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Educação profissional gratuita vai qualificar 5,6 mil em Goiás

01/06/2011

Os goianos de 16 cidades poderão qualificar-se, a partir de julho, em sete cursos técnicos oferecidos gratuitamente pelo Programa de Educação Técnico-Profissional a Distância de Goiás.

A iniciativa do governo do Estado, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), foi lançada ontem, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, com a presença de autoridades do governo de Goiás, prefeitos e representantes da área de educação.

O projeto custará  R$ 12 milhões em recursos federais e estaduais e vai ofertar 5,6 mil vagas. Serão R$ 4,5 milhões investidos em material didático e capacitação de pessoal, R$ 7 milhões para a remuneração dos tutores bolsistas e R$ 500 mil para a estruturação dos núcleos de Anápolis e Goiânia.

Além das duas cidades, as 5.600 vagas serão distribuídas nos municípios de Aparecida de Goiânia, Pirenópolis, Ceres, Goianésia, Uruaçu, Porangatu, Posse, Formosa, Catalão, Morrinhos, Jataí, Rio Verde, Luziânia e Iporá.

Os interessados poderão escolher entre as áreas de Administração, Contabilidade, Logística, Secretariado, Hospedagem, Multimeios Didáticos e Informática.

Cada pólo de aprendizagem terá turmas de 50 alunos por curso, com aulas ministradas por tutores presenciais, que irão acompanhar a aplicação do conteúdo. Os tutores a distância ministrarão cursos técnicos e receberão bolsas de R$ 700 a R$ 1.500, de acordo com o nível de atuação e formação profissional.

As primeiras 600 vagas já foram preenchidas em maio, a partir de um processo seletivo, e as aulas começam no fim de junho. Os outros cinco mil passarão por seleção mês que vem e seu ano letivo começa em agosto.

Além das aulas a distância, os cursos incluem aulas presenciais realizadas nos centros de educação profissional vinculados à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec). O estudante deve ter, no mínimo, 16 anos completos e ter concluído o ensino médio para matricular-se. Pela internet, é obrigatória a disponibilização de 20 horas semanais ao curso, sendo que os encontros presenciais ocuparão 20% da carga horária total.

Para o secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, o programa será um instrumento essencial para o desenvolvimento do Estado e para a diminuição das desigualdades econômicas e sociais.

Módulos atendem a carências de cada área

O secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha, que representou o governador Marconi Perillo no lançamento do programa, ressaltou a importância de unir forças estaduais e federais para alcançar resultados sociais. "Nós amadurecemos no Brasil para não ter restrições partidárias ao interesse público da sociedade. Se é interesse da sociedade, os governos têm que fazer parcerias e ter uma visão de cooperação", argumentou.

Os cursos foram escolhidos após um estudo realizado por técnicos da Sectec, que encontrou carências em diversas áreas. "Nós estaremos agora com sete cursos e posteriormente contemplaremos outras cidades com outros cursos. Todas as pessoas interessadas em se qualificar podem se inscrever. São cursos gratuitos, basta que o aluno inscreva e passe por um processo seletivo", explica o secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad.

Ele também apresentou dados da PNAD 2007, pesquisa realizada pelo IBGE, que revelam a carência de cursos profissionalizantes no País. "A maior parte dos cidadãos que estão fora do mercado de trabalho nunca frequentou um curso de qualificação profissional. Isso tudo mostra a necessidade de oferecermos cursos de educação profissional gratuitos", reforçou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Jardel Sebba, lembrou que durante a instalação da Mitsubishi em Catalão os ocupantes dos melhores empregos foram buscados fora do Estado, porque o município não possuía mão de obra qualificada. "Em Catalão, a Mitsubishi estará investindo nos próximos cinco anos R$ 1 bilhão, aumentando de 3,5 mil a 5 mil empregos diretos e indiretos. E nós temos uma carência muito grande de mão de obra. Com esse programa, o problema poderá ser resolvido ou pelo menos minimizado.

"Os moradores da região sudeste, que poderiam ocupar os melhores empregos, ficaram de fora. Agora, com esse investimento, eu gostaria que tivesse justiça  para os nativos, que os moradores daquela área possam ficar com os melhores empregos", concluiu o presidente da Assembleia.

Fonte: Diário da Manhã - GO

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