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Caminhos profissionais

27/02/2013
Atividade em grupo aborda cidadania e escolha profissional.

Objetivo:

Fazer os jovens refletirem sobre o futuro, as condições de trabalho atuais e quais fatores influenciam nessas escolhas.

Material:

- Guias do estudante com informações sobre profissões.

- Cópias de textos e livros para pesquisa.

- Aparelho de som para a música: Fábrica.

Descrição da dinâmica:

1. Em roda, bem a vontade, o grupo deve escutar (se possível) e/ou ler a música Fábrica, de Renato Russo. Depois, conversar em duplas ou pequenos grupos sobre as expectativas de cada um(a) em relação ao ingresso no mercado de trabalho.

- O que espero?

- Quais caminhos profissionais quero seguir?

- Como estão as condições de trabalho na minha cidade?

Em seguida cada grupo faz um resumo das conclusões para expor para a sala toda.

Letra da música Fábrica:

(Renato Russo)

  • Nosso dia vai chegar
    Teremos nossa vez
    Não é pedir demais:
    Quero justiça,
    Quero trabalhar em paz
    Não é muito o que lhe peço
    Eu quero trabalho honesto
    Em vez de escravidão
    Deve haver algum lugar
    Onde o mais forte
    Não consegue escravizar
    Quem não tem chance
    De onde vem a indiferença
    Temperada a ferro e fogo?
    Quem guarda os portões da fábrica?
    O céu já foi azul, mas agora é cinza
    E o que era verde aqui já não existe
    Mas quem me dera acreditar
    Que não acontece nada de tanto brincar
    com fogo
    Que venha o fogo então
    Esse ar deixou minha vista cansada
    Nada demais
    Nada demais.

Observação: se alguma(s) pessoa(s) do grupo já trabalha(m), pode(m) contar a sua experiência de ingresso e realização no trabalho (como se sente, problemas, vitórias).

2. Cada participante fala sobre a profissão ou profissões que gostaria de ter. Depois, o grupo busca informações sobre as profissões citadas nos Guias e textos disponíveis na roda.

Observação: este trabalho de busca de informações sobre as profissões (o que são os requisitos que exigem, localização, salário etc.) pode se prolongar por vários encontros, dependendo do grau de aprofundamento que os participantes quiserem ter sobre o tema.

3. Após essa primeira parte sobre profissões e vontades de cada um o ideal é partir para a leitura da crônica "O louco", de Kahlil Gibran e conversar sobre a influência dos adultos, sobretudo, os pais, na sua escolha profissional. Em que ajuda? Em que atrapalha?

Observação: Se preferir prepare com antecedência uma encenação da crônica: O louco:

No pátio de um manicômio encontrei um jovem com rosto pálido, bonito e transtornado. Sentei-me junto a ele sobre a banqueta e lhe perguntei:

- "Por que você está aqui?"

Olhou-me com olhar atônito e me disse:

- "É uma pergunta pouco oportuna a tua, mas vou respondê-la.

Meu pai queria fazer de mim um retrato dele mesmo, e assim também meu tio. Minha mãe via em mim a imagem de seu ilustre genitor. Minha irmã me apontava o marido, marinheiro, como o modelo perfeito para ser seguido. Meu irmão pensava que eu devia ser idêntico a ele: um vitorioso atleta.

E mesmo meus mestres, o doutor em filosofia, o maestro de música e o orador, eram bem convictos: cada um queria que eu fosse o reflexo
de seu vulto em um espelho. Por isso vim para cá. Acho o ambiente mais sadio.
Aqui pelo menos posso ser eu mesmo".
(Kahlil Gibran. Para além das palavras)

Fonte: Artigo publicado na edição 339, jornal Mundo Jovem, agosto de 2003, página 14.

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