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De estudante a trabalhador

De professor para aluno: a busca de trabalho digno transcende o currículo, exigindo do jovem o papel de eterno aprendiz

05/08/2011

05/08/2011

Este plano de aula foi preparado pela educadora Paula Bourroul e tem como referência o texto “O trabalho decente”, de Karina Andrade, publicado em Onda Jovem (ed.12). Paula ([email protected]) é pedagoga, orientadora e coordenadora pedagógica de ensino infantil, fundamental e médio, e consultora para avaliação de evolução e desempenho escolar.

As atividades propostas têm como objetivos:

  • Levar ao conhecimento do jovem a situação do atual mercado de trabalho e as principais características do profissional do futuro
  • Conversar com o jovem sobre o seu momento de vida, as transições pelas quais está passando para se tornar um adulto, suas necessidades, possibilidades, desejos e aspirações;
  • Refletir com o jovem sobre a importância de uma escolarização básica de qualidade para sua formação e desenvolvimento;
  • Trabalhar com o jovem sua expectativa de autonomia e a importância de um projeto de vida;
  • Contrapor com ele a idéia do trabalho como Direito X Dever;
  • Refletir sobre a fundamental importância de aliar estudo e trabalho;
  • Fazê-lo conhecer diversas iniciativas para a ampliação de uma escolarização de qualidade e preparo técnico-profissional;
  • Apontar ao jovem possibilidades de iniciação e aperfeiçoamento de trabalho como parte de seu projeto de vida profissional;
  • Levá-lo a conhecer o que é empreendedorismo e as novas profissões;
  • Por fim, mostrar ao jovem que a chave de todo o seu processo de cidadão- trabalhador dependerá do auto-conhecimento, de mergulhar em si mesmo e sair em busca de seu futuro.

Aos educadores: É da mais alta relevância a reflexão que se segue para os jovens de nosso país, em busca da conscientização de que suas escolhas iniciais sejam fruto de reflexão e lhes garantam acesso a um trabalho digno e edificante no futuro. Cabe aos adultos com quem eles convivem na adolescência e juventude abrir-lhes as portas do auto-conhecimento e da busca de aprender a aprender para serem pessoas inteiras e realizadas.



ATIVIDADE 1: A SITUAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO JUVENIL E OS PROFISSIONAIS DO FUTURO

Colocar na sala de aula, a título de sensibilização para os alunos, o poema a seguir, de autoria de Içami Tiba, médico psiquiatra e terapeuta de adolescentes:

Primeiro emprego

“A grande caminhada da vida começa pelo primeiro passo.
Pelo primeiro emprego,
O grande sonho profissional põe os pés no chão.
Reúne tudo: felicidade e angústia,
preparo e espontaneidade,
apreensão e cuidado,
ousadia e carinho,
construção e solidariedade,
raciocínio e amor,
progresso e poesia,
competição e humanidade.
O primeiro emprego pode durar a vida toda,
Se cada passo seguinte for empreendido como o primeiro”.


Proponho iniciar este trabalho com a leitura pelos estudantes do texto-base, de Karina Andrade, “O trabalho decente”, solicitando na seqüência que os alunos, em pequenos grupos, levantem questões e dúvidas que a leitura suscite entre eles. Enumere na lousa estas questões.

Em seguida, sugira aos grupos de estudantes a realização de uma pesquisa na internet, jornal ou literatura, sobre a realidade do mercado de trabalho juvenil atual: devem constar desta pesquisa dados referentes a OIT (Organização Internacional do Trabalho), AHTD (Agenda Hemisférica de Trabalho Decente), Rede de Emprego de Jovens (YEN – Youth Employment Network), ANTD (Agenda Nacional de Trabalho Decente), PREJAL (Projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina), Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas) no que diz respeito ao trabalho juvenil, PROJOVEM (iniciativas para o trabalho adolescente urbano e do campo), pesquisa do IPEA sobre Juventude e Políticas Sociais no Brasil, Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude do Ministério do Trabalho, Unitrabalho, entre outros.

A proposta não é esgotar a questão, mas ilustrar para os jovens a dimensão do tema e as preocupações mundiais e nacionais em relação a ele, assim como as iniciativas existentes para garantir à juventude, no início de sua trajetória profissional, alguma segurança de um trabalho digno e decente.

Alguns dados sobre as questões do trabalho jovem:

  • A promoção do emprego jovem foi um dos compromissos assumidos pelos países membros da ONU na Declaração do Milênio, adotada durante a Cúpula do Milênio, a maior reunião de chefes de estado e de governo;
  • As recomendações adotadas pelo Painel de Alto Nível da Rede para Emprego de Jovens (YEN- Youth Employment Network) são: empregabilidade, igualdade de oportunidades, empreendorismo e criação de emprego;
  • A cada país cabe transformar as 4 recomendações globais em estratégias para a ação nacional;
  • À OIT cabe elaborar pesquisas e estudos globais sobre estes planos nacionais e promover trocas internacionais, de modo a dar a conhecer tais iniciativas e estimular novas;
  • Os Planos de Ação Nacionais são essenciais para a definição de prioridades e para o desencadeamento de ações;
  • As parcerias entre instituições governamentais e não governamentais são fundamentais para a promoção do emprego dos jovens, tanto localmente, quanto mundialmente;
  • A OIT Brasil oferece cooperação técnica aos programas prioritários e reformas sociais do Governo brasileiro, incluindo o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, Fome Zero, Primeiro Emprego e diversos programas governamentais e não governamentais.


Após o levantamento de dados, é possível começar a refletir com o jovem que tipo de profissional o mundo de hoje necessita, a fim de aproximá-lo do quadro de expectativas que a realidade do mundo do trabalho atual lhe apresenta. O educador pode então propor aos alunos a seguinte questão: O mundo de hoje, globalizado e tecnológico, implica um mercado de trabalho altamente competitivo, exigindo dos indivíduos uma preparação mais ampla e, ao mesmo tempo, mais específica.

Eles podem criar, em grupos, um pequeno questionário para ser encaminhado aos seus pais, professores e outros adultos com quem convivam diariamente, levantando as principais características que podemos esperar dos profissionais neste momento e para o futuro.

Devem aparecer dados como:

  • Flexibilidade, disposição para contribuir para inovações, criatividade, lidar com incertezas;
  • Demonstrar interesse e ser capaz de aprender ao longo de toda a vida, ter sensibilidade social e facilidade para comunicar-se;
  • Trabalhar em equipe, assumir responsabilidades, tornar-se empreendedor, conhecer diferentes culturas;
  • Desenvolver aptidões multidisciplinares, conhecer tecnologia e informática como habilidades fundamentais para todas as áreas do conhecimento;
  • Conhecer a fundo sua área de atuação, ter informações consistentes, precisas e atualizadas, gostar realmente da área escolhida;
  • Ser um profissional completo em todos os aspectos, com curso de graduação, cursos de atualização, informática, inglês;
  • Saber aprender, capacidade para lidar com o inesperado e solucionar problemas;
  • Possuir competências gerais: perfil empreendedor, facilidade para tomar decisões, habilidade para trabalhar em equipe e capacidade para solucionar problemas;
  • Falar um ou dois idiomas estrangeiros, dominar informática, estar disposto e ser capaz de desempenhar qualquer função, sem jornada de trabalho máxima, apenas mínima;
  • Hoje precisa-se de generalistas com viés de especialista: tudo é uma questão de atitude.


Sintetiza Arnaldo Niskier, escritor e membro da ABL, sobre esta questão: “Os novos tempos exigem um novo profissional que deverá exibir como trunfo vários diferenciais, além do diploma universitário. Mais do que nunca, o nosso jovem precisará ostentar engenho e arte. Engenho, no bom conhecimento das técnicas e dos fundamentos da área de atuação que escolheu e no domínio de saberes que, hoje, transcendem o currículo de um simples curso, abrangendo noções de atividades afins e domínio de competências, como informática, idiomas estrangeiros e gestão de pessoas. Arte, na capacidade de se expressar com clareza e correção, na habilidade de trabalhar em equipe, na prática da ética, no exercício consciente da liderança, na criatividade para enfrentar problemas, na responsabilidade social, na adesão aos valores e princípios da organização à qual pertence”.

Neste momento, é importante que os jovens percebam a extensão da problemática de sua inserção no mercado de trabalho, isto é, percebam que não basta arranjar um pequeno e simples trabalho, um emprego qualquer neste seu momento de vida, se ele não estiver disposto a investir muito nele mesmo ainda, ao longo dos próximos e determinantes anos, seja numa boa escolarização básica e profissionalizante, seja em conhecer-se profundamente e desenvolver suas melhores habilidades e competências, para, ao longo de seu trajeto de vida, ter chance de alcançar sucesso e realização profissional.

ATIVIDADE 2: VIVENDO O MOMENTO DE TRANSIÇÃO PARA A IDADE ADULTA

Sabemos que vários eventos marcam normalmente a transição do “ser jovem” para o “ser adulto”, como a inserção no mercado de trabalho, a independência financeira, o casamento, a constituição de uma família e um domicílio próprio. Estes marcos transitivos não têm ocorrido na sociedade pós-moderna de maneira linear e, em alguns casos, nem têm acontecido.

Proponha aos seus alunos pensar e colocar num papel, individualmente, a resposta à questão: O que é que, de fato, me fará deixar de ser um jovem para vir a ser um adulto?

Levante na lousa os dados significativos após discutir com os jovens esta questão.

Podemos constatar com eles como esta passagem, neste momento do mundo e da nossa sociedade, está particularmente difícil, uma vez que incerteza, fragilidade e insegurança são as palavras de ordem da vida pessoal e social. E sabemos que o aumento da fragilidade e individualização nas relações modifica muito a condição de transição do jovem e sua inserção na vida adulta hoje.

Nadya Araújo Guimarães, pesquisadora social do Departamento de Sociologia da USP, aponta a fragilidade da inserção do jovem no mundo do trabalho, a qual irá marcar sua trajetória, não apenas profissional, mas da vida a ser construída a partir dessa inserção. Diz ela: “... nossos grandes mercados urbanos de trabalho parecem estruturados de forma a ameaçar os trabalhadores jovens com a reprodução duradoura da instabilidade dos empregos precários e da recorrência do desemprego”. Ela ainda salienta que essa característica do mercado também se apresenta para uma grande maioria de adultos.

É por tal condição absolutamente adversa do mundo de hoje que se fará necessário, então, mostrar aos jovens que eles são um bem para a sociedade, que o problema é o desemprego e o subemprego; que eles são os prováveis agentes de mudança social e econômica do nosso país, que são eles os mais importantes parceiros do desenvolvimento nacional, bem como os potenciais líderes do futuro, com sua energia e capacidade para inovações; que suas aspirações e desejos são bens que nossa sociedade não pode desperdiçar... que sabemos que a sociedade precisa confiar, investir e dar as melhores condições para nossos jovens de uma inserção na vida adulta séria e decente.
Do lado deles, eles terão que se esforçar muito para exigir da sociedade adulta seu lugar de construtores, de cidadãos inteiros e promotores do futuro.

Vamos, pois, proceder ao fortalecimento deste imenso contingente de jovens brasileiros, fazendo com que eles possam caminhar com clareza de propósitos em sua vida emergente...

Proponha a seus alunos que levantem, em grupos, suas principais aspirações neste seu momento de vida, pensando em suas necessidades e, ao mesmo tempo, em suas possibilidades. Eles podem fazer um desenho coletivo ou talvez uma paródia para uma música conhecida para apresentar aos colegas.

Isto significa que os jovens poderão falar de seu desejo de independência financeira para, ou ajudar a manutenção de sua casa, ou investir em sua escolarização, ou mesmo, poder fazer aquilo que querem, freqüentar baladas ou exercitar seus hobbies... não importa, é recomendável que eles levantem seus desejos para que todos possam conversar sobre as expectativas que têm de começar a decidir seu momento e seu futuro...

Aqui, o papel do adulto será de trazê-los à realidade, apontando no momento as possibilidades de realização de seus desejos de alçar vôo no que diz respeito à necessidade absoluta de continuarem sua trajetória de estudantes. Então, como coordenar estudo e trabalho? Que tipo de trabalho escolher?

O jovem terá que entender que precisará trabalhar uma situação dentro do possível, desejável e realizável, isto é, deverá buscar um primeiro vínculo com o trabalho dentro das possibilidades de competências e habilidades que venha desenvolvendo ao longo de sua formação, num campo de atuação de que goste ou admire (pois dificilmente nos realizamos em algo de que não gostamos), mas que não se esqueça de que só deverá e poderá fazer algo que caiba em sua situação atual de vida familiar e social (precisará levar em conta as condições financeiras de sua família, a opinião de seus pais sobre sua inserção prematura, às vezes, no mercado de trabalho, o valor que seu grupo social atribui ao trabalho...).

Também será importante que os jovens compreendam o momento de desenvolvimento físico em que se encontram pois, muitas vezes, as condições que um trabalho lhe oferece estão longe de ser ideais neste seu momento de sua vida.

Agora, eu gostaria que se propusesse aos alunos uma reflexão sobre suas necessidades de alimentação, repouso e sono, prática de esporte ou atividade física, essenciais ao desenvolvimento físico e psíquico nesta importante fase de vida.

Sabemos e confirmamos que o trabalho é a forma mais importante de alguém se sentir produtivo e capaz de se situar no mundo e que trabalhar desde cedo pode ser um aprendizado positivo e que acrescente boas experiências à vida do adolescente.

No entanto, é preciso garantir que o jovem seja respeitado em suas necessidades básicas. Segundo Vera Lúcia Zaher, em seu estudo sobre saúde e trabalho do adolescente, no cap. Saúde e Trabalho, do livro Adolescência: Prevenção e Risco, de M. Ignez Saito e outros, Ed. Atheneu, escreve:

“As imposições de horários, os lanches rápidos, o sentir-se constrangido de carregar marmitas entre outros fatores, são complicadores de um aporte nutricional adequado. O adolescente que trabalha deve ter a disponibilidade de tempo e acesso a uma alimentação apropriada ao seu momento de vida... Submeter adolescentes a uma carga de atividades maior do que podem suportar pode determinar, além de desgaste físico, lesões músculo-esqueléticas graves... As necessidades de sono e repouso, tão importantes para um desenvolvimento saudável, muitas vezes, são relegadas a um segundo plano... As necessidades de lazer do jovem implicam saídas à noite, o que nem sempre pode ser seguido de um descanso apropriado... a prática esportiva, muitas vezes, é deixada de lado”.

ATIVIDADE 3: A ESCOLA BÁSICA – ESTUDAR SEMPRE, APRENDER A APRENDER CONSTRUINDO O CONHECIMENTO

Segundo Içami Tiba, em seu livro Adolescentes: quem ama, educa, Ed. Integrare:

“Estudo não se negocia, ele é importante não só para a capacitação e a formação pessoal, mas também para o benefício e qualidade de vida da família e da sociedade... Estudar é um gesto de sabedoria de captar os conhecimentos de tantas pessoas que participaram direta ou indiretamente da construção da nossa civilização... A pessoa que estiver sempre disposta a aprender é a que vai sobreviver às revoluções do conhecimento. Quem se achar sabedor de tudo e parar de aprender amanhã será ultrapassado por quem continuou aprendendo. É por isso que temos que aprender sempre, fato hoje consagrado como Educação Continuada.. .é um aprender que nunca acaba.

Conhecimentos são ferramentas plásticas de multiuso, que podem ir sofrendo adaptações, modificações e transformações, à medida que estas forem necessárias.
Informações são dados estatísticos, hoje facilmente encontráveis em muitos lugares. Basta saber como acessá-las.

Bom aluno é aquele que vai construindo dentro de si os conhecimentos com as informações que recebe dos professores em sala de aula, ou quando lê os livros pertinentes à matéria.

Portanto, mais que ter a informação dentro de si, o importante é saber onde encontrá-las para usá-las. A importância maior está em ampliar os conhecimentos porque é com eles que nos tornaremos mais competentes neste mundo tão competitivo...

O adolescente vai ter que usar o que tem dentro de si. Seu principal recurso são os conhecimentos que leva dentro de si... Estudar não é “decoreba” para fazer “provas” e para passar de ano, mas é adquirir informações para transformá-las em conhecimentos para enfrentar as provas da vida. Conhecimentos melhoram a competência, a criatividade, o empreendedorismo, a cidadania e a ética.. .Conhecimento é a informação aplicada na prática, em todos os ramos da vida, que pode modificar o já existente, criar o novo e expandir os limites em todas as dimensões”.

Com base neste pequeno texto, que deverá ser entregue aos alunos, peça a eles que procurem pensar na importância da escola na sua formação e desenvolvimento pessoal. Eles podem refletir sobre o conteúdo do texto, a diferença entre informação e conhecimento, proposta por Tiba, e reconhecer em sua trajetória na escola exemplos de conhecimentos adquiridos ou construídos a partir de informações recebidas dos professores e livros didáticos e paradidáticos, partilhando entre si suas experiências. O importante é que eles percebam que a construção do conhecimento é um processo pessoal que ocorrerá ao longo de toda a vida, a partir das oportunidades que tenham de acesso a informações e propostas de utilização das mesmas, característica dos cursos formais de estudo (Educação Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior, especialização, pós-graduação...), assim como a construção do conhecimento social é fruto da contribuição dos percursos pessoais de todos os indivíduos.

ATIVIDADE 4: O TRABALHO COMO PARTE DE UM PROJETO DE VIDA

O que significa trabalho? Os alunos podem realizar uma breve pesquisa sobre o significado da palavra trabalho e seu sentido em diferentes contextos culturais.

A palavra trabalho tem muitos significados nas diferentes culturas. Ela traz a idéia da ação do homem para sobreviver, criando instrumentos e transformando a natureza. O trabalho pode ser, ainda, além de uma necessidade de sobrevivência, um ato livre, criativo e voluntário, que leve ao crescimento pessoal e à evolução social.

Afirma Flávio Gikovate, em seu livro Os Sentidos da Vida, Ed. Moderna:

“Podemos dizer que faz parte da nossa essência tentar entender o que nos cerca e procurar modificar suas características para melhorar as condições da vida material. O trabalho pode ser entendido como a energia que despendemos para extrair do nosso habitat os meios para uma vida melhor... Trata-se de usar todos os recursos interiores com o intuito de encontrar novas formas de explorar o planeta e suas possibilidades. Trata-se de atividade criativa, capaz de gerar idéias que possam se transformar em novas práticas”.

A partir da pesquisa sobre o sentido mais amplo da palavra trabalho, é possível aos jovens reconhecer o quanto a iniciação no mundo do trabalho pode trazer a eles o sentimento de seres produtivos, uma valorização diante de sua família e grupo social, um crescimento de responsabilidade pessoal e social e um amadurecimento geral.

Todas essas dimensões de ganho são reais e absolutamente justificáveis para a iniciação do jovem na vida produtiva, no entanto, algumas reflexões ainda poderão colaborar para que seus alunos estejam mais preparados para esta nova etapa de vida, além da garantia de que somente com a continuidade de estudos formais eles poderão chegar ao seu melhor desempenho profissional e conseqüente reconhecimento financeiro e social.
Continuemos, pois, as reflexões:

É ainda Gikovate que nos fala das dimensões de prazer e dever que o trabalho envolve:

“O trabalho nos preenche intelectualmente, ocupa nossa mente com assuntos objetivos e interessantes, afastando-nos de questões existenciais mais dramáticas... O trabalho nos traz, pois, conhecimento, prazer associado ao avanço intelectual e também muita paz... Ou seja, ocupados não temos tempo para pensar nas adversidades da vida, mesmo porque isso não nos ajuda em nada, pois não as afasta. Pensar nas adversidades é sofrer à toa, ao passo que nos entreter com uma atividade interessante é algo muito gratificante e útil. Quando uma pessoa consegue realizar algo a que se propôs, experimenta enorme satisfação interior.

Todos já experimentamos a sensação de prazer ligada a algum aprendizado... Muitos jovens associam o prazer apenas a atividades de lazer e não conseguem perceber que ele também pode existir nas esferas do estudo e do trabalho.

Enquanto o trabalho pressupõe a existência de um compromisso, de uma responsabilidade assumida com outras pessoas, o lazer pode ser interrompido a qualquer momento... o trabalho é atividade mais séria e responsável; já o lazer é algo mais leve e cujo resultado não implica danos para outras pessoas.

No trabalho somos avaliados de forma mais grave, ao passo que o fracasso em uma atividade de lazer é triste, mas não tem conseqüências muito importantes... No trabalho somos efetivamente testados... Um dos componentes dessa avaliação é o dinheiro. Se estivermos indo bem no trabalho, teremos recompensas materiais, ao passo que o fracasso irá implicar baixa remuneração – ou mesmo a perda da função.

O trabalho exige disciplina, coisa menos relevante nas atividades de lazer.
Várias pessoas se sentem muito gratificadas em suas atividades profissionais. Na verdade, trabalho pode ser prazeroso, e lazer pode ser muito chato e tedioso”.

Esta citação de Gikovate pode levar o jovem a perceber que dever e prazer não precisam estar necessariamente dissociados, que a escolha de um campo de trabalho que atenda interesses pessoais, além de necessidade de ganho financeiro, é fundamental para o desenvolvimento de qualquer ser humano. Nesse sentido é que ter um projeto de vida pessoal e profissional, a partir do auto-conhecimento, de suas possibilidades de expansão no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades e competências, de estudo constante e aperfeiçoamento, será fundamental a cada um desses estudantes para o seu futuro.

Será com o início da vida profissional que o jovem poderá conhecer na prática como funciona o mercado, descobrindo as tendências da profissão escolhida (nem sempre a carreira é aquilo que se pensava), percebendo que aperfeiçoamentos ela exige e se de fato está preparado para nela ingressar. A possibilidade de testar várias atividades, antes de se decidir por uma, também pode ajudar a determinar uma escolha mais consciente.

ATIVIDADE 5: O TRABALHO COMO DIREITO E DEVER – UMA RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO

Sabemos que o sonho de todo jovem é atingir a independência financeira para que possa fazer aquilo que quiser de sua vida. É importante que seus alunos percebam que toda atividade humana tem regras a serem seguidas; assim, o jogo da vida do trabalho exigirá deles que conheçam as regras com clareza e joguem o jogo de maneira a obter satisfação e benefícios e que estes possam ser maiores que as dificuldades acarretadas e eventuais perdas que seu status de trabalhadores lhes traga.

Proponha aos jovens que discutam em pequenos grupos como podem calcular a relação custo x benefício no mundo do trabalho. Assim, um empregado calcula se compensa o trabalho que está fazendo pelo salário que recebe. Deve haver um certo equilíbrio entre o que faz (trabalho) e o que recebe (salário). O que ele faz é seu “custo” e o que recebe é seu “benefício”. Se trabalhar muito e ganhar pouco, estará tendo prejuízo.

Além disso, é importante que eles avaliem se a experiência e o próprio salário estão valendo a pena no sentido de que, necessariamente, estudar e trabalhar ao mesmo tempo implica menor tempo e disponibilidade de energia para os estudos, fundamentais ao seu futuro profissional no mercado de trabalho.

Estas experiências são únicas e pessoais; para alguns deles determinada vivência pode significar ganho, enquanto para outros pode pesar mais aquilo que está perdendo. De qualquer forma, é importante os jovens conversarem sobre esta questão, trocando dados e pareceres que os deixem mais antenados nas possibilidades de viver o trabalho e avaliar custo x benefício.

ATIVIDADE 6: DOSANDO TRABALHO E ESCOLA NA ADOLESCÊNCIA

Mostre aos jovens que não podemos nesse assunto ter uma única visão, nada é absolutamente certo ou errado, desejável ou indesejável. Em cada momento, para cada jovem especialmente, poderá haver uma situação real que exija ou possibilite uma opção diferente. No entanto, sabemos que, dentro do possível, todo jovem que inicie sua vida profissional deve continuar investindo em sua escolarização formal a fim de ampliar suas condições de sustentação profissional se deseja ascender, galgar passos e degraus na profissão escolhida.

Alerte seus alunos para uma armadilha comum: muitos estudantes apresentam dificuldade para aprender e estudar, ou mesmo, não gostam de estudar. Que eles não se iludam: momentaneamente poderão conseguir um trabalho mas, ao longo do tempo, se pensarmos em uma carreira profissional, a continuidade da escolarização será de fundamental importância e um diferencial crítico. Assim, o abandono escolar deve ser a última atitude a ser tomada pelo jovem!

Um estágio num bom local de trabalho, onde o jovem possa aprender algo de que goste, já direcionado a um campo profissional, pode ser interessante. Segundo Tiba, há pessoas mais práticas que teóricas e que, iniciando um trabalho, entendam melhor o sentido do estudo ou até sua necessidade.
Se o trabalho não prejudicar os estudos pode até ajudar o jovem a se organizar para dar conta de mais de uma responsabilidade, o que poderá lhe trazer não apenas ganho de experiência como satisfação pessoal em superar-se a cada dia.

Para jovens que não querem estudar, a disciplina que um trabalho exige pode levar ao amadurecimento dele como pessoa, de forma a fazê-lo rever sua maneira de enfrentar a vida e, particularmente, o seu papel de estudante.

É importante que eles percebam que a vida profissional é bem diferente da estudantil. Na escola, muitas vezes, haverá um “jeitinho” se ele deixar de cumprir suas obrigações de estudante. No emprego, dificilmente poderá mostrar-se “folgado”, deixar tudo para depois, perdendo prazos, pedir ajuda de outros para cumprir seus compromissos, pois cada um tem seus próprios compromissos a cumprir. O mundo do trabalho pouco se preocupa se ele está algum dia com problemas ou dor de cabeça, exige seu compromisso e o cumprimento de suas responsabilidades. Isto tudo é ganho mas, por outro lado, exige do jovem certo amadurecimento para enfrentar a realidade e lidar com as necessárias frustrações da rotina.

Peça aos seus alunos que levantem dados sobre experiências de jovens que eles conheçam que já estejam trabalhando e continuem a estudar, levantando as ponderações acima, os ganhos e a importância de levar adiante seus estudos formais e, ao mesmo tempo, investir naquilo que desejam e até priorizam, muitas vezes, que é trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro.

ATIVIDADE 7: A EDUCAÇÃO COMO BASE DA FORMAÇÃO PARA O TRABALHO

Neste momento, desejo que você levante com seus alunos as inúmeras possibilidades que hoje se abrem aos estudantes no sentido de se prepararem e se adequarem, continuamente, para o mercado de trabalho.

Assim, a nossa atual LDB(9394/96) prevê, pela primeira vez, uma educação profissional integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia. Ela oferece possibilidade para que todos os alunos egressos do ensino fundamental, médio e superior, bem como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, tenham acesso à educação profissional.

Uma ampla qualificação e requalificação dos nossos trabalhadores é a possibilidade de garantia de emprego e melhora de performance neste mundo tão duramente competitivo. As profissões mudam muito rapidamente suas características e o trabalhador precisa estar preparado para as novas demandas.

O ensino médio vem sofrendo mudanças substanciais, com inovações nas escolas técnicas. Cursos rápidos vêm atendendo às necessidades do mercado e da pressa do jovem em iniciar sua vida profissional.

Proponha aos seus alunos conhecer, através de pesquisa, iniciativas importantes da educação brasileira para poder fazer uso das mesmas em sua trajetória como alunos e trabalhadores:

  • Os cursos técnicos, de curta e longa duração, previstos pela nossa legislação;
  • O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), iniciativa do MEC, em todo território nacional, que avalia as diversas competências e habilidades que os alunos desenvolveram ao longo de todo o ensino fundamental e ensino médio, cujos resultados já são utilizados nas seleções de muitas universidades públicas e privadas de todo o país e que em breve serão utilizados nos processos de seleção de empresas. Existe, inclusive, a idéia de um banco de talentos, um ambiente virtual, no qual as empresas acessem o desempenho dos candidatos no Enem;
  • Os cursos tecnológicos ou seqüenciais (de formação específica ou complementação de estudos), de curta duração, já existentes em diversas instituições de ensino superior em nosso país, com a intenção de uma qualificação profissional específica e mais breve (duram de 2 a 3 anos e nem todos são considerados graduação);
  • Os cursos on-line, presenciais ou não, que surgem numa velocidade cada vez maior para atender à demanda de especialização e aprofundamento teórico para todos os campos profissionais,...


É da maior importância conseguir mostrar aos jovens que hoje, em qualquer idade, é imprescindível não parar de estudar, que sempre será possível ampliar seus conhecimentos e aperfeiçoar-se em sua área de trabalho, conseguindo uma situação profissional crescentemente satisfatória.

Os alunos podem montar um grande painel de informações sobre estas questões, mantendo-se comprometidos com a atualização do mesmo por tempo indeterminado, de forma a colaborar com todos os estudantes em sua procura de caminhos.

ATIVIDADE 8: APRENDIZES, TRAINEES E ESTAGIÁRIOS – PROMOVENDO CONDIÇÕES DE INICIAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO

Acredito que não haja como ser educado para o trabalho e adquirir experiência sem estar trabalhando. No entanto, volto a enfatizar a necessidade absoluta de que o jovem continue a estudar uma vez iniciada sua carreira profissional.

O conhecimento na prática de expectativas e exigências do mercado de trabalho auxiliarão, com certeza, as futuras escolhas e decisões do cidadão trabalhador.

Hoje, a maioria das empresas investe na formação de futuros profissionais, seja contratando jovens como estagiários (no geral até antes, mas principalmente durante o curso de graduação), seja como trainees (após ou antes mesmo de terminar a graduação).

Quando um jovem começa a trabalhar, é preciso primeiro aprender sobre o ofício e adquirir os conhecimentos necessários para exercê-lo, seja estudando, observando ou atuando; assumindo, a partir daí, a responsabilidade de quem vai trabalhar nesse ofício.

Segundo Paulo Nathanael, presidente do CIEE: “Pela prática, a pessoa adquire capacidade para agir com proficiência na profissão para a qual se preparou academicamente. Por isso, o estágio se apresenta como um complemento indispensável a qualquer tipo de habilitação profissional oferecida pelos ensinos formais de nível médio e superior. O estágio não substitui a aprendizagem escolar. Sua função é a de suplementar o conhecimento adquirido em sala de aula, vivenciando, na prática, o saber teórico que advém do conjunto de disciplinas do currículo de curso”.

Proponha aos seus alunos conhecer, através do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola – www.ciee.org.br), as ofertas de estágio disponíveis no mercado, cursos EAD (Educação a Distância) e vagas de trainees.

ATIVIDADE 9: VOLUNTARIADO, EMPREENDEDORISMO E NOVAS PROFISSÕES

O trabalho voluntário é uma atividade não-remunerada, prestada por pessoa física a qualquer entidade pública ou instituição privada de fins não lucrativos. Tal serviço não tem vínculo de emprego e o voluntário não tem salário nem direitos trabalhistas. É um trabalho livremente assumido, envolvendo uma ou mais tarefas claramente definidas. No geral, as pessoas que se envolvem em trabalhos voluntários têm alta consciência social e mostram-se interessadas em promover benefícios à coletividade.

Muitos jovens se dispõem a trabalhar como voluntários em instituições de diversos setores e esta iniciativa pode ser de grande valia para a formação pessoal e até profissional dos mesmos, uma vez que pode envolver uma rotina, não tão rígida em horários, compromissos e responsabilidades como um emprego formal, mas igualmente rica de experiências humanas e de procedimentos de trabalho.

Proponha a seus alunos uma pesquisa sobre onde e como exercer um trabalho voluntário em seu bairro, em sua comunidade,...

Empreendedorismo é um termo bastante novo, muito valorizado hoje no mercado de trabalho e, segundo Tiba,“se refere ao conjunto de várias qualidades humanas como competência, iniciativa, ética, criatividade, ousadia, comprometimento e responsabilidade nos seus atos, especificamente mais focalizados no trabalho, mas que servem para qualquer área da vida. Essas qualidades devem se interdepender totalmente porque a ausência de uma delas pode comprometer o resultado do trabalho. O mundo tem caminhado em função dos empreendedores”.

Sugira aos alunos que definam o que para cada um deles quer dizer “ser empreendedor” e depois que busquem saber a que se refere este termo no mundo empresarial. O importante é que os jovens percebam que ser empreendedor hoje é desejável e necessário a fim de se conseguir um diferencial profissional em qualquer área em que resolvam atuar.

A aquisição de competências hoje passa pela dimensão humana, pela técnica, pelo contexto político-econômico, reunindo o saber e o fazer, a teoria e a prática, os processos e os resultados. A educação continuada é hoje uma necessidade reconhecida pois, nos tempos de mudança que vivemos, as profissões se renovam a cada dia, com novas tendências e oportunidades.

Onde quer que apareça uma nova necessidade, profissões inimaginadas surgem: o designer de games, o escritório eletrônico de advocacia, a empresa de economia ambiental... e com elas surgem profissionais desbravadores... muitas vezes, a partir de um hobby, um jovem descobre uma nova oportunidade de trabalho... é preciso estar antenado quanto às novidades e necessidades sociais para perceber onde atuar com inovação.

Segundo Nathanael, “flexibilização é a palavra-chave, recursos humanos é o instrumento estratégico, e a educação o norte e o sul, o princípio e o fim”.

Converse sobre estas idéias com seus alunos a fim de sensibilizá-los para este momento e seu futuro próximo.

ATIVIDADE 10: AUTO-CONHECIMENTO – DESENVOLVER TALENTOS E POTENCIAIS

Para terminar esta longa e frutífera reflexão, é preciso contar aos alunos o grande segredo da construção de uma carreira sólida e promissora: o auto-conhecimento...
Sim, a chave está voltada para dentro de cada um de nós... é preciso acessar o que há lá dentro, quais são as nossas melhores possibilidades, as competências e habilidades, os potenciais que viemos desenvolvendo ao longo da vida e que poderão ser utilizados em nossa construção como profissionais e aperfeiçoados ao longo de nossa trajetória com a busca de novos recursos, como atividades e cursos de aperfeiçoamento.

Para escolher uma profissão é preciso descobrir quais as nossas características individuais mais fortes. Daí é importante pesquisar e conhecer quais as atividades profissionais que se servem destas aptidões. Assim, cresce a nossa chance de optarmos por uma profissão que coloque em evidência nosso lado positivo mais marcante.

Existem áreas para o comunicativo, para aquele que gosta de números, para o quieto e introvertido... Testes vocacionais podem ajudar, mas o processo de auto-conhecimento pode ser desenvolvido por cada indivíduo que se proponha a refletir com atenção sobre sua própria trajetória de desenvolvimento, conversando com as pessoas que lhe são mais próximas e que acompanharam seu desenvolvimento e, particularmente, na escola, com colegas e professores, utilizando-se de jogos e dinâmicas que envolvam questões de identificação de características pessoais.

Você pode propor que cada jovem escreva, desenhe ou fale de si mesmo, de seus pontos fortes e fracos, de quais características o identificam como personalidade, de suas vivências mais marcantes como pessoa e estudante, de seus hobbies e interesses, entre outras propostas. O ideal é que o jovem perceba a função determinante de se conhecer como possibilidades para, acreditando em seu potencial, vir a se lançar como elemento socialmente produtivo... e vir a se aperfeiçoar como cidadão e trabalhador.

É essencial transmitir ao jovem com relação ao início de sua vida profissional que:

NÃO TENHA PRESSA...
NAMORE A OPÇÃO ESCOLHIDA...
EXPLORE SUAS POSSIBILIDADES...
TENHA SEMPRE ALTERNATIVAS...
NÃO SE PREOCUPE SÓ COM O DINHEIRO...
NÃO CONFUNDA INTERESSE COM PROPOSTA DE VIDA...
CONFIE NOS SEUS SENTIMENTOS...
VÁ EM FRENTE COM CORAGEM E DETERMINAÇÃO...
E SEJA UM ETERNO APRENDIZ...

Sabemos que o jovem precisará encontrar nos adultos com quem convive auxílio para pensar, interlocução para diálogo, para colocar suas dúvidas, descobertas, medos e carências, para suprir suas inseguranças e descrenças, fortalecendo-se e tornando-se capaz de se auto-gerir dentro da vida social.

Por fim, um outro poema de Içami Tiba pode trazer uma última reflexão para o seu grupo de jovens:

“A sociedade é um complexo sistema dinâmico, conectado a outros,
No qual o ser humano é uma célula
que nasce de outras células
que precisa de outra célula,
para reproduzir muitas células...
Que desaparecem,
para outras surgirem...
Um milagre da vida!
Sozinha, não aprenderia tudo o que precisa, portanto, estuda;
Nem sobreviveria nessa diversidade imensa, portanto, trabalha.

Estudo, alimento da alma.
Trabalho, dignidade do corpo.
Criatividade, inteligência em ação.
Ética, oxigênio do comportamento”.



Indicações bibliográficas

- Gikovate, Flávio: Os sentidos da vida – uma pausa para pensar – SP – Ed. Moderna, 1998
- Niskier, Arnaldo e Nathanael, Paulo: Educação, estágio e trabalho – SP – Ed. Integrare, 2006
- Saito, M. Ignez e outros: Adolescência – prevenção e risco – SP – Ed. Atheneu, 2008
- Tiba, Içami: Adolescência – quem ama, educa – SP – Ed. Integrare, 2005




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