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Cinco abordagens sobre gênero

Confira as atividades propostas pela educadora Viviane Hercowitz, da Fundação Tide Setubal, em plano de aula inédito.

05/08/2011

05/08/2011

Atividade 1 - Características de Homem e de Mulher

Objetivo: iniciar o trabalho com este tema “provocando” os adolescentes a expressarem o imaginário do grupo em relação às especificidades da mulher e do homem, para realizar uma reflexão críticas sobre traços da identidade de gênero que promovam a vulnerabilidade de meninos e meninas.

Materiais: Um desenho do contorno de um corpo masculino e outro de um corpo feminino, em tamanho natural, em um papel craft (peça para algum homem deitar sobre um papel craft e desenhe o contorno do seu corpo; faça o mesmo em outro papel com uma mulher); uma caneta para cada participante, uma lousa ou um painel.

Procedimento:

1 - Comente com os jovens que irão trabalhar o tema “gênero”, o que significa abordar as demandas sociais sobre como deve ser a mulher e o homem. Diga que muitas vezes obedecemos estas demandas sem nos darmos conta, porque elas estão muito internalizadas por todos que nos cercam. Isto não quer dizer que são características naturais e imutáveis, por isso vocês trabalharão estas referências, analisando como as questões de gênero interferem na vida deles.

2 - Aquecimento: peça para os meninos falarem tudo o que lhes vem à cabeça quando imaginam viver um dia de mulher: como ocupariam o tempo, o que mais iriam gostar de fazer, o que iriam sentir, com quem iriam se relacionar. Em seguida, faça as mesmas perguntas para as meninas responderem sobre um dia sendo homens. Deixe os jovens se manifestarem espontaneamente, e anote os dados na lousa como fonte de inspiração.

1 - Divida o grupo em dois subgrupos mistos. Se preferir deixe que eles se dividam por critério de afinidade para estimular o fluxo de ideias entre amigos. E entregue o molde do corpo feminino para um grupo, e o do corpo masculino para o outro.

2 - Fale que um molde é de um corpo de uma mulher e outro de um homem.

3 - Peça para que cada subgrupo escreva em cada parte do corpo destes moldes algumas palavras referentes às funções dela para a vida do homem ou da mulher (depende de qual molde o grupo estiver trabalhando). Pode ser uma função biológica como reprodução na parte dos genitais, e/ou simbólica como determinação na parte peitoral do molde.

4 - Estimule os participantes a escreverem tudo que lhes vem à cabeça quando pensam nestas partes do corpo da mulher e do homem, explicando que não há certo ou errado.

5 - Dê 20 minutos para eles realizarem esta atividade. Peça para que cada grupo conte para todos o que escreveu e anote tudo em um painel dividido em duas áreas: uma para as palavras relacionadas à mulher e outra para os homens.

Observação: Durante a exposição dos grupos tente analisar com os jovens as diferenças e as semelhanças de cada molde atentando para:

Cabeça: os pensamentos e uso da razão.
Braços e mãos: uso da força, violência, relação com os outros de carinho ou de abuso de poder.
Barriga: hipervalorização dos padrões de beleza (magreza e músculos), gravidez.
Genitais: exercício da sexualidade mais contido, ou mais exposto e incentivado.
Pernas e pés; potencial de ação, iniciativa, determinação.

Perguntas para discussão:
Como vocês resumiriam o perfil de uma mulher, baseando-se nas funções que mais apareceram no molde? E o perfil do homem?

Como a mulher expressa suas emoções? E os homens?

Qual a importância da obediência aos padrões estéticos para a mulher? E para o homem? Por que há diferença?

Como pensaram a sexualidade na vida de uma mulher e na do homem?

Observações:

Tente questionar estereótipos que levem aos pontos de vulnerabilidade para ambos os gêneros, por exemplo:

As mulheres são geralmente ligadas ao cuidado com os outros, cuidado com a beleza e ao ideal da maternidade e os homens tem seu valor focado exclusivamente numa postura pró-ativa, objetiva, visando o sucesso financeiro.

Comente que o fato da mulher ser mais cuidadosa só se transforma em qualidade de vida para ela se ela souber que também tem o direito de ser respeitada e cuidada pelas pessoas que ama.

Os homens também precisam poder ter outras qualidades como ser sensível, afetuoso e ajudar nas tarefas do lar, sem que isso os torne frágeis ou sem valor.

Esta oficina é introdutória, portanto esta discussão tem um caráter mais amplo e geral.


Atividade 2 - Relações amorosas

Objetivo: Explorar as expectativas de homens e mulheres para uma relação romântica e compreender como cada gênero lida com a sexualidade.

Materiais necessários: Folhas de papel e lápis ou caneta para cada participante.

Procedimento:
Divida os jovens em grupos de duas a quatro pessoas; preferencialmente separados por gênero.

1 - Explique que cada grupo deverá criar uma história de um casal que está na fase inicial de relacionamento. Pergunte: Como foi que eles se conheceram? Como cada um se comportou nestes primeiros momentos? Como eram os encontros? Como um tratava o outro? O que um mais gostava do outro?

2 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.

3 - Em seguida, peça para cada grupo repetir a atividade pensando em uma fase diferente da mesma relação amorosa. Pergunte: Como este casal está depois de 10 anos? O que mudou? Quais são os papéis e expectativas do homem e da mulher?

4 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.

5 - Peça para cada grupo apresentar as histórias.


Perguntas para a discussão:

- Quais são as semelhanças entre as histórias contadas pelos subgrupos? Quais são as diferenças?

- Quais são os fatores positivos nos relacionamentos das histórias? Quais foram os negativos?

- Nestas histórias, os homens tem o mesmo poder de negociação em relação ao sexo, vida social, vida financeira que as mulheres? Quais as conseqüências da desigualdade de poder no relacionamento?

- O que uma mulher jovem espera de uma relação amorosa? É diferente do que o homem espera? Por quê? Como estas expectativas interferem na relação amorosa?

- Algumas pessoas acreditam que os homens devem tomar todas as iniciativas na relação, e as mulheres devem só responder a elas. Vocês concordam com isso?

- A mulher se preocupa mais com os padrões estéticos sentindo-se facilmente insatisfeita com seu corpo e com a possibilidade deste atrair o desejo do homem?

-Vocês acham que homem pensa mais em sexo que a mulher?

6- Após esta discussão com o grupo, busque fazer um resumo do que mais apareceu nas histórias relacionadas à posição do homem e da mulher numa relação amorosa, e questione os estereótipos e pontos muito repetitivos, tentando construir novas formas mais criativas e saudáveis para a relação.

Comentários:

Nas relações amorosas colocamos em prática nossas referências de papéis sociais para o homem e para a mulher, tanto na forma como nos comportamos quanto nas expectativas que temos para com quem estamos nos relacionando.

Por isso, é importante ajudar os jovens a perceberem que modelos estão repetindo, e se isso promove um relacionamento de respeito, com troca de afetos e vivências, comunicação e compreensão das necessidades e desejos uns dos outros. Por exemplo, é muito comum os jovens falarem que só os homens pensam em sexo e que a mulher tem de apenas reagir a esse desejo, aceitando ou não. Isto pode limitar o exercício espontâneo da sexualidade que toda mulher tem direito de viver. Além disso, cristaliza o homem em um lugar social de quem deve sempre pensar em sexo (caso contrário é considerado um fraco, sem valor).

Opcional: Se tiver mais tempo com o grupo ou quiser substituir esta atividade por outra, segue uma variação sobre a relação amorosa e Gênero.

Material: CD com a gravação da música “Feijoada Completa” de Chico Buarque de Hollanda e um aparelho de som, uma cópia da letra da música para cada jovem (está no final da descrição desta atividade); canetas hidrográficas; papel pardo; duas tiras com a palavra Mulher e duas com a palavra Homem escritas de modo a poderem ser vistas à distância.

Procedimento:

1- Distribua uma cópia da letra da música para cada jovem.

2- Ponha a música para todos escutarem juntos e peça para prestarem atenção no que a música diz sobre os comportamentos dos homens e das mulheres na relação.

3- Depois de escutarem a canção, proponha uma breve discussão. Aqui vão alguns pontos que podem ser debatidos:

- Do que fala a canção?

- Vocês já viveram ou conhecem alguém que já viveu algo semelhante?

- O que o marido da canção espera da sua mulher?

- Vocês acham que ela vai se divertir?

- Como vocês acham que irá terminar este almoço?

4- Diga aos jovens que vocês farão listas de atividades domésticas tradicionalmente realizadas por homens e mulheres. Para isso, utilize um papel pardo grande (ou uma lousa) e faça uma linha no meio de modo a dividir o espaço em duas colunas. Escreva as palavras HOMEM e MULHER no alto de cada coluna e, embaixo delas, anote o que os participantes vão dizer. As tarefas femininas vão ser facilmente lembradas, portanto, ajude-as a listar tarefas identificadas como masculinas também como consertar a torneira, fazer reparos, jogar o lixo etc. Depois que todos tiverem contribuído, leia as tarefas em voz alta.

A seguir, cubra as palavras HOMEM e MULHER trocando-as por MULHER e HOMEM, isto é, substitua a palavra mulher pela palavra homem e vice-versa. Então, pergunte aos participantes: e agora, será que essas tarefas poderiam ser realizadas dessa maneira? Se os participantes disserem que alguma coisa não pode ser feita pelo outro sexo, incentive-os a pensar sobre as razões. Vá sublinhando aqueles que poderiam ser feitos por ambos.

5- Reflita com os jovens sobre as diferenças entre ser homem e ser mulher em relação ao direito à vida social e ao dever de cuidar de tudo e de todos. Questione quais expectativas os homens e as mulheres tem um do outro em relação ao cuidado com o ambiente que dividem e com a vida do outro.
Feijoada Completa
Chico Buarque

Mulher
Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Não vá se afobar
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar
Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto
E prepare as lingüiças pro tiragosto
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar
Arroz branco, farofa e a malagueta
A laranja-bahia ou da seleta
Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Depois de salgar
Faça um bom refogado, que é pra engrossar
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira
Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão

Atividade 3 - Gênero e Família em debate

Objetivo: refletir sobre a função paterna, materna e fraterna, questionando relações de poder que estimulam a violência e abuso de poder entre a mulher e o homem.

Materiais necessários: nenhum

Procedimento:

1- Leia a situação-problema escrita abaixo para todos os jovens. Em seguida, divida-os entre dois grupos: um ficará encarregado de defender o pai da situação relatada, e o outro de criticá-lo. Cada grupo deve discutir e levantar argumentos que justifiquem a sua opinião, mesmo que alguns não concordem com ela.

Situação-problema:

“O pai chega do trabalho muito cansado e entrega o dinheiro para a mulher comprar a “mistura” para o dia seguinte. Senta-se no sofá para ver um pouco de televisão e nesse momento sua filha de 15 anos e seu filho de 17 anos perguntam se podem ir a uma festa com seus amigos. O pai pergunta: Quem vai? Onde é a festa? A que horas vão voltar? A filha diz que vão todos os seus amigos da escola, inclusive a Claudinha, sua melhor amiga. O filho fala que vai a “mulherada” toda do bairro e seus amigos. Eles falam que a festa será uma grande “balada” que irá varar a madrugada. O pai balança a cabeça e fala que o filho poderá ir porque é menino, mais velho e sabe se cuidar, mas pede para a filha ver esta história com a mãe porque ele trabalhou o dia inteiro e ela, que passou o dia em casa com os filhos, poderá resolver estes problemas para ele.”

2 - Dê 20 minutos para a discussão e levantamento dos argumentos.

3 - Explicite as regras para o debate: os dois grupos tiram na sorte quem terá o direito de começar. Um grupo terá o tempo que precisar para falar todos os argumentos de defesa da sua posição no debate e o outro grupo terá de escutar calado, mas poderá usar os argumentos que escutou para fundamentar ainda mais a sua defesa. Em seguida, o grupo que só escutou terá o mesmo direito a expor todos os seus argumentos, enquanto o outro o escuta.

4 - Dê cinco minutos para cada grupo expor seus possíveis contra-argumentos.

5 - Estimule a construção de argumentos antes e durante o debate com as seguintes questões:

- Na opinião de vocês, por que a filha foi conversar primeiro com o pai?

- Como vocês acham que a mãe costuma agir em relação ao marido e aos filhos, meninos e meninas?

- O que cada um teria de ceder para entrar em um acordo quanto à saída da filha?

- Como vocês acham que essa história terminou?

- E vocês, o que fariam no lugar desta menina? E do menino? E do pai? E da mãe?

- Nem sempre os adultos concordam entre si quanto à educação dos filhos. Nesses casos, o que você acha que devem fazer?

- O fato do pai trabalhar fora e da mãe assumir os cuidados domésticos faz com que ela tenha mais responsabilidades na educação dos filhos, como demonstra o pai desta situação?

Comentários: A família é nosso primeiro grupo social, portanto, uma fonte primária e fundamental de transmissão de cultura. Durante a convivência familiar, aprendemos diversas regras de socialização, e isso não é diferente com as identidades de gênero. Muitas vezes, repetimos modelos de homem e mulher de acordo com o que sentimos, observamos e escutamos dos nossos pais. Repetimos sem nos dar conta, mesmo que muitas vezes estas posições sociais gerem muitos conflitos, relações violentas e empobrecidas, com pouca troca de saberes e afetos.

Cuide para não impor os seus valores, deixe que os adolescentes apresentem seus referenciais, e problematize toda vez que aparecerem pontos de vulnerabilidade; ou seja, quando aparecer desigualdade de direitos em relação à vida financeira, aos cuidados com a casa e com a família, a vida social.





Atividade 4 - Gênero e Mídia

Objetivo: Refletir sobre o papel da publicidade na formação de conceitos e atitude dos jovens

Materiais necessários: revistas diversificadas de grande circulação, com ilustrações e propagandas.

Procedimento:

1 - Divida a turma em grupos de três ou quatro pessoas. Distribua algumas revistas por grupo. Cada um deles deve escolher uma propaganda que contenha imagens associadas ao imaginário social do homem e da mulher (por exemplo: mulheres como uma garrafa de cerveja; homens ao lado de carros enormes e motos potentes; meninas com bonecas e meninos com carrinhos; homens em ambientes de trabalho; mulheres com materiais de limpeza ou comidas, etc)

Dê vinte minutos para cada grupo pesquisar as imagens nas revistas e conversarem sobre as seguintes questões:

- Que mensagem essa publicidade transmite do homem? E da mulher?

- Vocês se identificam com ela? Se não, quem vocês acham que poderia se identificar?

- Vocês acham que o fato de ser uma mulher ou um homem ligado aos devidos produtos e ambientes facilita a venda e/ou o impacto da propaganda nos leitores? Por quê?

- Vocês acham que essas mulheres e homens que aparecem na mídia representam a maioria dos homens e mulheres que compõe a sociedade? Se não, quais são as diferenças?

- Que conseqüências estas imagens de homem e de mulher podem gerar na formação da identidade da população?

- Que modelos de mulher e de homem vocês gostariam de ver na publicidade?

3 - Incentive os jovens a analisarem o material tanto na forma (cores, os personagens, padrões físicos, posturas, as cenas), quanto no conteúdo das imagens (os slogans ou textos). Circule pelos grupos para observar a discussão.

4 - Peça que cada grupo apresente suas conclusões em uma conversa coletiva sobre o que analisaram em seus grupos.


Comentários: A análise de materiais publicitários é uma boa maneira de os jovens perceberem o papel da mídia em suas formações de identidade. Muitas destas expectativas sociais explicitadas na mídia deixam os jovens muito vulneráveis à frustração, pois estabelecem um ideal inatingível e diferente de suas realidades. Por exemplo: as mulheres que aparecem em peças publicitárias são loiras, magras, de olhos azuis, mas a maioria das mulheres brasileiras não é assim; os homens, por sua vez são valorizados pelos símbolos de poder financeiro, aparecendo sempre bem vestidos, trabalhando em grandes empresas, com carros caríssimos, mas a realidade de muitos também não é essa.

Refletir criticamente sobre se isso permite aos jovens a escolha de seguirem ou não os padrões sociais em relação à mulher e ao homem, exigidos pela sociedade naquela época, sem se sentirem fracassados ou impotentes.

Atividade 5- Modelos: ampliando nossa visão do que é ser mulher e do que é ser homem

Objetivos: Discutir como as atitudes, escolhas e projetos de vida de jovens são influenciados por relacionamentos com outras pessoas. E também favorecer a identificação dos jovens com pessoas que se destacam por suas virtudes.

Materiais necessários: Papéis e lápis ou canetas.

Procedimento:

1- Peça para cada participante pensar em uma pessoa com quem tem uma relação significativa e por quem sente admiração. Essa pessoa pode ser tanto alguém ligado à vida particular deles (parentes, amigos, professores) quanto uma celebridade. O importante é que ela seja lembrada como um exemplo de homem e mulher por possuir diversas qualidades que cada um priorizará.

2 - Separe os participantes em pequenos subgrupos de três ou quatro jovens e peça para os integrantes de cada um falarem sobre seus personagens.

3 - Cada subgrupo deve escolher apenas uma pessoa especial relatada para apresentar ao grupo todo.

4 - Deixe que cada grupo apresente seu personagem, contando um pouco da sua história, suas qualidades e o motivo que levou o grupo a escolhê-lo como uma pessoa admirável e um modelo.

Questões para discussão:
- A maioria escolheu um modelo homem ou uma mulher?
- Quais as características admiráveis de uma mulher foram destacadas pelos sub-grupos? E dos homens?
- Houve características muito contraditória entre os modelos de homem dos sub-grupos? E das mulheres?
- Se todas as mulheres e todos os homens fossem como esses modelos de referência para eles, o que mudaria no mundo e nas relações?
- O que esses modelos tem que eles gostariam de ter em si também? O que podem fazer para ser assim?

Comentários: esta atividade tem um caráter de fechamento, pois pode se beneficiar de todo trabalho anterior com as demais oficinas, incentivando os jovens a ampliarem as possibilidades de ser mulher, de ser homem e de manter relações criativas e respeitosas entre si.
Bons modelos inspiram muitas pessoas, mas os jovens, sobretudo, necessitam de referenciais e exemplos positivos. Valores e princípios sólidos contribuem para a construção de personalidade. Esse é um bom momento para discutir e questionar os valores e partilhá-los no grupo. Você também pode participar com seus exemplos.


SUGESTÕES DE SITES E MATERIAIS EDUCATIVOS SOBRE GÊNERO

- Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher
www.unifem.org.br

-CFEMEA
www.cfemea.org.br

-CEMINA
www.cemina.org.br

-Instituto Papai
www.papai.org.br

-Instituto Promundo
www.promundo.org.br

-Campanha Brasileira do Laço
Branco
www.lacobranco.org.br

-Centro Vergueiro de Atenção à
Mulher
www.cevam.org.br

Materiais educativos:

-Trabalhando com mulheres jovens: empoderamento, cidadania e saúde. Rio de janeiro: Promundo, 2008

-Programa H. Série- Trabalhando com homens jovens. Rio de Janeiro:
Institituto Promundo e Colaboradores, 2001.

- Homens, Masculinidades e Políticas Públicas: aportes para a eqüidade de gênero. Rio de Janeiro: Promundo: ICRW, 2009.

- “Mundo jovem: desafios e possibilidades- uma proposta de trabalho com adolescentes” e “Mundo Jovem- Fundação Tide Setubal. São Paulo, 2008.

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