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Cultura estratégica

Fundação Tide Setubal promove encontro em São Paulo para discutir arte, criatividade e tecnologias como ferramentas sustentáveis de desenvolvimento.

11/08/2011

11/08/2011

 

No próximo dia 20 de maio, a partir de 9 horas, a Fundação Tide Setubal promove o IV Encontro Cultura e Sustentabilidade, no CDC Tide Setubal, situado em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. Nesta edição, estará em pauta o tema “Economia criativa: desafios e rupturas para construção de uma cidade sustentável”.

Aberto a todos os interessados, o encontro busca refletir aspectos que definem o significado da economia criativa, considerada uma estratégia para o desenvolvimento sustentável por agregar a cultura, a arte, a criatividade e as novas tecnologias nas práticas de produção de bens e serviços.

Os três pilares da economia criativa são a singularidade, o valor simbólico e imaterial/intangível. Esses serão os eixos da discussão que se entrelaçará com as propostas sustentáveis para as cidades.

Com mediação de Maria Alice Setúbal, socióloga e presidente do Conselho da Fundação Tide Setúbal, os temas serão debatidos pelos seguintes arquitetos e urbanistas:

- Ana Carla Fonseca Reis, doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP e assessora em economia criativa para a ONU (Unctad e Pnud).

- Candido Malta Campos Filho, arquiteto e urbanista, professor aposentado da FAU-USP e secretário de planejamento da Prefeitura de São Paulo de 1976 a 1981, nas gestões de Olavo Setubal e Reynaldo de Barros.

- Maurício Broinizi Pereira, coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo e doutor em História Econômica pela USP.

Valor local e global

Segundo Tião Soares, coordenador de Cultura da Fundação Tide Setubal, a proposta deste encontro é ampliar a compreensão dos conceitos de economia, criatividade e cultura. “Economia criativa é um novo modo de olhar para o mundo e de tratar a singularidade de alguns saberes. A riqueza humana e os valores simbólicos são levados em conta neste novo paradigma. Tudo isso é bem importante para pensarmos em uma cidade em que as pessoas se reconheçam como produtoras, não só como consumidoras”, explica.

Tião lembra que o tema conecta-se ao trabalho da Fundação Tide Setubal em São Miguel, na medida em que sua missão é a de contribuir para o desenvolvimento sustentável da região, valorizando os saberes e fazeres locais.

“É uma oportunidade para os coletivos artísticos da zona leste refletirem sobre os valores simbólicos e a economia da cultura; para os representantes dos projetos apoiados pelo Fundo ZL Sustentável pensarem seus produtos e serviços a partir da ótica da economia criativa”.

O IV Encontro estabelece ainda uma conexão entre as questões locais e globais, ao discutir economia criativa, um conceito bastante difundido em países desenvolvidos como Inglaterra, e relacioná-lo ao tema do plano diretor da capital paulista e à proposta de rede de cidades sustentáveis. “São Miguel é o cenário para esse debate. Com certeza, as falas do encontro vão inspirar diversas iniciativas, como a Conferência Livre de Cultura na Zona Leste, que devemos organizar no segundo semestre”, acrescenta Tião.
Nova publicação

Com a finalidade de disseminar a discussão para outras partes da cidade, a Fundação Tide Setubal edita publicações com o conteúdo dos encontros. No dia do encontro, será lançada, com distribuição gratuita a todos os interessados, a edição de Cultura e Sustentabilidade: o papel das organizações não governamentais e a cultura dos movimentos sociais na apreensão e implementação de políticas públicas.

Essa publicação traz as discussões do 3º. Encontro Cultura e Sustentabilidade, realizado em maio de 2010, que teve como debatedores: Francisco Whitaker, arquiteto, urbanista e membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral; Oded Grajew, empresário, integrante do Movimento Nossa São Paulo e do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social; e Silvio Caccia Bava, sociólogo, coordenador geral do Instituto Pólis e editor do jornal Le Monde Diplomatique Brasil.

Algumas das reflexões em pauta na terceira edição do encontro, que reuniu mais de cem moradores e líderes sociais da zona leste, no CDC Tide Setubal, foram: a trajetória e os processos para mobilização popular; a importância do conhecimento gerado pelas organizações sociais para analisar demandas e propostas do poder público; e a necessidade da informação para ações mais conscientes.
Serviço:

IV Encontro de Cultura e Sustentabilidade

Tema: Economia criativa – desafios e rupturas para construção de uma cidade sustentável

Quando: 20 de maio, sexta-feira, das 9h às 14h

Onde: CDC Tide Setubal – Rua Mário Dallari, 170, Jd. São Vicente, São Miguel Paulista, zona Leste da cidade de São Paulo

Informações: 11/ 3168-3655

Debatedores:
Ana Carla Fonseca Reis: doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, é fundadora da empresa "Garimpo de Soluções - economia, cultura e desenvolvimento", consultora da ONU, curadora da conferência britânica Creative Clusters e do Creative Cities Summit de Detroit. É autora, dentre outros, do livro Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Manole 2006) - Prêmio Jabuti 2007, e co-editora e organizadora da antologia Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento (Garimpo de Soluções e Itaú Cultural 2008).

Candido Malta Campos Filho: professor aposentado de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU- USP). Foi secretário de Planejamento da Prefeitura de São Paulo de 1976 a 1981, nas gestões de Olavo Setubal e Reynaldo de Barros. Atualmente, é presidente da Sociedade Amigos dos Jardins Europa e Paulistano (Sajep) e diretor de Planejamento do Movimento Defenda São Paulo e da Urbe - Planejamento, Urbanismo e Arquitetura S/S Ltda.

Maurício Broinizi Pereira: doutor em História Econômica pela USP, é coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo e professor da PUC-SP.

Mediação: Maria Alice Setubal: doutora em psicologia da educação pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e mestre em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo), é presidente do Conselho da Fundação Tide Setubal e do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária).
Sobre a Fundação Tide Setubal

Desde 2005, trabalha para contribuir com o desenvolvimento sustentável da região de São Miguel Paulista, bairro da zona leste de São Paulo (SP). Para isso, desenvolve ações voltadas a famílias, jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, em parceria com órgãos do governo e ONGs e em articulação com políticas públicas, priorizando a participação ativa da comunidade, fornecendo-lhe informação e estimulando a construção da sua autonomia.

Todas as relações e as atividades da Fundação são norteadas por quatro princípios: construção de uma sociedade justa e solidária, tendo como pressuposto a inclusão democrática e participativa de todos os segmentos sociais; respeito às diferentes temporalidades, pluralidades e diferenças culturais; valorização da cultura, tradições, experiências e costumes da comunidade; valorização do trabalho voluntário.

Fonte: Assessoria