes, pesquisador da Fundação de Apoio à Faculdade de Educação da USP (Fafe), agrega outro ponto de reflexão: o fato de o país não ter estabelecido práticas de como os graduandos possam utilizar ferramentas tecnológicas para explorar o conteúdo educacional a ser ensinado nas licenciaturas em EAD.

"Fazemos uma formação específica de professores, mas eles não trabalharão a distância. Estarão no presencial, porque assim é a nossa educação básica", pondera. A educação desenvolve diversas habilidades humanas como a colaboração, pensamento crítico, pesquisas. "Daí a tecnologia ser forte aliada para dinamizar o processo de aprendizagem. Mas essa prática precisa ser mostrada aos professores em sua formação", adverte

Fonte: Revista Educação, Ed 172

Nem vestibular nem Enem: mais brasileiros se preparam para ir para fora

29/08/2011

Em um passado recente, ainda era preciso cursar um colégio internacional -em que as disciplinas brasileiras são opcionais- se o objetivo do estudante de ensino médio fosse se candidatar a um lugar em uma faculdade fora do país.

Essa realidade começa a mudar, pelo menos em São Paulo. O número de brasileiros que decidem cursar a graduação no exterior aumentou nos últimos anos.

Os dados do EducationUSA-Alumni (centro de orientação de estudantes vinculado ao governo dos EUA) comprovam essa mudança. Em 2006, apenas 26% dos atendimentos tinham como foco de interesse a graduação no país; em 2010, esse número quase dobrou: 48%.

Na Universidade Stanford, nos EUA, o crescimento desse mesmo grupo foi de 17% apenas no último ano. No Canadá, o número de brasileiros matriculados nos cursos de bacharelado na Universidade da Columbia Britânica cresceu 58% nos últimos cinco anos.

A vice-cônsul do Canadá, Heather Bystryk, atribui o alto índice de procura das universidades do país à qualidade do ensino oferecido.

"Temos nove universidades entre as 200 melhores no ranking Times Higher Education. Somos bastante inovadores e investimos em pesquisa. Nossas credenciais valem para o mundo inteiro."

"Antes os alunos mais talentosos pensavam em USP e Unicamp. Isso mudou", explica Ronaldo Fogo, coordenador de olimpíada do Colégio Objetivo, em São Paulo.

Vestibular X Sat

Foi esse fenômeno que levou o colégio Dante Alighieri, na zona oeste de São Paulo, e o Bandeirantes, na zona sul, a se tornarem centros de aplicação do SAT, o exame em que o Enem se inspirou e que habilita os estudantes a postularem por uma vaga nas universidades americanas.

No Bandeirantes, o coordenador de relações internacionais, José Olavo de Amorim, afirma que 19 alunos prestaram o SAT em junho. No ano passado, sete alunos do colégio foram aceitos em universidades americanas.

No Objetivo, Fogo estima que cerca de 25 alunos do terceiro colegial vão se candidatar para estudar fora. "É um número gigante se comparado com um ou dois que faziam isso", diz.

A Escola Internacional de Alphaville, também em São Paulo, organiza pela primeira vez um "tour" para pais e alunos pelas melhores universidades dos EUA, como Harvard, Yale e Princeton -tudo para responder à demanda.

Mas não é só a etiqueta do diploma estrangeiro que atrai os alunos. A flexibilidade do currículo também. "O aluno não precisa estar totalmente decidido sobre a área que quer estudar. Ele só vai decidir sua "especialidade" no final do segundo ano", diz Thaïs Burmeister, gerente do EducationUSA-Alumni.

É o caso de Catarina Neves, 18, que diz se preparar desde os 13 para fazer faculdade nos EUA. Aprovada em engenharia elétrica na USP, ela preferiu ir para a Universidade John Hopkins (EUA). "Nos EUA posso tentar novas experiências, tenho mais tempo para decidir o que fazer."

Outros cursinhos

Não são apenas os colégios e universidades que reagem ao interesse dos alunos. Os cursos preparatórios para o SAT também.

A Bespoke Education, empresa baseada em Nova York e especializada nos exames americanos, começa a oferecer cursos para pequenos grupos no país já neste mês. Mas quer expandir além do universo de alunos das escolas internacionais.

Segundo seu coordenador operacional, Isaac Foster, "estamos apenas no início".

Fonte: Folha de S. Paulo/ Saber/ Marina Mesquita

Estudantes fazem marcha hoje em Brasília em favor de melhorias no ensino

31/08/2011

A União Nacional dos Estudantes (UNE) pretende reunir 20 mil estudantes em Brasília, hoje, na passeata Marcha dos Estudantes.

A iniciativa faz parte do que os estudantes denominam "Agosto Verde Amarelo".

A concentração será às 9h em frente à Biblioteca Nacional, e os manifestantes vão percorrer a Esplanada até o Congresso.

Na pauta está a defesa do investimento de 10% do PIB na educação para remuneração dos professores, mais assistência estudantil, melhoria das escolas e de todos os níveis de ensino.

Fonte: Jornal Coletivo-DF

Para especialistas, Chile paga o preço do sucesso na educação

31/08/2011

Quanto mais uma sociedade tem acesso à educação, maior a demanda por qualidade; portanto, o Chile parece ser vítima de seu próprio sucesso

Há mais de dois meses, os estudantes estão em greve no Chile.

Mais de 70% da população apoia o protesto. É paradoxal que o melhor sistema de educação da região esteja vivendo uma crise, enquanto o Brasil, com indicadores educacionais bem piores, pareça satisfeito.

O Chile tem o mais alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da região. Noventa por cento dos jovens chilenos têm ensino médio completo, e mais de 50% estão no ensino superior. No Brasil, menos de 40% dos jovens conseguem terminar o ensino médio, e 10% chegam à universidade.

Quanto mais gente em uma sociedade tem acesso à educação, maior é a demanda por sua qualidade e pela ampliação do acesso a níveis mais altos. Portanto, o Chile parece ser vítima de seu próprio sucesso. O país fez a lição de casa na educação básica.

Além de aumentar seu acesso e conclusão, ampliou a jornada escolar criando um único turno. Todos os alunos têm sete horas de aula, e os professores trabalham em uma só escola. O gasto por aluno, além de maior que o nosso, é proporcional à renda da família: as escolas que atendem aos mais pobres recebem mais dinheiro.

A diferença no desempenho entre os pobres e os ricos já diminuiu, como mostrou a prova internacional do Pisa, mas a desigualdade ainda incomoda os chilenos.

Uma de suas reivindicações é que se escreva na Constituição que a qualidade da educação seja um direito garantido pelo Estado.

O grande problema está no ensino superior -estopim das manifestações. Mais de 75% do gasto está nas mãos das famílias.

O aumento no acesso incluiu os mais pobres -sete de cada dez estudantes são os primeiros da família a ingressar em um curso superior-, mas eles têm dificuldades em pagar as mensalidades, e as bolsas de estudos são escassas.

As taxas de juros do crédito educativo são altas para o padrão chileno -de 6% a 8% ao ano-, e os graduados acabam comprometendo parte importante de sua renda no pagamento da dívida. Mais de 40% estão inadimplentes.

Soma-se a isso a percepção de que o Estado chileno não é capaz de fiscalizar as universidades privadas, que por lei não podem ter lucro, nem de garantir que elas entreguem uma educação de qualidade.

O progresso econômico do país, a diminuição da pobreza e a entrada dos chilenos na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) aumentou a expectativa da sociedade sobre o seu desenvolvimento social.

Apesar de haver se distanciado dos países da região, o Chile olha para o mundo desenvolvido e percebe que ainda está longe de ser um país equitativo e justo.

Os jovens chilenos, ao contrário dos brasileiros, não parecem dispostos a esperar até 2020 para ter uma educação de qualidade para todos. Devemos aprender com o vizinho que ampliou as oportunidades educacionais e transformou a educação em prioridade nacional.

Não há dúvidas de que o Chile vai sair fortalecido dessa "crise".

Pena que nós, brasileiros, não estejamos passando pelo mesmo tipo de problema.

Fonte: Folha de S. Paulo, Tendências/Debates, por Paula Louzano, doutora em educação  pela Universidade Harvard (EUA) e pesquisadora da Fundação Lemann, e Gregory Elacqua,  diretor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Diego Portales, no Chile.

 

Mostra Cooperifa reúne produções independentes e de coletivos de artistas populares da periferia de São Paulo

31/08/2011

 

Imagine só, uma laje, algumas cadeiras de plástico, um projetor digital e algumas ideias que outrora estavam apenas na cabeça e, agora, são exibidas em formato audiovisual para pessoas comuns da comunidade de Jardim Guarujá, periferia de São Paulo. Pois foi assim que surgiu a 1ª Mostra Cinema na Laje, com apresentação de 12 filmes, sendo oito documentários e quatro de ficção.

O projeto está sendo realizado pela Cooperifa – já conhecida pelo seu sarau poético das quartas-feiras no Bar do Zé Batidão – e conta com a curadoria de Daniel Fagundes, do Núcleo de Comunicação Alternativa (NCA), que tem uma biblioteca popular que há três anos circula por vários bairros com um acervo audiovisual de 2 mil filmes, sendo entre 500 e 600, de produção independe ou de realizadores populares do Brasil todo.

Segundo Daniel, a iniciativa surgiu de conversas entre ele e Sérgio Vaz, um dos coordenadores da Cooperifa, que há mais de um ano realiza o cinema na laje. “O Cinema na Laje já se organiza aí há mais de um ano e o Sérgio Vaz vinha falando de fazer um trabalho mais popular de divulgação da produção audiovisual dos coletivos constituídos na região e em outras regiões de São Paulo”, conta. “Então para nós da comunidade é muito importante que haja esse espaço de lazer e também de divulgação dos trabalhos”, diz. 

A 1ª Mostra Cinema na Laje começou no dia 8 de agosto e tem data para terminar, provavelmente, no dia 12 de setembro. Isso porque, na exibição do dia 15 de agosto, quando seria exibido o filme Fulero Circo, de Diogo Noventa, faltou energia. Daniel contou que em três casas abaixo ainda havia luz no início da exibição “então nós puxamos uma extensão gigantesca para garantir a exibição”. Mas não teve jeito, logo depois, “acabou a luz no bairro todo”. “Não temos gerador e então temos dessas dificuldades”, acrescentou.

Se você ainda não foi assistir aos filmes, fique atento, pois a Mostra Cinema na Laje acontece sempre às segundas, às 20 horas, no Bar do Zé Batidão, Jardim Guarujá (Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Jd. Guarujá).

Fonte: Ação Educativa

Adolescentes lançam jornal comunitário em São Bernardo do Campo (SP)

01/09/2011

Como parte dos festejos do aniversário da cidade de São Bernardo, município paulista, jovens atendidos pela Fundação Criança no bairro Santa Cruz lançaram o Jornal Comunitário Santa Cruz. A Fundação é presidida pelo advogado Ariel de Castro Alves, uma das vozes mais ativas na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

A publicação é mensal e terá distribuição gratuita no bairro Santa Cruz. Produzida sob a coordenação de educadores sociais da Fundação, a edição inaugural do jornal traz pesquisas feitas com moradores do bairro. Eles indicam problemas locais e apontam reivindicações, destacando também benfeitorias em andamento na região após algumas de suas propostas terem sido discutidas e aprovadas no orçamento participativo da prefeitura.

O jornal ainda dá destaque aos próprios jovens, mostrando suas preferências, e apresenta uma entrevista com Ariel de Castro Alves, sobre sua atuação na área da infância e juventude e as previsões para ampliar as atividades voltadas às crianças e aos adolescentes no bairro.

O jornal comunitário tem também uma função pedagógica a partir dos objetivos da Fundação Criança. A entidade busca desenvolver o senso crítico dos participantes frente aos meios de comunicação e se propõe a disseminar o protagonismo juvenil.

Fonte: Fundação Criança de São Bernado do Campo

Inscrição no Enem cresce mais no Norte

01/09/2011

A Região Norte do País foi a que registrou o maior crescimento no número de inscrições para a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O aumento foi de 33,44% se comparado ao total de 2010. Já a Região Sudeste, que concentra o maior número de inscritos, apresentou o menor crescimento: 9,62%. Os dados também mostram que o número de inscritos com menos de 16 anos aumentou em 80%.

O Estado que registrou a maior elevação porcentual foi o Acre, com um aumento de 147,32%, o que totaliza 38.221 inscritos. Já o Amazonas, com 131.426 candidatos, foi a unidade da federação com o menor crescimento (5,31%). O Estado de São Paulo, que tem o maior número absoluto de candidatos de todo o País – 901.354 estudantes – teve um aumento de 8,88%.

Apenas dois Estados registraram queda nas inscrições: Santa Catarina (1,53%) e Bahia (0,95%). Neste ano, o Enem teve um número recorde de inscrições: 5.366.780 de candidatos devem fazer a prova, que acontece nos dias 22 e 23 de outubro.

Em relação à idade dos estudantes, a maior concentração de inscritos está na faixa etária que vai de 21 e 30 anos – 1,7 milhão de pessoas. Os menores de 16 totalizam 127.565 alunos.

Consolidação

Para os especialistas em vestibular, o fato de a Região Sudeste apresentar o menor aumento no número de inscritos tem relação com a maior popularidade dos vestibulares tradicionais na região. É o caso da Fuvest, que seleciona para a Universidade de São Paulo (USP) e não utiliza o Enem para compor a nota, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que normalmente usam o desempenho na avaliação nacional do Ministério da Educação (MEC) para aumentar a nota dos candidatos.

“O fato de a USP não entrar no Enem tem muito peso no interesse dos alunos daqui”, disse o diretor presidente do Colégio Bandeirantes, Mauro de Aguiar.

O maior aumento porcentual no número de inscritos das outras regiões do País – como na Centro-Oeste, com 22,63% de crescimento, e na Nordeste, com 21,15% – indica, segundo os coordenadores dos cursinhos, que o Enem está sendo valorizado onde tem maior adesão das universidades federais.

“O exame está ganhando maior projeção nesses Estados, especialmente no interior do País, porque é nessas regiões que a maior parte das universidades federais que substituíram seus vestibulares pelo Enem estão”, explica Edmilson Motta, coordenador do Etapa.

Já o maior interesse dos candidatos com menos de 16 anos pela prova, segundo os especialistas, sugere que o Enem está sendo visto como um modelo consolidado de vestibular, atraindo a atenção dos treineiros – alunos do 1.º e do 2.º ano do ensino médio que prestam o exame para “treinar” e conhecer a prova, já que não podem ser aprovados.

“Além da questão dos treineiros, vale lembrar que muitos colégios, por conta do ranking do Enem, já incentivam a participação de seus alunos desde cedo, para chegarem ao 3º ano conhecendo bem a prova”, diz Alessandra Venturi, coordenadora do Cursinho da Poli.

Candidatos

1.224.157 dos concluintes do ensino médio inscritos no Enem são oriundos de escolas públicas

276.465 estão matriculados no último ano de instituições particulares

Fonte: Estadao.com

Depois de marcha em Brasília, estudantes querem audiência com deputados e presidente

01/09/2011

A União Nacional dos Estudantes (UNE) está com representantes em Brasília para pedir mais investimentos para a área de educação. Depois de realizar uma marcha na região central da cidade, os estudantes esperam ser recebidos, nesta tarde, no Congresso Nacional e também pela presidenta Dilma Rousseff.

A UNE disse ter reunido 10 mil estudantes no protesto, que percorreu as ruas desde o Banco Central até a Esplanada dos Ministérios. Mas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a marcha reuniu cerca de 3 mil pessoas.

Os estudantes reivindicam a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a educação, o investimento de 50% do fundo do pré-sal e redução de juros. “O Brasil vive um momento importante, vem se destacando como uma forte economia. Neste momento, investimentos em educação são prioritários para o desenvolvimento do país”, disse o presidente da UNE, Daniel Lliescu.

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick, que veio do Amazonas para apoiar o movimento, destacou a necessidade de mais assistência estudantil, melhoria nas escolas e universidades. Ele também chamou a atenção para a evasão escolar no ensino médio. “Hoje, 50% dos jovens que estão no ensino médio abandonam os estudos, ou seja, milhares de estudantes deixando as escolas”, disse Evanovick.

Os estudantes reivindicam ainda melhor remuneração para os professores e ampliação das vagas nas universidades públicas. O pernambucano Ângelo Raniere, diretor na UNE, disse que, além de ampliar as vagas no ensino superior, o governo precisa garantir estrutura adequada para a educação.

A estudante Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), ativista nos protestos estudantis chilenos que reuniram milhares de estudantes nos últimos dias, também participou da marcha. Camila veio ao Brasil com objetivo de elaborar uma agenda política com a UNE. Ela quer alertar sobre as violações dos direitos humanos e sobre a falta de democracia no Chile.

Para Lliescu, além de apoiar os estudantes chilenos nas questões relativas aos direitos humanos, o movimento estudantil brasileiro pode trocar experiências com o Chile. “Há algo em comum na luta estudantil dos dois países, que é a grande participação do setor privado do ensino superior. Defendemos a regularização do ensino superior privado, é preciso garantir uma educação de qualidade”, observou.

Fonte: Agência Brasil

Jovens do campo formarão grupo de trabalho na Secretaria Nacional de Juventude

01/09/2011

A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) finaliza esta semana, em Brasília, uma série de atividades para intensificar o diálogo com os movimentos sociais do campo. O objetivo é instituir um grupo de trabalho (GT) sobre juventude rural, envolvendo atores da sociedade civil e representantes dos ministérios que têm iniciativas voltadas para o segmento. Os encontros centraram-se em temas relacionados à inclusão produtiva, educação no campo e formação política e cidadã.

Participam das atividades jovens representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag); do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil/CUT); do Movimento dos Atingidos por Barragens (Mabe), do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e da Pastoral da Juventude Rural (PJR). Pelo Governo Federal, além da SNJ, a reunião conta com representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Antônio Neto, dirigente do Coletivo Nacional de Juventude do MST e integrante do Coletivo Nacional de Juventude da Via Campesina, destacou a importância da iniciativa da SNJ para a construção coletiva de propostas. Para ele, é preciso investir em políticas que possibilitem a permanência dos jovens no campo. “Queremos uma agenda pública para a juventude rural que articule ações voltadas para geração de renda e trabalho, educação, acesso à cultura e ao lazer”, conclui.

Severine Macedo, secretária nacional de Juventude, assinalou que o GT faz parte da estratégia da SNJ em construir espaço participativo para construção das políticas públicas para a juventude. “Quando as ações do governo são elaboradas com a participação social, as chances de darem certo e de terem mais resultados positivos são muito maiores”, destacou.

Ontem, quarta-feira, 31, as lideranças dos movimentos participaram do 1º Seminário Nacional sobre Juventude Rural, promovido pela Câmara dos Deputados. A agenda se encerra hoje com a realização de uma oficina de trabalho que pretende dar forma ao grupo de trabalho de juventude rural da SNJ, além de avaliar as ações em curso na agenda política do governo federal. A especialista em juventude rural, Elisa Guarana, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), participa do encontro.

Fonte: Onda Jovem/ Conjuve

Programa Ciência sem Fronteiras faz primeira chamada para bolsas de estudo ou estágios nos EUA

01/09/2011

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está lançando a primeira chamada pública do programa Ciência sem Fronteiras, que prevê a oferta de bolsas de estudos, na modalidade graduação-sanduíche, nos Estados Unidos. Os primeiros estudantes atendidos embarcarão em janeiro de 2012.

Para se inscrever, os candidatos devem ser de nacionalidade brasileira e, entre outros requisitos, apresentar bom rendimento acadêmico, além de ter concluído no mínimo 40% e no máximo 80% do currículo previsto para o curso de graduação no momento de início da viagem de estudos. Por fim, comprovar nota mínima de 79 pontos no exame Toefl-Ibet Test.

Os alunos participantes receberão auxílio financeiro pelo período de 12 meses, pagamento das taxas escolares norte-americanas, nos casos em que couber, além de passagens aéreas para o percurso Brasil–EUA–Brasil.

A primeira chamada pública da Capes permitirá a instituições de ensino superior nacionais selecionar estudantes brasileiros de graduação, em áreas de interesse para o país, para cursos ou estágio em instituições norte-americanas. Para isso, o documento estabelece que as instituições brasileiras firmem acordo de adesão com a Capes, por meio do qual se habilitarão a selecionar e a indicar os alunos.

Caberá à Capes implementar as propostas das instituições, respeitadas as disponibilidades orçamentária e de absorção dos alunos pelas universidades norte-americanas. O contato com a Capes deve ser feito por mensagem eletrônica.

O Ciência sem Fronteiras, lançado em 26 de julho de 2011, é um programa do governo federal destinado a consolidar, expandir e a promover a internacionalização da ciência e da tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional.

O projeto prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos. A iniciativa é dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.

Fonte: Nota 10

Sesi realiza debate sobre o currículo do ensino médio

01/09/2011

O Serviço Social da Indústria (Sesi) promove nesta quinta (1), em São Paulo, o segundo encontro ‘Agenda para mudanças curriculares no ensino médio’. O evento integra uma série de três workshops sobre o tema. O primeiro foi realizado em Natal, no dia 12 de agosto, e o terceiro ocorrerá no dia 14 de setembro, em Brasília.

Os participantes dos encontros farão um diagnóstico da educação com a identificação das demandas e necessidades de mudança nos currículos e na carga horária do ensino médio.

O ciclo de workshops integra um grande debate público proposto pela Comissão Especial do Plano de Educação da Câmara dos Deputados.

Os resultados dos debates e as sugestões serão organizados em um documento com recomendações de mudanças no ensino médio, que deverá ser encaminhado ao governo, parlamentares e dirigentes de instituições educacionais.

O evento, que começará às 9h30, será realizado no Escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, na Rua Olimpíadas, 242, 10.º andar, na Vila Olímpia.

Mais informações pelos telefones (11) 3040-3874 e 9306-8274.

Fonte: Nota 10

Todos Pela Educação promove o congresso internacional “Educação: uma Agenda Urgente”

02/09/2011

O evento será realizado em Brasília, de 13 a 16 de setembro, por iniciativa do movimento Todos Pela Educação mais apoio e patrocínio do Instituto Unibanco. Estarão presentes líderes nacionais e internacionais das áreas educacional, acadêmica, gestão e política para debater, em nove sessões, as questões que precisam avançar para o Brasil acelerar a obtenção de resultados, principalmente de aprendizagem, na educação básica pública.

O encontro tem como meta, ao final, a elaboração de um documento com as principais convergências e reflexões sobre cada um dos temas programados: carreira docente, formação inicial do professor, regime de colaboração entre os entes federados, uso das avaliações nas práticas de sala de aula e na gestão educacional, definição das expectativas de aprendizagem, educação integral, equidade e inclusão, e sistema de justiça pela qualidade da Educação. O documento será entregue à Presidência da República e ao Ministério da Educação.

Educação de qualidade

Hoje, 2 de setembro, em Fortaleza, termina outro encontro sobre educação, promovido pela Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave): “Avaliação e o Direito à Qualidade da Educação”.

A programação foi aberta no dia 31 de agosto pela Secretária de Estado da Educação do Ceará, Maria Isolda Cela de Arruda Coelho. No dia 1 de setembro, a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel palestrou sobre o tema “Avaliação do Ensino Médio: O Enem e o futuro”. O subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, Ricardo Paes de Barros, apresentou no mesmo dia os resultados do projeto Jovem de Futuro, conduzido pelo Instituto Unibanco em escolas públicas de ensino médio.

Para esta sexta-feira, 2, estão inicialmente previstas quatro sessões para discutir: incentivos financeiros em educação; os sistemas estaduais e municipais de avaliação; a contribuição da avaliação para a eficácia da escola; e o futuro do Ideb e os indicadores estaduais de desenvolvimento educacional.

Educação e juventude

A segunda fase da programação inclui a apresentação do trabalho “Educação e Juventude”, em que serão abordados o alfabetismo e as aspirações educacionais dos jovens brasileiros nas metrópoles; a educação e a juventude dos grandes centros urbanos; a avaliação das práticas docentes no ProJovem Urbano; e o ProJovem, inclusão social pela educação.

Outra sessão abordará os instrumentos de avaliação em educação profissional e continuada; o uso das avaliações do ensino superior; avaliação, magistério e formação de professores; instrumentos de identificação, seleção e avaliação interna; avaliação do ensino superior e seus diferentes atores; fluxo escolar, repetência e evasão; e produção científica sobre avaliação.

Finalizam o evento debates sobre a avaliação de professores e as experiências na área nos países vizinhos. A sessão de encerramento será conduzida pela educadora Guiomar Namo de Melo.

Atores mais conscientes

Em mais uma agenda de trabalho ligada à educação, realizada no último dia 29 de agosto, no Instituto Unibanco, em São Paulo, o ministro da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência), Moreira Franco, afirmou acreditar que os jovens brasileiros estão mais conscientes em relação à necessidade de educação de qualidade no Brasil e ainda aposta que esta classe organizará mobilizações para cobrar do governo ações nesse sentido.

O evento no Instituto Unibanco teve como finalidade a assinatura de um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de estudo, projetos, pesquisas e avaliações com foco na educação, com ênfase nos jovens do ensino médio e público.

A ideia da parceria é unir esforços para gerar conhecimento que subsidie as propostas das políticas de programas sociais, de educação, de segurança e políticas para a juventude, com o objetivo de aumentar a capacitação e geração de emprego e renda da população posicionada abaixo da linha da pobreza.

Percepção diferenciada

De acordo com a Agência SAE de Notícias, o ministro Moreira Franco pontuou que, nos últimos dez anos, com o avanço da desigualdade social observada no Brasil, os jovens da classe média desenvolveram uma percepção diferenciada quanto ao sistema educacional. Se antes eles achavam que o diploma era útil para melhorar seu reconhecimento, hoje eles entendem que é uma ferramenta para garantir um melhor posto de trabalho.

Na visão do ministro, os jovens utilizam muito mais de sua renda para se qualificar do que faziam antigamente. “Isto mostra a importância que os indivíduos estão dando à qualificação. O crescimento de escolas particulares, com o objetivo de qualificar e capacitar essas pessoas, está ocorrendo tanto nas áreas metropolitanas quanto na periferia.”

O reflexo desse cenário, segundo Moreira Franco, será o início de uma onda de manifestações com objetivos políticos, no sentido de cobrar do governo qualidade da educação. “A principal mudança na percepção dos jovens é reconhecer que os ativos mais valorizados no ambiente profissional são conhecimento, educação e qualificação”, disse o ministro.

Fonte: Onda Jovem/ Agência SAE de Notícias/ Instituto Unibanco/ Todos pela Educação

OMS orienta soluções para os principais problemas de saúde da juventude

02/09/2011

Gravidez precoce, HIV, desnutrição, saúde mental, fumo, uso nocivo do álcool, violência e traumatismos. Esses são alguns dos principais problemas de saúde que afetam a juventude de todo o mundo. Em relatório, lançado neste mês de agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os problemas e aponta as ações necessárias para que os países ofereçam um desenvolvimento saudável aos seus jovens.

De acordo com o documento, “quase dois terços das mortes prematuras e um terço do total de mortalidade em adultos estão associadas a doenças ou comportamentos que começaram na juventude, entre elas consumo de álcool, falta de atividade física, relações sexuais sem proteção e exposição à violência”. Embora a maioria dos jovens seja saudável, a cada ano são registrados mais de 2,6 milhões de mortes na população com idade entre 15 e 24 anos.

Para a OMS, a adolescência é uma fase fundamental para o desenvolvimento de práticas saudáveis. A organização ressalta também a importância de que os governos adotem medidas para proteger a juventude de riscos para a saúde como forma de prevenir problemas na idade adulta, assim como contribuir para a infraestrutura sanitária e social dos países.

Um marco relevante para o reconhecimento da necessidade de uma atenção específica voltada à saúde dos jovens são os Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio (ODM). A meta nº 5 está relacionada ao acesso universal à saúde reprodutiva, a qual tem como um de seus indicadores a taxa de gravidez entre jovens de 15 a 19 anos. Por ano, aproximadamente 16 milhões de adolescentes dessa idade dão a luz, o que representa 11% dos nascimentos globais.

O relatório destaca que, de acordo com dados da OMS, “quanto mais jovem a adolescente, maior o risco (de morte)”. Para combater esse quadro, a organização propõe a aplicação de leis que fixem uma idade mínima para o casamento e maior acesso a informações sobre métodos contraceptivos e aos serviços correspondentes. Às adolescentes grávidas, deve ser oferecida atenção pré-natal de qualidade. E, nos casos em que a lei permite, o acesso ao aborto seguro.

A sexta meta do ODM, por sua vez, aponta a necessidade de deter a propagação do HIV. Para tanto, é preciso reduzir a taxa de contaminação entre os jovens de 15 a 24 anos. Jovens dessa faixa etária representaram 40% de todos os casos novos de infecção pelo vírus VIH entre adultos em 2009. A meta proposta pelo ODM a ser alcançada pelos países é de 25% de redução do HIV entre a juventude.

Como forma de alcançar essa meta, a OMS estabelece a necessidade de promover informação aos jovens e oferecer formas de proteção a eles, como preservativos e seringas e agulhas descartáveis para os que usam drogas. A estimativa é a de que a cada dia, 2400 jovens são contaminados pelo vírus. No mundo, são mais de cinco milhões de jovens afetados pelo HIV. Atualmente, somente 36% dos homens e 24% das mulheres têm conhecimentos corretos para se proteger.

Sobre a desnutrição, a organização destaca a importância de proporcionar assessoramento, suplementos alimentares e nutrientes, além de detectar e tratar os problemas decorrentes, como a anemia. Com relação à saúde mental, aproximadamente 20% dos adolescentes padece de depressão ou ansiedade. Apoio psicossocial na escola e no entorno da comunidade ajudam a promover a saúde da mente.

Para reduzir a cifra de 150 milhões de jovens consumidores de tabaco, a OMS propõe medidas como a proibição da publicidade, aumento dos preços e leis que proíbam fumar em lugares públicos. O consumo nocivo do álcool traz o aumento das condutas de risco. Nesse sentido, está relacionado a um grande número dos acidentes de trânsito, o qual resulta da morte de pelo menos 700 jovens a cada dia no mundo.

Para mais informações: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs345/es/

Fonte: Adital

Mais de cinco milhões vão fazer o Enem em outubro

02/09/2011

O Ministério da Educação (MEC) divulgou os números referentes aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, que será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro. Ao todo, no Brasil, serão 5.366.780 pessoas participando.

A maioria dos candidatos já concluiu o ensino médio em anos anteriores. Entre os inscritos que estão terminando a etapa neste ano, 1,2 milhão de alunos são de escolas públicas e 276 mil da rede particular.

A faixa etária dos candidatos é diversificada: 868 mil têm 17 anos, 1,7 milhão tem entre 21 e 30 anos e 771 mil têm mais de 30 anos. O jovem Rafael Romano, 18 anos, está entre aqueles que já concluíram o ensino médio e tentam mais uma vez o vestibular. "O exame é a porta de entrada para as universidades, tanto para pública como para particulares, no caso do ProUni", destaca.

Fonte: Diário do Pará (PA); Estado de Minas (MG)

Orquestra Sinfônica de Porto Alegre realiza Concurso para Jovens Solistas, Regentes e Compositores

03/09/2011

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) realiza a 17ª edição do Concurso para Jovens Solistas, Regentes e Compositores. O objetivo é oferecer a jovens músicos e regentes a oportunidade de participar de concertos da Ospa na temporada de 2012 e oportunizar que novos compositores tenham sua obra divulgada e executada pela orquestra. O período de inscrições começou na última segunda-feira e tem duração de um mês. Para candidatos a compositores, as inscrições começam somente em março de 2012.

Poderão inscrever-se candidatos brasileiros ou estrangeiros, residentes no Brasil ou exterior. O concurso é dividido em quatro categorias: Solistas Instrumentistas (piano, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, violão, flauta transversa, flauta doce, oboé, clarineta, saxofone, fagote, trompa, trompete, trombone tenor, trombone baixo, tuba, percussão e harpa); Solistas Vocais (soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo); Regentes e Compositores. Cada candidato poderá concorrer em apenas uma categoria. Na categoria Solistas Instrumentistas só é permitida a inscrição em um instrumento.

Haverá três etapas de seleção: a fase classificatória, eliminatória e a final – esta última ocorrerá em Porto Alegre, onde os candidatos deverão interpretar uma obra (no caso dos regentes, deverão fazer uma prova de regência) para avaliação de uma comissão julgadora.

A inscrição pode ser feita diretamente na sede administrativa da Ospa ou via Sedex. Será necessário preencher a ficha de inscrição, declaração de ciência dos termos do regulamento do concurso e um DVD com a gravação do candidato executando a peça especificada no regulamento. O regulamento do concurso e o formulário de inscrição pode ser acessado no site da Ospa: www.ospa.org.br.

Fonte: jornalagora.com.br

Olimpíada Brasileira de Matemática agita fim de semana de jovens estudantes

03/09/2011

Estudantes dos níveis fundamental, médio e universitário participam, nesse final e semana, da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Os classificadospara a terceira, e última, etapa serão conhecidos a partir do dia 6 de setembro.

Para Luciano Monteiro de Castro, um dos coordenadores da OBM, esse tipo de competição é de suma importância para os jovens, já que envolve conhecimento e torna o ato de estudar estimulante: “Influencia na melhoria do ensino e identifica novos talentos acadêmicos”, enfatiza.

Franco Matheus, de 15 anos, aguarda com grande expectativa. Aluno do ensino médio do Sistema Elite de Ensino, Franco conquistou, no ano passado, a medalha de ouro na Olimpíada de Matemática do Rio de Janeiro (OMERJ) e a prata na OBM: “Essa medalha na OBM foi muito importante, porque possibilitou que eu participasse da Semana Olímpica e do processo seletivo para as olimpíadas internacionais”.

A OBM é desenvolvida em conjunto pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCTMat).

Fonte: jb.com.br

MEC vai distribuir tablets para alunos da rede pública

05/09/2011

A informação de que o Ministério da Educação (MEC) vai distribuir tablets a alunos da rede pública foi divulgada  pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a 15ª Bienal do Livro.

Os tablets são computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, com a espessura de um livro. O objetivo de levar o recurso a escolas públicas, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. "Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental", afirma.

Livros didáticos

O MEC poderá ser obrigado a oferecer suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, para alunos e professores, também em formato digital. A ação está prevista no Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), em análise pela Câmara federal.

Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.

De acordo com a Agência Câmara, o autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.

Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: A Crítica Online (AM)/ Gazeta de Alagoas (AL)/ Agência Câmara

Senado abre inscrições para concurso de redação voltado a alunos do ensino médio

05/09/2011

A Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) do Acre reuniu, no dia 25 de agosto, alunos, professores e diretores de escolas para apresentar projetos na área de educação externos à Secretaria e aprofundar as informações sobre a 4ª edição do Concurso de Redação do Senado Federal.

O tema do concurso – “O Brasil que a gente quer é a gente quem faz” -- é um convite à reflexão sobre o processo democrático e o exercício da cidadania.

Alunos do 2º e 3º ano do ensino médio de escolas públicas estaduais e do Distrito Federal, com idade de 16 a 19 anos, podem participar.

As instituições interessadas têm até o dia 30 de setembro para encaminhar as redações. Para acesso às fichas de inscrição e mais informações, visite o site oficial do concurso:

http://www.senado.gov.br/noticias/relacoespublicas/redacao2011/pages/conc-etapas.html.

Fonte: A Gazeta Online

Mortalidade infantil na maternidade adolescente representa 20% do total de mortes de bebês no país, constata pesquisa lançada hoje em Recife

05/09/2011

Todos os dias, nove crianças filhas de mães adolescentes morrem antes de completar um ano de idade. Esses bebês representam 20% do total de mortes infantis em todo o país. Isso significa que um quinto dos bebês que nascem no Brasil - 8.544 meninas e meninos filhos de mães adolescentes - morre anualmente por causas completamente evitáveis.

Esses e outros dados foram revelados pelo Estudo sobre as Políticas Públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para os filhos de mães adolescentes, realizado pela organização não-governamental Visão Mundial, lançada hoje em Recife (PE).

O estudo traz ainda informações acerca do atendimento à saúde materno-infantil no país e fornece subsídios ao debate sobre possíveis maneiras de se combater a mortalidade infantil e materna no Brasil, focando na maternidade na adolescência.

A pesquisa foi feita por meio de análise documental a partir de publicações oficiais (dentre elas o DATASUS e SIGPLAN), apresentando um acompanhamento das Metas do Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), e uma análise situacional entre os anos de 1990 e 2010.

Parte dos esforços da campanha da Visão Mundial Saúde para as Crianças Primeiro, a pesquisa pretende contribuir para a redução da mortalidade infantil e materna com foco na adolescência no Brasil. A meta da campanha é engajar líderes governamentais e sociedade civil na priorização de ações e decisões que diretamente diminuam a mortalidade nesse público até 2015. Os esforços estão alinhados às metas 4 e 5 das Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) – reduzir em 2/3 a mortalidade infantil e promover a saúde materna, respectivamente.

São parceiros na campanha a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Marista de Solidariedade, Instituto de Zero a Seis (ZAS) e Superintendência de Políticas para a Criança e o Adolescente da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos de Alagoas.

Saiba mais

Apesar dos avanços que o Brasil alcançou em relação à mortalidade infantil, a desigualdade regional, étnica e de oportunidades são fatores determinantes para que um número alto de crianças morra por causas completamente evitáveis. A taxa de mortalidade infantil em média nacional está em 19/1000 nascidos vivos. Veja esses números em públicos específicos, de acordo com dados retirados do estudo “Políticas públicas de proteção à saúde infantil e materna no Brasil: um olhar especial para filhos de mães adolescentes”:

· A mortalidade infantil está em maior proporção no Norte e Nordeste brasileiro. Uma criança que nasce no Nordeste, por exemplo, tem 2,2 vezes mais chance do morrer do que uma criança que nasce no Sul. Enquanto a média nacional de mortalidade infantil foi de 19 por mil nascidos vivos em 2007, em Alagoas esse dado foi de 47 por mil nascidos vivos.

· Está em sua maioria entre crianças negras. De todas as mortes infantis ocorridas em 2008, 44,8% foi de crianças pretas e pardas.

Entre filhos de mães adolescentes. Das mortes ocorridas no ano de 2009, 20% foi de filhos de mães adolescentes. Estamos falando de 8.544 bebês.

Fonte: Assessoria

Programa Futuro Programado capacita jovens em tecnologia de softwares

05/09/2011

A TOTVS prorrogou até o dia 15 de setembro, as inscrições para o programa Futuro Programado, que tem o objetivo de capacitar e contratar jovens profissionais, com idades entre 18 e 25 anos, para atuarem como analistas de desenvolvimento e implantação de softwares.

Ao todo, são 500 vagas abertas em todo o Brasil, voltadas a estudantes e recém-formados nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Engenharias e cursos relacionados a TI.

A seleção terá seis fases, sendo quatro delas via Internet, uma certificação e uma entrevista presencial, no final do processo. Para participar, o jovem deve acessar o hotsite www.futuroprogramado.com.br e preencher corretamente o cadastro.

Os jovens que passarem no processo seletivo serão contratados para trabalharem em uma das seis unidades próprias da TOTVS ou em uma das 48 franquias da empresa, localizadas nos principais estados brasileiros, dependendo do número de vagas disponíveis em casa região.

“O Brasil está vivendo uma excelente fase de desenvolvimento, porém, a mão de obra qualificada, principalmente em TI, não vem acompanhando este crescimento. Por isso, é necessário que empresas, como a TOTVS, incentivem e realizem um plano de futuro com os jovens que estão entrando no mercado de trabalho e que precisam de oportunidades. Dessa forma, todos cresceremos de forma sustentável”, declara Laércio Cosentino, presidente da TOTVS.

Formação superior e técnica

Podem se inscrever jovens estudantes ou recém-formados nos seguintes cursos: • Graduação: Engenharia de Software, Engenharia (geral), Ciências da Computação, Sistemas de Informação, Ciências Contábeis, Administração, Economia e Matemática. • Técnico: Informática, Informática para Internet, Manutenção e Suporte em Informática, Programação de Jogos Digitais, Redes de Computadores, Sistemas de Computação, Sistemas de Transmissão e Telecomunicações. • Tecnólogo: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados, Gestão da Tecnologia da Informação, Informática para Negócios, Jogos Digitais, Redes de Computadores, Segurança da Informação e Sistemas para Internet.

Para mais informações, acesse o website www.totvs.com

Fonte: Pauta Social

Encontro Educarede, da Fundação Telefônica, debate o uso da fotografia em sala de aula

05/09/2011

A etapa virtual do 6º Encontro Internacional Educarede, realizado pela Fundação Telefônica, vai até dia 20 de setembro, precedendo o encontro presencial que será em Madri (Espanha), de 20 a 22 de setembro.

O tema deste ano é “Atitude 2.0: Aprender é Compartilhar” e será debatido por docentes e representantes de instituições educacionais.

No próximo dia 8 de setembro serão exibidos vídeos “Usando a fotografia na sala de aula”, a partir das 19h. A atividade será desenvolvida pelas jornalistas e fotógrafas Lia Coldibelli e Thais Antunes, com o intuito de fornecer ao público fundamentos básicos de como olhar a fotografia e trazê-la para dentro da sala de aula e da realidade do jovem.

A ideia é que o usuário possa conferir, na prática, exemplos de como a fotografia pode assumir mais do que um papel ilustrativo e se tornar, de fato, parte da aquisição de conhecimento.

Para participar, o internauta deve acessar a rede Ning do encontro http://encontro2011.educarede.org.br e preencher o cadastro.

Todas as informações estão em português e espanhol. O evento presencial poderá ser acompanhado também pelo site.

Fonte: Aprendiz

Onda Jovem sorteia kit de revistas no Twitter

05/09/2011
Promoção marca o lançamento do novo layout do portal. Resultado sai no dia 9 de setembro

Onda Jovem comemora o lançamento do novo portal com uma promoção no Twitter. Para participar, basta retuitar a seguinte frase “Portal Onda Jovem agora está de cara nova. Acesse, compartilhe esta novidade e concorra a um kit de revistas. http://kingo.to/NWK”

A sorteio acontecerá pelo sistema Sorteie.me e o resultado você confere aqui no portal e na nossa conta no Twitter: www.twitter.com/onda_jovem

 

Como participar
Basta retuitar a seguinte frase: “Portal Onda Jovem agora está de cara nova. Acesse, compartilhe esta novidade e concorra a um kit de revistas. http://kingo.to/NWK"

O sorteio
O vencedor será revelado no dia 9 de setembro e o sorteio será realizado pela ferramenta Sorteie.me.

O prêmio
O ganhador da promoção receberá como prêmio 10 edições da revista Onda Jovem e um brinde surpresa.

Observação
Para participar da promoção é preciso ser um seguidor do perfil do Onda Jovem no Twitter. Além disso, para concorrer ao prêmio é fundamental que você retuite a frase com o link http://kingo.to/NWK.

Contato
Dúvidas sobre a promoção podem ser enviadas pelo próprio Twitter ou encaminhadas para o e-mail [email protected].

Governo estuda aliança entre escolas e lan houses para ampliar acesso à internet

06/09/2011

O governo federal avalia a possibilidade de criar mecanismos para aproximar lan houses das escolas públicas e dos cursos técnicos promovidos por instituições como o Sebrae. Essa seria uma estratégia para ampliar o acesso à internet na zona rural, segundo comentou o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez.

Cezar Alvarez defendeu a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. "As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S", disse Alvarez. O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.

O secretário acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga.

Fonte: Agência Brasil

Programa lançado em MG troca renda por avanço nos estudos

06/09/2011

A cidade histórica de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, será a primeira a receber o Banco Travessia, programa que o governo de Minas Gerais lançou recentemente para incentivar os membros de famílias carentes a retornar aos estudos e buscar aperfeiçoamento.

Por meio desse banco, cada "correntista" que avançar no processo educativo participa de uma poupança conjunta de toda a família. A moeda é chamada "Travessia" e equivale a R$ 1.

"Programas de transferência de renda do tipo do bolsa família, independentemente de sua importância, não geram mudança de patamar social", afirma Marcelo Dias, coordenador de programas sociais do governo mineiro.

"Nossa proposta é promover esta mudança, a travessia da pobreza para a inclusão social, por meio do aperfeiçoamento da educação e da formação profissional."

Garcia explica que o projeto visa fazer a transferência de renda se e quando os membros da família cumprirem seus compromissos, tirarem boas notas, passarem de ano.

"Nos programas de transferência de renda de modelo tradicional, o pai não é estimulado a voltar a escola e muitas vezes não participa do processo", afirma. "Nesse projeto, o compromisso é agregar valor para que a família se envolva na mobilidade social resultante da educação."

Dessa forma, diz Garcia, se algum membro da família retornar aos estudos, todos os integrantes que residem no mesmo endereço recebem por isso. A cada nova etapa educacional cumprida, mais Travessias são depositadas no banco. Depois de até no máximo três anos, toda a quantia depositada pode ser retirada, já convertida em Real. Ao final de dois anos, a família poderá sacar até R$ 6 mil.

Processo de inclusão

Nessa primeira fase, além de Sabará, outros nove municípios mineiros serão beneficiados - Juiz de Fora, Capim Branco, Confins, Matutina, Santo Antônio do Jacinto, Itinga, Ninheira, Presidente Kubitschek e Arinos. O investimento do governo estadual, se todos cumprirem os compromissos, pode chegar a R$ 8,4 milhões em dois anos.

As famílias que poderão ser beneficiadas foram identificadas por meio do projeto Porta a Porta, utilizado como referência para o programa federal Brasil sem Miséria. A identificação é realizada por meio da aplicação de questionários que envolvem perguntas no âmbito da saúde, educação e padrão de vida.

Foram escolhidas aquelas em que pelo menos um adulto não é alfabetizado, não tenha cinco anos completos de estudo formal, ou jovens que abandonaram o ensino médio e as crianças estão fora da escola.

No caso de Juiz de Fora, as famílias foram recrutadas especificamente em áreas de risco. Em todos os municípios, o nível de privação da educação é da ordem de 60%.

"Decidimos começar com esses municípios porque eles estão sendo pesquisados há cerca de um ano para a chegada de uma ação desse tipo", diz. No caso de Sabará, são 2.824 famílias que deverão trabalhar com dez agências bancárias. Garcia afirma que a chegada dessas pessoas ao sistema formal de educação foi preparada.

"O trabalho vem sendo debatido há bastante tempo, garantindo um processo de inclusão lá na frente."

Outras 50 cidades estão na fila de espera. A expectativa é que o programa seja estendido a todo o Estado até 2014.

Fonte: Brasil Econômico/ Martha San Juan França

Pesquisa avalia como aprendizado pode fazer sentido para o aluno

06/09/2011

Participaram do estudo, realizado na Faculdade de Educação da USP pelo historiador e professor Ronaldo Cardoso Alves, 150 alunos brasileiros e 100 portugueses. Eles foram envolvidos com um tema histórico comum aos dois países: a transferência da família real portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, em 1808. O fato lhes foi apresentado em duas narrativas de livros didáticos brasileiros e os alunos responderam a um questionário.

Antes da leitura dos textos foi perguntado se a transferência havia sido uma fuga ou um fato planejado. “Isso avaliou que tipo de explicação histórica os alunos construiram”, revela Alves. Após a leitura os alunos respondiam se sua opinião perante aquele fato histórico foi alterada, se as narrativas apresentadas divergiam entre si e quais as principais consequências do fato aos países. “As questões avaliaram que tipo de evidências os alunos apontaram, qual era a sua compreensão histórica e o significado que eles davam a ela”.

O questionário também incluiu avaliação socioeconômica. Era importante saber qual o nível de acesso que os estudantes tinham aos chamados equipamentos socioculturais, como cinemas, bibliotecas, teatros e jornais. Quanto maior o contato com esses meios, aliado a uma qualitativa metodologia do ensino de História, melhor a construção de consciência histórica.

Alves conta que os estudantes portugueses possuem um maior conhecimento histórico factual, mas os brasileiros que têm acesso aos equipamentos socioculturais são mais reflexivos e criativos. “Não temos uma resposta exata sobre os motivos que levam a isso, mas creio que seja fruto do tipo de educação que é dada nas escolas portuguesas. Lá o ensino privilegia muito mais o conhecimento factual. Os pesquisadores com quem conversei concordam com isso”, diz.

As escolas

Durante a pesquisa, foram entrevistados alunos de duas escolas públicas de ensino médio tradicionais brasileiras, uma no centro de São Paulo, com estudantes do período diurno, e outra em Osasco, na Grande São Paulo, com alunos do noturno. “A escolha por períodos diferentes ajudou a verificar a diferenciação socioeconômica. Os que estudavam à noite geralmente trabalhavam durante o dia para ajudar no complemento da renda familiar, enquanto que os do período diurno apenas estudavam e tinham renda superior”, conta Alves.

Os alunos do período noturno se mostraram mais frequentadores de bibliotecas, por exemplo, apesar de terem menos tempo livre. “Isso mostra que a vivência também aumenta a consciência histórica”. Ele ainda ressalta que mesmo tendo maior acesso aos equipamentos socioculturais, os índices ainda são muito baixos se comparados aos de alunos portugueses.

Em Portugal, Alves contou com o apoio da professora Isabel Barca, da Universidade do Minho, em Braga, no norte daquele país. Foram entrevistados alunos em cinco escolas públicas da região: duas em Braga (uma na periferia e outra em um bairro de elite), duas na cidade do Porto (uma no centro e outra em um bairro nobre) e uma no município de Valongo, próximo ao Porto. “Esta foi a mais curiosa. Apesar de os estudantes serem pobres, eles tinham acesso a equipamentos socioculturais oferecidos pelo governo e deles se aproveitavam. Assim, apresentaram um bom desenvolvimento de consciência histórica se comparados com estudantes das outras escolas pesquisadas”, afirma.

A tese de doutorado Aprender História com sentido para a vida: consciência histórica em estudantes brasileiros e portugueses, sob orientação pela professora Katia Abud, da FE.

Fonte: Agência USP / Por Victor Francisco Ferreira

Jovens cearenses debatem importância do software livre para a inclusão digital

07/09/2011

Em audiência pública realizada esta semana, jovens e militantes da cidade de Fortaleza (CE) debateram os desafios para inclusão digital e o papel do software livre nesse processo. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores do município de Fortaleza, por iniciativa do vereador Ronivaldo Maia (Partido dos Trabalhadores – PT), em parceria com o Instituto de Tecnologia, Inovação e Cultura Digital (Itic Digital).

De acordo com Manoel Neto, coordenador do Itic Digital, a proposta surgiu a partir de grupos ativistas do software livre do Ceará que lançaram a ideia de criação do Instituto e, a partir dele, propuseram o debate amplo da questão. Na ocasião da audiência, eles discutiram propostas como projetos de apoio ao software livre e realização de eventos sobre tecnologia.

Sobre as ações de inclusão digital, o coordenador avalia que "existe uma visão errada por parte do poder público. Não basta oferecer o equipamento. Tem que mostrar as possibilidades de como o computador pode funcionar como uma ferramenta de trabalho”, avalia. Nesse sentido, ele aposta que o software livre pode ser um grande impulsionador dessa política, tendo em vista a sua prerrogativa de gratuidade.

Para Manoel Neto, "é  preciso disseminar ainda mais o software livre no estado e no país. As empresas e os órgãos públicos não dão a credibilidade que esses programas deveriam ter”. Ele acredita que a adoção dos programas em código aberto pelos governos traria não só economia financeira, a qual poderia ser revertida "para projetos sociais”, mas também segurança para a informação disponibilizada em rede, considerando a superioridade tecnológica desses softwares.

A audiência debateu, ainda, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), aprovado no mês de junho, o qual determina metas para a massificação da internet no país. Pelo Plano, as empresas de telecomunicações teriam que garantir banda larga de 1 Mbps a um custo de R$ 35 em todos os municípios do país até o fim de 2014.Para Manoel, a proposta é "muito boa, mas nós queremos mais”. Ele destaca que há grandes disparidades entre municípios e que o Plano deve estabelecer uma internet de qualidade e deve alcançar uma amplitude que atenda diferentes realidades.

Contraponto ao PNBL

Organizações integrantes da Campanha Nacional ‘Banda Larga é um Direito Seu!’ avaliam que o acordo realizado pelo governo federal com empresas privadas prestadoras do serviço de internet "revela uma concepção política que renega o papel estratégico do Estado e o interesse nacional em prol dos monopólios privados”, de acordo com manifesto lançado pelo movimento. A principal reivindicação é a "definição da banda larga como serviço prestado em regime público, de forma a garantir a expansão constante das redes e a universalização progressiva do serviço”, assinala o documento.

Software livre

São programas de computador que podem ser usados, copiados, estudados, modificados, melhorados e redistribuídos. Para o movimento em defesa do software livre não  é ético aprisionar conhecimento científico, que deve estar sempre disponível, para assim permitir o desenvolvimento da humanidade. Para além do código do programa aberto, o movimento discute também o uso da internet como ferramenta de participação política. Nesse sentido, alguns ativistas atribuem à nomenclatura hacker uma ação engenhosa com fins de dar solução para problemas tecnológicos e promover a liberdade do uso das informações, que essa ação desrespeite a privacidade. Usos personalistas que não promovem o interesse público, não seriam envolvidos pelo termo.

Para mais informações sobre o PNBL: http://campanhabandalarga.org.br

Fonte: Adital

Novo portal de educação, o EduBrazuca, quer ser referência em busca de cursos

07/09/2011

Empresa especializada em tecnologias educacionais, a Sistema Internacional Aberto de Tecnologia Educacional (Siate) vai lançar em 20 de setembro o site EduBrazuca.

O portal tem como objetivo oferecer informações sobre educação e se tornar uma referência em buscas sobre cursos oferecidos pelas instituições de todo o país. O usuário poderá comparar as instituições de acordo com as notas avaliadas pelo Ministério da Educação e saber o que é repercutido sobre elas nas redes sociais.

No cenário educacional, o Siate trabalha conceitos e tecnologias da computação em nuvens (cloud computing), aplicáveis a processos de gestão e a cursos. Um dos produtos é o Campus Evolution, um banco de dados voltado a instituições de educação básica e superior.

Para saber mais: http://www.siate.com.br/

Fonte: Correio Brasiliense


Programa que dá bônus na nota da Fuvest tem inscrição recorde este ano

07/09/2011

A Universidade de São Paulo (USP) registrou um recorde de inscrições para o Programa de Avaliação Seriada da USP (Pasusp), que dá bônus de até 15% da nota da primeira fase no vestibular da Fuvest para estudantes de escolas públicas. Segundo a USP, mais de 21 mil estudantes se inscreveram para obter o bônus. Em 2010, esse número foi de 9.717. A inscrição no Pasusp não garante a participação no vestibular. O prazo de inscrição na Fuvest vai até sexta-feira (9).

O programa do Pasusp é  voltado a interessados no vestibular que cursaram integralmente o ensino fundamental e o primeiro ano do ensino médio em escolas públicas brasileiras e que estejam cursando, em 2011, o segundo ou o terceiro ano em instituições públicas de ensino. As inscrições para o Pasusp estão encerradas.

O bônus, que pode chegar a 15%, será dado aos estudantes dependendo da pontuação que tiverem na prova da primeira fase do vestibular, em 27 de novembro. Estudantes do segundo ano do ensino médio também poderão se beneficiar do sistema. Do total dos 15% de bônus, até 5% são para os alunos do segundo ano do ensino médio, que acumularão esse bônus para o ano seguinte, e até 10% para os do terceiro ano.

Segundo a USP, o aluno do segundo ano já recebe 2% de bônus ao fazer a prova. Se ele acertar 40 das 90 questões possíveis na prova, recebe os 5% de bônus integralmente e carrega esses bônus para o ano seguinte, quando prestar o vestibular. Quando esse aluno estiver no terceiro ano, o teto da bonificação é de 10%, de acordo com o número de pontos alcançados na primeira fase.

Como o novo sistema será  implantado este ano, somente para este vestibular, na prova da primeira fase, os estudantes do terceiro ano poderão obter até 15% de bonificação. Essa bonificação será concedida de acordo com o número de questões acertadas, com o mínimo de 22 pontos (nota mínima para passar para a segunda fase) e o máximo de 60 pontos para obter os 15% integralmente.

Uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação garantirá aos alunos participantes do Pasusp a isenção na taxa de inscrição do vestibular da Fuvest, que é de R$ 120.

Fonte: G1

Analfabetos são 793 milhões no mundo, aponta estudo da Unesco

08/09/2011

Mais da metade dos analfabetos no mundo vive no sul e no oeste da Ásia, e 64% são mulheres, segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco divulgados esta semana. No lado oposto estão os países da Europa, América do Norte e da Ásia Central, que respondem juntos por menos de 2% da população analfabeta mundial. No total, 793 milhões de pessoas com mais de 15 anos não sabem ler, escrever e realizar contas simples.

Os dados são relativos a 2009 e foram coletados por meio do questionário anual da Unesco. Em relação a 2008, a redução no número de analfabetos foi de 3 milhões, ou 0,4%. 

O Brasil, assim como quase toda a América Latina e Caribe, se manteve entre os países que possuem taxas de alfabetização entre 90% e 100%. De acordo com a Unesco, 4,6% dos analfabetos do mundo vivem na região, principalmente no Caribe. 

Os países com taxas mais baixas, onde menos da metade da população sabe ler e escrever, são Benim, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Niger, Senegal e Serra Leoa. 

A taxa de alfabetização global, em 2009, foi de 83,7%. Em relação apenas aos jovens – pessoas entre 15 e 24 anos – a taxa sobe para 89,3%. Essa faixa etária engloba 123,7 milhões de analfabetos em todo o mundo, sendo que 60% deles são do sexo feminino.

Objetivos do Milênino

Um dos Objetivos do Milênio, segundo as Nações Unidas, é a redução em 50% no número de analfabetos até 2015.

Em 2000, o mundo tinha 875 milhões de pessoas nesta situação. Passados nove anos, a redução foi de 82 milhões, muito aquém dos 437,5 milhões esperados para cumprir a meta.

Fonte: G1

Evasão escolar é problema de política pública, não das famílias, defende especialista

08/09/2011

A alta evasão é  a mais evidente representação do caráter seletivo e excludente de nosso sistema educacional e está diretamente relacionada à forma como quase universalizamos o acesso à escola, sem garantia de investimentos e de qualidade.

Antes do ECA, a questão ficava restrita à escola e às redes de ensino. É salutar o envolvimento do sistema de justiça, como controle externo das políticas públicas. Apesar de iniciativas adotadas no próprio campo educacional, as razões da exclusão escolar estão relacionadas à própria estrutura do ensino.

Longe de indicar problemas individuais dos estudantes e das famílias, as altas taxas de evasão apontam desajuste entre o sistema educacional e o direito humano à educação, entendido como aprender em condições de igualdade e com dignidade.

Salas lotadas, precarização das condições de trabalho do magistério, carência de insumos elementares, ausência de gestão democrática e de condições para implementação de estratégias de combate à violência, ao preconceito, ao racismo e à homofobia são fatores intraescolares na raiz da exclusão e que, enquanto dado estatístico, manifesta-se como evasão.

O desafio é mobilizar o Judiciário, fazê-lo assumir de fato seu papel na realização dos direitos fundamentais, identificando a responsabilidade do Estado e exigindo políticas públicas que fortaleçam as escolas públicas.

De nada adiantará responsabilizar genitores, menos ainda dizer que os juízes não podem intervir em políticas públicas. Neste caminho o resultado é bem conhecido: o Judiciário continuará ocupado gerenciando o ciclo de exclusão do qual tomou parte.

Fonte: Folha de S.Paulo/ artigo de Salomão Ximenes, advogado, coordenador do programa Ação na Justiça da ONG Ação Educativa

Fundação Telefônica e Vivo abrem inscrições para encontro sobre novas profissões

08/09/2011

A Fundação Telefônica e a Vivo promovem no dia 15 de setembro, em São Paulo, o primeiro de uma série de sete encontros dentro do Ciclo de Novas Profissões, cujo objetivo é identificar profissões do futuro, especialmente ligadas às TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), e discutir tendências na área.

A ideia é promover uma conversa com líderes digitais e pessoas interessadas na produção de iniciativas inovadoras e estimular o trabalho colaborativo entre o grupo participante. O evento também pretende identificar os desejos dos jovens, visando à formulação de investimentos sociais para este público, como capacitação para o mercado de trabalho e empreendedorismo.

Com participação da área de inovação tecnológica da Telefônica, o Ciclo de Novas Profissões ocorrerá ao longo do ano também em Belém, Florianópolis, Recife, Belo Horizonte, Goiânia e Rio de Janeiro. O último encontro acontecerá na Campus Party 2012, em São Paulo, no mês de fevereiro.

A Fundação Telefônica da Espanha realizou evento semelhante no ano passado e estiveram em discussão profissões como Community Manager, SEO/SEM, Desenvolvedor de Animação 3D, Coolhunter, Professional Blogger, Desenvolvedor de Videogames, Web Analista, Desenvolvedor de Aplicativos Móveis, Digital Art/Web Designer e Empreendedores Digitais.

Para mais informações sobre o evento, acesse: www.novasprofissoesft.ning.com.

Fonte: Gife

Curso no RJ formará jovens multiplicadoras dos direitos das mulheres

08/09/2011

Até 16 de setembro, a Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra) recebe inscrições para o III Curso ‘Trocando Ideias: Mulheres Jovens na Defesa de Seus Direitos!’, que tem como objetivo multiplicar o conhecimento sobre os direitos das mulheres.

A formação, a ser realizada de 30 setembro a 2 de outubro na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, irá trabalhar com uma metodologia desenvolvida a partir das ações do Núcleo de Mulheres Jovens do Camtra, que existe desde 2001.

A experiência do Núcleo levou à publicação da cartilha Trocando Ideias, que traz dinâmicas e métodos para a abordagem de temas relacionados às questões de gênero. São essas ferramentas, reunidas na publicação, que vão orientar o trabalho no Curso.

"Nós percebemos que o conhecimento que recebíamos na organização não era compartilhado por outras mulheres, tanto nos bairros, como em outras organizações”, explica Iara Amora, coordenadora do Núcleo de Mulheres Jovens. O curso surgiu, portanto, com a proposta de multiplicar esse conhecimento. "Percebemos também a importância de investir na liderança de mulheres jovens”, acrescenta.

As oficinas vão reunir mulheres organizadas, que muitas vezes "não tem espaço para discutir a especificidade das mulheres jovens”, conforme avalia Iara, e reunirá também mulheres não-organizadas, "tanto de bairro, como de escolas”. A proposta é que, após a formação, essas mulheres desenvolvam ações locais, de acordo com a realidade de cada uma. "A ideia é que elas sejam jovens multiplicadoras”, reforça a coordenadora. Ao final, será formulado um calendário de ação conjunta.

Este ano, algumas das atividades realizadas no curso foram planejadas por participantes do Trocando Ideias do ano passado, reforçando o vínculo delas com o Núcleo e com a luta das mulheres. "Realizamos um curso de formação, mas tem o objetivo também de aproximar as participantes da militância”, afirma Iara Amora. Ela relata que muitas das mulheres se envolveram não só com a Camtra, mas também com outros movimentos sociais, como o movimento de mulheres e de juventude.

O Curso ‘Trocando Ideias’ tem como eixo central a questão do feminismo e a organização das mulheres jovens. A partir desse tema, outros assuntos específicos serão abordados, como a violência contra a mulher, racismo, diversidade sexual, homofobia, sexualidade, gravidez não-planejada, DST’s/Aids e métodos contraceptivos.

Inscrições

Podem participar do curso mulheres com idade entre 15 e 29 anos, que morem no estado do Rio de Janeiro. As participantes com idade menor de 18 anos devem apresentar autorização escrita do seu responsável. As inscrições podem ser feitas pela internet ou por telefone até o dia 16 de setembro.

Serão selecionadas 30 mulheres para participar do curso, as quais terão alimentação e hospedagem custeadas pelo projeto. A seleção utilizará o critério de proporcionalidade entre as diversidades de mulheres, considerando grupo, localidade, etnia, orientação sexual, dentre outros. O resultado será divulgado no dia 21 de setembro, no site da organização.

Inscrições por telefone: (21) 2544-0808 ou pela internet http://tinyurl.com/cursomulheresjovens

Para mais informações: www.camtra.org.br

Fonte: Adital

Gestores de juventude querem ação compartilhada na implementação de políticas

08/09/2011

Buscar mais articulação institucional entre municípios, estados e governo federal para a execução de Políticas Públicas para a Juventude (PPJs) foi o objetivo norteador das discussões da 2ª reunião do Fórum Nacional de Gestores Municipais de Juventude, que terminou no último dia 6, em Brasília. O evento foi organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos – (FNP), por meio do Fórum Nacional de Gestores Municipais de Juventude e pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ).

No encontro, a secretária nacional de Juventude, Severine Macedo falou aos gestores sobre a relação do governo federal com os municípios na implementação das PPJs. Para Severine, é preciso continuar fortalecendo a rede de órgãos e gestores de juventude, promovendo a gestão compartilhada da política no território, além de manter permanente diálogo com os poderes Legislativo e Judiciário. Ela também destacou a importância da participação da sociedade civil para efetivação das PPJs.

Para o secretário de Juventude do município de Fortaleza, Afonso Tiago, espaços de debate como o Fórum são importantes para a troca de experiências entre os gestores e entre o conjunto desses com o governo federal.

Segundo o coordenador-geral do Fórum Nacional de Gestores Municipais de Juventude, Oteniel Almeida, coordenador de Juventude da prefeitura de Rio Branco (AC), durante os dois dias de debate, os gestores apresentaram propostas para ampliar o papel dos municípios no fortalecimento da política nacional de juventude. Entre as ações apresentadas estão: a ampliação do papel estratégico do Fórum como espaço de debate, buscando fortalecer as parcerias entres os municípios, os estados e o governo federal; a continuidade das agendas de reuniões e debates com gestores e órgãos estaduais e municipais de juventude e a promoção e a articulação de espaços de formação de gestores em políticas públicas para a juventude.

Fonte: Conjuve

Evento internacional em SP debate segurança e direitos humanos com foco na infância e adolescência

08/09/2011

A situação das crianças e adolescentes em contextos de violência e de conflito, as políticas de segurança e o respeito aos direitos humanos, em países como Brasil, Colômbia e México, estarão em debate em um evento internacional em São Paulo, nos dias 13 e 14 de setembro.

Será o Colóquio Políticas de Segurança e Direitos Humanos: Enfocando a primeira infância,  infância e  adolescência, que será realizado no Centro Universitário Maria Antônia USP (rua Maria Antônia, 258 e 294, Vila Buarque, São Paulo) a partir das 9 horas.

O encontro é organizado pelas instituições Equidade para a Infância América Latina, Rede Nacional Primeira Infância, Instituto Arcor Brasil, Fundación Arcor (Argentina) e Instituto C&A, tendo como aliados o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI) e a Rede ANDI.

Participarão, como expositores, especialistas de organizações brasileiras, como o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI), o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Observatório de Favelas, e, de outros países latino-americanos, o  Observatório sobre Infância da Universidade Nacional da Colômbia e Comissão de Direitos Humanos do Distrito Federal do México.

A programação é estruturada em dois eixos de discussão: desigualdades sociais, contextos e condições de vida; e respostas estatais e da sociedade civil

A participação é gratuita, sendo necessária confirmação prévia. Mais informações: www.equidadeparaainfancia.org

Fonte: Aprendiz

Fórum sobre educomunicação no Paraná

08/09/2011

Até amanhã, dia 9, estão abertas inscrições para as oficinas  do I Fórum Paranaense de Educomunicação, a ser realizado 15 e 16 de setembro, na Universidade Positivo, em Curitiba (PR). Os interessados devem acessar o site do evento (www.forumeducom.com.br) para preencher um formulário e escolher a oficina que desejam participar.

O  custo da inscrição é de R$ 20,00. O encontro é voltado a educomunicadores, educadores, estudantes de Comunicação e licenciaturas e jovens interessados em fazer mídia.

Informações: [email protected] / (41) 3023-3925

Fonte: Assessoria

Avaliação será tema de destaque na próxima Semana da Educação 2011, em SP

09/09/2011

O evento é promovido pela Fundação Victor Civita e está em sua 6ª edição. Acontecerá de 18 a 20 de outubro, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo (SP), e recebe inscrições até 30 de setembro.

A Semana da Educação é  dirigida a professores, diretores escolares, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais. Na ocasião, pesquisadores e outros especialistas apresentam estudos sobre Educação.

Um dos destaques da Semana será a apresentação de um estudo encomendado pela Fundação Victor Civita, com a finalidade de caracterizar e avaliar as diferentes maneiras em que os resultados das avaliações externas são usados pelos governos dos Estados e principais capitais brasileiras em políticas voltadas para a melhoria da qualidade da Educação. O estudo será apresentado por Nigel Brooke, professor convidado da FAE/UFMG e pesquisador de Avaliação e Medidas Educacionais – GAME/UFMG.

Outros palestrantes de destaque  são: Myriam Nemirovsky, mestre em Ciências da Educação, atuante em projetos de formação de professores em Madri e outras regiões da Espanha; Mirta Torres, coordenadora do Programa Maestro + Maestro do Ministério da Educação da cidade de Buenos Aires; Teresa Assude, professora catedrática na Universidade de Provence, Aix-en-Provence, França; e Claudia Broitman, professora titular de Didática da Matemática na Universidade Nacional de La Plata.

As inscrições para a Semana da Educação podem ser feitas por meio do site www.novaescola.org.br/semanadaeducacao.

Fonte: Nova Escola

Experiência brasileira em educação de pessoas com deficiência é apresentada na ONU

09/09/2011

A experiência brasileira de garantir escola para mais de 232 mil crianças, adolescentes e jovens com deficiência, em 2.622 municípios, foi apresentada ontem em um debate promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, como parte da 4ª Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.

O projeto, denominado Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social na Escola (BPC), foi apresentado no evento pela diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria José de Freitas, que ressaltou o desafio brasileiro de levar o programa a atingir 475 mil beneficiários até 2014, por meio do fim do preconceito e unindo forças para assegurar a melhora da qualidade de vida para as pessoas com deficiência.

“É necessário mudar a cultura, que infelizmente ainda há em alguns setores, a respeito da incapacidade das crianças e adolescentes com deficiência. Trabalhando o fim do preconceito e mostrando que apenas ações coordenadas surtem efeitos é que conseguiremos atingir as metas. Quando se trabalha isoladamente, tudo fica mais difícil”, disse Maria José Freitas.

Pelo programa, explicou Maria José de Freitas, a criança, o adolescente e o jovem com deficiência devem ter garantida a matrícula na escola da sua comunidade. No entanto, dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 2.622 aderiram ao projeto. Segundo a diretora, a meta é atingir todas as localidades em quatro anos.

Maria José Freitas disse que a ampliação é fundamental para que o programa consiga ser executado, pois a prática mostrou que apenas por meio de parcerias é possível atender todos os jovens, adolescentes e crianças com deficiências. “Há um conjunto de ações que têm de ser trabalhadas, desde a garantia de transporte até a segurança da matrícula”, acrescentou ela.

Apesar dos desafios que ainda têm pela frente, os órgãos do governo que comandam o programa comemoram os resultados dos últimos três anos. Pelos dados, o programa conseguiu triplicar a inserção de crianças e adolescentes com até 18 anos no sistema de ensino, por meio de uma parceria do MDS com os ministérios da Educação e Saúde e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O reconhecimento do sucesso dessa iniciativa se deve, principalmente, ao aumento de 21% para 52,61% no índice de presença na escola de jovens atendidos pelo BPC. Em 2007, dos 375.340 crianças e adolescentes beneficiários, 78 mil estavam na escola. Em 2010, esse número saltou para 232 mil dos 475 mil atendidos nessa faixa etária.

Fonte: Agência Brasil

Educadores e parlamentares debatem hoje a educação de surdos em 16 estados brasileiros

09/09/2011

As reuniões fazem parte do movimento nacional chamado “Setembro Azul” e visa chamar a atenção dos responsáveis pela elaboração das leis para o aprendizado da língua de sinais nas escolas. O azul é a cor que representa os surdos.

Segundo os educadores envolvidos no movimento, o problema com o atual modelo de educação inclusiva imposto pelo MEC (Ministério da Educação) é que ele não leva em conta o atraso na alfabetização dos deficientes auditivos. "Querem a matrícula de surdos em escolas regulares e não levam em conta que precisam da linguagem de sinais, que seria ministrada em outra aula em período oposto. Isso atrasaria a educação", aponta a assessora nacional do movimento, Regiane Lucas.

As escolas de educação especial aos poucos vão sendo fechadas por falta de incentivo financeiro federal e as emendas ao Plano Nacional de Educação determinam o fechamento dessas escolas especializadas para "incluir" os surdos na educação regular, talvez sem considerar que a educação regular é pensada didaticamente para pessoas que podem ouvir.

Hoje, em Campo Grande (MS), os educadores regionais debatem o tema no Seminário Estadual em Defesa das Escolas Bilíngues para Surdos no Plano Nacional de Educação.

Fonte: Correio do Estado (MS)

Educação de Jovens e Adultos tem queda de 48% nas matrículas em São Paulo

09/09/2011

Nos últimos sete anos, o número de matrículas em Educação de Jovens e Adultos (EJA) caiu pela metade no Estado de São Paulo. Em 2004, eram 1.177.812 alunos matriculados na modalidade. Em 2010, o número despencou para 606.029 – queda de 48,5%.

Os dados, que constam no Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC), estão no Plano Plurianual 2012-2015 do governo do Estado e retratam todas as redes de ensino – estadual, municipal e particular. Em São Paulo, 98,8% dos alunos de EJA são atendidos nas redes públicas – destes, 61,9% estudam em escolas estaduais e 36,9% em unidades municipais.

A EJA é uma modalidade de ensino destinada a quem não completou o ensino fundamental e médio na idade adequada por algum motivo. Ela pode ser oferecida em cursos presenciais, a distância ou mesmo com exames supletivos. Desde 2007, a EJA recebe financiamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Atualmente, o índice de analfabetismo funcional na Região Sudeste é de 16%, segundo o Instituto Paulo Montenegro. Não há dados por Estado.

Falta mobilização

Especialistas em EJA apontam vários motivos para o declínio – não apenas em São Paulo, mas também em outros Estados. “A queda é observada em todo o Brasil e o principal motivo é a ineficiência de mobilização do público”, diz Maristela Barbara, diretora de formação e acompanhamento pedagógico da organização não governamental Alfabetização Solidária (AlfaSol).

Para ela, falta atenção do poder público. “Só 24% das escolas do Brasil oferecem EJA. Os colégios têm de estar onde estão esses alunos”, diz. “Há mais de 30 milhões de analfabetos funcionais, mas apenas 3,7% estão matriculados na modalidade.”

Para os especialistas, outra dificuldade é o fato de a EJA reproduzir o ensino regular. “O modelo está em crise e não combina com o estilo de vida dos alunos”, afirma Orlando Joia, diretor de curso do Colégio Santa Cruz. “Além disso, o saldo demográfico está negativo: tem mais gente saindo de São Paulo do que chegando e, normalmente, eram essas as pessoas atendidas.”

Vera Masagão, da Ação Educativa, afirma que ainda faltam políticas específicas dos Estados e municípios para a modalidade. “Devemos pensar em modelos mais flexíveis, que devem ser incentivados pelos governos”, afirma. “Muitos alunos trabalham e é difícil conciliar tudo.”

Para a Secretaria de Educação de São Paulo, a queda de matrículas é reflexo da correção do fluxo escolar – ou seja, os alunos estão estudando nas séries em idade correta. De acordo com a pasta, São Paulo tem, entre a população de 15 a 17 anos, a maior taxa de escolarização no ensino médio do País.

No caso do ensino fundamental oferecido por EJA, a secretaria afirma que a queda de matrículas se deve ao esgotamento do fluxo, que era “ascendente por conta da demanda reprimida no passado e por causa das exigências do mercado de trabalho”. O governo ainda lembra que uma deliberação do Conselho Estadual de Educação (CEE) elevou, em 2009, a idade mínima para ingresso na EJA – o que obrigou uma parcela dos alunos a se matricular no ensino regular.

A rede privada de ensino paulista é responsável por apenas 1,2% das matrículas de EJA – em 2001, essa taxa era de 11,2%. Algumas escolas fecharam cursos nos últimos anos por diversos motivos. No Colégio Nossa Senhora das Graças, o curso, que era oferecido com apoio da Ação Social da Associação Pela Família, acabou por causa da adequação à lei 12.101, que estabeleceu novas normas para entidades filantrópicas. No Colégio Rainha da Paz, a baixa demanda deve levar ao fechamento das turmas em 2012.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Gestores municipais de educação pedem mais autonomia e verbas ao MEC

09/09/2011

Na educação pública brasileira, quase um terço dos municípios do país recebe o selo de prioritários. Pelo menos 85% deles estão nas áreas rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além da pouca capacidade de arrecadação, essas cidades se caracterizam por notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional e pela extrema dependência do Ministério da Educação (MEC) e dos governos estaduais na criação e execução de praticamente todas as políticas educacionais que buscam melhorar a qualidade do ensino - do fornecimento de merenda ao transporte escolar, da construção e reforma de escolas à formação e capacitação de professores.

Reunidos na semana passada em um resort na Bahia durante o 4º Fórum Extraordinário da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), 1,1 mil secretários municipais de Educação - 902 deles de cidades prioritárias - se mostraram descontentes com essa relação de dependência, porque, muitas vezes, as políticas do MEC direcionadas ao ensino municipal não atendem à necessidade ou à realidade de cada localidade. Ao mesmo tempo, os participantes foram contraditórios: defenderam de forma unânime que o ministério aumente os recursos das mesmas ações criticadas.

No encontro da Undime não faltaram histórias de "confusão" entre os gestores municipais de educação e o MEC. Chaves, município da Ilha do Marajó no Pará, foi contemplado com um ônibus do programa federal Caminho da Escola. "O único transporte escolar terrestre na nossa cidade é quando a criança vai e volta a cavalo ou de búfalo na várzea dos rios no tempo de seca. Normalmente as levamos e buscamos em pequenas canoas ou barcos terceirizados", relata Ângela Figueiredo, secretária municipal de Educação de Chaves.

O ônibus não chegou a ser entregue e a administração municipal solicitou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC, quatro lanchas especialmente desenhadas pela Marinha para o transporte escolar de estudantes ribeirinhos. "Estamos aguardando, pode ajudar muito no transporte, mas tem outro problema: o motor das lanchinhas é a gasolina, que tem um custo muito elevado. Nosso prefeito [PT] está cogitando cancelar o convênio." Na entrega das primeiras lanchas do FNDE e da Marinha, em agosto do ano passado, o Valor apurou que a entrega das embarcações ficou emperrada por vários meses por causa da burocracia na liberação dos documentos.

As secretárias municipais de Educação de Brumadinho (MG) e Araguapaz (GO) questionam a demora para acessar os recursos federais para a construção de creches. Elas esperaram em média dois anos para receber a verba do Pró-Infância, convênio do MEC que financia as obras das unidades infantis. "Os municípios têm muita dificuldade em achar o terreno, e o projeto é facilmente rejeitado por causa de detalhes mínimos. O MEC precisa considerar as particularidades de cada região", diz Sônia Aparecida Barcelos, de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte. "Tenho uma pessoa só para cuidar das parcerias com o MEC, todo dia estamos ligando e cobrando", acrescenta Susi Beatriz, titular da Educação de Araguapaz, município goiano com 7,5 mil habitantes.

O diretor de articulação dos sistemas de ensino da Secretaria de Educação Básica do MEC, Romeu Caputo, explicou que o governo federal está "reaprendendo" a investir em infraestrutura da educação. "Temos que analisar as dificuldades do ponto de vista histórico. A União ficou muito tempo sem participar da vida dos municípios, não há razão para ser pessimista", justificou Caputo, destacando que nos últimos anos as transferências de recursos para municípios via programas do MEC, como o PDE Escola, multiplicaram por dez e o número de colégios atendidos passou de 2 mil para quase 19 mil.

Já os gastos com o Plano de Ações Articuladas (PAR), política federal de transferência de recursos e assistência técnica em gestão educacional, formação docente, recursos pedagógicos e infraestrutura escolar aos municípios com as piores notas no Ideb, atingiram R$ 7,4 bilhões em 2010, valor que representa crescimento de mais de 500% em relação aos investimentos iniciais, em 2007.

Apesar das cobranças, parte dos problemas também pode ser atribuída à gestão ineficiente das secretarias municipais de Educação e à falta de informação. Ao fim de sua apresentação no Fórum da Undime, Romeu Caputo foi cercado por vários dirigentes. As perguntas dirigidas a ele eram elementares e poderiam ser respondidas com uma simples consulta ao site do MEC. "Nos esforçamos para manter a transparência dos processos e sempre disponibilizar as informações necessárias", afirmou Caputo.

Antonio Bittencourt, secretário municipal de Educação de Aracaju, conta que com ajuda dos programas federais conseguiu melhorar a nota do município no Ideb. "Priorizamos a gestão, que acaba facilitando tudo. Mas o Brasil é muito grande, todo mundo sabe que muitas cidades sofrem com secretários sem experiência ou indicados por políticos. Aí a educação vai mal", opina Bittencourt.

"Alguns secretários da região Norte e Nordeste ligam a cobrar para a gente ou para o MEC em Brasília para tratar das políticas educacionais", conta Cleuza Repulho, secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo e presidente da Undime. Para ela, as distorções na relação dos municípios mais pobres com o MEC e os governos estaduais refletem a desigualdade da educação brasileira, que deve ser enfrentada com mudanças no modelo de financiamento. "O MEC deveria levar em conta um custo-aluno das cidades pobres mais alto. O custo de vida pode ser mais alto em São Paulo, mas a educação é muito mais cara no interior do Pará, onde as distâncias são muito maiores para transportar alunos e capacitar professores e a infraestrutura escolar é mais precária", completa Cleuza.

Fonte: Valor Econômico/ Luciano Máximo

Educar para a celebração da vida e da Terra

11/09/2011

Somos educados para o pensamento crítico e criativo, visando uma profissão e um bom nível de vida, mas nos olvidamos de educar para a responsabilidade e o cuidado para com o futuro comum da Terra e da Humanidade. Uma educação que não incluir o cuidado se mostra alienada e até irresponsável. Os analistas mais sérios da pegada ecológica da Terra nos advertem que se não cuidarmos, podemos conhecer catástrofes piores do que aquelas vividas em 2011 no Brasil e no Japão. Para se garantir, a Terra poderá, talvez, ter que reduzir sua biosfera, eliminando espécies e milhões de seres humanos.

Entre tantas excelências, próprias do conceito do cuidado, quero enfatizar duas que interessam à nova educação: a integração do globo terrestre em nosso imaginário cotidiano e o encantamento pelo mistério da existência. Quando contemplamos o planeta Terra a partir do espaço exterior, surge em nós um sentimento de reverência diante de nossa única Casa Comum. Somos inseparáveis da Terra, formamos um todo com ela. Sentimos que devemos amá-la e cuidá-la para que nos possa oferecer tudo o que precisamos para continuar a viver.

A segunda excelência do cuidado como atitude ética e forma de amor é o encantamento que irrompe em nós pela emergência mais espetacular e bela que jamais existiu no mundo que é o milagre, melhor, o mistério da existência de cada pessoa humana individual. Os sistemas, as instituições, as ciências, as técnicas e as escolas não possuem o que cada pessoa humana possui: consciência, amorosidade, cuidado, criatividade, solidariedade, compaixão e sentimento de pertença a um Todo maior que nos sustenta e anima, realidades que constituem o nosso Profundo.

Seguramente não somos o centro do universo. Mas somos aqueles seres, portadores de consciência e de inteligência, pelos quais o próprio Universo se pensa, se conscientiza e se vê a si mesmo em sua esplêndida complexidade e beleza. Somos o universo e a Terra que chegaram a sentir, a pensar, a amar e a venerar. Essa é nossa dignidade que deve ser interiorizada e que deve imbuir cada pessoa da nova era planetária.

Devemos nos sentir orgulhosos de poder desempenhar essa missão para a Terra e para todo o universo. Somente cumprimos com esta missão se cuidarmos de nós mesmos, dos outros e de cada ser que aqui habita.

Talvez poucos expressaram melhor estes nobres sentimentos do que o exímio músico e também poeta Pablo Casals. Num discurso na ONU nos idos dos anos 80 dirigia-se à Assembléia Geral pensando nas crianças como o futuro da nova humanidade. Essa mensagem vale também para todos nós, os adultos. Dizia ele:

A criança precisa saber que ela própria é um milagre, saber, que desde o início do mundo, jamais houve uma criança igual a ela e que, em todo o futuro, jamais aparecerá outra criança como ela. Cada criança é algo único, do início ao final dos tempos. E assim a criança assume uma responsabilidade ao confessar: é verdade, sou um milagre. Sou um milagre do mesmo modo que uma árvore é um milagre. E sendo um milagre, poderia eu fazer o mal? Não. Pois sou um milagre. Posso dizer Deus ou a Natureza, ou Deus-Natureza. Pouco importa. O que importa é que eu sou um milagre feito por Deus e feito pela Natureza. Poderia eu matar alguém? Não. Não posso. Ou então, um outro ser humano que também é um milagre como eu, poderia ele me matar? Acredito que o que estou dizendo às crianças, pode ajudar a fazer surgir um outro modo de pensar o mundo e a vida. O mundo de hoje é mau; sim, é um mundo mau. E o mundo é mau porque não falamos assim às crianças do jeito que estou falando agora e do jeito que elas precisam que lhes falemos. Então o mundo não terá mais razões para ser mau.

Aqui se revela grande realismo: cada realidade, especialmente, a humana é única e preciosa mas, ao mesmo tempo, vivemos num mundo conflitivo, contraditório e com aspectos terrificantes. Mesmo assim, há que se confiar na força da semente. Ela é cheia de vida. Cada criança que nasce é uma semente de um mundo que pode ser melhor. Por isso, vale ter esperança. Um paciente de um hospital psiquiátrico que visitei, escreveu, em pirografia, numa tabuleta que ma deu de presente:”Sempre que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano”. Nada mais é necessário dizer, pois nestas palavras se encerra todo o sentido de nossa esperança face aos males e às tragédias deste mundo.

Fonte: Envolverde/ Adital/ Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor

Meninos, eu vi... eu vi as Torres Gêmeas nascerem

11/09/2011

A long long time ago

I can still remember how

That music used make me smile

Don McLean, 1971

Janeiro de 1972. Estava em Nova York pela primeira vez. Uma aventura iniciada no porto de Recife onde eu e meu primo embarcamos no lendário (e lerdíssimo) Frota Santos, um navio cargueiro brasileiro que levou açúcar para Nova Orleans. Descemos no berço do jazz.

Quatro dias batendo perna pela cidade e bairro francês, ouvindo jazz, e no 5º  dia, um domingo, o programa especial: assistir a culto religioso, almoçar no parque (City Park) e jogar futebol contra a tripulação de um navio sul-africano. Isso mesmo, um jogo internacional. Ganhamos, não fiz gol, mas dei o passe para um dos nossos. Festa no navio brasileiro.

Dia seguinte, passagens compradas, embarcamos no histórico Greyhound Bus Line, pela famosa Route 11 (não é a 66, mas é famosa também). Louisiana, Mississipi, Tennessee, Alabama, Georgia, Viginia, West Virginia, Maryland, Pennsylvania e, finalmente, New York.

Marinheiros de primeira viagem (literalmente), não reservamos hotel e assim às 3:00 da madrugada encontramos um na rua 46, o quase brasileiro Paramount. Daí em diante, foram 6 dias de bate perna pela ilha, boca aberta para o parque (Central Park) , Waldorf Astoria, prédio do John Lennon, Empire State etc. Sempre ouvindo uma música que fazia o maior sucesso na época: American Pie, de Don McLean, cujos versos iniciais e finais (da canção e deste post) têm muito a ver com este 11 de setembro.

Tirei dezenas de slides (alguém se lembra do tempo em que se tirava foto para revelação como slide?), muito vistos logo após o retorno ao Brasil e depois … nunca mais.

Até que neste ano resolvi transformar fotos de algumas viagens em digitais. As desta aventura entraram no bolo. Ao rever as imagens de NY de 40 anos atrás, a surpresa: estavam ali, já imponentes, os dois prédios que viriam a ser por algum tempo os mais altos do mundo. Incompletos, faltando apenas alguns andares, no final de gestação. Como disse, eu vi as Torres Gêmeas nascerem.

Agora, 10 anos depois do 11 de setembro, essas fotos me fazem lembrar a dezena de vezes em que tive de subir ao último andar de uma delas. Na primeira, para conhecer, nas demais para acompanhar a família, amigos e comitivas de negócio que eu ajudava a coordenar nas visitas às bolsas de Chicago e NY.

E se... o nine eleven tivesse acontecido anos antes, numa das manhãs em que eu as estava visitando? Deixa pra lá!

Bem, há  fatos que se tornam inesquecíveis. Todo o mundo sabe onde estava ou o que fazia nos dias da morte do Kennedy, em 1963, da chegada à Lua, em 1969, ou do jogo Brasil 4 X Itália 1, em 1970.

Eu me lembro bem onde estava no 11 de setembro de 2001. Acreditem, estava em uma reunião na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, tratando da reabertura da Embaixada do Brasil no Iraque e de uma feira que haveria dos exportadores brasileiros, em Bagdá. Os telefones começam a tocar, alguém pede para ligar a TV a tempo de ver o 2º avião se chocar contra a Torre Norte, e o que inicialmente se supunha um acidente se transforma numa declaração de guerra.

Nem é  preciso dizer, o mundo mudava e nossa reunião já era! Não haveria mais embaixada alguma, nem feira de produtos. Atenções totalmente voltadas aos prédios pegando fogo.

E, assim, meninos eu vi, eu vi as torres caírem.  O final da canção do McLean era profética:

And them good old boys were drinkin’ whiskey and rye

Singin’, “this’ll be the day that I die.

this’ll be the day that I die”

Antes eu tivesse visto só nascerem.

Fonte: Blog Fio do Bigode/ Beto Lyra

Bazar solidário no 11 de setembro beneficia 500 crianças e adolescentes em Fortaleza (CE)

11/09/2011

O evento acontece no subsolo da Catedral Metropolitana de Fortaleza, das 8h às 15h, a partir de mercadorias apreendidas pela Receita Federal e doadas à organização do bazar. Os jovens beneficiados são atendidos por três ONGs: Desafio Jovem, Lar da Criança Domingos Sávio e O Pequeno Nazareno.

Eletroeletrônicos, calçados, roupas, móveis, brinquedos e perfumes são algumas das mercadorias vendidas a preços 50% abaixo do valor do mercado. Para participar do bazar, os interessados devem levar dois quilos de alimentos não perecíveis e, no momento da compra, precisam apresentar CPF e identidade.

Fonte: Diário do Nordeste

Universidade Federal de Mato Grosso recebe inscrições de pesquisas em educação para congresso

11/09/2011

De 23 a 26 de outubro, a Universidade Federal de Mato Grosso realizará a segunda edição do Congresso de Pesquisa em Educação (Conpeduc). O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu). Este ano novas propostas com o tema "Escola, comunidade e universidade: demandas e cenários contemporâneos" foram integrados à programação.

"Esta edição tem por objetivo constituir-se em um espaço para a discussão e a problematização acerca das demandas contemporâneas para a pesquisa, que atravessam as relações entre a escola, a comunidade e a universidade, bem como os cenários que configuram o modo como essas relações se estabelecem - suas tensões, seus dilemas e produçõe", explica o coordenador do Conpeduc, Leonardo Lemos de Souza.

Interessados em apresentar trabalhos no Congresso devem realizar a inscrição até o dia 26 de setembro. A taxa para aluno de graduação, pós-graduação e professor da educação básica submeter trabalho é de R$ 35,00 e para professor do ensino superior e outros profissionais, de R$ 60,00.

A realização do Conpeduc 2011 conta com o apoio do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), Departamento de Educação, Curso de Psicologia, Grupos de Pesquisa: Infância, Juventude e Cultura Contemporânea (GEIJC), Investigação - Formação de Professores, Alfabetização e Letramento Escolar (Alfale), Estigmas e Diferenças na Educação (Estigma), Pesquisas em Educação Matemática e Ciências Políticas Educacionais e Práticas Pedagógicas. Tem a parceria da Seduc/MT, Semec/Rondonópolis, USP, Unicamp, Unesp, UFPE, Fecilcam, UFMS, CNPq, UAB, Capes, EdUFMT, Fundação Carlos Chagas, UEM, UFMG, Secadi/MEC/FNDE.

Fonte: Universidade Federal de Mato Grosso