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Juventude, educação e trabalho

O jovem mais escolarizado escolhe ocupações mais qualificadas? Como isso afeta a economia? Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas e Instituto Votorantim oferece dados para analisar a questão.

11/08/2011

11/08/2011

O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, com apoio do Instituto Votorantim, lança amanhã, às 10h, no Auditório da Votorantim Cimentos, na Praça José Lannes, 40, no Itaim Bibi, São Paulo, capital, os dados da pesquisa Trabalho, Educação e Juventude na Construção Civil

O cenário de partida do estudo é a volta da prosperidade no setor da construção civil depois de décadas de estagnação e as dificuldades apontadas para a expansão do setor, centradas na disponibilidade de mão de obra na quantidade e qualidade desejadas.

A prosperidade na construção civil é apontada como fruto da emergência da nova classe média brasileira na presença de um alto déficit habitacional. Além disso, a maior demanda no setor estaria relacionada a eventos internacionais como a Copa do Mundo e a Olimpíada, programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida e as obras de infraestrutura do PAC.
O outro lado da história é a restrição na quantidade e qualidade de trabalhadores disponíveis, destacada por diversos atores que atuam na construção civil como grande obstáculo para sua expansão.

Mas qual é a extensão do apagão de mão de obra na construção, lido pela evolução de salários, da jornada e da ocupação?

A falta de mão de obra se deve à baixa escolarização do brasileiro? Ou o jovem tem escolhido ocupações menos braçais e mais qualificadas?

A resposta importa pois o aumento vegetativo de escolaridade do brasileiro vai implicar maior ou menor oferta de pessoas para a construção.

Olhando para frente, como o setor tradicionalmente ocupa poucas mulheres e jovens, os grupos mais educados, quais são as perspectivas trabalhistas da construção?

Haverá aumentos salariais diferenciados para o setor? Qual a necessidade de adequação de tecnologias empregadas ao novo contexto social?

Como vai a educação na construção civil? Como vai a relação entre a construção e os cursos de educação profissional? O que fazer em termos de políticas públicas?

O estudo permitirá a cada um traçar a sua radiografia do novo trabalhador da construção civil através do site www.fgv.br/cps/construcao, que contará com um conjunto de dispositivos interativos on line para consulta após o lançamento da pesquisa.

A pesquisa responde ainda questões como:
- A construção civil continua sendo o setor com maior risco ocupacional?

- Quais são os novos destinos dos velhos trabalhadores da construção?

- Do lado da proteção social, até que ponto os trabalhadores da construção civil acompanharam os movimentos de redução do trabalho precoce, de assalariamento e formalização previdenciária observada em outros setores produtivos?

- As famílias da construção civil acompanharam o movimento recente de ascensão de classes econômicas observado no Brasil?

- Como evoluiu a composição de classes de renda e o acesso a bens de consumo e ativos produtivos?

- Como a construção civil impacta a macroeconomia, aí incluindo investimento, balança comercial e efeitos diretos e indiretos na renda e empregos gerados em outros setores da economia?

Os dados para análise dessas questões estarão disponíveis no site www.fgv.br/cps/construcao logo após o lançamento.
Serviço

LANÇAMENTO: Pesquisa Trabalho, Educação e Juventude na Construção Civil
DATA: 5/4/2011
HORÁRIO: 10h
ONDE: Auditório da Votorantim Cimentos - Praça José Lannes, 40, no Itaim Bibi, São Paulo, SP

Informações:(21)3799-6887/6885
E-mail: [email protected]
Fonte: Instituto Votorantim