Equipe Onda Jovem debate família e território com jovens
O projeto Onda Jovem retornou ao distrito do Grajaú, em São Paulo, mais especificamente na sede do projeto Anchieta, para realizar a primeira oficina do Ciclo 1 com jovens. Depois do alinhamento (confira aqui como foi o encontro com educadores) com os profissionais que atuam na organização, era hora de convidar os jovens para a ação.
O tema desta primeira etapa de trabalho é ‘Família e Escolhas Juvenis’. A proposta é discutir com o grupo de adolescentes como são construídas as relações familiares e quais são os espaços de convivência presentes na região onde moram. “Escolhemos duas temáticas fundamentais para dizer quem é esse jovem: como funciona seu núcleo familiar e como ele vive em sua comunidade”, explica Marta Medeiros, uma das desenvolvedoras da metodologia do Ciclo do Onda Jovem.
Como de costume, o trabalho começou com um aquecimento. Todos os participantes se apresentaram e se aqueceram para o dia de trabalho. Ao todo, participaram 16 jovens, além de duas educadoras e uma coordenadora de projetos.
Conhecendo a Onda Jovem
Já acomodados em um grande círculo, os jovens conheceram um pouco do projeto Onda Jovem. As coordenadoras do projeto, Luciana Gil e Marta Medeiros, contaram um pouco da história desta iniciativa e, na sequência, colocaram uma provocação para os atentos adolescentes presentes: "De onde eu venho, para onde eu vou".
Os olhares questionadores e o semblante de dúvida se acentuaram. “Vocês não acham que a pergunta é muito complexa para ser respondida?”, questionou Ingrid dos Santos, uma das educandas do projeto Anchieta. A sequência de atividades por vir mostraria que, sim, a resposta para a indagação não é fácil. Mas que existem pistas a serem descobertas.
Para provocar reflexões, a equipe exibiu o vídeo “Tipos de família” que aborda as diferentes formas de organização da família moderna e sugere: “existe uma família ideal? E qual é a família real?”.
O debate, pautado no vídeo, fez com que os jovens refletissem a sua realidade. “Minha família, por exemplo, tem dois núcleos: a casa do meu pai e a casa da minha mãe. Eu tive que aprender a lidar com isso”, contou Michele Silva. Ingrid complementou: “Essa música fala do sonho de família. Em casa a coisa é diferente. Com toda a correria, muitos dias eu mal vejo meus familiares.”
Jogos cooperativos
Para tornar a oficina mais dinâmica, a equipe Onda Jovem aplicou uma série de jogos cooperativos que, nas entrelinhas, faziam com que os jovens refletissem os temas propostos – confira os jogos aplicados em Planos de Aula.
A primeira atividade proposta fez com que os jovens se organizassem de tal forma que conseguissem passar uma ponte sobre um rio imaginário para fugir de um vulcão em erupção – confira o passo a passo deste jogo em Planos de Aula. “Brincando, os participantes acabam aprendendo a trabalhar em grupo e colaborar para o sucesso do grupo”, avalia Marta Medeiros.
Outro jogo aplicado foi o do João-confiança. Essa dinâmica propõe que uma pessoa fique entre dois (ou mais) participantes que deverão segurá-lo, enquanto ele permite-se cair nos braços do colega. “É a antiga brincadeira do João-bobo que conhecemos. Essa atividade tem tudo a ver com o tema família, já que trabalha muito o conceito de confiança e responsabilidade. Se você não tiver confiança no seu colega, não terá coragem de se jogar em seus braços, por exemplo”, explica Luciana Gil.
Ao final dos jogos, os adolescentes avaliaram as atividades e refletiram sobre as “mensagens” de cada jogo. Segundo Michele Silva, o sucesso da dinâmica da Travessia foi o trabalho. "O bom é que conseguimos trabalhar juntos. Sem o apoio de um ao outro não iríamos conseguir." Outra aluna, Ingrid dos Santos, concluiu com uma analogia. “Em casa, em um exemplo prático, é como cada um fazer sua parte nos serviços de limpeza. Outro exemplo é a importância do diálogo. Se não tem conversa, fica tudo mais difícil.”
Missão extraclasse
Terminada a tarde de atividades, a equipe Onda Jovem deixou um desafio para os jovens. Organizados em grupo, ou mesmo individualmente, eles deveriam fazer registros de relações familiares, pautados em cinco pilares: amor, relacionamento, diálogo e confiança. A forma não importa – pode ser um desenho, uma fotografia, um poema, etc. -, o desafio é traduzir o conceito em uma imagem ou texto.
O resultado você confere em breve aqui no portal Onda Jovem.

Confira também:
- Encontro de alinhamento com professores do projeto Anchieta




